
A ilha de São Miguel recebe já no próximo fim de semana a primeira edição Rallye de Ponta Delgada, prova pontuável para o Campeonato dos Açores de Ralis. A prova marca o regresso da competição às estradas de terra na maior ilha do arquipélago açoriano.
O regresso dos ralis ao maciço das Sete Cidades é um dos grandes destaques da prova, com as provas especiais Remédios/Cumeeira e Vista do Rei/Feteiras, a disputar no dia de sábado, 21 de junho, a comporem parte significativa do traçado a cumprir. A estas duas, junta-se a prova especial Lagoa, a disputar entre os concelhos da Ribeira Grande e da Lagoa, ainda no dia de sábado. No dia anterior, sexta-feira, 20 de junho, disputa-se uma super-especial a percorrer nas imediações do Parque Urbano de Ponta Delgada.
Os atuais líderes do Campeonato dos Açores de Ralis marcam presença na prova. Luís Miguel Rego/José Janela, em Skoda Fabia RS Rally2, em absolutos, e Rafael Botelho/Rui Raimundo, em Peugeot 208 Rally4, nas duas rodas motrizes, serão os primeiros dois concorrentes a ir para a estrada.
Destaque ainda para a presença de Rui Borges, em Citroen C3 N5, de Pedro Câmara Jr., o recente vencedor do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão, na competição do FPAK Júnior Team, do terceirense Ricardo Silva, em Citroen Saxo, mas também a ausência de Rui Torres.
Ao todo, serão 19 as formações a alinhar à partida do I Rallye de Ponta Delgada, que possui 54,29 km de extensão em provas especiais, num rali a disputar maioritariamente no concelho de Ponta Delgada.

Este ano o arquipélago açoriano não será palco do Azores Rallye, tendo sido a 58.º edição adiada para o ano de 2025. O anúncio foi feito ontem, 11 de outubro, pela direção do Grupo Desportivo Comercial (GDC), em conferência de imprensa.
A organização vê-se impossibilitada de realizar a competição de rali “em virtude do parecer desfavorável para a realização da prova proferido pela Coordenação da Comissão de Crise do Hospital do Divino Espírito Santo”.
De acordo com comunicado do GDC, os motivos apresentados prendem-se com o esforço adicional a que têm estado sujeitos as várias equipas de médicos e enfermeiros afetos ao HDES, mas também a todos os centros de saúde da ilha de São Miguel, e ainda aos bombeiros e membros do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, assim como a reorganização que tem vindo sendo levada a cabo no Hospital de Ponta Delgada.
Não sendo possível garantir o atendimento e apoio conveniente e atempado em caso de acidente multivítima, um fator de risco enorme em provas automobilisticas, é do entendimento da Coordenação da Comissão de Crise do Hospital do Divino Espírito Santo que o rali apenas deverá ocorrer em 2025.
O Grupo Desportivo com sede na Lagoa, através da sua direção, “lamenta a situação, à qual é alheia na sua origem, mas que mantém a postura de pretender fazer parte da solução e não do problema, acatando por isso o parecer recebido e não realizando a prova nas datas originalmente anunciadas”, apontam os seus responsáveis.
Os dirigentes do GDC afirmaram, ainda, que agradecem “a todos os parceiros da prova, nomeadamente o Governo dos Açores e demais entidades públicas e privadas pelo apoio concedido à prova, esperando agora pelo anúncio dos calendários desportivos de 2025, para poderem materializar todo o trabalho de uma equipa que já preparou dois ralis e que, pelos motivos conhecidos, não consegue concretizar, em 2024, o seu trabalho”.