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Alunos do Nordeste sensibilizados para os riscos associados ao consumo de álcool

Médicas internas do hospital do Divino Espírito Santo sensibilizaram alunos do Nordeste para os riscos associados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas

© CM NORDESTE

A Câmara Municipal do Nordeste convidou o serviço de psiquiatria do hospital do Divino Espírito Santo a desenvolver uma sensibilização para a prevenção do consumo do álcool junto do público escolar.

O convite foi aceite por aquele serviço, que considerou pertinente e de interesse a sensibilização do público jovem, sendo o próprio serviço de Psiquiatria a indicar as idades apropriadas para o fim em vista.

As sessões foram dinamizadas por duas médicas internas da especialidade de Psiquiatria do hospital do Divino Espírito Santo, nomeadamente Sofia Quintal e Daniela Pacheco.

Foram realizadas duas sessões para alunos do terceiro ciclo, cada uma com a duração de trinta minutos de apresentação, seguidas de quinze minutos para perguntas e discussão. Ao todo, passaram pelo centro municipal cento e vinte e cinco alunos do 7.º ao 9.ºanos.

Na sessão foi realizada uma abordagem sobre a componente química do álcool, o efeito que o químico tem no cérebro dos jovens e com possíveis consequências por se tratar de um cérebro ainda em fase de desenvolvimento até à idade adulta (25 anos), bem como a composição do cérebro e o seu desenvolvimento, a influência que figuras públicas podem exercer sobre os jovens ao associar-se a campanhas que promovem o álcool, as doenças e problemas que podem advir de consumos excessivos, como sejam, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, acidentes e danos físicos e mentais que podem vir a revelar-se mais tarde em consumos frequentes.

Atualmente, verifica-se um consumo de álcool nos jovens, sobretudo em situações de aglomerados, tendo a sessão das palestrantes alertado para esta situação.

O consumo excessivo de álcool nos Açores, segundo as estatísticas, e todas as consequências que estão associadas ao nível da saúde mental e física, ao nível de problemas sociais e do bem-estar em geral, justificam, também, este género de sensibilizações e, se possível, com o máximo de antecedência possível.