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Detentor da medalha de bronze em mundial de ginástica aeróbica sonha com novas conquistas

O Diário da Lagoa entrevistou Rui Cansado, atleta açoriano de 22 anos que ganhou em março o bronze na taça do mundo de ginástica aeróbica. O jovem atleta alcançou também, no final de setembro, o quinto lugar no campeonato do mundo, em Itália

Rui Cansado é natural do Pico da Pedra, na ilha de São Miguel, e pratica a modalidade desde 2014  © CARLOS ALBERTO MATOS/FGP

Rui Cansado nasceu e cresceu na freguesia do Pico da Pedra, concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e afirma que é desde pequeno que surge o gosto e talento pela ginástica. “Era algo que me saía naturalmente”, assegura ao Diário da Lagoa (DL), enquanto afirma que percebeu, desde tenra idade, que aquele era o caminho certo para a sua vida. O atleta experimentou vários desportos, desde basquetebol a golfe, mas após ter assistido, em 2014, a uma edição da taça do mundo de ginástica aeróbica, no Teatro Micaelense, sentiu que o seu “futuro tinha de ser por ali”. É em setembro de 2014 que dá início oficial à ginástica.

O atleta explica que é desde os seus primeiros tempos na ginástica aeróbica que participa em competições. “A minha treinadora, Alexandra Barroso, não sabia se era muito precoce eu começar já com as competições internacionais”, diz, mas a verdade é que, em 2016, ao participar na sua primeira competição em França, conquista o primeiro lugar.  No mesmo ano, ocupa a mesma posição na competição internacional de Cantanhede, em Portugal.  Em 2018, participa, ainda, no seu primeiro campeonato do mundo “onde também sou finalista”, refere. Obtém as medalhas de ouro e bronze em França e no Japão, respetivamente, em 2019 e considera o terceiro lugar conquistado no campeonato da Europa, do mesmo ano, como sendo um dos seus “melhores resultados”.

Após ganhar “estatuto sénior” em 2020, ano em que também inicia a sua licenciatura na área do desporto, em Leiria, continua a conquistar medalhas e títulos. Foi finalista em ambos os campeonatos da Europa e do Mundo, em 2021 e 2022 e vencedor da medalha de bronze na taça do mundo, em Cantanhede, no ano de 2023.

Após os seus dois grandes resultados, conquistados este ano, não só em março, mas também em maio, tornando-se finalista na taça do mundo no Japão, aguarda ansiosamente o campeonato do mundo.

“Como é que se ganha uma medalha de bronze?”

É com convicção que o ginasta refere que é preciso muita experiência, treino e “um conjunto de pessoas que estão por detrás” para se adquirir uma medalha de bronze, até porque, “as coisas são sempre mais difíceis no estatuto de sénior”, explica ao DL.

Rui Cansado demonstra o seu agradecimento àqueles que estão à sua volta nestes momentos importantes da sua carreira. A preparação para grandes competições é feita tanto física, como mentalmente, numa altura onde o atleta refere que o seu corpo já “sede a algumas lesões” pelos treinos intensos que tem tido, que ocorrem duas vezes por dia, durante toda a semana. “Agora é só ganhar consistência no treino e na coreografia”, ressalta.

A “força mental que” precisa, afirma ir buscar à sua família e amigos: “são pessoas que me fazem ver que está tudo bem e que me ajudam com as minhas inseguranças”. 

Planos futuros, sonhos e aspirações

Neste momento, o ginasta sonha em conseguir um apuramento para jogos europeus e mundiais, referindo que não será para breve que abandonará esta carreira, por ter muitos “objetivos” ainda por “concretizar”. O teatro e a dança são outras das áreas que o fascinam e, quanto ao “futuro”, o atleta afirma ser “incerto”, mas que, claramente, se vê a construí-lo “no meio dessas áreas”.