
O património construído de Vila Franca do Campo volta a estar sob os holofotes nacionais com a participação do Santuário Mariano de Nossa Senhora da Paz na iniciativa “Novas 7 Maravilhas de Portugal”. Em 2026, o projeto que mobiliza o país em torno da sua herança histórica celebra duas décadas de existência e conta, nesta edição, com o apoio estratégico do VisitPortugal. O monumento vilafranquense surge como um dos candidatos na corrida à eleição dos exemplos mais notáveis do edificado nacional, num processo que culminará com a votação popular para determinar os vencedores.
A importância desta candidatura para a afirmação cultural do concelho foi sublinhada durante a cerimónia oficial de apresentação do projeto, que contou com a representação direta da autarquia. Segundo informação da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, a vereadora Margarida Pinheiro marcou presença no evento, reforçando o compromisso da autarquia na valorização e promoção dos ativos patrimoniais que definem a identidade local.
Este certame, que visa refletir a diversidade histórica e cultural de Portugal, coloca o Santuário da Nossa Senhora da Paz num patamar de visibilidade acrescida, incentivando não só o turismo religioso e cultural, mas também o envolvimento direto da comunidade na preservação da memória coletiva. A técnica da votação popular, pilar central deste concurso, desafia agora os cidadãos a reconhecerem a relevância arquitetónica e espiritual do monumento, que continua a ser um dos postais mais significativos da nossa região.

A ouvidoria de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, recebe entre os dias 19 e 26 de abril, a visita pastoral do bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues. A iniciativa, que envolve paróquias, movimentos e instituições locais, é encarada pela comunidade vilafranquense como um momento de renovação espiritual e de reforço da comunhão eclesial. Segundo notícia da agência Igreja Açores, a preparação tem decorrido ao longo dos últimos meses através de encontros com os conselhos pastorais e económicos, com o objetivo de envolver todos os agentes neste processo de receção ao prelado.
Para o ouvidor, padre José Borges, esta visita transcende a formalidade do calendário episcopal. “Não se trata apenas de um ato administrativo ou de uma formalidade do calendário episcopal. Acima de tudo, é um encontro de família”, afirma o sacerdote, sublinhando que o propósito é permitir uma proximidade real entre o Bispo e os fiéis. A vinda do prelado acontece num contexto de caminho sinodal, onde D. Armando Esteves Domingues é reconhecido pela sua “grande capacidade de proximidade e uma escuta muito atenta”, características que o padre José Borges considera fundamentais para a missão da Igreja junto das populações.
Um dos eixos centrais desta visita é o aprofundamento do sacramento do batismo, inserido na caminhada para os 500 anos da Diocese de Angra. O ouvidor recorda que “é no batismo que começa o ser cristão”, esperando que esta passagem do Bispo ajude a reavivar essa identidade em cada fiel. Carlos Vieira, coordenador do Conselho Pastoral da ouvidoria, reforça que o programa incluirá visitas às instituições e forças vivas de cada freguesia, procurando também analisar desafios como a participação nas celebrações. Em paralelo, destaca o dinamismo de espaços como o Santuário de Nossa Senhora da Paz, que se tem afirmado como um centro de espiritualidade e acolhimento para peregrinos na região.

O Santuário de Nossa Senhora da Paz, em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, assinalou o primeiro aniversário da sua criação com uma celebração marcada pela gratidão e por um apelo profundo à espiritualidade no primeiro dia do ano. Sob o lema de que “nós e o mundo precisamos de paz como de pão para a boca”, o reitor e ouvidor, padre José Borges, conduziu a cerimónia que juntou a equipa sacerdotal e um coro de toda a ouvidoria de Vila Franca, celebrando o espaço como um lugar vivo de fé e encontro.
Durante a homilia, o reitor enfatizou que o valor do Santuário reside na presença humana e na oração, definindo a instituição como um “espaço vivo de fé e encontro”. “Não são as paredes que tornam este lugar sagrado; são as pessoas”, afirmou, reforçando que os mais de seis mil visitantes que sobem ao monte mensalmente constituem o coração da instituição. Para o sacerdote, a comunidade é o centro da experiência religiosa: “Temos, neste lugar, a possibilidade de fazer parte de algo maior que nós, mas isto, este santuário, não existe sem nós, sem a nossa presença… são as pessoas o tesouro da fé cristã; são os peregrinos e as peregrinas que são o verdadeiro milagre neste lugar”.
Neste primeiro ano, o Santuário tornou-se um porto de abrigo espiritual, recebendo centenas de mensagens com pedidos de oração, especialmente de doentes, emigrantes e pessoas privadas de liberdade. A celebração, que evocou o dogma de Maria como Theótokos (Mãe de Deus), serviu para reforçar a missão de acolhimento. Ao refletir sobre o Dia Mundial da Paz, o padre José Borges recorreu ao pensamento de Tomás Halík para definir a paz como um caminho de paciência: “A paciência connosco chama-se esperança; a paciência com os outros chama-se caridade”.
O aniversário foi apresentado não apenas como a comemoração de um espaço físico, mas como a afirmação de uma missão espiritual: “Este não é apenas o aniversário do espaço físico, mas da fé que nos move, da missão que nos une e da paz que aqui encontramos, uma paz para além do barulho do mundo”. Num contexto global de divisões, o reitor deixou um convite à maturidade e ao respeito mútuo, lembrando que “a paz não é apenas ausência de conflito; é uma opção que exige compromisso”.
A cerimónia terminou com um convite à oração contínua pela reconciliação do mundo, renovando o compromisso dos fiéis com a construção de uma paz quotidiana e duradoura.