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Rastreio da Retinopatia Diabética alcança quase 10 mil utentes em São Miguel com taxa de adesão de 86%

Iniciativa retomada pelo governo regional em abril de 2024, após cinco anos de interrupção, está a ser realizada nos centros de saúde da ilha para aproximar os cuidados preventivos da população

© NOTÍCIAS QUE CONTAM

O Rastreio da Retinopatia Diabética já abrangeu 9.759 utentes na ilha de São Miguel desde que foi reativado, em abril de 2024, registando uma taxa de adesão de 86 por cento. A medida permitiu repor o rastreio preventivo que se encontrava suspenso desde 2019 na ilha, focando-se na deteção precoce de complicações visuais associadas à diabetes antes do surgimento de sintomas.

A informação e os dados foram avançados pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social. Em declarações divulgadas pela tutela, a secretária regional Mónica Seidi salienta que “a retoma deste rastreio permitiu recuperar uma resposta preventiva fundamental. A forte adesão demonstra a importância que os utentes reconhecem à prevenção e ao acompanhamento da sua saúde”.

O processo de rastreio em São Miguel está a ser descentralizado pelos diferentes centros de saúde dos concelhos da ilha para responder à dispersão geográfica e facilitar o acesso dos utentes. Nas restantes ilhas do arquipélago, o rastreio manteve-se em funcionamento contínuo, com a referenciação para os serviços hospitalares de Oftalmologia a ser feita pelos médicos de Medicina Geral e Familiar.

A tutela enquadra estes resultados no reforço da capacidade de resposta oftalmológica do Serviço Regional de Saúde. Nesse âmbito, o Hospital do Divino Espírito Santo passou a realizar vitrectomias em 2024, intervenção cirúrgica indicada para patologias da retina decorrentes da diabetes.

Sobre o impacto conjunto da prevenção e do tratamento na região, Mónica Seidi refere que “por um lado, recuperámos um rastreio que estava interrompido desde 2019 e que já alcançou quase 10 mil pessoas. Por outro, criámos capacidade para tratar nos Açores patologias que durante décadas obrigaram os nossos doentes a deslocar-se ao continente. É este o caminho que queremos para o Serviço Regional de Saúde”.

Governo regional prevê lançar procedimento para novo Centro de Saúde das Lajes do Pico até ao final do ano

Construção da nova infraestrutura de saúde representa um investimento estimado em cerca de 10 milhões de euros e encontra-se na fase de revisão do projeto de execução

© JOÃO FREITAS

O Governo Regional dos Açores prevê lançar, até ao final deste ano, o procedimento para a empreitada de construção do novo Centro de Saúde das Lajes do Pico. A garantia foi dada pelo presidente José Manuel Bolieiro, que apontou para um investimento estimado em cerca de 10 milhões de euros, segundo nota de imprensa enviada.

O anúncio foi feito durante uma deslocação oficial do presidente à ilha do Pico, por ocasião da entrega de novas viaturas elétricas destinadas à Unidade de Saúde da Ilha do Pico. O projeto de execução do novo centro de saúde encontra-se atualmente em fase de revisão, seguindo-se os procedimentos necessários para o lançamento da empreitada até ao final de 2026.

Segundo a informação divulgada, a futura obra enquadra-se na estratégia de modernização da rede do Serviço Regional de Saúde. A intervenção visa, assim, reforçar as condições de prestação de cuidados médicos no concelho, integrando um plano que contempla igualmente o reforço de equipamentos, meios materiais e recursos humanos na ilha do Pico.

“Estamos a avançar com este processo e a nossa previsão é lançar, ainda este ano, o procedimento para a empreitada do novo Centro de Saúde das Lajes do Pico”, adiantou José Manuel Bolieiro.

O presidente do governo regional sublinhou ainda o impacto da intervenção na resposta de saúde local. “É um investimento importante para as Lajes do Pico, que permitirá criar melhores condições para a prestação de cuidados de saúde e para o trabalho dos nossos profissionais”, salientou.

Secretaria Regional da Saúde testa sistema de telemonitorização nas Urgências Básicas

Um exercício simulado na Unidade de Saúde da Ilha das Flores testou a ligação por videoconferência e a gestão clínica partilhada com o médico regulador da Proteção Civil, num investimento de 100 mil euros

© SRSSS

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, acompanhou na passada quinta-feira, juntamente com o secretário regional do ambiente e ação climática, Alonso Miguel, um teste operacional do sistema de telemonitorização nas salas de emergência das unidades básicas de urgência da região.

Segundo nota de imprensa enviada à nossa redação, a iniciativa visou consolidar os procedimentos de comunicação e articulação entre as equipas clínicas locais e o médico regulador do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.

A simulação teve como base um cenário de emergência com um doente politraumatizado, permitindo testar o circuito operacional desde a admissão e avaliação inicial na Unidade Básica de Urgência da Unidade de Saúde da Ilha das Flores até à ativação do médico regulador, à realização da videoconferência e à gestão clínica partilhada do caso. 

Durante o exercício foram avaliados procedimentos como o estabelecimento da ligação por videoconferência, a transmissão estruturada da informação clínica, a prestação de apoio diferenciado em tempo real, a eventual necessidade de evacuação e o registo das decisões clínicas e dos tempos de resposta.

Para a implementação deste projeto, foram adquiridos mais de 30 tablets e replicadores de sinal Wi-Fi para dotar as salas de emergência das unidades básicas de urgência dos meios tecnológicos necessários à comunicação em tempo real com o médico regulador. 

Segundo a tutela, o investimento em telemedicina no Serviço Regional de Saúde ascende a cerca de 100 mil euros, financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A par do reforço tecnológico, o governo regional dos Açores tem prevista para 2026 a realização de mais oito cursos de Suporte Avançado de Vida (SAV), estimando-se que, até ao final do ano, 235 profissionais de saúde das unidades básicas de urgência tenham recebido esta formação especializada.

Mónica Seidi destacou que “este projeto representa mais um passo na implementação de soluções inovadoras que reforçam a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde, garantindo que os profissionais das unidades básicas de urgência dispõem de apoio diferenciado em tempo real sempre que a situação clínica o justifique”.

A responsável pela pasta da saúde acrescentou que “a telemonitorização permitirá aproximar especialistas e equipas clínicas, independentemente da ilha onde se encontrem, contribuindo para decisões mais rápidas, maior segurança clínica e melhores cuidados prestados à população”.

Investimento em exames e tratamentos convencionados nos Açores aumenta 3,2 milhões de euros

Serviço Regional de Saúde destinou mais de 22 milhões de euros às entidades convencionadas em 2025, garantindo a realização de 2,5 milhões de atos médicos na região

© SRSSS

O investimento do Governo dos Açores nas convenções do Serviço Regional de Saúde registou uma subida de 3,24 milhões de euros em 2025 face ao ano anterior, permitindo assegurar, de forma complementar, a prestação de cuidados de saúde em várias ilhas do arquipélago.

Segundo nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, no cômputo geral das especialidades verificou-se um aumento de cerca de 720 mil exames e tratamentos realizados em relação a 2023, ano em que o investimento global se fixou nos 17,7 milhões de euros.

Entre as áreas com maior volume de atividade em 2025 destacam-se as Análises Clínicas, com mais de 1,8 milhões de exames e um montante superior a 7,6 milhões de euros, e a Medicina Física e Reabilitação, que ultrapassou os 523 mil atos num valor superior a cinco milhões de euros. 

A Imagiologia contabilizou cerca de 89 mil exames, representando um investimento superior a 4,4 milhões de euros. O Governo Regional procedeu ainda à atualização dos valores pagos às entidades privadas nesta área e na Medicina Física e Reabilitação, algo que não acontecia desde 2014.

A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha que “estes números demonstram a importância estratégica dos parceiros do setor, que ao realizarem convenções reforçam a resposta do Serviço Regional de Saúde, permitindo assegurar aos açorianos um acesso mais célere, próximo e eficiente a cuidados de saúde fundamentais”.

O regime em vigor abrange áreas como Anatomia Patológica, Cardiologia, Gastroenterologia, Medicina Nuclear, Procriação Medicamente Assistida, Psiquiatria e Radioterapia, contribuindo para reduzir a necessidade de despesas diretas das famílias com cuidados de saúde.

Apesar do reforço da capacidade de resposta, a governante assinala que a Imagiologia continua a enfrentar constrangimentos no setor privado para assegurar a resposta pretendida, devido à dificuldade em contratar médicos especialistas. 

A tutela reafirma, contudo, a intenção de manter o reforço deste modelo complementar, defendendo Mónica Seidi que “o compromisso do Governo dos Açores é continuar a consolidar um Serviço Regional de Saúde moderno, robusto e centrado nas pessoas, assegurando que todos os açorianos, independentemente da sua ilha de residência, tenham acesso aos cuidados de saúde de que necessitam, com qualidade, segurança e em tempo útil”. 

Universidade dos Açores acolhe especialista belga para debater o papel da natureza na saúde e no bem-estar

A iniciativa, integrada no projeto NaturMind, arranca a 3 de agosto na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas em Ponta Delgada e marca o início de uma semana de intercâmbio com especialistas internacionais sobre o impacto do contacto com a natureza no bem-estar e na intervenção comunitária

© NOTÍCIAS QUE CONTAM

A Universidade dos Açores promove, no próximo dia 3 de agosto, um encontro técnico aberto à comunidade dedicado ao impacto dos espaços naturais na saúde, no bem-estar e no desenvolvimento sustentável. A sessão decorre a partir das 9h30, na Sala D.090 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), no campus de Ponta Delgada, marcando o arranque de um programa de intercâmbio de uma semana entre entidades dos Açores e da Bélgica. As informações foram avançadas pela academia açoriana através de nota de imprensa remetida às redações.

O encontro insere-se no âmbito do projeto “NaturMind – Programa Integrado de Bem-Estar e Conexão com a Natureza”, que visa a criação de abordagens de intervenção no âmbito do serviço social ecossocial a partir da ligação entre as populações e o meio natural envolvente. A iniciativa conta com a presença do especialista belga Jan Weverbergh, diretor do Grenspark Kalmthoutse Heide — parque natural transfronteiriço situado na fronteira entre a Bélgica e os Países Baixos, reconhecido no plano internacional pelos modelos de gestão integrada da paisagem, conservação ambiental, governação colaborativa e turismo sustentável implementados desde 2019.

Ao longo da semana de trabalhos, os participantes realizam sessões práticas de “Forestminds” em diversas paisagens naturais da ilha de São Miguel, sob a orientação científica do professor doutor Eduardo Marques. O objetivo passa por examinar o potencial dos ecossistemas arquipelágicos enquanto espaços de promoção da saúde física, mental e social, reforçando a redução do stress e a coesão comunitária através do contacto regular com o ecossistema regional.

Para além das experiências de campo, a iniciativa pretende aferir caminhos para a integração dos recursos naturais nas políticas públicas, na investigação científica e nas metodologias de intervenção social nos Açores. O projeto NaturMind é promovido pela Universidade dos Açores em parceria com o Grenspark Kalmthoutse Heide, a estrutura ForestMinds e os parceiros do consórcio europeu TRANS-lighthouses.

Governo dos Açores autoriza concurso público de 26 milhões de euros para o novo Centro de Saúde da Ribeira Grande

O Governo dos Açores autorizou esta quarta-feira a abertura do concurso público para a conceção e construção do novo Centro de Saúde da Ribeira Grande, num investimento de 26 milhões de euros que vai reforçar a assistência médica a mais de 31 mil residentes do concelho

© MIGUEL MACHADO

O Conselho do Governo dos Açores deliberou autorizar a abertura do concurso público para a empreitada de conceção-construção do novo Centro de Saúde da Ribeira Grande, num investimento total de 26 milhões de euros. A informação foi avançada pelo Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, em nota de imprensa enviada à nossa redação.

A futura infraestrutura de saúde visa reforçar a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde e melhorar os cuidados prestados a mais de 31 mil habitantes do concelho da Ribeira Grande, sendo edificada num terreno com cerca de 35 mil metros quadrados localizado na Rua dos Bombeiros Voluntários.

A nova unidade surge para substituir as atuais instalações do Centro de Saúde da Ribeira Grande, cuja configuração e dimensão já não respondem adequadamente às exigências da prestação de cuidados de saúde contemporâneos nem à evolução das necessidades da população.

Segundo a nota enviada pela tutela, a empreitada será concretizada através da modalidade de conceção-construção, permitindo desenvolver de forma articulada a elaboração do projeto e a execução da obra, promovendo maior eficiência na concretização deste investimento estratégico para a região.

A nível de valências assistenciais, a infraestrutura contará com uma unidade de ambulatório dotada de 16 gabinetes médicos, 15 gabinetes de enfermagem e três gabinetes de medicina dentária. O projeto contempla ainda uma unidade básica de urgência equipada com quatro gabinetes médicos e capacidade para observação simultânea de oito adultos e seis crianças, além de uma unidade de cirurgia de ambulatório com sala dedicada a pequenas intervenções cirúrgicas sem necessidade de internamento hospitalar.

Em matéria de meios complementares de diagnóstico e terapêutica, o futuro complexo de saúde ficará equipado com laboratório de análises clínicas, equipamento de tomografia axial computorizada (TAC), raio-X, sala de ecografias, gabinetes de cardiologia e pneumologia, e uma unidade de fisioterapia. O projeto prevê igualmente a criação de três enfermarias que totalizam 63 camas, destinadas a reforçar a capacidade de internamento, cuidados continuados e acompanhamento clínico de proximidade no concelho.

Sobre a relevância do investimento, o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou que “este é um investimento estruturante para a Ribeira Grande e para os Açores”, acrescentando, “Estamos a criar uma infraestrutura moderna, preparada para responder às necessidades atuais e futuras da população, reforçando a proximidade dos cuidados de saúde e valorizando o trabalho dos profissionais que diariamente servem os açorianos”.

O chefe do executivo açoriano sublinhou ainda que o investimento “traduz a prioridade que atribuímos ao fortalecimento do Serviço Regional de Saúde”, reiterando o objetivo de “garantir cuidados de saúde mais acessíveis, mais próximos e de maior qualidade, ao mesmo tempo que criamos melhores condições para os nossos profissionais e preparamos o sistema de saúde para os desafios do futuro”.

Açores ultrapassam 38 mil rastreios no programa regional de prevenção do cancro oral

No Dia Mundial do Cancro da Cabeça e do Pescoço, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, destaca a consolidação do programa de intervenção no Cancro da Cavidade Oral nos Açores (PICCOA), que já superou os números da edição anterior e mantém a Região Autónoma como pioneira no contexto nacional

© GRA

O Governo regional dos Açores assinalou o Dia Mundial do Cancro da Cabeça e do Pescoço sublinhando o impacto do programa de intervenção no Cancro da Cavidade Oral nos Açores (PICCOA). Trata-se de uma iniciativa pioneira em Portugal que, no acumulado da sua segunda edição (2022-2026), alcançou os 38.351 rastreios realizados até 30 de junho de 2026. O valor ultrapassa a totalidade dos 32.306 rastreios efetuados ao longo de toda a primeira volta do programa, desenvolvida entre 2017 e 2021.

Coordenado pelo Centro de Oncologia dos Açores, o programa foca-se na deteção precoce de lesões pré-malignas e malignas da cavidade oral, visando permitir um diagnóstico atempado e aumentar as probabilidades de sucesso no tratamento. Segundo os dados divulgados pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, a taxa de adesão dos açorianos registou um crescimento evolutivo, subindo de 27,1% na primeira edição para 30,9% na fase atual.

Os Açores mantêm-se como a única região do país a dispor de um programa organizado com esta tipologia. A estrutura do PICCOA assenta na realização de exames anuais dirigidos a grupos etários específicos, na dinamização de consultas de avaliação para casos referenciados e na atribuição do Boletim Individual de Saúde Oral (BISO 40+), documento concebido para reforçar a monitorização clínica e assegurar a celeridade no encaminhamento para cuidados especializados.

A nível internacional, o modelo açoriano integra a IARC Oral Cancer Screening Network, uma rede global promovida pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC), organismo especializado da Organização Mundial da Saúde (OMS) que reúne programas de referência no combate ao cancro oral.

Hospital da Terceira reforça diagnóstico oncológico com novo mamógrafo de última geração

Equipamento financiado pelo PRR substitui tecnologia com 16 anos no HSEIT e reforça o diagnóstico precoce do cancro da mama na região, numa fase em que a tutela prepara a contratação de um novo médico especialista

© SRSSS

O Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, nos Açores, conta com um novo mamógrafo de última geração, num investimento superior a 330 mil euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O equipamento substitui a tecnologia em funcionamento desde 2010 e reforça a capacidade de resposta e rastreio de cancro da mama para as utentes da Região Autónoma dos Açores, segundo informou a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social.

A nova tecnologia permite um diagnóstico mais precoce e rigoroso através da introdução da mamografia com contraste, uma técnica avançada na deteção e caracterização de lesões mamárias. O dispositivo integra ainda funcionalidades de estereotaxia, tomossíntese e imagem sintetizada, que asseguram maior detalhe clínico e aceleram a realização e o processamento dos exames. O serviço está disponível para as utentes acompanhadas na unidade hospitalar da Terceira e para as utentes encaminhadas pelo Centro de Oncologia dos Açores.

Em declarações divulgadas pela tutela, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha que “este investimento traduz o compromisso do Governo dos Açores com a modernização do Serviço Regional de Saúde e com a melhoria contínua dos cuidados prestados à população.” A titular da pasta acrescenta ainda que “dotar as nossas unidades de saúde com equipamentos de elevada tecnologia significa investir na prevenção, no diagnóstico precoce e na qualidade da resposta clínica, colocando os recursos do PRR ao serviço da saúde dos açorianos.”

A aquisição insere-se no projeto de Modernização e Requalificação do Serviço Regional de Saúde, no qual foram aplicados cerca de 11 milhões de euros de fundos comunitários no hospital de Angra do Heroísmo. A verba permitiu igualmente a incorporação de um robot ortopédico, uma torre de laparoscopia 3D, novos ecógrafos, um equipamento de sequenciação genética e um sistema de litotrícia extracorporal.

A par do investimento em tecnologia, a unidade de saúde prepara o lançamento de um procedimento concursal para o recrutamento de um médico especialista em Imagiologia, cuja publicação está prevista para o final deste mês, de forma a reforçar os recursos humanos afetos à especialidade.

Tecnologia aproxima doentes crónicos nos Açores com novo projeto de telemonitorização na Terceira

Projeto-piloto arranca no Hospital do Santo Espírito com uma centena de utentes acompanhados à distância pelas equipas de Cardiologia e Pneumologia, numa aposta regional financiada pelo PRR que visa estender-se a outras ilhas

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O Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) já deu início ao projeto-piloto de telemonitorização de doentes crónicos, uma iniciativa desenhada para reforçar a acessibilidade, o conforto e a segurança dos utentes através do acompanhamento clínico à distância. O arranque dos trabalhos no terreno foi acompanhado de perto pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, que visitou a unidade hospitalar na passada sexta-feira para aferir o funcionamento desta nova resposta assistencial, adianta a nota de imprensa enviada à redação do Diário da Lagoa – Notícias que contam.

Desenvolvido pelo HSEIT em estreita articulação com a Direção Regional da Saúde, o projeto conta com o suporte tecnológico da parceira Hope Care Health e foca-se, nesta primeira fase, no acompanhamento de doentes que sofrem de insuficiência cardíaca e de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Ao todo, estão já integrados nesta fase inicial 100 utentes da ilha Terceira — divididos equitativamente entre as duas patologias —, que passam a ser monitorizados diariamente a partir de casa pelas equipas de Cardiologia e de Pneumologia da unidade hospitalar.

Segundo explicou a governante Mónica Seidi durante a visita técnica, “este projeto traduz a visão do Governo dos Açores de aproximar os cuidados de saúde das pessoas, utilizando a inovação tecnológica para responder às especificidades de uma Região arquipelágica”. Integrada na estratégia global de desenvolvimento da Telemedicina nos Açores, esta medida estruturante é cofinanciada por fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pretende, de acordo com a tutela, ser alargada progressivamente aos restantes hospitais públicos da Região Autónoma.

Com a introdução de equipamentos médicos conectados e de uma plataforma clínica devidamente certificada, a saúde regional procura operar uma mudança de paradigma no tratamento de patologias de longa duração. Mónica Seidi sublinhou que a meta é evoluir “de uma lógica predominantemente reativa para uma abordagem mais preventiva, contínua e integrada, acompanhando os doentes no seu dia a dia e possibilitando uma intervenção mais precoce sempre que necessário”, evitando assim o agravamento de quadros clínicos e internamentos evitáveis.

O impacto da medicina à distância tem-se revelado expressivo no contexto geográfico açoriano, tendo a Secretária Regional recordado que, nos últimos dois anos e meio, foram registadas cerca de 45 mil teleconsultas em todo o arquipélago, o que se traduziu na poupança direta de igual número de deslocações físicas de doentes a hospitais ou centros de saúde. Para a responsável pela pasta da Saúde, este modelo representa muito “mais do que uma poupança”, refletindo-se sobretudo num “maior conforto para os utentes, de menos constrangimentos para as famílias e de uma melhor organização da resposta dos serviços de saúde”.

O sistema de telemonitorização domiciliária já se encontra plenamente operacional na Terceira, após as equipas médicas e de enfermagem terem concluído a formação específica para o manuseamento da plataforma de dados. Munidos de kits tecnológicos que transmitem medições de parâmetros vitais em tempo real, os primeiros utentes já começaram a enviar os seus dados diários para o hospital, permitindo aos profissionais detetar precocemente qualquer sinal de alerta e ajustar terapêuticas de forma célere, estreitando os canais de comunicação direta entre médicos, enfermeiros e doentes.

Futuro do HDES desenhado com reforço para 500 camas e novas valências pediátricas

O Governo regional dos Açores concluiu a apreciação da versão final do Programa Funcional para o maior hospital do arquipélago, prevendo a expansão de serviços, requalificação do edifício e a criação de uma Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, num plano que será agora apresentado aos partidos e autarcas de São Miguel

© MIGUEL MACHADO

O Governo regional dos Açores concluiu a apreciação da versão final do Programa Funcional para o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, um documento estratégico de reestruturação que prevê um aumento substancial da capacidade de internamento para 500 camas, com potencial de expansão até às 641 vagas. O anúncio foi feito pelo presidente do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, na Horta, após a reunião do Conselho do Governo, que autorizou o Conselho de Administração da maior unidade de saúde do arquipélago a iniciar os procedimentos para a divulgação pública do plano e a avançar com as etapas seguintes de reorganização e redimensionamento hospitalar.

De acordo com a nota de imprensa enviada pelo Governo dos Açores, esta profunda remodelação assenta na requalificação do edifício atual e na construção de novas infraestruturas na ilha de São Miguel. O plano detalha uma forte aposta no reforço assistencial, incluindo a ampliação do bloco operatório para dez salas de cirurgia programada, a duplicação das salas do bloco de partos e um crescimento expressivo da consulta externa, que mais do que duplicará a sua capacidade ao passar de 60 para 139 gabinetes de atendimento, com o objetivo de responder de forma eficaz às prementes necessidades da população micaelense e açoriana.

O desenho deste novo figurino para o HDES resultou de um amplo processo participativo e multidisciplinar, que envolveu mais de 75 profissionais e responsáveis ao longo de meia centena de reuniões de trabalho, garantindo que as reais debilidades e desafios da instituição fossem devidamente acautelados. Ao todo, realizaram-se 42 reuniões dedicadas à validação dos circuitos e fluxos clínicos com as diferentes especialidades médicas e outras oi-to sessões focadas nos serviços não clínicos, culminando num projeto que promete modernizar os cuidados de saúde da região.

“O Conselho do Governo concluiu a apreciação da versão final do Programa Funcional desenvolvido para a Reparação, Reorganização e Redimensionamento do HDES, na sequência das orientações dadas pelo Governo Regional e do trabalho da Comissão de Análise, que procedeu à discussão e ponderação daquele documento e da auscultação de todos os diretores dos serviços clínicos e não clínicos do HDES”, afirmou o Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, assegurando que todas as fases do procedimento futuro continuarão sujeitas à validação do seu executivo através da prestação regular de informação.

Antes da sua implementação no terreno, o documento será alvo de uma ronda de auscultação e partilha política e social com as forças vivas da comunidade açoriana e, em particular, da maior ilha do arquipélago. O líder do executivo revelou que determinou que a empresa de consultoria Antares proceda, previamente, à apresentação do Programa Funcional aos partidos com assento na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aos Municípios e à Mesa do Conselho de Ilha de São Miguel, garantindo a transparência de um processo vital para o futuro da saúde pública regional.

Além do incremento das camas e consultas, o plano foca-se na otimização de serviços críticos através do reforço dos hospitais de dia, onde a hemodiálise crescerá para 35 monitores e a oncologia para 16 postos, a par do alargamento do Hospital de Dia Polivalente. A futura estrutura hospitalar passará a cumprir as mais exigentes normas e melhores práticas internacionais, destacando-se a criação de novas valências há muito desejadas na região, como uma Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, uma sala híbrida no bloco operatório, uma unidade dedicada em exclusivo à cirurgia de ambulatório e a ampliação global dos espaços e circuitos de emergência no Serviço de Urgência.