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Observatório da Montanha do Pico vai beneficiar de projeto de modernização tecnológica

© GRA/SRAAC

A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática formalizou na quinta-feira, 14 de novembro, no Campus de Ponta Delgada da Universidade dos Açores, a assinatura de um contrato-programa com a Universidade dos Açores, destinado à modernização tecnológica do Observatório da Montanha do Pico, segundo comunicado do Governo regional.

De acordo com o secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, citado na mesma nota,“este contrato visa a aquisição de novos equipamentos tecnológicos para suporte à atividade científica, com o objetivo de modernizar do observatório”.

O secretário regional destacou que “a mitigação e adaptação aos efeitos das Alterações Climáticas representam um pilar fundamental da atuação do Governo e uma das principais áreas de investimento da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, com destaque para a implementação e desenvolvimento de medidas como o Programa Regional para as Alterações Climática, o Roteiro para a Neutralidade Carbónica ou o Regime Jurídico-Financeiro de Apoio à Emergência Climática”, pode ler-se.

Para Alonso Miguel, “é também essencial promover a cooperação com outras entidades para a monitorização, investigação e desenvolvimento científico, aproveitando a posição geoestratégica privilegiada dos Açores, no sentido de consolidar a Região como uma referência na monitorização e análise de fenómenos climáticos globais”.

“Este projeto representa um investimento ligeiramente superior a 250 mil euros” e “reflete a visão estratégica da Região em liderar iniciativas de ponta que fomentam a excelência científica e uma compreensão mais aprofundada das dinâmicas atmosféricas e climáticas, visando a proteção ambiental e a salvaguarda de pessoas e bens”, reforçou Alonso Miguel.

O secretário regional também realçou “a localização privilegiada do Observatório da Montanha do Pico, a 2225 metros de altitude, uma característica que torna esta infraestrutura uma referência internacional de investigação científica, sem paralelo no Atlântico Norte”, acrescentando que “esta posição única permite a realização de estudos detalhados e prolongados sobre a presença de aerossóis, de gases transportados por massas de ar a longas distâncias, e de fenómenos vulcânicos, tanto locais como de plumas distantes”, lê-se ainda.

“Os dados recolhidos são fundamentais para caracterizar e compreender os fenómenos climáticos globais, em especial no contexto das Alterações Climáticas”, acrescentou.

Alonso Miguel enfatizou que “o investimento na modernização tecnológica do Observatório da Montanha do Pico é fundamental e estratégico, tanto para a Região como para o mundo”.

Dia Mundial do Vigilante da Natureza assinalado na ilha Terceira com encontro

© GRA

A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, assinalou na passada quarta-feira, 31 de julho, o Dia Mundial do Vigilante da Natureza, com a realização do Encontro Regional de Vigilantes da Natureza, na ilha Terceira.

O encontro, que decorreu ao longo de dois dias, contemplou uma componente formativa, com uma formação ministrada pela Inspeção Regional do Ambiente, subordinada ao tema da “contraordenação ambiental e elaboração dos autos de notícia”, bem como um conjunto de atividades de campo, como a realização do trilho pedestre Algar do Carvão – Furnas do Enxofre, promovido e mantido pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, em área de Parque Natural de Ilha, e visitas a várias zonas de intervenção dos projetos LIFE a decorrer na Terceira, segundo comunicado do governo açoriano.

Este trilho resulta do trabalho efetuado pela equipa de operacionais da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática e permite uma ligação pedestre entre os Monumentos Naturais do Algar do Carvão e das Furnas do Enxofre, oferecendo vistas panorâmicas sobre diversas formações geológicas e geossítios, como a Caldeira Guilherme Moniz, o Pico Alto ou a Caldeira de Santa Bárbara e Mistérios Negros,  possibilitando caminhar ao longo de manchas de floresta Laurissilva e de flora autóctone e ainda visitar o Campo Fumarólico das Furnas do Enxofre, lê-se, na mesma nota.

O secretário regional com a pasta do ambiente, Alonso Miguel, enalteceu o papel fundamental dos vigilantes da natureza “para a proteção do extraordinário património natural dos Açores, representando a linha da frente para a defesa da qualidade ambiental, para a conservação e valorização do património natural, e, em última instância, para assegurar o próprio desenvolvimento sustentável da Região”.

“O Governo Regional, através desta Secretaria, tem assumido como prioritária a melhoria das condições do trabalho dos nossos Vigilantes da Natureza, ao longo destes últimos três anos, em reconhecimento da importância do papel do Vigilante da Natureza para esta exigente missão e da sua relevância ao nível da colaboração com diversos departamentos da Administração Pública Regional e Local, bem como para a sensibilização e educação ambiental”, sublinha Alonso Miguel.

Alonso Miguel destacou o reforço do corpo de vigilantes da natureza com a contratação de mais 12 efetivos e a aquisição de equipamentos fundamentais para uma adequada atuação dos vigilantes, designadamente viaturas pick-up, embarcações pneumáticas e maquinaria, num investimento de cerca de um milhão de euros.

“Foram também promovidas diversas formações e adquiridos drones para cada um dos nove Serviços de Ambiente e Alterações Climáticas, representando um investimento de cerca de 60 mil euros, e que estão ao dispor do corpo de Vigilantes da Natureza”, frisou o secretário, citado no comunicado.

O secretário regional referiu ainda que “o processo de aquisição global de fardamento dos Vigilantes da natureza se encontra concluído, com exceção apenas da aquisição do equipamento de montanha, para os Vigilantes do Pico, para que seja possível garantir uma presença mais regular no trilho da montanha”.

Alonso Miguel demonstrou “insatisfação e desilusão” por se ter verificado, no âmbito da valorização da carreira dos Vigilantes da Natureza, após a garantia deixada pelo anterior Governo da República, através do Senhor Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, no âmbito do Encontro Mundial de Vigilantes da Natureza, realizado em outubro do ano passado, no Faial, de que até ao final de 2023 seria revista a carreira, o não cumprimento desse compromisso.

O governante salientou que “da parte do Governo Regional, dentro das competências próprias, foram promovidos 17 Vigilantes da Natureza, com efeitos a partir do dia 1 de agosto”.

No final da cerimónia, o secretário regional do Ambiente e Ação Climática agraciou os Vigilantes da Natureza mais antigos dos Açores com louvores, “como forma de um justo reconhecimento pelo trabalho prestado e pelo contributo dados para a preservação ambiental, ao longo de mais de 20 anos”.