
O presidente da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, Pedro Soares, reuniu com o diretor regional da Saúde, Pedro Paes, para debater a adaptação à região do Modelo de Vigilância da Gravidez de Baixo Risco. Conforme avançado pela estrutura profissional em nota de imprensa enviada à nossa redação, o encontro de trabalho foi promovido pela tutela governamental e decorreu num ambiente de convergência institucional.
A reunião contou também com a participação direta do Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, do presidente do Conselho de Enfermagem Regional, Tiago Luz Almeida, e da presidente do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, Alexandrina Cardoso. O objetivo central passou por analisar as potencialidades da adaptação do despacho nacional, valorizando a intervenção diferenciada destes profissionais no acompanhamento da mulher ao longo da gestação.
Durante o encontro, Pedro Soares afirmou que “os Açores têm condições únicas para afirmar um modelo inovador e sustentável de vigilância da gravidez de baixo risco, assente na intervenção dos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia”. Para o dirigente, esta mudança “não só reforça a qualidade e proximidade dos cuidados prestados às grávidas, como valoriza competências altamente diferenciadas já existentes no nosso sistema de saúde, promovendo uma resposta mais eficiente, humanizada e centrada na mulher”.
O líder da Ordem nos Açores sublinhou ainda o impacto positivo que o novo modelo trará na gestão do Serviço Regional de Saúde e na coesão territorial das ilhas. “A implementação deste modelo nos Açores representa uma oportunidade clara de ganhos em saúde, com evidência internacional robusta a demonstrar melhores resultados maternos e neonatais, maior satisfação das utentes e otimização dos recursos disponíveis. Ao potenciar o papel dos enfermeiros especialistas, estamos a contribuir para a sustentabilidade do Serviço Regional de Saúde, reduzindo desigualdades no acesso e garantindo cuidados de excelência em todas as ilhas”, acrescentou.
Neste processo de modernização assistencial, a Ordem dos Enfermeiros reafirmou a sua total disponibilidade para colaborar de perto com a Direção Regional da Saúde na definição e execução das soluções regulamentares. Pedro Soares concluiu salientando que, ao liderar esta transição adaptada às suas especificidades geográficas e sociais, a região “pode e deve posicionar-se como uma referência nacional na modernização dos cuidados de saúde materna”, projetando a qualidade da enfermagem portuguesa.

O Serviço Regional de Saúde deu um passo histórico na modernização tecnológica e na diferenciação dos cuidados prestados aos utentes açorianos. O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) acolheu a primeira intervenção cirúrgica com recurso a um robô ortopédico na Região Autónoma dos Açores, assinalando o arranque oficial desta valência médica nas ilhas. De acordo com a nota de imprensa enviada pelo executivo regional, o momento foi presenciado pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, que sublinhou o impacto desta inovação. “Estamos a inaugurar a possibilidade da robótica cirúrgica. Esta era uma necessidade e estamos hoje a celebrar este momento”, afirmou o governante, aproveitando a ocasião para deixar um reconhecimento público à administração hospitalar e aos profissionais do HSEIT pelo empenho em reforçar a capacidade de resposta aos doentes. “Este hospital tem instalações magníficas e profissionais briosos. O objetivo é aumentar a sua diferenciação, as suas capacidades e também torná-lo mais atrativo para mais profissionais”, acrescentou.
A introdução desta tecnologia de ponta resulta de um investimento estratégico global que ascende a 2,35 milhões de euros (acrescidos de IVA), financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na componente destinada à modernização e requalificação da saúde. Este pacote financeiro permitiu a aquisição de dois sistemas de cirurgia robótica ortopédica: o equipamento agora estreado na Ilha Terceira, orçado em 1,25 milhões de euros, e um segundo sistema, no valor de 1,1 milhões de euros, destinado ao Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, aproximando esta inovação também dos utentes de São Miguel. A cirurgia robótica destaca-se por permitir uma maior precisão nos procedimentos, um planeamento cirúrgico refinado, menor invasividade e uma recuperação pós-operatória visivelmente mais rápida e eficaz. O executivo antecipa elevados ganhos em saúde, traduzidos na redução do tempo de internamento, na diminuição das sessões de fisioterapia necessárias e na quebra de custos sociais indiretos, como o absentismo laboral, estando já previstos estudos específicos para avaliar o impacto clínico e operacional desta tecnologia.
O ato inaugural no bloco operatório contou ainda com a presença da secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, do presidente do Conselho de Administração do HSEIT, Paulo Diz, da diretora clínica, Rute Couto, da diretora do Bloco Operatório, Lisandra Martins, e da responsável pelo Bloco Operatório, Sandra Pavão. Após acompanharem o procedimento cirúrgico, a comitiva governamental e os responsáveis hospitalares prosseguiram com uma visita de trabalho à Unidade de Cuidados Intermédios Cardíacos (UCIC) e avaliaram o andamento das obras de instalação do novo angiógrafo, infraestruturas que complementam o forte investimento em equipamentos no hospital terceirense, que já soma 15 milhões de euros acumulados entre os anos de 2021 e 2026.

Os Açores apresentam atualmente os melhores indicadores de Portugal no que toca ao combate à tuberculose, segundo dados revelados pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social. Com base no Relatório de Vigilância e Monitorização da Tuberculose em Portugal (SVIG-TB 2025), publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o arquipélago registou apenas sete casos durante o ano de 2024.
Este número coloca a região significativamente abaixo da média nacional, que se fixou nos 14,3 casos por 100 mil habitantes, o valor mais baixo de sempre a nível nacional. Em nota enviada às redações, o executivo regional esclarece que, embora o sistema informático de notificação da DGS tenha reportado alguns constrangimentos técnicos na exportação de dados (o que justifica a descida estatística de 19 casos em 2023 para os sete atuais), a tendência epidemiológica permanece de “controlo sólido e consistente”.
A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha que estes resultados são fruto de uma estratégia regional robusta. “O facto de os Açores apresentarem a taxa mais baixa do país demonstra, de forma clara, a eficácia do nosso sistema de vigilância e a qualidade da resposta do Serviço Regional de Saúde”, afirma a governante. Mónica Seidi reforça ainda o compromisso das equipas locais, destacando que a Região mantém uma vigilância ativa e rigorosa em todas as ilhas. “Temos uma vigilância ativa, rigorosa e contínua, com investigação imediata de todos os casos e uma taxa de sucesso terapêutico de 100%, o que demonstra a eficácia do nosso modelo de intervenção”, destaca a secretária regional.
Historicamente, o arquipélago açoriano tem conseguido manter-se numa trajetória mais favorável do que o território continental. Desde o ano 2000, a taxa nacional caiu de 42,9 para os atuais 14,3, mas os Açores têm garantido valores sistematicamente inferiores à média do país, culminando no mínimo histórico agora atingido. Este desempenho é particularmente relevante dadas as especificidades do território açoriano, onde a dispersão geográfica e a necessidade de gestão de recursos entre as nove ilhas impõem desafios logísticos adicionais.
A Secretaria Regional assegura que, mesmo perante estas dificuldades de conectividade, o Serviço Regional de Saúde tem garantido uma resposta coordenada e eficaz no tratamento e acompanhamento dos doentes.

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, presidiu na passada sexta-feira, 23 de janeiro, em Ponta Delgada, à cerimónia de receção dos novos médicos internos. O momento assinala o início de uma nova etapa formativa no Serviço Regional de Saúde (SRS) e reafirma o compromisso do Governo regional dos Açores com a valorização da carreira médica.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações, a secretária regional dirigiu-se aos jovens profissionais, sublinhando a importância do seu papel no arquipélago. “Sintam-se parte integrante do SRS e do nosso sistema de saúde, porque efetivamente precisamos de todos vós”, afirmou a governante, destacando o esforço para tornar a região mais competitiva através da modernização tecnológica e novos equipamentos.
Mónica Seidi deixou também um apelo ético aos presentes, pedindo que “nunca descurem o lado mais humanista da carreira médica, que é sem dúvida o mais nobre desta profissão”. Para a governante, a humanização e a inovação devem caminhar juntas para garantir a qualidade dos cuidados prestados aos açorianos.
A governante enumerou ainda medidas da coligação PSD/CDS-PP/PPM, como o suplemento de 200 euros mensais para orientadores de formação. Destacou também o regime de dedicação plena, que conta com 85% de adesão dos médicos elegíveis. Segundo a secretária, estes números demonstram a “atratividade e eficácia da medida” no contexto regional.
No plano contratual, foi realçado o Acordo de Contrato de Trabalho de 2025, que introduziu melhorias no regime de férias e na proteção à maternidade. Mónica Seidi sublinhou ainda que, em 2026, a região conseguiu preencher vagas em especialidades como Pediatria, Medicina Física e de Reabilitação, na Terceira, e Medicina de Urgência, em Ponta Delgada.
A cerimónia reflete, segundo a governante, a aposta contínua na formação, fixação e valorização dos profissionais de saúde. Estes são, para o Executivo, os pilares “essenciais para a sustentabilidade e qualidade do SRS”.

O Governo regional dos Açores procedeu ao reforço da capacidade de alojamento do Serviço de Apoio ao Doente Deslocado (SADD) na cidade de Lisboa, através da assinatura de um novo protocolo que garante a integração de mais dois apartamentos na rede de apoio. O reforço inclui uma unidade de tipologia T2 e um apartamento T1 especificamente adaptado a utentes com mobilidade reduzida, respondendo a uma necessidade identificada pela equipa técnica do serviço perante o fluxo crescente de açorianos que viajam para o continente por motivos de saúde.
Em nota de imprensa enviada às redações, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha que “o Governo regional está atento às dificuldades que os utentes da Região enfrentam quando se deslocam ao exterior para a realização de exames ou tratamentos e pretende minimizar estes impactos, garantindo uma resposta próxima, digna e humanista”. Segundo a governante, esta medida reflete a atenção permanente do executivo às carências sentidas por quem é obrigado a sair da região para obter cuidados médicos.
A importância desta expansão é sustentada pelos indicadores de atividade de 2025, ano em que o SADD prestou assistência a 832 utentes num total de 1.139 processos distintos. Grande parte destas deslocações teve como destino unidades de saúde de referência na capital portuguesa, com especial incidência no Instituto Português de Oncologia (IPO) e nos hospitais de Santa Cruz, Curry Cabral e Dona Estefânia. Em termos estatísticos, os dados revelam que 54% dos utentes são provenientes do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, seguindo-se o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira com 34% e o Hospital da Horta com 12%. No que diz respeito à duração das estadas, verificou-se que 46% corresponderam a períodos breves, inferiores a cinco dias, o que demonstra a rotatividade e a necessidade de uma gestão logística ágil.
Para além da vertente habitacional, o balanço de 2025 destaca o papel psicossocial da estrutura, que realizou cerca de 12 mil intervenções ao longo do ano. Estas ações abrangeram desde o acompanhamento direto e diagnósticos sociais até ao apoio administrativo no processamento de diárias e orientação sobre os direitos dos doentes.
Mónica Seidi conclui que “por detrás de cada um destes números estão utentes do Serviço Regional de Saúde e as suas famílias, bem como histórias marcadas pelo apoio, dedicação e humanismo”.

O Serviço Regional de Saúde (SRS) dos Açores conta, a partir deste mês, com o reforço de 71 novos médicos internos, que iniciam o seu percurso de formação geral e específica na Região Autónoma dos Açores. O anúncio foi feito pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, que sublinhou o impacto positivo desta chegada na capacidade formativa e assistencial do arquipélago. De acordo com os dados avançados pela tutela, o ano de 2026 conta com 40 destes médicos a frequentar o ano de formação geral, com passagens distribuídas pelos três hospitais da região e pelas Unidades de Saúde de Ilha.
No que diz respeito à formação específica, 31 médicos foram colocados em unidades açorianas, com destaque para o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em São Miguel, que recebe 17 profissionais, e a Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel, que acolhe 10. O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) e a Unidade de Saúde da Ilha Terceira recebem dois internos cada. Segundo a nota do Governo regional, este ano é marcado por estreias importantes: o hospital da Terceira recebe, pela primeira vez, internos nas especialidades de Medicina Física e Reabilitação e de Pediatria, enquanto o HDES acolhe o seu primeiro interno de Medicina de Urgência e Emergência.
Mónica Seidi contextualiza este reforço como parte de uma estratégia de valorização do SRS, aproveitando as oportunidades de modernização proporcionadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A secretária regional defende ainda que este investimento permite ao serviço de saúde tornar-se mais competitivo e atrativo para a fixação de profissionais, embora admita que a estabilização sustentável do número de médicos continua a ser um “desafio estratégico”. Para a governante, a fixação destes quadros exige um esforço articulado entre o Governo regional, o Governo da República, instituições de ensino e ordens profissionais.
Para incentivar a permanência destes novos médicos, a responsável pela pasta da Saúde relembrou medidas em vigor nos Açores, como a majoração diferenciada sobre o vencimento para médicos que atuem em ilhas sem hospital e o diferencial fiscal açoriano, que garante uma redução no IRS e IVA face ao continente. Em mensagem dirigida aos novos internos, Mónica Seidi destacou por fim que a escolha pelos Açores não representa apenas o início de uma carreira exigente, mas um contributo vital para o futuro da saúde dos açorianos.

Num debate de urgência sobre saúde, em concreto sobre o incêndio que deflagrou no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, em maio, o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco começou por dizer que a saúde nos Açores é caótica: “não se resolve, não melhora, adia-se, remenda-se, mas não se encontram soluções”, segundo nota de imprensa do partido.
Na mesma nota, o Chega refere que apresentou uma solução “que poderia ajudar, que foi aprovada na Assembleia Regional, mas que não foi executada”: o Cheque-Saúde – que permitia que quem não tivesse resposta no Serviço Regional de Saúde, para exames complementares ou consultas, pudesse recorrer aos serviços privados de saúde.
O líder parlamentar afirmou que, em relação ao incêndio, “parece que há dois relatórios, e, ao que parece, brigam entre eles. E a senhora secretária ainda quer fazer mais um estudo, mais um relatório? Não está na altura de começar a trabalhar e deixar os estudos?”, questionou.
Falando nos relatórios sobre o incêndio, José Pacheco questionou a secretária da Saúde, Mónica Seidi, “o que é uma bateria de condensadores?”. É que, afirma José Pacheco, “quando os políticos se substituem aos engenheiros e vice-versa, algo está errado. É melhor colocar as peças de xadrez no seu lugar e ouvir todos uns aos outros. Fico na dúvida de quem é que está a falar a verdade, se são os políticos ou os engenheiros, e sei que o Povo não acredita nos políticos, que vão perdendo credibilidade todos os dias”, de acordo com o mesmo comunicado.
O parlamentar deu dois exemplos, na área da saúde, de promessas do atual Governo regional que não foram cumpridas: “há um ano e meio pedimos para se reabrir o bar do HDES, mas não foi feito. Há dois anos, dissemos que fosse aberto o Serviço de Atendimento Urgente no Centro de Saúde de Ponta Delgada e só agora, devido ao incêndio no HDES, foi feito. Senhora Secretária, quem não conseguiu reativar um bar, vai conseguir reabilitar um hospital? Tenho dúvidas”, reforçou José Pacheco.
O parlamentar insistiu que, além do HDES, também é preciso não esquecer os restantes hospitais e centros de saúde. “O ar condicionado do Centro de Saúde da Madalena do Pico já está a funcionar? É que falámos sobre isso há três anos”, referiu José Pacheco que acrescentou que, de acordo com o relatório do incêndio do HDES, “o serviço de instalações elétricas era operado por funcionários sem capacidade técnica”. E questionou: “Como temos técnicos sem formação a tomar conta daquilo que falhou? E nos centros de saúde? Foi feita alguma fiscalização para verificar se está tudo em ordem?”, alertando para a saúde dos Açorianos, mas também para a população flutuante de turismo que visita todas as ilhas.
Também a deputada Olivéria Santos entrou no debate para questionar a secretária da Saúde sobre a possibilidade de se acelerarem procedimentos para que as obras no HDES avancem mais depressa, uma vez que sem um programa funcional – que só vai ser conhecido em outubro – não se pode avançar para o projeto das obras. “Não foram ainda emitidas orientações para o novo hospital, mas mais do que se falar em hospital de futuro, temos de ter Açorianos com futuro e isso só se consegue com uma saúde digna e capaz, que dê todas as respostas”, afirmou a parlamentar, citada na mesma nota.
Olivéria Santos questionou ainda a Secretária Regional sobre o Pavilhão Carlos Silveira, onde foi instalado o posto médico avançado, onde “as condições são lamentáveis e desumanas com tanto calor. Para situações extraordinárias, medidas extraordinárias, mas não se podem tomar medidas extraordinárias para dar melhores condições aos doentes e suas famílias?”.