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PAN/Açores denuncia nova morte de touro na ilha Terceira

© PAN/AÇORES

O PAN/Açores remeteu hoje, 21 de agosto, uma denúncia aos órgãos de polícia criminal devido à morte de mais um touro durante uma tourada à corda na freguesia da Agualva, concelho da Praia da Vitória, ilha Terceira, no passado dia 18 de agosto, lê-se, em nota de imprensa do partido.

As imagens videográficas a que o PAN teve acesso, segundo o mesmo, “comprovam o sofrimento do animal, que cai inerte no chão, visivelmente desidratado e fatigado, não só, mas também em virtude das elevadas temperaturas que se faziam sentir e, que, aliás, têm assolado o arquipélago de forma generalizada nas últimas semanas”.

O partido acusa ainda, no mesmo comunicado, “que estes animais permanecem nas jaulas durante largas horas, muitas vezes expostos ao sol e calor, sem acesso a água ou alimento. Estas condições, entre si combinadas, apenas potenciam o sofrimento animal, torturando-os”.  

O PAN/Açores recorda que iniciativa legislativa para acabar com as touradas foi apresentada na legislatura passada, mas foi chumbada. No entanto, o partido continua a apelar à suspensão imediata destas práticas, “considerando o impacte negativo na saúde humana, visível nas inúmeras lesões e, inclusive, mortes registadas só este ano, sem prejuízo da salvaguarda do bem-estar dos touros, expostos à tortura em plena praça pública e cuja morte continua a passar incólume”. 

O partido recorda que a morte deste animal não constitui ato isolado, uma vez que, em 17 de agosto de 2023, uma corrida realizada também na freguesia da Agualva culminou na morte de quatro touros, na sequência das lesões causadas durante a realização da respetiva tourada à corda – situação que o PAN/Açores prontamente denunciou junto dos órgãos de polícia criminal, lê-se ainda, na mesma nota. 

O deputado e porta-voz regional do PAN, Pedro Neves, citado no comunicado, afirma que “a tauromaquia constitui uma prática que perpetua a crueldade e o espetáculo da dor e deve ser reavaliada à luz dos princípios éticos e da compaixão pela causa animal, que grande parte da sociedade açoriana preconiza. A morte deste touro é um trágico lembrete da violência inerente a estas festividades, que ignoram o sofrimento das pessoas e animais envolvidos. Quando vamos parar este ciclo de violência?” levanta a questão Pedro Neves.