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Governo faz “corte brutal” na deslocação de médicos às ilhas sem hospital, acusa CDS-PP

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O Vice-presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Félix Rodrigues, considerou, esta terça-feira, “brutal” o corte feito pelo Secretário Regional da Saúde na deslocação de médicos especialistas às ilhas sem hospital, tendo-se cortado em dois anos mais de 80% destas deslocações, com particular incidência nas ilhas do Pico e das Flores. 

Em comunicado distribuído pelos órgãos de comunicação social, Félix Rodrigues lembra que o CDS-PP foi o primeiro a denunciar e criticar esta decisão do Secretário da Saúde.

“A 13 de Fevereiro de 2013, ou seja, há praticamente dois anos atrás, o CDS-PP Açores denunciou e criticou o facto do Secretário Regional da Saúde do actual Governo socialista ter mandado suspender todas as deslocações de médicos especialistas às ilhas sem hospital. Logo naquele dia, o Secretário Regional da Saúde se apressou a desmentir o CDS-PP emitindo uma nota que afirmava que: ‘Não foram proibidas as deslocações de médicos especialistas às ilhas sem hospital, medida que, de resto, não teria sentido’. O que é certo – e o próprio Governo Regional vem agora dar razão ao CDS-PP –, é que o Secretário Regional da Saúde acabou com uma prática clínica e política que, para além de prestar serviços de saúde de proximidade e qualidade às populações das ilhas mais pequenas, era um património político do qual o próprio PS/Açores se orgulhava”, escrevem os populares.

Para Félix Rodrigues “a decisão do Dr. Luís Cabral, com o chocante e preocupante beneplácito do restante elenco governativo e do PS/Açores, foi tomada a coberto do alegado plano de reestruturação do Serviço Regional de Saúde, documento concebido visando uma suposta reforma dos serviços de saúde que, para além de merecer o repúdio das populações, persegue objectivos de concentração do maior número possível de consultas, exames, cirurgias ou tratamentos num hospital central (no caso o Hospital de Ponta Delgada)”.

Assim, acrescenta, “a medida adoptada pelo Secretário Regional da Saúde (mas sempre negada pelo próprio e pelo PS/Açores, sem qualquer pudor) começa a revelar-se e de forma colossal: de fins de 2012 até ao final de 2014 registou-se uma diminuição drástica e dramática do número de consultas de especialidade nas ilhas sem hospital – foram menos 80,5% de consultas realizadas, isto é, cortaram-se 17.288 consultas e menos 367 deslocações de especialistas àquelas ilhas” (no total das seis ilhas sem hospital).

Mais grave do que os cortes nas deslocações dos médicos, Félix Rodrigues aponta que “o cenário é tão mais violento quando se verifica que nem os médicos especialistas se deslocaram às ilhas sem hospital, nem os doentes foram deslocados às ilhas com hospital para realização das consultas”. 

DL/CDS-PP

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