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Grupo Folclórico das Camélias celebra meio século de história ao serviço da cultura furnense

O grupo mais antigo do concelho da Povoação assinalou as suas Bodas de Ouro com um jantar comemorativo que reuniu entidades e a comunidade, lançando um programa festivo que inclui um intercâmbio em Penamacor e um festival em julho

© CM POVOAÇÃO

O Grupo Folclórico das Camélias celebrou oficialmente o seu 50.º aniversário com um jantar comemorativo no Restaurante Vale das Furnas, num momento que reforçou o papel da instituição como o grupo folclórico mais antigo em atividade no concelho da Povoação. Segundo a nota de imprensa enviada à nossa redação, o evento serviu não só para honrar o passado, mas também para projetar o futuro da coletividade, contando com a presença de diversas individualidades, entre as quais Rute Melo, vereadora da Câmara Municipal da Povoação, e o executivo da Junta de Freguesia das Furnas, liderado por Eduarda Pimenta. A celebração foi marcada por um forte espírito de união geracional, unindo representantes do tecido associativo local, desde os escuteiros e a Harmónica Furnense até ao Clube de Motards e instituições paroquiais, todos reunidos para prestar tributo a uma das mais emblemáticas embaixadoras da cultura popular açoriana.

Fundado a 27 de fevereiro de 1976 por Maria Eugénia Moniz Oliveira e Maria Cecília Frazão, a partir do grupo teatral “Jovens Rebeldes”, o percurso das Camélias foi recordado pela atual presidente, Dina Moniz. Durante a sua intervenção, a dirigente enalteceu o papel fundamental das fundadoras e das ex-presidentes, Helena Borges e Margarida Ferreira, dirigindo ainda um apelo direto às camadas mais jovens para que assegurem a continuidade deste legado. “As intervenções de Rute Melo e de Eduarda Pimenta destacaram a importância cultural e identitária do Grupo Folclórico das Camélias para a comunidade”, sublinha a organização, referindo o momento simbólico em que o bolo de aniversário foi cortado pelas três gerações de presidentes da direção.

Composto atualmente por 37 elementos, com idades compreendidas entre os 7 e os 68 anos, o grupo prepara-se agora para um ano de intensa atividade. No âmbito das comemorações das cinco décadas de existência, está já agendada uma deslocação a Portugal Continental entre os dias 3 e 8 de junho, para um intercâmbio com o Rancho Folclórico de Penamacor, no distrito de Castelo Branco. O ponto alto das festividades junto da população local e dos emigrantes terá lugar em julho, com um programa de três dias (17, 18 e 19) que incluirá o tradicional churrasco “Frango à Galo”, um grande concerto musical e a realização do VI Festival de Folclore, onde serão homenageados antigos e atuais componentes que, ao longo de 50 anos, levaram o nome das Furnas a palcos nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e por todo o arquipélago.

João de Melo celebra cinquenta anos de carreira literária no Nordeste

© CM NORDESTE

O município do Nordeste promoveu um evento cultural de comemoração dos cinquenta anos de carreira literária do escritor João de Melo e de lançamento de uma obra editada pela autarquia e da autoria de Mafalda Vicente. Sob o título “As paisagens não existem sozinhas”, inspirado numa frase do livro “Açores: o segredo das ilhas”, do escritor João de Melo, foram dois dias dedicados à literatura, ao território e à paisagem.

Para a celebração das bodas de ouro da carreira literária do escritor João de Melo, natural do Nordeste, freguesia da Achadinha, vários convidados partilharam as suas experiências de trabalho baseadas na obra do autor, havendo ainda uma apresentação focada nos livros que compõem a vasta carreira literária do escritor.

Teresa Viveiros foi uma das convidadas com a apresentação do seu projeto “A mala pedagógica: João de Melo, de menino a escritor”, inspirado na história de vida de João de Melo, assim como Bárbara Mesquita, que foi ao Nordeste exprimir como as palavras de João de Melo a tocaram e ajudaram a desenvolver a sua tese de doutoramento sobre as paisagens da vinha da ilha de Santa Maria.

 Zeca Medeiros, que em 2002 adaptou para televisão o romance “Gente Feliz Com Lágrimas”, retratando o drama de uma família açoriana marcada pela emigração e pelas feridas do passado, e de Urbano Bettencourt, amigo de longa data de João de Melo, com uma apresentação sobre os cinquenta anos de carreira literária do escritor João de Melo, também marcaram presença.

O evento cultural prosseguiu no sábado, com a apresentação do livro editado pela Câmara do Nordeste e da autoria de Mafalda Vicente, “Cronologias do Nordeste, Abordagem histórica e cronológica à evolução territorial do concelho”.

O vice-presidente da Câmara do Nordeste, Marco Mourão, destacou o valor da obra de Mafalda Vicente para a bibliografia do concelho do Nordeste e salientou o empenho e o brio que a autora, arquiteta na autarquia há vários anos, depositou neste livro e no trabalho que executa no município.

O escritor João de Melo, autor do prefácio, fez a apresentação da obra, e vários outros convidados integraram um debate, nesta mesma sessão, sobre “Paisagem, território e identidade: obstáculos e desafios da história local”.

Fizeram parte do painel, Nuno Costa, presidente da secção regional da Ordem dos Arquitetos, João Pedro Regalado, professor da Geografia na EBS do Nordeste, o escritor João de Melo, Mafalda Vicente, arquiteta na Câmara do Nordeste, Bárbara Mesquita, investigadora em Geografia Humana, e Rui monteiro, arquiteto paisagista.