
A secretaria regional da Saúde e Segurança Social considera que os resultados do Indicador Nacional de Saúde (INS) de 2025 devem ser interpretados com rigor e prudência.
O INS é um inquérito de saúde por entrevista, baseado em informação auto-reportada pelos próprios cidadãos, pelo que os resultados refletem simultaneamente a presença de doença, o grau de diagnóstico e o contacto com os serviços de saúde.
No seu conjunto, o INS evidencia os desafios que a região enfrenta no domínio das doenças crónicas não transmissíveis e dos seus principais determinantes, reforçando a importância de uma atuação integrada sobre fatores como o tabagismo, a alimentação, a atividade física, a saúde mental e a prevenção da doença cardiometabólica.
Mais do que identificar uma realidade desconhecida, estes resultados consolidam a necessidade de prosseguir e intensificar políticas públicas sustentadas, assentes na prevenção, na promoção da saúde e na intervenção precoce. O inquérito evidencia igualmente indicadores encorajadores.
No domínio dos comportamentos aditivos, a região apresenta um padrão de consumo de álcool globalmente mais favorável do que a média nacional, sendo a segunda região do país com menor prevalência de consumo diário (10,4%) e a que regista o menor consumo semanal (17,1%). Entre 2019 e 2025 verificou-se, além disso, uma redução do consumo diário de álcool, de 11,3% para 10,4%, acompanhada por uma diminuição global da prevalência de consumo de álcool nos últimos doze meses.
Também no consumo de tabaco se registam sinais positivos. Entre 2019 e 2025, a prevalência de fumadores reduziu-se de 23,4% para 19,5% (-3,9 pontos percentuais) e a de fumadores diários de 21,2% para 18,1% (-3,1 pontos percentuais), acompanhadas por um aumento da proporção de ex-fumadores. Apesar desta evolução favorável, o tabagismo continua a representar um dos principais desafios de saúde pública da região, justificando o reforço das estratégias de prevenção da iniciação e de apoio à cessação tabágica.
É precisamente esse o caminho que a secretaria regional da Saúde e Segurança Social pretende continuar a consolidar, em alinhamento com o Plano Regional de Saúde dos Açores 2030.
Entre as prioridades estratégicas destacam-se o reforço da prevenção e da cessação tabágica em todas as ilhas, a prevenção do consumo de álcool em contextos recreativos e entre os mais jovens, a promoção de ambientes alimentares mais saudáveis, o incentivo à atividade física ao longo do ciclo de vida, a melhoria da deteção precoce e do acompanhamento da hipertensão, da diabetes e das dislipidemias, o reforço da saúde mental comunitária e da literacia em saúde, bem como uma abordagem verdadeiramente intersectorial através do princípio da “Saúde em Todas as Políticas”.

No âmbito do projeto BaLanSa foi assinado um protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal de Lagoa e a Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel – USISM, na Feira de Saúde e Bem Estar, que decorreu na vila de Água de Pau.
As duas entidades garantem assumir um compromisso estratégico para a promoção da saúde da população lagoense, assente, principalmente, na promoção da literacia para a saúde quanto às boas práticas para uma alimentação saudável.
Nesse âmbito, a equipa de saúde escolar da USISM está a promover a 4.º edição do projeto BaLanSa – Bares e Lancheiras Saudáveis, que assume como desígnio a promoção da melhoria da qualidade dos lanches de todos os alunos do segundo ano, do primeiro ciclo de escolaridade do concelho da Lagoa, sendo que a Câmara Municipal de Lagoa tem sido parceira deste projeto, designadamente na cedência dos materiais lúdico-pedagógicos.
Ao longo dos últimos anos, a Câmara Municipal da Lagoa e a USISM têm promovido um investimento educacional na área da saúde alimentar e nutrição, em contexto escolar, nomeadamente, através da promoção da literacia para a saúde, no domínio da alimentação e da melhoria de hábitos de alimentação saudável com a realização de ações de prevenção e sensibilização em todas as escolas do concelho.