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Patinagem com balanço positivo em São Miguel

Fundada em 1947, a Associação de Patinagem de São Miguel (APSM), conta com 70 anos de existência. O presidente, Aurino de Sousa, foi reeleito recentemente e reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento do desporto na região

Aurino de Sousa é presidente da APSM desde 2022 © DL

Aurino de Sousa, 70 anos, natural de São José, Ponta Delgada, tem a mesma idade da associação. Iniciou a sua atividade como vogal e a partir de 2022 tornou-se presidente. É no seu mandato que há um processo de mudança na APSM. Reorganizou o espaço, organizou a gala em comemoração dos 70 anos da associação, promoveu cursos de formação e lançou o livro “APSM Patina há 70 anos – Bodas de Platina”. 

Aos 14 anos entrou no mercado de trabalho como técnico de eletricidade. Com o passar do tempo, o gosto pela patinagem começou a surgir e a intensificar-se. “Já gostava da patinagem e acompanhava sempre o hóquei do Santa Clara, estava sempre dentro do assunto”, diz. 

Atualmente a APSM é constituída pelo Clube Patinagem de Santa Cruz, Clube Patinagem da Vila das Capelas, Clube de Patinagem de São Vicente Ferreira, Escola de Patinagem de Ponta Delgada, Clube de Patinagem de São Pedro, Academia de Patinagem Artística dos Açores, Clube Patinagem RibeiraGrandense. Marítimo Sport Clube, Hoquei Clube PDL e CHC Caldeiras Hóquei Clube, são as equipas de hóquei em patins. A atual direção é constituída pelo presidente, o vice-presidente Lino Batista e José António Lemos como secretário. Nádea Vieira assume as funções de tesoureira e Vitória Sousa as de vogal. 

Reformado, dedica-se integralmente à associação. Perguntamos se se sentia cansado. “Estou sempre ativo. Vou fazer 70 anos, mas o espírito é jovem”, respondeu. Ao refletir sobre a sua trajetória, destaca com orgulho que, se pudesse voltar atrás no tempo, faria tudo novamente, reafirmando o seu compromisso com o desenvolvimento do desporto na região. 

“Estamos limitados”

Leandro Paula é diretor técnico do hóquei em patins © DL

Leandro Paula, diretor técnico de hóquei em patins, confessa ao DL o objetivo de reativar modalidades. A patinagem de velocidade é uma delas. 

“Neste momento, a nível de hóquei em patins, estamos a crescer bem”, diz. No entanto, não deixa de realçar a limitação que existe a nível de infraestruturas, “queremos crescer e não podemos, estamos limitados”, continua. 

O piso, mas principalmente as tabelas, são os principais problemas. As tabelas do hóquei em patins são barreiras que cercam a pista de hóquei, delimitando a área de jogo. São essenciais para manter a segurança dos jogadores e espectadores. “Já pedimos ajuda e apoio e a resposta é que não há verba”, afirma o diretor. 

Para Leandro Paula, os pavilhões e instalações desportivas nas escolas não estão suficientemente preparados para a prática desta atividade. A patinagem é uma modalidade que faz parte do ensino e que é muito importante para o desenvolvimento psicomotor da criança mas, para o especialista de hóquei em patins, “não basta só dizer isso, é preciso um equilíbrio”. 

O diretor técnico reforça a vontade de investir na patinagem de velocidade como próximo projeto, “talvez com isso, o governo, a direção regional de educação e do desporto, cheguem à conclusão do que é realmente preciso”.