
A freguesia da Ribeira Quente, no concelho da Povoação, prepara-se para acolher a XXXV edição da Festa do Chicharro, que em 2026 assinala o seu 35.º aniversário. O festival de verão vai decorrer nos dias 2, 3 e 4 de julho, prometendo atrair milhares de festivaleiros àquela localidade de São Miguel. Segundo a nota de imprensa enviada pela Associação Cultural e Desportiva Maré Viva, entidade responsável pela organização do evento, o festival consolida-se há mais de três décadas como uma das maiores referências culturais e turísticas da Região Autónoma dos Açores, funcionando como um motor crucial de dinamização económica e social para o concelho.
Para este ano, o cartaz musical aposta numa forte componente de artistas de grande popularidade nacional e em reconhecidos projetos regionais. A abertura do recinto, na quinta-feira, dia 2 de julho, far-se-á ao som de Orange 3, Ronda da Madrugada, Deejay Rifox e Poco. Na noite seguinte, a 3 de julho, o palco principal recebe as atuações de Rafa, Fernando Daniel, Plutonio e André N. O encerramento do festival, agendado para sábado, 4 de julho, estará a cargo do Trio 80DB, da banda Starlight, do produtor Mizzy Miles e do habitual “Remember Chicharro”, um momento especial desenhado pela organização para homenagear a história, o percurso e a identidade do próprio evento.
Uma das principais novidades operacionais desta 35.º edição prende-se com a mobilidade, estando já disponível na plataforma Ticketline a compra online do bilhete para o “Transfer Chicharro”. Esta medida visa facilitar o acesso direto ao recinto da Ribeira Quente, garantindo maior comodidade, rapidez e segurança nas deslocações e evitando as habituais filas de trânsito à entrada da freguesia. Quanto aos bilhetes para o festival, o passe geral para os três dias está em regime de pré-venda pelo valor de 27 euros até ao próximo dia 28 de junho (domingo), sofrendo depois um aumento para os 30 euros. Os ingressos diários fixam-se nos 16 euros e podem ser adquiridos na Ticketline ou, nos dias do evento, diretamente na bilheteira local.
A organização estruturou ainda uma vasta rede de bilheteiras físicas pela ilha de São Miguel, abrangendo pontos de venda como o Café Adelino (Ribeira Quente), Bar Caldeiras (Furnas), S.B. Brisa do Mar (Povoação), estabelecimento Provisório e Tabacaria Global (Parque Atlântico, em Ponta Delgada), além da Gelataria Saraiva (Vila Franca do Campo). Para os milhares de jovens e famílias que pretendem pernoitar na localidade, a Maré Viva disponibiliza várias zonas de campismo gratuito. As áreas da Praia e do Polidesportivo já se encontram abertas ao público desde o dia 26 de junho, enquanto a zona da Ribeira ficará acessível a partir das 12h00 da próxima terça-feira, 30 de junho, recomendando-se o planeamento antecipado das estadias.

O cenário é a Praia do Fogo, cujas águas são aquecidas pelas fumarolas de um vulcão. A 33.ª edição da Festa do Chicharro acontece a 4, 5 e 6 de julho, na freguesia da Ribeira Quente, concelho da Povoação, e vai trazer ao parque de estacionamento da praia vários artistas nacionais e regionais.
Com o mote “É pá espinha!”, o festival que conhecemos hoje teve origem num evento com moldes diferentes. A Festa do Chicharro nasceu da chamada Semana do Chicharro, festa popular que acontecia no porto de pescas daquela freguesia que se iniciou em 1988. Decorria aquele ano, quando um grupo de alunos do curso de dinamizadores sócio culturais se juntou às entidades locais para a concretização da primeira edição daquela festa. O objetivo era implementar formas de dinamização cultural e dar a conhecer a freguesia da Ribeira Quente. Assim surgiu a Semana do Chicharro.
As primeiras edições da Semana do Chicharro tinham um cariz marcadamente cultural e desportivo, sendo que a sua programação consistia na oferta existente e numa dimensão local, com música tradicional, grupos de folclore e artistas da terra. A nível gastronómico, eram partilhados os produtos da matança do porco, e, como não podia deixar de ser, chicharros grelhados com bolo da sertã.
Em 1991, surgiu na Ribeira Quente a Associação Cultural e Desportiva Maré Viva, que assumiu a organização da Semana do Chicharro. A festividade passou então a ser denominada de Festa do Chicharro, adquiriu formato de festival e passou a ser realizado na zona da Praia do Fogo.
A temática foi escolhida por estar associada a um dos alimentos de subsistência da freguesia, o chicharro. “Este pescado confere à freguesia um simbolismo associado à principal atividade económica local, a pesca, e, ao evento, os cardumes predominantes sugerem a reunião de pessoas em festa”, explica ao Diário da Lagoa (DL) Rui Fravica Melo, que fez parte da organização da Festa do Chicharro de 1994 a 2006.
Rúben Melo, atual presidente da Maré Viva e organizador da Festa do Chicharro desde 2011, recorda também o passado, quando o Chicharro ainda era uma festa “caseira”, que acontecia no porto de pescas.“Através desta Associação, começou-se a personalizar a festa e a oferecer mais condições às pessoas. Foi assim que foi crescendo, até que quando demos por nós, já era um autêntico festival”, conta ao DL.
Entre 2007 e 2009, a empresa “Espaço Povoação” assumiu a organização da Festa do Chicharro. Em 2010, o evento não se realizou por questões financeiras, até que em 2011 a Maré Viva retoma a organização do festival. Nesse ano, a entrada começou a ser cobrada para ser possível fazer face às despesas. Ao longo dos anos, a Festa do Chicharro tem ganho outra dimensão e criado uma “enorme legião de fãs”, segundo a organização. “Depois há outras pessoas que ouvem falar e que vão ganhando curiosidade em ver o que se passa ali: aquele ecossistema de boas vibrações, que não é fácil de explicar”, considera Rúben Melo, organizador, que tem observado cada vez mais participação de público das outras ilhas. Marcam também presença emigrantes, que voltam à sua terra nesta altura para viver o Chicharro.
Sobre a importância do evento para o concelho da Povoação e residentes da Ribeira Quente, Rui Fravica realça que para “além da promoção implícita, ou seja das potencialidades turísticas em termos de paisagem, gastronomia e outras particularidades únicas deste concelho, a Festa do Chicharro é um incentivo à economia local e aos seus agentes que têm assim uma oportunidade de melhorar os seus rendimentos e ao mesmo tempo promover os seus produtos junto de um público numeroso e bastante diversificado”.
Segundo o Rúben Melo, residente na Ribeira Quente, o Chicharro constitui um marco muito importante e motivo de orgulho para a comunidade local. “Toda a pessoa que tem orgulho na sua terra tem orgulho em ter um evento daquela dimensão e tão afamado que traz um prestígio enorme à freguesia e faz com que sejamos também mais visitados ao longo de todo o ano, porque há pessoas que ganham um carinho à freguesia. O festival é um enorme cartão de visita para a nossa terra”, considera.
A organização diz ter sempre na sua visão melhorar e fazer crescer o evento, não esquecendo aquela que é a essência do Chicharro. “A essência é, acima de tudo, a mística. É um evento que se destaca muito pela animação. Há muita gente que vai ao Chicharro e não sabe explicar bem o que acontece ali, porque o que se vê é uma alegria brutal de pessoas de diferentes idades, todas a aproveitar a vida no seu expoente máximo”, salienta Rúben Melo.
Segundo o mesmo, a “mística” deve-se ao próprio local e ao acolhimento dos habitantes: “ser junto à praia, naquele ambiente quase paradisíaco. Penso que tem a ver com as características da própria freguesia, com a avenida, os passeios à beira-mar, muitos bares e restaurantes de qualidade, pessoas simpáticas a servir, e a própria população da Ribeira Quente que tem muito prazer em bem receber. Temos também o cuidado de escolher artistas que se adequam àquilo que é o Chicharro, ou seja, com performances energéticas. Há uma série de fatores que fazem com que o Chicharro seja especial”.
Também Rui Fravica fala do que diferencia o Chicharro dos outros festivais: “a festa do Chicharro tem uma mística muito própria pelo que ao longo dos tempos granjeou a simpatia de um público que se mantém fiel e muito participativo”.
Para além dos cabeças de cartaz Pedro Mafama, no dia 4, Calema, no dia 5, e Starlight, que atuam a 6,o palco do Chicharro vai também receber este ano os artistas Ronda da Madrugada, Karetus, Deejay Telio, André N, Rudinho, Engle, Antoine C, Cisco Bottle e Anos 2000.

Na freguesia da Ribeira Quente, no concelho da Povoação, já estão a ser realizados os preparativos para receber a 33.ª edição da Festa do Chicharro, que começa já esta quinta-feira, 4 de julho, e prolonga-se até sábado, dia 6. Muitos festivaleiros têm vindo a montar já as suas tendas pela freguesia, com quase uma semana de antecedência, para garantir lugar para acampar.
Rúben Melo, da Associação Cultural e Desportiva Maré Viva, citado na mesma nota, referiu que “o evento está a ser preparado com muito amor e alegria, mas também sempre com muito rigor e responsabilidade. É importante não esquecer que nos últimos anos, felizmente e também fruto de muito trabalho, as coisas têm corrido de feição em todos os aspetos apensos ao evento e isto é obviamente motivo de grande orgulho”.
Segundo o organizador, “o formato do Chicharro 2024 será relativamente semelhante às últimas edições, onde é nosso objetivo principal apresentar um evento que prima pela qualidade, a todos os níveis. Tentamos sempre ter os melhores artistas, sobretudo artistas que se destaquem pelas performances ao vivo, mas também damos extrema importância a todos os aspetos logísticos, tentando sempre implementar normas muito bem definidas”, para que os festivaleiros se divirtam com os melhores artistas e com as melhores condições possíveis”.
“Este tem sido o nosso rumo, sempre com o cuidado de que a Festa do Chicharro mantenha a sua essência e a mística tão própria e especial que acarreta e que inequivocamente a diferencia” salienta ainda Rúben Melo, na organização do festival desde 2011.
Na freguesia estão definidas três zonas para campismo com as “condições necessárias”, designadamente duches provisórios, casas de banho, carregamento de telemóveis e grelhadores.
A circulação dos autocarros vai fazer-se “com serviço de excelência que temos para oferecer. Filas bem organizadas, pelos nossos colaboradores, num serviço que se tem mostrado cada vez mais prático, confortável e seguro” explicou o presidente da Associação da Maré Viva.
Nos dias do festival, os horários dos autocarros para os festivaleiros vão funcionar, na quinta-feira das 17h00 às 4h00; na sexta das 16h00 às 5h00 e no sábado das 15h00 às 5h00.
Calema, Pedro Mafama, Karetus e Starlight são algumas das grandes apostas da Associação Cultural e Desportiva Maré Viva para o Chicharro, que este ano comemora 33 edições. Além de Mafama, dos Calema, que estão a comemorar 15 anos de carreira, e dos Starlight que são banda da casa deste festival, fazem ainda parte do cartaz oficial do Chicharro os Ronda da Madrugada, o Deejay Telio, os Engle, o Cisco Bottle, o Antoine C, o André N, o Rudinho e os Anos 2000.

Pedro Mafama, Calema e Starlight são a aposta da Associação Cultural e Desportiva Maré Viva para mais uma edição do Chicharro que acontece nos dias 4, 5 e 6 de julho na Ribeira Quente. O cartaz oficial foi apresentado no passado dia 30 de maio. A organização deste festival de verão já tem tudo preparado para a realização de mais um grande evento que este ano comemora 33 anos de vida, segundo comunicado da Câmara Municipal da Povoação.
Nesta edição do Chicharro, além do Pedro Mafama, dos Calema, que estão a comemorar 15 anos de carreira, e dos Starlight, que são banda da casa deste festival, fazem também parte do cartaz oficial os Karetus, os Ronda da Madrugada, o Deejay Telio, os Engle, o Cisco Bottle, o Antoine C, o André N, o Rudinho e os Anos 2000.
O presidente da Maré Viva, Ruben Melo, citado na mesma nota, disse que a Associação tem tudo programado para realizar mais um Chicharro com grande qualidade. “Damos extrema importância a todos os aspetos logísticos, tentando sempre implementar normas muito bem definidas para que os festivaleiros se divirtam com as melhores condições possíveis. Temos tudo determinado com muito rigor e estamos preparados, uma vez mais, para dar o nosso melhor a quem nos queira visitar por estes dias de festa na nossa freguesia”.
À semelhança dos anos anteriores, haverá zonas para campismo e estacionamento, dentro e fora da Ribeira Quente, e um serviço de autocarros, no acesso à localidade.
“Temos uma das melhores praias dos Açores e um povo hospitaleiro que bem recebe quem faz parte da família do Chicharro. Temos tudo para que a festa aconteça, uma vez mais, nas melhores condições”, considera ainda o promotor.
A Direção da Associação Cultural e Desportiva Maré Viva tem, até ao dia 30 de junho, em pré-venda, o ingresso geral a 24 euros, na Ribeira Quente, no Café Adelino; nas Furnas, no Bar Caldeiras; na Povoação, na Pastelaria Guida; em Vila Franca do Campo, na Gelataria Saraiva; em Ponta Delgada, no Café Buondi, no Parque Atlântico, no Bar/Restaurante Provisório e no Posto de Abastecimento do Azores Park; na Ribeira Grande, no D’Quina; no Nordeste, no Norcoffee e ainda online na Ticketline.