
O Parque de Leilões da Associação Agrícola de São Miguel foi o palco da segunda edição do Curso de Preparadores de Animais de Carne para Concursos, uma iniciativa que, entre os dias 27 e 30 de abril, reuniu dez formandos em torno da excelência no maneio e apresentação pecuária. Segundo nota enviada pela Associação Agrícola de São Miguel ao Diário da Lagoa, a formação, que totalizou 30 horas, surge de uma parceria estratégica com o Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel, visando dotar os participantes de competências técnicas cruciais para a valorização de exemplares de carne em mostras e concursos de elite.
Sob a orientação técnica de Luís Paninho — nome reconhecido pela vasta experiência na preparação de animais das raças Holstein Frísia e de carne — os alunos enfrentaram o desafio de trabalhar individualmente com um animal, aplicando na prática conceitos de higiene, tosquia, tratamento de pelo e a complexa arte da condução em pista.
O culminar desta formação ocorreu no último dia com uma simulação de concurso, onde o rigor da avaliação determinou os vencedores por categorias. No domínio da preparação estética, Noel Costa Vieira, das Furnas, conquistou o primeiro lugar, seguido por Paulo César Costa Rego, também das Furnas, e Hugo Miguel Medeiros Botelho, das Calhetas. Já na categoria de manejadores, que avalia a perícia na condução do animal perante o juiz, a freguesia das Furnas voltou a estar em evidência com Adriano Melo Teixeira a garantir o lugar mais alto do pódio, acompanhado novamente por Paulo César Costa Rego na segunda posição e Gonçalo Ernesto Rebelo Tavares, de Santa Bárbara, no terceiro posto.
Este evento não serviu apenas para entrega de prémios e convívio, mas funcionou como o derradeiro ensaio para a grande feira agrícola que se avizinha. Entre os dias 13 e 17 de maio de 2026, estes novos técnicos terão a oportunidade de demonstrar o valor da formação recebida durante os concursos pecuários integrados no certame, reforçando a competitividade e a qualidade que definem o setor agrícola micaelense.

No próximo domingo, 12 de abril, dia da Divina Misericórdia, a partir das 14h00, a paróquia de Sant’Ana, nas Furnas, realiza a procissão do Senhor aos Enfermos, uma manifestação de fé secular profundamente enraizada na comunidade.
Nesta ocasião, o Senhor Ressuscitado visita solenemente os doentes da freguesia, levando-lhes consolo espiritual e a bênção do Santíssimo Sacramento.
A procissão do Senhor aos Enfermos é uma das expressões religiosas mais antigas e emblemáticas da ilha de São Miguel, destacando-se, em particular, pelos tapetes de flores artisticamente elaborados que ornamentam as ruas, numa demonstração de fé e devoção.
Este ano, devido às suas condições de saúde, dez doentes vão receber a bênção do Santíssimo nas suas casas. Nesta freguesia, é também tradição que, neste dia, os símbolos do Divino Espírito Santo percorram as ruas, como sinal da alegria da ressurreição de Cristo.
Após a comunhão, cada doente vai receber, por meio dos escuteiros, uma lembrança oferecida por diversas instituições e particulares, num gesto de carinho. A procissão contará com o acompanhamento da filarmónica local, do coro paroquial e dos impérios do Divino Espírito Santo, que nesse dia coroarão na eucaristia, que será celebrada depois da procissão.

O Grupo Folclórico das Camélias celebrou oficialmente o seu 50.º aniversário com um jantar comemorativo no Restaurante Vale das Furnas, num momento que reforçou o papel da instituição como o grupo folclórico mais antigo em atividade no concelho da Povoação. Segundo a nota de imprensa enviada à nossa redação, o evento serviu não só para honrar o passado, mas também para projetar o futuro da coletividade, contando com a presença de diversas individualidades, entre as quais Rute Melo, vereadora da Câmara Municipal da Povoação, e o executivo da Junta de Freguesia das Furnas, liderado por Eduarda Pimenta. A celebração foi marcada por um forte espírito de união geracional, unindo representantes do tecido associativo local, desde os escuteiros e a Harmónica Furnense até ao Clube de Motards e instituições paroquiais, todos reunidos para prestar tributo a uma das mais emblemáticas embaixadoras da cultura popular açoriana.
Fundado a 27 de fevereiro de 1976 por Maria Eugénia Moniz Oliveira e Maria Cecília Frazão, a partir do grupo teatral “Jovens Rebeldes”, o percurso das Camélias foi recordado pela atual presidente, Dina Moniz. Durante a sua intervenção, a dirigente enalteceu o papel fundamental das fundadoras e das ex-presidentes, Helena Borges e Margarida Ferreira, dirigindo ainda um apelo direto às camadas mais jovens para que assegurem a continuidade deste legado. “As intervenções de Rute Melo e de Eduarda Pimenta destacaram a importância cultural e identitária do Grupo Folclórico das Camélias para a comunidade”, sublinha a organização, referindo o momento simbólico em que o bolo de aniversário foi cortado pelas três gerações de presidentes da direção.
Composto atualmente por 37 elementos, com idades compreendidas entre os 7 e os 68 anos, o grupo prepara-se agora para um ano de intensa atividade. No âmbito das comemorações das cinco décadas de existência, está já agendada uma deslocação a Portugal Continental entre os dias 3 e 8 de junho, para um intercâmbio com o Rancho Folclórico de Penamacor, no distrito de Castelo Branco. O ponto alto das festividades junto da população local e dos emigrantes terá lugar em julho, com um programa de três dias (17, 18 e 19) que incluirá o tradicional churrasco “Frango à Galo”, um grande concerto musical e a realização do VI Festival de Folclore, onde serão homenageados antigos e atuais componentes que, ao longo de 50 anos, levaram o nome das Furnas a palcos nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e por todo o arquipélago.

A freguesia das Furnas, no concelho da Povoação, recebe a partir da próxima sexta-feira, 6 de março, e durante todo o próximo fim de semana, a terceira edição do Trator Power Race by Monster Energy. O evento, com entrada gratuita para o público na abertura oficial, terá lugar na exploração agrícola da Queijaria Furnense, na Lagoa Seca.
De acordo com comunicação enviada pela Câmara da Povoação, a componente de entretenimento inicia-se no período noturno, contando com a atuação de Brunin do Acordeão & Amigos às 20h30, seguida pelo DJ Antoine C a partir das 22h00. Este primeiro dia serve de antecâmara para um programa que, este ano, aposta fortemente na diversificação de atividades ligadas ao setor primário e ao lazer.
O sábado, 7 de março, começa com uma vertente social através de uma caminhada solidária em torno da Lagoa das Furnas, com partida marcada para as 9h00 no recinto do evento. A organização apela à doação de bens alimentares por parte dos participantes, que serão posteriormente distribuídos por famílias carenciadas do concelho da Povoação. No plano técnico, o dia introduz a “Prova de Arrasto”, com sessões às 11h00 e às 16h00, além de atividades dedicadas aos mais novos, como a Power Race Infantil e uma bezerrada. A noite será animada pela Banda Sadja e pelos DJ Play e DJ Ricky.
O encerramento do evento, no domingo, 8, reserva o momento mais aguardado pelos entusiastas: a corrida de tratores nas modalidades de Arranques e Cabo de Aço, com início previsto para as 16h00. Antes disso, durante a manhã, realizam-se novas provas de perícia. O certame termina com a entrega de troféus e as atuações dos Imperadores e do DJ SoulSky. Ao longo de todo o fim de semana, os visitantes terão ainda acesso a exposições de gado da raça Aberdeen Angus, mostras de maquinaria agrícola com possibilidade de test drives e áreas de lazer infantil.
Para garantir o conforto dos visitantes, a organização salienta que instalou duas tendas de 700 metros quadrados e reforçou as zonas de estacionamento. Paula Rego, da Queijaria Furnense, sublinha que “as expetativas são elevadas e que a estrutura está preparada para enfrentar condições climatéricas adversas”. Nos dias 7 e 8, o acesso ao recinto tem um custo de três euros, sendo que um euro de cada bilhete reverte a favor da Paróquia de Santana e o restante valor inclui a oferta de uma bebida.

A Paróquia de Sant’Ana das Furnas, no concelho da Povoação, anunciou a realização da procissão do Senhor dos Passos para o próximo dia 1 de março, um evento que desperta este ano uma expetativa renovada entre os fiéis e a comunidade local. Após dois anos consecutivos em que as condições atmosféricas adversas impediram a saída do cortejo, a Comissão de Festas prepara o regresso da celebração à sua normalidade institucional.
Segundo a nota enviada ao nosso jornal pela Paróquia de Sant’Ana das Furnas, o programa religioso tem início marcado para as 16h00, momento em que as imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos sairão, respetivamente, da Igreja de Sant’Ana e da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Alegria. O ponto alto da manifestação de fé ocorrerá no Largo das Três Bicas com o solene Encontro das Imagens, onde será proferido o sermão pelo padre Agostinho Lima, ouvidor do Nordeste.
O administrador paroquial, padre Valter Correia, enaltece a resiliência dos paroquianos que, apesar do impedimento da chuva nos anos anteriores, mantiveram o desvelo na ornamentação dos Passos, assegurando a continuidade estética e espiritual da tradição. O responsável aproveita ainda a solenidade para abordar o recente desaparecimento da imagem de Santa Cecília, apelando à união da comunidade na salvaguarda do património sagrado herdado.
O programa culmina às 18h00 com a celebração da eucaristia do segundo domingo da Quaresma. Para os visitantes que se deslocarem à vila, a paróquia recorda que a data coincide com o último dia da Exposição das Camélias, permitindo conjugar a participação nos atos religiosos com a fruição do património natural e botânico que caracteriza as Furnas nesta época do ano.

O Pavilhão Multiusos das Furnas volta a transformar-se num jardim para acolher a XXII Exposição de Camélias das Furnas. O evento, que se realiza nos dias 28 de fevereiro e 1 de março, celebra o legado histórico e botânico da freguesia, afirmando-se como um dos momentos culturais mais prestigiados da região. A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal da Povoação, em parceria com o Terra Nostra Garden Hotel e a Junta de Freguesia das Furnas, contando ainda com o apoio da Associação Portuguesa das Camélias.
Nesta vigésima segunda edição, os visitantes poderão contemplar cerca de 200 variedades de camélias, incluindo exemplares provenientes de plantas centenárias que representam um património vivo preservado ao longo de gerações. A conceção estética da mostra, assinada por Fernando Costa, chefe do Parque Botânico Terra Nostra, inspira-se no icónico tanque termal do Parque. O cenário procura fundir a elegância das flores com a representação da água férrea, evocando o estatuto das Furnas como uma das maiores hidrópoles do mundo.
Para além da vertente botânica, o evento integra uma forte componente de promoção económica e social. O recinto contará com a presença de viveiristas, artesãos e produtores locais, permitindo a degustação e venda de produtos do Concelho da Povoação. A vertente solidária mantém-se como um pilar central: a cobrança das entradas será assegurada pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Povoação, revertendo o valor a favor da missão diária desta instituição.
A abertura oficial está agendada para as 13h00 de sábado, dia 28 de fevereiro, seguida de uma atuação do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Água Retorta, às 15h00. No domingo, dia 1 de março, as portas abrem às 10h00, com animação cultural a cargo do Grupo Folclórico das Camélias das Furnas, também pelas 15h00. Em ambos os dias, o certame encerra às 20h00, convidando residentes e turistas a celebrar a memória e a natureza num ambiente de rara beleza.

A tranquilidade da comunidade das Furnas foi abalada este domingo, 15 de fevereiro, com a notícia do desaparecimento de uma imagem de Santa Cecília do interior da Igreja de Sant’Ana. O alerta foi dado às autoridades durante a tarde, confirmando o furto de uma peça de arte sacra com elevado valor devocional e histórico, que se encontrava exposta no altar principal do templo, junto à imagem da padroeira.
A imagem em questão, datada do século XX, é uma escultura em madeira policromada a óleo com apontamentos dourados, medindo aproximadamente 50 centímetros. A peça, que representa a padroeira dos músicos, destaca-se ainda pelo seu resplendor em prata e pelo bom estado de conservação, fruto de uma intervenção de restauro realizada em 2013, em Braga, pelo especialista Domingos Rodrigues Silva.
O administrador paroquial, padre Valter Correia, lamenta profundamente o sucedido, classificando o furto como um “ato grave” que atenta contra a identidade da própria comunidade e fere o património religioso da ilha. No mesmo sentido, a Comissão de Festas expressa a sua consternação, sublinhando que o valor da imagem é imensurável para os fiéis, indo muito além do seu peso material ou financeiro.
Face à gravidade da situação e ao receio de novos incidentes, a Paróquia de Sant’Ana tomou a medida preventiva de retirar do interior da igreja várias outras imagens religiosas e objetos de culto. Esta decisão, segundo os responsáveis, visa garantir a segurança do espólio e evitar que o templo seja alvo de novas incursões criminosas.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) já esteve no local a proceder à recolha de informações e indícios que possam levar ao paradeiro da imagem. As autoridades apelam agora à colaboração da população e dos órgãos de comunicação social para evitar que a peça saia do território da Região Autónoma dos Açores ou seja introduzida no mercado ilícito de antiguidades. Qualquer informação relevante deve ser comunicada de imediato às forças de segurança.

O Pavilhão Multiusos das Furnas, na ilha de São Miguel, recebe, no próximo dia 10 de janeiro, a décima segunda edição do Festival de Sopas, um evento que alia a tradição gastronómica à solidariedade comunitária. Com início marcado para as 19h00, a iniciativa tem como principal objetivo a angariação de fundos para o restauro da igreja paroquial de Nossa Senhora da Alegria, visando especificamente a remodelação da bancada principal do templo, que se encontra atualmente muito danificada.
Organizado pelo Conselho para os Assuntos Económicos da Paróquia de Sant’Ana, o festival encerra a quadra festiva na freguesia, sendo a adesão da comunidade local um dos pilares da iniciativa que conta com a oferta de aproximadamente 30 sopas tradicionais preparadas por estabelecimentos de restauração e por particulares das Furnas. Segundo a organização, o festival tornou-se já uma marca identitária do concelho da Povoação, exercendo uma forte atração turística que atrai não só os residentes, mas também visitantes vindos de Portugal continental.
Para além da vertente gastronómica, que inclui as malassadas, a edição de 2026 introduz, pela primeira vez, animação musical ao vivo com a atuação de Brunim do Acordeão e Amigos. O acesso ao evento tem um custo de seis euros para adultos e três euros para crianças até aos sete anos, sendo que o valor do bilhete já contempla a participação em diversos sorteios de cabazes de produtos regionais. Estão ainda previstos bazares e a possibilidade de ganhar ingressos através de sorteios nas redes sociais da paróquia.
O espaço, disponibilizado pelo Município da Povoação na Rua 25 de Abril, dispõe de parque de estacionamento próprio para facilitar o acesso de todos os participantes que pretendam contribuir para a salvaguarda do património histórico e cultural da paróquia.

Ao longo dos últimos meses têm-se verificado alterações ao nível da superfície nas zonas das Caldeiras (cozidos) das Furnas, concelho da Povoação. A situação é, aos olhos dos especialistas, considerada normal, mas para quem não está familiarizado com as dinâmicas do vulcanismo pode gerar alguma apreensão.
De modo a esclarecer o que está a acontecer no vulcão das Furnas, o Diário da Lagoa falou com Fátima Viveiros, diretora do Instituto de Vulcanologia e Avaliação de Riscos da Universidade dos Açores, que esclareceu que “os campos fumarólicos podem sofrer alterações superficiais que resultam das dinâmicas próprias dos mesmos e não representam, obrigatoriamente, alterações no sistema vulcânico e/ou hidrotermal em profundidade”.
Para além disso, acrescentou, “a deposição de minerais de alteração e modificações da permeabilidade nos níveis superficiais do terreno podem condicionar o trajeto do gás até à superfície e, consequentemente, resultar em alterações visíveis nas emissões fumarólicas”.
A isto, junta-se também a pluviosidade e potenciais alterações nos níveis aquíferos que “podem resultar na presença de água em algumas fumarolas que temporariamente se apresentavam secas”. Ou seja, “apesar das dinâmicas poderem, potencialmente, resultar em danos pelo colapso superficial, não representam, por si só, variações no sistema vulcânico”, apontou.
Contudo, Fátima Viveiros deixou claro que “todas as recomendações e limitações nos acessos definidas pelas autoridades de proteção civil devem ser respeitadas e cumpridas”.
É o caso da Lagoa das Furnas que “apresenta também emissão de gases vulcânicos e, na parte norte da lagoa, junto ao campo fumarólico, visualizam-se, junto às margens, bolhas de gás (essencialmente dióxido de carbono) que, em alguns locais, também estão associadas a temperaturas mais elevadas”, esclareceu.

A diretora do Instituto de Vulcanologia e Avaliação de Riscos da Universidade dos Açores explicou, de igual modo, que os movimentos de vertentes “relacionam-se com o facto dos taludes serem constituídos maioritariamente por depósitos de cinzas pomíticas não consolidadas, podendo ser potenciados por condições meteorológicas ou atividade sísmica”.
De qualquer modo – frisou Fátima Viveiros – o Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos “tem efetuado medições nos campos fumarólicos das Furnas desde a década de 90 porque os gases vulcânicos podem constituir indicadores de atividade vulcânica”.
Mas a investigação/monitorização não se fica por aqui. “Para além dos gases vulcânicos medidos nas fumarolas, solos, lagoa e nascentes, as informações sobre atividade sísmica ou sobre a deformação da Terra, por exemplo, constituem outras técnicas preferenciais para entender o estado de atividade dos vulcões e podem ser precursores de atividade anómala”, adiantou.
Fátima Viveiros esclareceu que “atualmente, o IVAR, em colaboração com o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), efetuam monitorização e estudos dos vulcões ativos dos Açores e o vulcão das Furnas apresenta nível de alerta para atividade vulcânica considerado normal. Os dados registados até ao momento não indicam mudanças significativas nos últimos anos em termos de emissão do gás, essencialmente ao nível da sua composição”.

As festas em honra de Sant’Ana e São Joaquim, no Vale das Furnas, têm data marcada para os dias 24 de julho e 9 de agosto e serão presididas por sacerdotes naturais da freguesia. O programa inclui vários momentos religiosos e cívicos que irão animar os diferentes dias das festividades. A informação foi avançada pela Paróquia de Sant´Ana.
No dia 24 de julho, pelas 21h00, terá lugar a tradicional arrematação de gado junto ao Centro Social e Paroquial das Furnas. Com a generosa colaboração dos lavradores da terra, será possível angariar fundos.
No dia 25, a partir das 19h00, haverá porco no espeto, a favor das igrejas.
De seguida, pelas 21h30, será inaugurada a iluminação exterior da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Alegria, que este ano contará com aproximadamente cinco mil lâmpadas, sendo um dos momentos mais aguardados pelos participantes. A associação UnoJovens será responsável pela animação musical deste momento, descendo uma das ruas principais em direção à igreja e marcando a abertura oficial da quadra festiva. A noite continuará com atuações de “Trio de Deus” e “Quim Barbeiro”, com a possibilidade de degustar as típicas malassadas.
No sábado, dia 26 de julho, será celebrada uma missa na Igreja de Sant’Ana, pelas 20h00, seguida da procissão de mudança da imagem, acompanhada pela Sociedade Harmónica Furnense. A partir das 22h30, acontece o concerto do grupo “Banda Larga”.
No domingo, dia 27 de julho, celebra-se o grande dia das festas. Pelas 12h00, na Igreja Paroquial, terá lugar a Eucaristia Solene em honra de Sant’Ana, com a celebração da Profissão de Fé, animada pelo Coro Paroquial.
Pelas 17h00, as imagens de Sant’Ana e São Joaquim percorrerão as diversas artérias da freguesia das Furnas, com a participação da Sociedade Filarmónica Marcial Troféu, Eco Edificante da Vila do Nordeste e Sociedade Harmónica Furnense. A partir das 22h00, o típico arraial regressa, ao som artístico da “Harmonie La Renaissance”, grupo que se deslocará de Paris para os Açores.
Na segunda-feira, dia 28 de julho, celebra-se a missa em honra de São Joaquim, pelas 11h00 e, às 14h00, terá início o cortejo de oferendas com a imagem de São Joaquim.
A última noite de celebrações, a partir das 21h30, contará com a atuação do Grupo Folclórico das Camélias e da Sociedade Musical Harmónica Furnense. Às 24h00, terá início a procissão de mudança da imagem para a Igreja de Sant’Ana, encerrando as festividades com um espetáculo de fogo de artifício que atrai centenas de pessoas e jovens.
Após os dias principais das festas, a comissão organizadora prolongou a programação até ao dia 9 de agosto, quando, pelas 19h30, será realizada a tradicional festa do churrasco, no jardim da igreja paroquial, com a atuação das “Top Girls”.
O pároco das Furnas, Padre Francisco Zanon, refere que as festividades “atraem tanto os locais, as nossas comunidades emigrantes, como os turistas que pela freguesia passam e participam ativamente.” Para o sacerdote, a logística e a segurança são prioridades. “Devido à afluência de pessoas há que haver uma organização com o próprio trânsito para que não haja acidentes ou inconvenientes que venham a manchar esse momento festivo.”
Francisco Zanon retrata ainda a festividade como “mística, onde essa devoção popular une-se à espiritualidade que cada um traz consigo. Essa presença feminina traz uma resposta de conforto e dá alento nos momentos mais difíceis das pessoas.”
Neste ano, em que a Igreja Católica celebra o Jubileu da Esperança, o pároco das Furnas alerta que “deveríamos espelhar o exemplo de Sant’Ana, grande figura da Igreja, figura de oração, de esperança, que passou também os seus medos e que continuará até ao fim dos tempos marcando gerações. Num mundo tão fragilizado temos de confiar nessa esperança, embora que haja tantas guerras, discussões, ou desentendimentos entre comunidades. Mas sermos construtores de um mundo melhor e justo.”