
A inauguração da nova Circular à Vila da Madalena, na ilha do Pico, ficou marcada pela revelação de um monumento que pretende ser o rosto da identidade da freguesia da Candelária no coração desta nova variante rodoviária. Segundo a nota enviada às redações, a obra é um “verdadeiro símbolo de cultura e história”, agregando elementos que definem o património imaterial e a herança social daquela localidade do concelho da Madalena.
A peça central do monumento é um bandolim de aproximadamente cinco metros de altura, uma homenagem direta à tradição das cordas que carateriza a freguesia. A estrutura evoca ainda a heráldica local através da representação do báculo do Cardeal Costa Nunes, uma das figuras ilustres da terra, e de folhas de figueira. Estas últimas remetem para uma das culturas agrícolas mais marcantes da Candelária, celebrada na poesia de Manuel Serpa que recorda as “figueiras aconchegadas, rasteirinhas e podadas” que pontuam a paisagem. Todo este conjunto assenta sobre uma eira, elemento que presta tributo ao Grupo Folclórico da Casa do Povo da Candelária, reconhecido como o mais antigo dos Açores.
A conceção do projeto partiu da Junta de Freguesia da Candelária e a execução técnica ficou a cargo da Serralharia Surrica. O financiamento foi assegurado pelo Governo regional dos Açores, através de um acordo de colaboração direta com a autarquia local. Durante a cerimónia, que contou com a animação do grupo folclórico local, o presidente da Junta, Diogo Nunes, fez questão de agradecer a todos os que contribuíram para a concretização do projeto. “Hoje celebramos a nossa identidade, a nossa história e o nosso futuro no coração da Vila da Madalena”, afirmou o autarca, estendendo o reconhecimento às forças vivas e associações da freguesia que se fizeram representar no momento inaugural.

O Biblioteca Municipal da Madalena, na ilha do Pico, recebe no próximo dia 18 de outubro, pelas 21h00, o lançamento do livro “Um Valonguense nos Açores”, de José R. Pinto Guimarães. A sessão conta com a moderação de José Carlos Costa e a entrada é livre.
José R. Pinto Guimarães, autor de poesia, reformado e natural de Valongo, onde nasceu em 8 de maio de 1958, está radicado na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, nos Açores. Segundo o prefácio do seu livro, “encontrou na escrita poética a expressão de uma vida marcada por experiências profundas, desafios e reencontros”.
“Poeta desde sempre, só agora, com o apoio da sua companheira e o acolhimento dos Açores, teve a coragem de publicar o seu primeiro livro”, lê-se na nota da obra.
O livro foi apresentado primeiro no Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, Lagoa, a 2 de agosto, onde marcaram presença cerca de cinco dezenas de pessoas para testemunhar o momento. Dois dias depois foi a vez da Biblioteca Municipal de Ponta Delgada acolher também o lançamento num ambiente mais intimista. Mais recentemente, foi a vez da terra natal do autor, Valongo, a 19 setembro, ver José Guimarães regressar ao norte do país para partilhar a obra com familiares e amigos.
O autor diz, ao Diário da Lagoa, que está satisfeito a receção do público à sua obra e, porque “parar é morrer” e “não sabe estar quieto”, já se encontra a trabalhar no próximo livro que terá lançamento previsto para o próximo ano.

O Montanha Pico Festival apresenta vários documentários na sua décima primeira edição, que arranca no primeiro fim de semana do ano, segundo nota de imprensa enviada pela organização do festival.
“O documentário está em grande produção nos Açores,” admite Terry Costa, diretor artístico da MiratecArts e fundador do Montanha Pico Festival, citado no comunicado. “Desde produções independentes a projetos apoiados pela RTP Açores, o programa do festival está aberto a todo o tipo de produção.”
No sábado, 4 de janeiro, às 20h, no Auditório da Madalena, o terceirense André Leonardo apresenta o documentário “Faz Acontecer: Uma Viagem Maior que o Mundo”.
Aos 24 anos, o açoriano partiu sozinho para uma expedição à volta do Mundo onde percorreu mais 126 mil km e passaria por quatro continentes e 23 países. O seu objetivo era simples: procurar energia e ânimo para além da «crise» e da «dívida», estabelecer contacto com pessoas positivas, deixar-se contagiar por empreendedores, tanto nos negócios como na vida, aprender com gente que vencia todo o tipo de adversidades e que, mais do que criar empresas ou promover projetos, fazia acontecer encarando o presente e o futuro com otimismo e com capacidade de sonhar, segundo a mesma nota.
“Uma história que nos demonstra que fazer acontecer está ao nosso alcance, haja dedicação e compromisso. André apresenta a sua história no grande ecrã e em conversa ao-vivo. Um evento a não perder”, lê-se.
No domingo, com as apresentações de dois trabalhos de MJ Sousa, a conversa sobre o documentário vai ser mais aprofundada. O programa arranca pelas 16h00 com “Cócegas na Terra” e “Sabrina”.
Na sessão de domingo às 21h, várias curtas experimentais vão ser apresentadas, incluindo o documentário que explora a vida de Fábio Quintiliano, um indivíduo da ilha de São Miguel, que cria vídeos no YouTube com uma identidade singular. O trabalho de Sara Massa e Martim Morais encerra a noite no Auditório da Madalena.
Na terça-feira, 7 de janeiro, e a abrir as sessões no Auditório Municipal das Lajes do Pico, o documentário de Bruno Correia “Guardiões da Esperança”, uma produção da RTP Açores, mereceu destaque em termos de obras de longa-metragem.
Todas as sessões são abertas ao público em geral e de entrada livre.

O Cineclube Montanha continua apresentações no Auditório Municipal das Lajes do Pico, este mês de setembro. O auditório vai receber quatro sessões de temáticas e estilos diferentes, “para todos os gostos”, segundo nota enviada pela MiratecArts, gestora do Cineclube Montanha.
Este domingo, 8 de setembro, às 16h30, é uma tarde dedicada a curtas de animação, desde experimentações de alunos de escolas de cinema a filmes galardoados em festivais internacionais. “Esta é uma tarde para o aventureiro”, admite o diretor artístico da MiratecArts, Terry Costa, citado na mesma nota. “A primeira parte é para toda a família, enquanto a segunda parte já inclui temas mais adultos.”
Para toda a família, é a longa-metragem de animação, “A Minha Fada Traquina”, da luxemburguesa Caroline Origer, apresentada no dia 15 em versão com vozes portuguesas. Violetta, uma fada em formação com um talento especial para flores, acaba presa no mundo dos humanos após falhar num exame importante. Ela conhece Maxie, e juntas enfrentam desafios e descobrem o verdadeiro poder da natureza.
Quinta-feira, dia 19, às 21h, o Auditório Municipal das Lajes do Pico recebe a sessão “Ovnis, Monstros e Utopias: Três Curtas Queer”, que está a correr pelas salas do país. “Entre a Luz e o Nada” de Joana de Sousa, “Sob Influência” de Ricardo Branco, e “Rapariga Imaterial” de André Godinho, serão apresentadas num programa que traça um caminho alternativo por universos que se aproximam numa nova constelação de desejos, medos e lutas. Estes três gestos de cinema exploram técnicas e narrativas – da ficção científica ao horror, procurando novas formas de olhar e de fantasiar sobre outras possibilidades, explica ainda a nota.
A encerrar o programa de setembro, quinta-feira, 26, às 21h, “A Zona de Interesse”, o último filme de Jonathan Glazer, vencedor de vários prémios como cineasta, conquistou o Melhor Prémio no Festival de Cannes e Oscar 2024 como Melhor Filme Internacional e ainda Melhor Som. O quotidiano de uma família alemã cuja casa é adjacente a Auschwitz consagrou-se, sem dúvida, como um dos filmes mais brilhantemente aterradores da década.
Com o apoio do Município das Lajes do Pico, para as sessões do Cineclube Montanha a entrada é livre e basta aparecer. O Auditório Municipal das Lajes do Pico encontra-se no centro da vila e as portas abrem meia-hora antes da sessão.