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Lagoa promove campanha gratuita de esterilização e identificação animal

Iniciativa permite a inscrição de até três animais por agregado familiar para combater o abandono e controlar a sobrepopulação

© CM LAGOA

O Centro de Recolha Oficial (CRO) no concelho da Lagoa vai proceder ao lançamento de uma nova edição da campanha gratuita de esterilização e de identificação eletrónica (microchip) destinada a cães e gatos, anunciou esta quarta-feira, 25 de março, a Câmara Municipal. A medida, que se prolongará durante todo o ano, assume-se como uma ferramenta para incentivar a posse responsável e garantir o controlo da população animal no concelho. Segundo a nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense, o projeto visa facilitar o acesso a cuidados de saúde animal que são considerados essenciais, promovendo não só o bem-estar dos animais de companhia, mas também a segurança e a saúde pública de toda a comunidade.

A campanha é totalmente gratuita e apresenta uma forte componente de apoio social, destinando-se a agregados familiares residentes no concelho, que podem inscrever até três animais por família. Num esforço de descentralização e colaboração local, os munícipes interessados devem formalizar a sua inscrição diretamente na Junta de Freguesia da sua área de residência. De acordo com o Município, este é um trabalho conjunto coordenado pelo CRO, em estreita cooperação com todas as Juntas de Freguesia da Lagoa, sendo estas as entidades corresponsáveis pela seleção das prioridades de intervenção no terreno.

Com esta ação, o Município da Lagoa pretende consolidar uma medida de prevenção contra o abandono animal, problema que o executivo camarário identifica como prioritário. Esta iniciativa conta com o apoio do Governo regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, e beneficia ainda de uma parceria estabelecida com o Município do Nordeste, reforçando a rede de cuidados animais na ilha de São Miguel.

Lagoa transforma janelas e varandas em palcos de poesia local

O concelho celebra o Dia Mundial da Poesia com uma iniciativa que leva excertos literários ao espaço público de todas as freguesias, contando com o envolvimento direto dos residentes e a curadoria de vozes femininas da literatura açoriana

© CM LAGOA

O Dia Mundial da Poesia está a ser assinalado no concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, com a iniciativa “Versos à Janela: um encontro entre a cidade e a poesia”. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara da Lagoa, este projeto da Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira estende-se a todo o território concelhio entre os dias 23 e 27 de março, instalando a literatura no quotidiano da comunidade através de janelas e varandas cedidas pelos próprios munícipes.

A iniciativa, que se assume como um projeto comunitário de proximidade, conta com a parceria ativa de todas as Juntas de Freguesia do concelho, que selecionaram uma rua por localidade para acolher estas intervenções poéticas, permitindo que os transeuntes encontrem a literatura de forma inesperada nos seus trajetos habituais.

A curadoria dos textos esteve a cargo de Leonor Sampaio da Silva e Paula de Sousa Lima, figuras de relevo no panorama literário e académico regional. No lançamento do desafio, as curadoras propuseram a seleção exclusiva de excertos de escritoras, numa escolha simbólica que pretende também evocar o mês em que se assinalou o Dia Internacional da Mulher. O conceito inspira-se numa ação original da Casa Fernando Pessoa, desenvolvida durante o período da pandemia, tendo sido agora adaptada à realidade local e ampliada para envolver a participação direta dos moradores da Lagoa.

Para a vereadora da Educação e Cultura, Albertina Oliveira, esta proposta de “poesia a céu aberto” pretende ser “acessível, próxima e surpreendente”. A autarca destaca que se trata de uma “forma de levar a cultura para onde a vida acontece e de transformar a cidade num espaço de leitura e de partilha”, deixando um convite à comunidade para que percorra as ruas do concelho, levante o olhar e se deixe tocar pelas palavras, reforçando a ideia de que “a cidade também se lê e a poesia também se vive”.

O projeto ganha ainda maior dimensão com o prestígio das suas curadoras. Leonor Sampaio da Silva, natural de Ponta Delgada e Professora Associada na Universidade dos Açores, é uma autora reconhecida cujo romance “Passagem Noturna” foi finalista do Prémio LeYa em 2023. Já Paula de Sousa Lima, residente na Lagoa e mestre em Literatura Portuguesa, é uma colaboradora regular da imprensa regional e autora premiada, tendo vencido o prémio Daniel de Sá com a obra “O Outro Lado do Mundo” e figurado também entre os finalistas do Prémio LeYa com o romance “O Paraíso”.

Através desta colaboração entre a autarquia, a academia e os cidadãos, a Câmara Municipal diz que pretende reafirmar o seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e a valorização do património literário no coração das suas freguesias.

Governo dos Açores aprova candidaturas de juntas de freguesia no valor de 850 mil euros

© D.R.

O presidente do Governo regional dos Açores (GRA), José Manuel Bolieiro, que tutela a pasta do Poder Local, aprovou já candidaturas apresentadas pelas juntas de freguesia da região, em cerca de 850 mil euros no âmbito da cooperação financeira com estas entidades, anunciou o GRA.

Do total das 155 Freguesias dos Açores, 121 apresentaram candidaturas de acordo com o atual Regime de Cooperação Técnica e Financeira entre a Administração Regional Autónoma e as Freguesias, para um total de investimento elegível de 1,034 milhões de euros, lê-se, na mesma nota.

Segundo o governo açoriano, mais de meio milhão dos apoios aprovados são destinados à conservação e requalificação dos edifícios das sedes das juntas de freguesia e cerca de 344 mil euros destinam-se a equipamento e “software” informático, mobiliário e outro equipamento diverso, indispensáveis ao normal funcionamento das juntas.

Esta semana será discutido e votado o Novo Regime Jurídico da Cooperação Técnica e Financeira entre a Administração Regional Autónoma, as freguesias e associações de freguesias, onde se inclui a Delegação Regional dos Açores da ANAFRE, de acordo com o governo.

“Trata-se de um quadro legislativo inovador, que irá representar um forte contributo para uma melhor gestão partilhada entre o Governo Regional e as freguesias e num relacionamento institucional respeitador das autonomias dos seus intervenientes, garantindo sempre a transparência e equidade de tratamento com todas as entidades”, explica o comunicado.

“Com este regime, que se pretende dinâmico, haverá um claro aumento das áreas de investimento e intervenção das competências das juntas de freguesia e também um aumento das áreas de colaboração e coordenação, sejam por iniciativa do Governo ou até pela própria junta”.

Para a concretização deste novo regime ao dispor das Freguesias, foi criado o Fundo para o Desenvolvimento das Freguesias dos Açores, que já tem uma dotação de 2 milhões de euros para o ano de 2024.

Distinguidas 44 juntas de freguesia dos Açores Prémio de Excelência

© GOVERNO DOS AÇORES

Quarenta e quatro juntas de freguesia dos Açores que se destacaram pelo seu desempenho e dedicação à preservação do ambiente, foram distinguidas com o Prémio de Excelência, esta terça-feira, 14 de maio, numa cerimónia realizada, pela primeira vez, em Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, de acordo com comunicado do Governo dos Açores.

Em 2023, foram distinguidas com o Prémio de Excelência 44 freguesias, mais seis que em 2022, designadamente: Fajã Grande e Lajedo, da Ilha das Flores; Praia do Norte, Ribeirinha, Capelo, Praia do Almoxarife, Salão, Pedro Miguel e Angústias, do Faial; Rosais, de São Jorge; Prainha, Piedade, Calheta de Nesquim e Candelária, da ilha do Pico; Santa Cruz da Graciosa e São Mateus, da ilha Graciosa; Raminho, Doze Ribeiras, Vila de São Sebastião, São Bartolomeu de Regatos, São Mateus da Calheta, Feteira, São Bento, Santa Bárbara, Ribeirinha, Vila do Porto Judeu, São Brás, Agualva, Fontinhas, Fonte do Bastardo, Vila das Lajes, Vila Nova e Porto Martins, da ilha Terceira; Relva, Conceição, Ribeirinha, Maia, Calhetas, Água de Pau, Ribeira Chã, Ribeira Seca, Santana e Achadinha, de São Miguel; e Santo Espírito, da ilha de Santa Maria.

O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alongo Miguel, presidiu à entrega dos Prémios de Excelência, no âmbito do “ECO-Freguesia”, destacando que este programa “representa um instrumento fundamental de cooperação entre o Governo Regional e as juntas de freguesia, tendo como objetivo reconhecer e distinguir os esforços das freguesias e das suas populações na limpeza, remoção e encaminhamento para destino adequado dos resíduos abandonados nos seus territórios, incluindo as linhas de água e a orla costeira, assim como proporcionar a participação das populações em ações de sensibilização e educação ambiental”.

O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática anunciou também que, já em 2024, o valor adstrito ao programa “Eco-Freguesias” vai aumentar para um milhão de euros,” o que representa um acréscimo de cerca de 82% relativamente ao valor inscrito no ano transato”. A secretaria apresentou, ainda, o novo logótipo do programa “ECO-Freguesia”.

Alongo Miguel disse na ocasião que “as ações realizadas pelas 135 Freguesias inscritas no “«”ECO-Freguesia”»”, em 2023, permitiram a remoção de aproximadamente 867 toneladas de resíduos abandonados em espaços públicos, bem como assegurar a monitorização e limpeza de cerca de 241 quilómetros de linhas de água e de mais de 190 quilómetros de orla costeira, tendo também sido dinamizadas 535 ações de sensibilização e educação ambiental, o que representa um aumento de 32% face a 2022″.

Para o governante, que falava na cerimónia, as juntas de freguesia, “pela proximidade às populações locais e pelo conhecimento detalhado dos respetivos territórios, são parceiros estratégicos e desempenham um papel fulcral, muitas vezes com escassos recursos, para um desafio colossal que representa a preservação do Ambiente”.

“Os resultados obtidos “denotam efetivamente uma evolução muito positiva, ao nível da consciencialização ambiental das populações e da participação pública no domínio do ambiente, que são aspetos fundamentais para uma mudança de comportamentos e para um novo paradigma de desenvolvimento sustentável”, disse ainda.