
As companhias aéreas do Grupo SATA apresentaram esta terça-feira, 20 de janeiro, o programa de voos para a temporada de verão IATA 2026, período oficial de verão da aviação definido pela IATA para 2026, que vai de 29 de março a 24 de outubro de 2026, focado sobretudo no reforço das ligações entre o continente português e os Açores.
A operação mantém também a consistência das ligações à América do Norte. O planeamento, diz a companhia aérea açoriana em comunicado, “privilegia a utilização eficiente dos recursos, garantindo uma operação sustentável e assente na complementaridade entre a Azores Airlines e a SATA Air Açores”.
Em conjunto, as duas companhias irão assegurar mais de 800 voos por semana com origem /destino no Arquipélago dos Açores. A operação de verão caracteriza-se por um aumento das frequências nas rotas Lisboa–Ponta Delgada, Lisboa–Terceira e Porto–Ponta Delgada. Para concentrar capacidade nas rotas mais procuradas, “o Grupo não retomará rotas que registaram menor desempenho, direcionando recursos para o mercado doméstico” diz a SATA.
No que respeita às ligações interilhas, a oferta será semelhante à do verão de 2025, com reforços pontuais nas rotas que tradicionalmente apresentam ocupações superiores a 90%. O presidente da SATA Holding, Tiago Santos, salienta que “a operação para o verão de 2026 reflete um compromisso inabalável com os Açores e com a sua diáspora. Ao reforçar as ligações domésticas, assegurar a conectividade com a América do Norte e otimizar a utilização da nossa frota, estamos a construir uma operação mais sustentável e orientada para aquilo que é prioritário: servir os açorianos e garantir a acessibilidade e a mobilidade no arquipélago.”
A SATA Air Açores prevê operar cerca de 570 voos interilhas por semana, cobrindo dezasseis rotas com uma frota de sete aeronaves. Haverá reforço nas ligações Ponta Delgada – Terceira, Ponta Delgada–Pico, Ponta Delgada–Horta e Ponta Delgada–Flores, devido às elevadas taxas de ocupação registadas em 2025, sobretudo entre junho e setembro.
“Tal como no ano anterior, a operação poderá ser reforçada temporariamente nos períodos de maior procura, nomeadamente durante festividades regionais. O planeamento conjunto da Azores Airlines e da SATA Air Açores integra obrigações de serviço público, rotas liberalizadas e destinos nacionais e internacionais que convergem nos Açores. A articulação de horários entre as duas operações é uma prioridade, permitindo que quem chega ao arquipélago através das várias portas de entrada possa prosseguir viagem para qualquer ilha com tempos de ligação reduzidos” escreve a companhia aérea açoriana.

O vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, reuniu-se, em Lisboa, com o Presidente do Conselho de Administração da TAP, Luís Rodrigues, para “discutir de forma proveitosa temas relevantes para a mobilidade dos açorianos e o reforço das ligações aéreas” com os Açores, segundo nota de imprensa do governo açoriano.
“Como responsável pela Aerogare Civil das Lajes, destaquei a importância de captar novas rotas que sejam vantajosas tanto para os Açores como para a TAP, que é o principal operador da ligação ao exterior da ilha Terceira. Registei com muito agrado que a TAP está muito satisfeita com a operação Açores, em particular com as rotas da ilha Terceira, que têm tido uma elevada taxa de ocupação dos aviões”, sublinha Artur Lima, citado na mesma nota.
O governante realça que a TAP foi “inovadora, em primeiro lugar, ao colocar um avião a pernoitar todos os dias na Aerogare das Lajes, durante o verão, e duas noites por semana durante o inverno”.
E justifica: “nessa perspetiva, o que pretendemos é melhorar o cenário atual, aumentando as pernoitas durante o inverno e também aumentando o número de passageiros. Isso pode ser feito através do aumento do número de frequências ou pela mudança do tipo de aeronave”, lê-se, na mesma nota.
A TAP, lembra ainda o vice-presidente do Governo, tem uma rede europeia de conetividade muito grande, “o que permitiu um aumento de turistas estrangeiros considerável e abre boas perspetivas para o futuro”.
“Nessa medida, sugerimos fazer uma ligação internacional, durante o verão ou no inverno, conforme disponibilidade da TAP, para a América do Norte. A recetividade foi muito boa, ficando o compromisso da TAP em estudar essa possibilidade”, vincou.
O aumento da conetividade de outras ilhas seria também significativo e positivo para responder às necessidades atuais dos Açores, sublinha Artur Lima, para quem “a oferta de mais voos e a diversificação das ligações entre os Açores e o continente é essencial para garantir uma resposta adequada à crescente procura de turistas e de residentes”.
“Por fim, apelei ao CEO da TAP, Luís Rodrigues, que bem conhece a nossa realidade insular, para que no âmbito das suas atuais funções, não se esqueça dos Açores”, concretizou Artur Lima.