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Vila Franca do Campo dinamiza concelho com programa “Páscoa na Vila 2026”

Iniciativa arranca esta segunda-feira e estende-se até abril com workshops de doçaria, torneios desportivos e atividades para as crianças em diversos espaços culturais

© DIÁRIO DA LAGOA

O município de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, dá início já esta segunda-feira, 16 de março, ao programa “Páscoa na Vila 2026”. A iniciativa, que se prolonga até ao dia 1 de abril, foi desenhada pela autarquia para assinalar a quadra pascal através de um conjunto diversificado de atividades que prometem mobilizar residentes e visitantes de todas as idades. Segundo uma nota enviada pela Câmara Municipal à nossa redação, o objetivo passa por dinamizar o concelho e “proporcionar momentos de convívio e aprendizagem”, aliando a tradição à ocupação de tempos livres.

As propostas culturais e lúdicas ocupam um lugar central na programação, com especial atenção ao público mais jovem durante o período de férias escolares. Estão previstas sessões de pintura de ovos, leitura de contos infantis na Biblioteca Municipal e diversas atividades didáticas no Museu, com o intuito de promover a criatividade e o contacto com a cultura local. Para os adultos, o programa aposta na componente formativa e gastronómica, destacando-se os workshops de pintura em tela e os dedicados à culinária típica da época, como a confeção de folares de Páscoa e a decoração de mini bolos temáticos.

A vertente desportiva será outro dos pilares deste “Páscoa na Vila”, com eventos que prometem atrair entusiastas de várias modalidades. Entre os destaques figuram o XI Torneio da Amizade, organizado pelos Veteranos do Clube Vasco da Gama, e o quarto Torneio de Futebol Emanuel de Matos, que terá como palco a freguesia de Ponta Garça. Para os amantes do desporto motorizado, o Parque Industrial recebe o evento Vila Franca Motores 2026.

Com esta vasta agenda, a autarquia vilafranquense pretende reforçar a dinâmica social do município, valorizando os seus equipamentos culturais e desportivos. De acordo com a autarquia, o programa incentiva a participação ativa da comunidade e procura “reforçar a dinâmica social e cultural do município” num período de especial relevância para as famílias açorianas.

Portugal: Secretaria das Comunidades lança iniciativa “Portugal, Nação Global” para ligar municípios à diáspora e atrair investimento

Secretaria de estado lança plataforma digital e rede de embaixadores económicos para ligar o território nacional aos cinco milhões de portugueses e lusodescendentes no exterior

© DIREITOS RESERVADOS

A Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas apresentou a iniciativa “Portugal, Nação Global”, um modelo que pretende afirmar a diáspora portuguesa como um ativo estratégico para o desenvolvimento económico do país, reforçando a ligação entre municípios, empresários no exterior e o tecido empresarial nacional.

A proposta parte da ideia de que os territórios portugueses devem assumir um papel mais ativo na economia global, adotando uma estratégia mais proativa na identificação de oportunidades, na promoção dos ativos regionais e na atração de investidores.

Para operacionalizar esta estratégia, o projeto prevê a criação de três funções-chave nas políticas territoriais: os promotores territoriais serão responsáveis por apresentar oportunidades de investimento de forma estruturada, com análises de viabilidade, business cases e condições claras para investidores.

Já os curadores de oportunidades terão a missão de identificar projetos com maior potencial de impacto económico e alinhamento estratégico com os territórios, enquanto os embaixadores económicos representarão os municípios em redes internacionais e junto de comunidades empresariais no exterior, reforçando a reputação e a credibilidade dos territórios portugueses.

A iniciativa inclui ainda a criação de uma plataforma digital permanente, concebida para manter ao longo do ano a ligação entre territórios portugueses e empresários da diáspora.

A ferramenta integra uma base de dados global de investidores, organizada por setor de atividade, geografia e capacidade de investimento, assegurando simultaneamente privacidade e conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).

Entre as funcionalidades estão sistemas de comunicação direta entre territórios e investidores, repositórios para business plans e estudos de viabilidade, dashboards com métricas em tempo real e mecanismos de matchmaking inteligente, capazes de cruzar perfis de investimento com oportunidades concretas apresentadas pelos municípios.

A plataforma permitirá ainda o agendamento de reuniões, visitas técnicas, webinars setoriais e encontros empresariais, garantindo um acompanhamento contínuo das oportunidades de negócio.

De acordo com os promotores da iniciativa, este acompanhamento é particularmente relevante, uma vez que processos de investimento internacional podem demorar entre 18 e 24 meses desde o primeiro contacto até à decisão final.

Fórum internacional reunirá empresários da diáspora e territórios portugueses

A primeira edição do fórum “Portugal, Nação Global” está marcada para 29 e 30 de abril, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e deverá reunir mais de 300 empresários nacionais e da diáspora provenientes de mais de 40 países, além de representantes institucionais e entidades empresariais.

O encontro contará ainda com a participação de cerca de 50 câmaras de comércio e mais de 20 entidades supramunicipais, envolvendo diferentes níveis de governação, desde o governo da República e governos regionais até áreas metropolitanas, comunidades intermunicipais e municípios.

Durante o fórum estão previstas mais de 200 reuniões empresariais, organizadas através de uma plataforma de inscrição online criada para facilitar o contacto direto entre investidores, empresas portuguesas e representantes de territórios interessados em captar novos projetos.

Além das reuniões empresariais, o programa inclui mesas redondas, palestras e momentos de networking, destinados a fortalecer relações institucionais, mobilizar a comunidade empresarial e promover a projeção internacional das empresas portuguesas.

O evento conta ainda com o apoio de instituições estratégicas do ecossistema económico português: o Banco Português de Fomento participa como parceiro estratégico, enquanto a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal integra a comissão executiva, contribuindo para o mapeamento da diáspora empresarial e para a promoção de oportunidades de investimento e internacionalização.

Com mais de cinco milhões de portugueses e lusodescendentes distribuídos por 178 países, a diáspora portuguesa representa uma das maiores redes globais de ligação ao país e um potencial estratégico para reforçar a competitividade económica nacional.

Governo regional assume pagamento de 3,3 ME aos municípios açorianos

© MIGUEL MACHADO/GRA

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, assinou esta terça-feira, 17 de setembro, um protocolo com a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores, representada pelo seu presidente, Alexandre Gaudêncio, relativo à transferência dos valores acumulados em favor dos municípios, na receita do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) cobrado, pelo Estado, nos setores de atividade ligado ao turismo, relativos aos anos de 2020, 2021 e 2022.

“Cumprimos agora uma divida antiga, que outros recusaram e nós assumimos o pagamento, relativamente à taxa variável do IRS e agora também aquela que é a receita resultante do IVA turístico e que passa a ser uma receita para os municípios”, lembrou José Manuel Bolieiro.

O governante acrescentou ainda que esta reposição “só é possível à custa do Orçamento Regional e não à custa do Orçamento de Estado”, sendo da responsabilidade do Estado o financiamento às autarquias, no entendimento do líder do executivo.

O montante global dos valores acumulados, a que o protocolo diz respeito, a transferir para os municípios da região é de 3,3 milhões de euros.

O governante destacou ainda a importância do poder local permanecer um parceiro do desenvolvimento dos Açores e que quanto mais robustez financeira e económica tiver mais capacidade os municípios registam para contribuir para a região.

“Como acredito que as nossas autarquias, municípios e freguesias são parceiros de desenvolvimento, somos solidários”, concluiu o presidente do Governo regional.