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Autarquia da Lagoa homenageia Numídico Bessone

© CM LAGOA

A Câmara Municipal da Lagoa (CML) atribuiu o nome de Numídico Bessone à sala que tem acolhido diversas exposições no Convento de Santo António.  Na cerimónia, que ocorreu no dia 15 de fevereiro, marcou presença a vereadora da autarquia, Albertina Oliveira, e a neta do escultor, Catarina Amorim da Costa Macedo, segundo nota enviada pela CML.

Esta é uma forma de a autarquia homenagear um artista lagoense que se destacou como escultor e medalhista, lê-se. A homenagem é feita no ano em que se assinala o 40.º aniversário da sua morte, e com a atribuição do seu nome a uma sala que tem acolhido exposições de artistas de referência como Raposo de França, Tomaz Vieira, Urbano, Maria José Cavaco, Carlos Carreiro, Victor Almeida, Nina Medeiros, Filipe Franco, Paulo Damião, Paulo Monteiro, Catarina Branco, Alberto Plácido, Pedro Canto Brum, entre muitos outros. 

Numídico Bessone Borges de Medeiros Amorim, mais conhecido por Numídico Bessone, nasceu na freguesia de Santa Cruz, Lagoa, a 18 de agosto de 1913 e faleceu, em Lisboa, em 1985. Estudou escultura, na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, e pintura, na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Na Academia de Belas Artes de Roma, concluiu o curso de escultura como bolseiro do Instituto de Alta Cultura, em 1946/49, e especializou-se em medalhística, na Escola de Arte de Medalha, em Roma, em 1950/51. Participou em várias exposições de arte, nacionais e estrangeiras, estando representado no Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa), no Museu Carlos Machado, Museu de José Malhoa (Caldas da Rainha), e em diversas galerias.

Foi distinguido com o Prémio Nacional de Belas Artes de Lisboa. Pertenceu ao Centro de Estudos de Arte e Museologia do Instituto de Alta Cultura, à Associazione Artistica Internazionale e à Accademia Mondiale degli Artísti e Professionisti, de Roma, e foi membro de honra da União Portuguesa do Estado da Califórnia.

É autor de diversas obras de arte pública nos Açores, mas também em Portugal continental e estrangeiro.  Para referenciar apenas algumas, cite-se a estátua de S. Miguel Arcanjo (Ponta Delgada), Gaspar Frutuoso (Ribeira Grande) e monumentos em homenagem a Gonçalo Velho Cabral (Ponta Delgada), Pe. Sena Freitas (Ponta Delgada), Manuel de Arriaga (Horta), Ramalho Ortigão (Lisboa), Duque de Ávila e Bolama (Horta), Bento de Góis (Vila Franca do Campo) e D. Dinis e Santa Isabel (Marinha Grande). Nos bustos são exemplares as obras de Públia Hortênsia de Castro (Vila Viçosa), Aristides da Mota (Galeria dos Autonomistas do Palácio da Conceição de Ponta Delgada, Coronel Afonso Chaves (Ponta Delgada), António Borges (Ponta Delgada), Infante D. Henrique (Angra do Heroísmo) e Dr. António Maria Barbosa (Horta), enumera o mesmo comunicado.

Em 2022, o escultor foi lembrado numa iniciativa desenvolvida pelo Instituto Padre João José Tavares, no Cineteatro Lagoense, através da palestra Numídico Bessone: Um Lagoense “Esquecido”», proferida pela professora Susana Goulart Costa. Em 2005, a Câmara Municipal de Lagoa realizou uma exposição dedicada à vida e obra do autor, no edifício Paços do Concelho, relembra ainda a nota.

A atribuição do nome do ilustre lagoense, Numídico Bessone, à sala de exposições do Convento de Santo António coincidiu, propositadamente, com a inauguração da primeira exposição do ano por parte da Câmara: «Neblina do tempo» de Numídico Bessone. No evento, e por forma a estimular a frequência desse tipo de eventos em família, os mais novos possuíam uma ficha informativa e de atividades sobre o escultor, lê-se por fim, no mesmo comunicado.