
O navio da Marinha NRP Figueira da Foz realizou, no âmbito de uma ação de fiscalização, uma apreensão de cerca quinhentos quilos de pescado a bordo de uma embarcação de pesca, nos Açores.
Nesta ação, a equipa do NRP Figueira da Foz verificou a prática de pesca comercial numa zona de proteção total do Parque Marinho dos Açores, localizada no Banco D. João de Castro, a noroeste da ilha de São Miguel, resultando na apreensão de goraz e de peixe‑espada‑branco, bem como da arte de pesca utilizada na captura, que se encontrava em situação irregular.
A embarcação foi divergida para o porto de Ponta Delgada, a fim de dar seguimento aos procedimentos legais e administrativos aplicáveis.
A Rede de Áreas Marítimas Protegidas dos Açores (RAMPA), implementada por decisão do Governo Regional a 1 de janeiro, abrange cerca de 30% da Zona Económica Exclusiva (ZEE) dos Açores, constituindo a maior rede de áreas marinhas protegidas da Europa.
A Marinha Portuguesa assegura, de forma permanente, a vigilância, fiscalização e proteção do espaço marítimo nacional, contribuindo para o cumprimento da legislação, a segurança marítima e a defesa dos interesses nacionais no mar.

A Região Autónoma dos Açores passou a ser o rosto oficial da valorização dos produtos marítimos em Portugal, com a apresentação da Plataforma Nacional das Cozinhas do Mar. A cerimónia, que teve lugar no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, foi presidida pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, e resulta de uma parceria estratégica com a AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal. Conforme detalha a nota de imprensa enviada pelo executivo, esta plataforma nasce de um protocolo assinado em fevereiro, durante a BTL, visando elevar o pescado e os recursos marinhos a ativos centrais da identidade económica e cultural do país.
Para José Manuel Bolieiro, a escolha dos Açores para acolher a sede desta plataforma nacional é um reconhecimento da “identidade de mar” que define o arquipélago, sublinhando que esta centralidade valoriza o país no seu todo. O governante destacou que o projeto é um pilar fundamental para a “economia azul”, focando-se na preservação de tradições gastronómicas e na promoção de práticas sustentáveis. No terreno, a iniciativa traduzir-se-á em ações concretas, como a criação de uma rota de restaurantes dedicados a produtos locais, a organização de workshops e o conceito “Restaurante ao Vivo”, que será replicado pelos vários municípios e ilhas da região.
Durante a apresentação, que contou com a presença do presidente da AHRESP, Carlos Moura, e dos secretários regionais Berta Cabral e Mário Rui Pinho, o líder do executivo açoriano salientou que, embora a região mantenha a sua competitividade em setores como a carne ou o queijo, o mar oferece uma vantagem diferenciadora. “Ser a sede nacional da plataforma das cozinhas do mar é, sobretudo, permitir a quem nos visita uma experiência de mar e de produto endógeno vantajosa”, explicou Bolieiro. O presidente do governo apelou ainda ao poder local para que colabore estreitamente com os empresários nesta missão de transformar a gastronomia numa “experiência inesquecível”, capaz de fidelizar visitantes e fortalecer o tecido empresarial açoriano.