
O presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, acompanhado pelo vice-presidente, Nelson Santos, entregou votos de congratulação a duas equipas da Associação Juvenil Clube Operário Desportivo (AJCOD). Segundo uma nota de imprensa enviada pelo município, o reconhecimento surge na sequência dos resultados alcançados pelas equipas nos respetivos campeonatos regionais.
No escalão de sub-18 feminino, a equipa conquistou o título de campeã regional no passado dia 3 de maio, na Lagoa, tendo garantido a participação na Taça Nacional, agendada para os dias 23 e 24 de maio, em Vila Real. Já a equipa sénior masculina, após vencer o campeonato de São Miguel, obteve o título de campeã regional numa prova realizada na cidade da Horta, a 10 de maio, assegurando o acesso ao campeonato nacional da primeira divisão masculina na próxima época.
Durante o ato oficial, Frederico Sousa afirmou que “estas conquistas refletem a qualidade desportiva das equipas da AJCOD, bem como o trabalho desenvolvido pelas respetivas equipas técnicas, evidenciando igualmente a dinâmica e o crescimento da modalidade no concelho da Lagoa”. O autarca acrescentou que “estes resultados representam um enorme orgulho para o concelho da Lagoa e demonstram o excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela AJCOD, pelos atletas, equipas técnicas e direção do clube. São conquistas que resultam de dedicação, espírito de equipa e perseverança”.
Na mesma ocasião, o presidente da autarquia adiantou que a Câmara Municipal “continuará a apoiar o movimento associativo e desportivo do concelho, reconhecendo o importante papel que os clubes desempenham na formação dos jovens, na promoção de estilos de vida saudáveis e na projeção do nome da Lagoa a nível regional e nacional”. De acordo com o documento camarário, estes desempenhos pretendem contribuir para a promoção e valorização do desporto local e para a afirmação do concelho no panorama desportivo regional.

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu à cerimónia de abertura do XXII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia, um evento central para a lavoura micaelense que decorre no Parque de Exposições de São Miguel, na Associação Agrícola em Santana.
O líder do executivo aproveitou o momento de proximidade com a comunidade rural para destacar a relevância deste certame, promovido pela Associação Agrícola de São Miguel, afirmando que o evento se tem afirmado “pela quantidade e pela qualidade”, conquistando ao longo dos anos “credibilidade, confiança e prestígio”.
Na sua intervenção, José Manuel Bolieiro defendeu a importância do trabalho conjunto entre agricultores, associações e instituições, sublinhando que “o sucesso não se faz a pedido, faz-se trabalhando” e através da procura de soluções “em parceria”. Na ocasião, o governante aproveitou também para elogiar o Comendador Jorge Rita, a quem se referiu como “uma referência” no setor agrícola regional pela sua experiência e capacidade de representação.
No plano dos apoios concretos ao setor, que enfrenta os impactos do atual contexto internacional e o consequente aumento dos custos de produção, o governante anunciou que a Comissão Europeia avançará com a reserva agrícola destinada a apoiar os agricultores face ao encarecimento dos fertilizantes, permitindo aos Estados-membros recorrer a fundos comunitários. “Cá estaremos nós vigilantes, reivindicativos e acompanhando esta solução”, garantiu o presidente do Governo.
Adicionalmente, foi revelado que estarão abertas as candidaturas para a reconversão de explorações de produção de leite para produção de carne nas ilhas de São Miguel, Terceira e Graciosa, seguindo-se o arranque das candidaturas para o apoio à compra de sementes de milho e sorgo. Esta última medida integra a estratégia regional de reforço da autonomia alimentar animal, sendo que os Açores já atingiram os 14.500 hectares dedicados a estas culturas.
O executivo açoriano anunciou também uma majoração de 30% nos apoios previstos para compensar os impactos das intempéries na produtividade e garantiu uma resposta direta à subida do gasóleo agrícola. “O Governo assume amortizar até 10 cêntimos a subida do preço do gasóleo”, anunciou Bolieiro.
O XXII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia conta este ano com a participação de 221 animais, integrando ainda no seu programa workshops técnicos, exposições e momentos de animação para toda a comunidade.

O setor agrícola micaelense volta a centrar as atenções no Recinto da Feira, em Santana, com a realização do XXII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia entre os dias 15 e 17 de maio. Segundo a nota de imprensa enviada pela organização do evento, o certame assume-se como um dos principais pontos de encontro para criadores e produtores da região, prevendo-se a participação de um total de 221 animais. Destes, 182 pertencem à raça Holstein Frísia, provenientes de 50 explorações leiteiras distintas, aos quais se juntam 15 exemplares da raça autóctone Ramo Grande, 10 da raça Aberdeen Angus e sete juntas de bois.
A abertura oficial das portas está agendada para as 12h00 de sexta-feira, dia 15 de maio, marcando o arranque de um programa que privilegia o apuro genético e o trabalho dos produtores locais. Durante a tarde de sexta-feira, o foco incidirá sobre as vitelas e novilhas, no âmbito do XVIII Concurso Juvenil e da primeira fase do concurso sénior. Já no sábado, 16 de maio, o recinto de Santana recebe as vacas em lactação, num momento de particular relevância técnica, a par dos julgamentos dedicados às raças Ramo Grande e Aberdeen Angus.
Para além da vertente competitiva e técnica, que inclui workshops direcionados para os profissionais do setor e exposições de bovinos, o evento foi desenhado para atrair o grande público e as famílias de toda a ilha de São Miguel. O recinto contará com animação infantil, uma zona gastronómica de “comes e bebes” e diversos momentos musicais. O grande destaque do cartaz de entretenimento é o concerto de João Pedro Pais, que subirá ao palco principal no sábado, às 22h30. Com esta iniciativa, a organização reforça o convite à comunidade para conhecer de perto a realidade agrícola regional, promovendo um evento de entrada livre que valoriza a herança rural e a vitalidade da pecuária açoriana.

A tradição voltou a sair à rua no concelho da Lagoa com a celebração da 30.ª edição do Concurso de Maios, cujos resultados foram oficialmente divulgados. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa, a edição deste ano registou uma forte adesão da comunidade, contando com a participação de 16 “maios” que representaram o tecido associativo, institucional e o brio individual dos lagoenses. O grande vencedor da edição de 2026 foi o CATL de Santa Cruz – Centro Social e Cultural da Atalhada, que conquistou o júri e o público, garantindo o 1.º lugar e um prémio monetário de 300 euros.
A classificação final do certame resultou de um modelo de votação misto, combinando a avaliação técnica de um júri convidado com o escrutínio popular realizado através da rede social Facebook, incentivando a interação digital com os costumes ancestrais. No pódio, seguiram-se Graça Domingues, que alcançou o 2.º lugar (250 euros), e a Família Andrade, que garantiu a 3.ª posição (200 euros). O top 5 ficou completo com Marcelo Borges, no 4.º posto, e o CATL O Borbas – Rosário, em 5.º lugar.
A lista de participantes refletiu a diversidade geográfica e social do concelho, incluindo desde a Creche Bem Me Quer e a Escola Secundária da Lagoa até agrupamentos de escoteiros e centros sociais de Água de Pau e do Cabouco. Em comunicado, a autarquia lagoense fez questão de enaltecer o esforço coletivo para a manutenção desta herança cultural, sublinhando “o empenho, a criatividade e a dedicação de todos os participantes, que contribuíram para manter viva esta tradição popular profundamente enraizada na cultura local, valorizando o espírito comunitário e a preservação das tradições associadas à celebração dos Maios”.
Com três décadas de história, o Concurso de Maios consolida-se no calendário cultural da Lagoa como um evento que cruza gerações. Para o município, a iniciativa continua a afirmar-se como uma “referência cultural e participativa”, cumprindo o papel de mobilizar a identidade popular em torno da construção destas figuras emblemáticas que marcam o início da primavera na ilha de São Miguel.

O Parque de Leilões da Associação Agrícola de São Miguel foi o palco da segunda edição do Curso de Preparadores de Animais de Carne para Concursos, uma iniciativa que, entre os dias 27 e 30 de abril, reuniu dez formandos em torno da excelência no maneio e apresentação pecuária. Segundo nota enviada pela Associação Agrícola de São Miguel ao Diário da Lagoa, a formação, que totalizou 30 horas, surge de uma parceria estratégica com o Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel, visando dotar os participantes de competências técnicas cruciais para a valorização de exemplares de carne em mostras e concursos de elite.
Sob a orientação técnica de Luís Paninho — nome reconhecido pela vasta experiência na preparação de animais das raças Holstein Frísia e de carne — os alunos enfrentaram o desafio de trabalhar individualmente com um animal, aplicando na prática conceitos de higiene, tosquia, tratamento de pelo e a complexa arte da condução em pista.
O culminar desta formação ocorreu no último dia com uma simulação de concurso, onde o rigor da avaliação determinou os vencedores por categorias. No domínio da preparação estética, Noel Costa Vieira, das Furnas, conquistou o primeiro lugar, seguido por Paulo César Costa Rego, também das Furnas, e Hugo Miguel Medeiros Botelho, das Calhetas. Já na categoria de manejadores, que avalia a perícia na condução do animal perante o juiz, a freguesia das Furnas voltou a estar em evidência com Adriano Melo Teixeira a garantir o lugar mais alto do pódio, acompanhado novamente por Paulo César Costa Rego na segunda posição e Gonçalo Ernesto Rebelo Tavares, de Santa Bárbara, no terceiro posto.
Este evento não serviu apenas para entrega de prémios e convívio, mas funcionou como o derradeiro ensaio para a grande feira agrícola que se avizinha. Entre os dias 13 e 17 de maio de 2026, estes novos técnicos terão a oportunidade de demonstrar o valor da formação recebida durante os concursos pecuários integrados no certame, reforçando a competitividade e a qualidade que definem o setor agrícola micaelense.

A Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação dos Açores (FAPA) promove, entre os dias 29 e 31 de maio de 2026, o seu V Encontro regional no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande. O evento surge num contexto em que os indicadores educativos locais revelam desafios estruturais, como a taxa de abandono escolar precoce que ainda atinge 21,1% dos jovens açorianos, apesar dos progressos registados no ensino básico e secundário em 2025. A iniciativa pretende transformar o movimento associativo parental num catalisador de mudança, fortalecendo a parceria entre escola, família e poder local para fomentar trajetórias de sucesso educativo.
A programação tem início na sexta-feira, dia 29, às 21h00, com a sessão aberta à comunidade “Educar pela Positiva: missão (im)possível?”, dinamizada por Nuno Pinto Martins, formador certificado e fundador da Academia Educar pela Positiva. No sábado, o foco recai sobre a comunidade educativa com uma sessão de abertura que contará com a presença do presidente da FAPA, Pedro Tavares, da vice-presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Délia Melo, e da secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro. Ao longo do dia 30, serão realizados debates e grupos de trabalho em formato world café sobre temas como literacia digital, mediação parental e o fortalecimento do movimento associativo, contando com a participação do diretor regional da Educação, Rui Espínola.
De acordo com a nota de imprensa da organização, os trabalhos de sábado resultarão na compilação de um “Guia de Ativação Parental”, que reunirá medidas concretas a propor à comunidade educativa. O encerramento do encontro acontece no domingo, dia 31 de maio, com a realização da primeira Assembleia Geral presencial da história da FAPA, agendada para as 09h30, onde será formalmente aprovado o documento resultante dos debates dos dias anteriores. O evento conta com o apoio de diversas entidades, incluindo o Governo dos Açores e a Câmara Municipal da Ribeira Grande.

José Pacheco
Presidente e Deputado do CHEGA Açores
A notícia de que São Miguel já representa 60,8% do PIB dos Açores não me espanta. O que me espanta é a rapidez com que alguns transformam o crescimento de uma ilha num problema político, quase como se produzir mais riqueza fosse um pecado a expiar.
Entre 2021 e 2023, São Miguel passou de 59% para 60,8% do PIB regional, com o seu produto a subir de 2.581,6 milhões para 3.271 milhões de euros. No mesmo período, o PIB total da Região passou de 4.374,6 milhões para 5.374 milhões.
Isto tem uma leitura séria: São Miguel cresceu e os Açores cresceram. O que não aceito é que se queira fazer de São Miguel a culpada do seu próprio esforço.
Eu repudio o bairrismo. Sempre repudiei. Não embarco nessa política rasteira de meter ilhas umas contra as outras, como se o problema dos Açores fosse São Miguel ter empresas, iniciativa, capacidade económica e gente que trabalha. São Miguel não pode ser castigada por crescer. Era o cúmulo da estupidez política: punir quem puxa, só para disfarçar a incapacidade de fazer os outros crescer também. Isso não é justiça. Isso é nivelar por baixo. E nivelar por baixo nunca salvou nenhuma terra.
Mas convém não fugir ao essencial. Defender São Miguel não é fechar os olhos aos desequilíbrios da Região. São coisas diferentes. Uma coisa é dizer, com frontalidade, que São Miguel não tem de pedir desculpa pelo seu dinamismo. Outra é exigir ao poder político que governe os Açores como um arquipélago de nove ilhas e não como um mapa onde basta gerir a maior e ir entretendo as outras com discursos de circunstância.
Tenho defendido exatamente isso: a verdadeira coesão territorial não se faz em guerrilhas de ilha para ilha, faz-se olhando para a totalidade do arquipélago, povo a povo, freguesia a freguesia. E tenho também insistido que a coesão económica, social e territorial não pode continuar a ser apenas uma frase bonita para constar em intervenções oficiais; tem de se traduzir em investimento estratégico, acessibilidades, oportunidades e equilíbrio real. O CHEGA Açores tem ligado essa coesão à necessidade de melhorar acessibilidades em todas as ilhas, com um pacote que estimou em 26,3 milhões de euros.
É aqui que muita gente se engana, ou finge enganar-se. Os números não mostram que São Miguel esteja a “tirar” riqueza às outras ilhas. Mostram, sim, que São Miguel cresceu mais. A Terceira, por exemplo, desceu em peso relativo de 21,46% para 20,31%, mas subiu em valor absoluto de 938,7 milhões para 1.091,3 milhões de euros. O Faial passou de 276,2 milhões para 323 milhões, apesar de ter perdido algum peso percentual. Portanto, a questão séria não é travar São Miguel. A questão séria é perceber porque falham as políticas que deviam estar a criar condições para que outras ilhas acompanhassem esse crescimento com mais força.
E é aqui que eu não alivio o Governo Regional. Porque o mais fácil é deixar correr, olhar para São Miguel a crescer e vender isso como se fosse prova automática de sucesso regional. Não é. Uma Região não está equilibrada só porque a sua maior ilha está forte. Uma Região está equilibrada quando a sua força principal serve de motor ao conjunto, e quando o poder político usa essa força para corrigir fragilidades, não para aprofundar dependências.
O que eu recuso é este truque barato: sempre que se fala de coesão, aparecem logo os especialistas do ressentimento a insinuar que São Miguel tem demais. Não. O problema não é São Miguel ter demais. O problema é haver ilhas que continuam a ter de menos. E isso não se resolve tirando músculo a quem o tem. Resolve-se criando músculo onde ele falta. A política séria faz crescer. A política medíocre redistribui desculpas.
São Miguel tem peso. Muito bem. Então use-se esse peso com responsabilidade regional. Não para a enfraquecer, não para a penalizar, não para a transformar em bode expiatório de décadas de falhanços estratégicos. Use-se esse peso para alavancar os Açores como um todo. Porque uma São Miguel forte numa Região fraca é um sucesso pela metade. E um arquipélago onde se castiga quem cresce é um arquipélago que desiste de si próprio.
A minha posição é simples e não tem truque nenhum: não aceito o discurso anti-São Miguel e não aceito o comodismo de quem usa São Miguel para esconder o desequilíbrio regional. Quero São Miguel a crescer mais, sem complexos e sem pedir licença. Mas quero também Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Flores e Corvo com condições reais para crescerem com ambição. Isso é que é coesão. Isso é que é governar. O resto é conversa para dividir os Açores e desculpar quem nunca os soube unir.
No fim do dia, o ponto é este: crescer não é crime. Crime político é querer que São Miguel pague a fatura do seu próprio sucesso, em vez de obrigar quem governa a fazer o que devia ter feito há muito — criar condições para que o progresso de uma ilha ajude a levantar todas as outras.

O Pavilhão Professor Jorge Amaral, nos Remédios da Lagoa, será o centro das atenções da dança regional no próximo dia 26 de abril. Pelas 15h30, o Grupo Som do Vento promove a quarta edição do seu festival de dança, um evento que promete transformar o concelho da Lagoa num palco de partilha artística e convívio. De acordo com a nota de imprensa enviada pela organização, a iniciativa contará com as prestações dos grupos Beat Breakers, ADV, Dancers Power, Venga Girls, Move Dance Crew, Hip Hop Azores e Estúdio 13, que se juntam ao grupo anfitrião para uma tarde dedicada aos mais diversos estilos de movimento.
Com mais de três décadas de existência, o Grupo Som do Vento atravessa um momento de grande dinamismo, contando atualmente com 28 elementos femininos divididos por três escalões. Sediada na freguesia de Santa Cruz, a associação mantém uma presença assídua na vida da comunidade, colaborando regularmente com a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia em festas populares, eventos de Natal e atuações de caráter social em lares de idosos. O rigor técnico das suas exibições é assegurado pela professora Vanessa Borges, do Estúdio 13, que orienta os ensaios semanais da formação.
A concretização desta quarta edição do festival conta com o apoio estratégico da Câmara Municipal de Lagoa e da Junta de Freguesia de Santa Cruz, parcerias que o grupo considera vitais para a sustentabilidade das suas atividades. Para além deste evento, a associação já se encontra a preparar a participação nas marchas de Santo António, reforçando o seu papel como agente ativo na preservação das tradições locais. O festival de domingo assume-se, assim, não só como um espetáculo de entretenimento, mas como um momento de afirmação da cultura e da expressão artística feita na Lagoa.

De acordo com as previsões enviadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os lagoenses e do restante Grupo Oriental devem contar com um domingo marcado por períodos de céu muito nublado, com abertas, mas onde a ocorrência de aguaceiros será uma constante ao longo do dia. Embora o dia comece com vento do quadrante sul, entre o bonançoso e o moderado (10/30 km/h), deverá surgir uma alteração significativa para o final do dia, com a rotação do vento para o quadrante norte e um aumento da sua intensidade para fresco (30/40 km/h), podendo registar-se rajadas na ordem dos 50 km/h.
Esta alteração nas condições atmosféricas terá um impacto direto no estado do mar na costa sul da ilha. O IPMA prevê que o mar de pequena vaga evolua gradualmente para cavado, com as ondas de sudoeste de um a dois metros a passarem a norte, aumentando a sua altura para os dois a três metros. Para quem frequenta a orla costeira do concelho, importa notar que a temperatura da água do mar se mantém nos 16ºC, enquanto as temperaturas do ar em Ponta Delgada deverão oscilar entre uma mínima de 13ºC e uma máxima de 18ºC.
Nos restantes grupos do arquipélago açoriano, o cenário de instabilidade é semelhante, embora com maior vigor no Grupo Central, onde as rajadas de vento podem atingir os 70 km/h durante a tarde. No Grupo Ocidental, os aguaceiros serão mais frequentes durante o período da manhã, acompanhados por vento fresco a muito fresco.
Esta informação meteorológica de proximidade reforça a necessidade de precaução nas atividades ao ar livre e na navegação recreativa, num domingo que dita o regresso da agitação marítima à orla costeira das nossas ilhas.

A ilha de São Miguel prepara-se para acolher, a partir de amanhã, 18 de abril, a primeira visita pastoral de D. Armando Esteves Domingues desde o início do seu episcopado. O périplo arranca na ouvidoria de Vila Franca do Campo e prolonga-se até ao dia 26 de abril, marcando um momento que a Igreja local classifica como histórico. Sob o lema “Bendito o que vem em nome do Senhor”, a iniciativa pretende ser, acima de tudo, um espaço de comunhão e renovação espiritual para a comunidade cristã vilafranquense. Segundo nota de imprensa enviada pela Ouvidoria de Vila Franca do Campo, a agenda do bispo de Angra será intensa e descentralizada, com passagens previstas pelas paróquias de Água d’Alto, São Pedro, Ponta Garça e Matriz, incluindo contactos diretos com escolas, associações, movimentos de leigos e visitas a doentes.
O padre José Borges, ouvidor local, destaca a importância deste encontro que rompe com o protocolo institucional para se focar nas pessoas. “Não é apenas uma formalidade do calendário; é, acima de tudo, um encontro de família”, sublinha o sacerdote, descrevendo D. Armando Esteves Domingues como “um pastor com cheiro a ovelhas”, cuja presença reforça o sentimento de que a comunidade não caminha isolada. Para o responsável, a visita é uma oportunidade para o prelado conhecer de perto a realidade de uma ouvidoria que já trabalha há vários anos numa dinâmica de cooperação entre paróquias, facilitando a implementação das orientações diocesanas e o caminho sinodal proposto pelo Papa Francisco.
Contudo, a visita pastoral será também um momento de reflexão sobre as fragilidades que afetam a prática religiosa na região. Entre os temas que a ouvidoria pretende levar ao diálogo com o bispo figuram a diminuição da participação ativa dos fiéis e a premente escassez de vocações sacerdotais. O padre José Borges alerta ainda para a crescente sobrecarga do clero, notando que “hoje, um padre assume várias paróquias, com as mesmas exigências de sempre”, o que obriga a um olhar mais atento sobre a saúde e o bem-estar dos sacerdotes. Apesar destes desafios, a estrutura pastoral de Vila Franca do Campo mantém o otimismo, sustentando que a fé da população permanece viva, ainda que confrontada com as exigências de uma vida quotidiana mais complexa.
A preparação deste evento mobilizou conselhos pastorais e equipas de formação, culminando numa assembleia eclesial que reforçou o papel dos leigos na Igreja. O programa inclui momentos de particular simbolismo, como encontros com jovens e escuteiros, a celebração de crismas e a denominada “Festa da Fé”. O encerramento oficial da visita pastoral terá lugar no dia 26 de abril, na Igreja Matriz de Vila Franca do Campo, com uma celebração eucarística que deverá reunir representantes de todas as comunidades da ouvidoria. Conforme sintetiza o padre José Borges, o objetivo final desta passagem de D. Armando Esteves Domingues pela localidade é claro: “Queremos construir juntos um caminho de fraternidade e futuro”.