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Intervenção na Grota do Calço do Ferreiro removeu 139 metros cúbicos de material

Os trabalhos de recuperação e valorização de habitats ribeirinhos abrangeram 520 metros de linha de água e incluíram a remoção de resíduos, controlo de espécies invasoras e aplicação de soluções de engenharia natural

© SRAAC

A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática promoveu, no passado mês de julho, uma ação de recuperação e valorização de habitats ribeirinhos na Grota do Calço do Ferreiro, na ilha do Faial, no âmbito do projeto LIFE IP CLIMAZ.

Segundo nota de imprensa, a intervenção abrangeu a totalidade do troço integrado no projeto, numa extensão de 520 metros lineares de linha de água e incluiu ações de limpeza, desobstrução, remoção de resíduos, aplicação de soluções de engenharia natural e controlo de espécies exóticas invasoras.

Durante a operação no terreno foram retirados cerca de 125 m³ de material lenhoso que obstruía o leito da ribeira, resultante de abates e de árvores anteriormente tombadas. O material foi transportado para um terreno dos Serviços Florestais da Ilha do Faial, situado nas proximidades da área de intervenção. Entre as espécies exóticas invasoras alvo da intervenção encontravam-se a conteira, o incenso, os bons-dias, a tabaqueira e a silva.

Paralelamente, foram recolhidos 14 m³ de resíduos depositados no leito e nas margens da ribeira, posteriormente encaminhados para o Ecocentro de Castelo Branco. Da recolha fizeram parte equipamentos e maquinaria obsoletos, veículos em fim de vida, baterias, peças automóveis, brinquedos, colchões e eletrodomésticos abandonados no local. A intervenção preparou o terreno para futuras ações de recuperação da vegetação ribeirinha nativa, nomeadamente através da plantação de espécies endémicas.

Segundo o secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, “esta intervenção demonstra a importância de atuar diretamente nos ecossistemas para recuperar o seu estado natural e reforçar a sua capacidade de resposta aos efeitos das alterações climáticas”. 

O governante acrescentou que a intervenção permite “proteger a biodiversidade” e reforçar a capacidade dos territórios para responderem a fenómenos meteorológicos extremos.

O responsável da tutela lembra que a desobstrução de ribeiras é determinante na prevenção de riscos ambientais. “Ribeiras desobstruídas e bem mantidas, em conjunto com boas práticas ambientais por parte das populações, são aspetos fundamentais para reduzir o risco de ocorrência de cheias, inundações, deslizamentos de terra e outros perigos, contribuindo decisivamente para a salvaguarda das populações e para evitar prejuízos materiais e financeiros avultados”, afirma Alonso Miguel.

A execução das operações contou com uma equipa de 11 assistentes operacionais das ilhas do Faial e da Terceira, acompanhada por uma equipa técnica responsável pela coordenação e monitorização dos trabalhos no terreno. A ação contou ainda com a colaboração dos Serviços Florestais da Ilha do Faial, que disponibilizaram um trator para apoiar as operações.

A intervenção foi realizada ao abrigo do projeto LIFE IP CLIMAZ, no âmbito da subação C5.3 – Adaptação Baseada em Ecossistemas para enfrentar Eventos Meteorológicos Extremos em Bacias Hidrográficas. Coordenado pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, o projeto tem uma dotação de cerca de 20 milhões de euros, cofinanciado em 60% pela União Europeia, e decorre entre 2021 e 2030.

Requalificação do trilho do Pico da Vara representa investimento de 200 mil euros para travar erosão e proteger espécies

Intervenção dinamizada no âmbito do projeto LIFE IP Azores Natura permitiu reabilitar cerca de 3,5 quilómetros do troço entre os Graminhais e o Pico da Vara, numa altura em que a procura pelo percurso ultrapassou os 20 mil visitantes em 2025

© SRAA

A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática apresentou publicamente a conclusão dos trabalhos de requalificação do trilho de acesso ao Pico da Vara, numa sessão que assinalou o Dia Mundial da Conservação da Natureza. 

A intervenção permitiu reabilitar cerca de 3,5 quilómetros do troço que liga os Graminhais ao Pico da Vara, integrado num dos percursos de maior valor ecológico dos Açores. A intervenção respondeu ao crescimento da procura por este itinerário, que passou de cerca de dois mil visitantes, em 2014, para mais de 20 mil registados em 2025.

Segundo a nota de imprensa enviada à nossa redação, os trabalhos decorreram ao longo de quatro anos e representaram um investimento de cerca de 200 mil euros. A intervenção abrangeu os trilhos dos Graminhais e de Santo António, numa extensão de sete quilómetros.

A execução esteve a cargo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), enquanto beneficiária associada do projeto comunitário LIFE IP Azores Natura, incluindo ações de controlo e remoção de vegetação exótica e plantação de milhares de espécimes endémicos e nativos dos Açores.

O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, classificou o trabalho realizado no terreno como uma “intervenção notável, de elevado grau de complexidade técnica e operacional”, destacando o objetivo de “minimizar os impactos da visitação turística e de lazer, promovendo uma utilização sustentável do trilho e assegurando, em simultâneo, a conservação dos habitats e das espécies protegidas da Zona de Proteção Especial (ZPE) do Pico da Vara/Ribeira do Guilherme, integrada na Rede Natura 2000 e no Parque Natural da Ilha de São Miguel”.

O titular da pasta do ambiente explicou que a acentuada procura turística tornou “indispensável a realização de uma intervenção de fundo para travar a erosão do solo, reduzir o pisoteio da vegetação e inverter a degradação do trilho”. 

Alonso Miguel sublinhou ainda que, quatro anos após o início dos trabalhos, “já é possível observar, de forma muito evidente, uma regeneração natural dos habitats intervencionados e um fortalecimento das populações de espécies nativas e endémicas, mesmo perante o aumento significativo da carga de visitação”.

A intervenção incluiu ainda a implementação de um programa de monitorização destinado a avaliar a eficácia das medidas adotadas e acompanhar a recuperação dos habitats naturais. 

De acordo com o governante, o conhecimento resultante deste processo será fundamental para “melhorar a gestão futura do Pico da Vara, bem como para replicar estas soluções noutros trilhos localizados em áreas protegidas dos Açores”.

Alonso Miguel concluiu que a intervenção demonstra ser possível compatibilizar a fruição da natureza com a sua conservação, permitindo que um património natural de valor excecional continue a ser usufruído pela população, inclusive enquanto ativo turístico, sem comprometer a sua preservação.

Segunda edição do “Menu Separar Sempre” reforça separação de resíduos no canal HORECA

Iniciativa da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática em parceria com a Novo Verde prevê a distribuição de kits de recolha em mais de 900 estabelecimentos das nove ilhas, num momento em que a região alcança uma taxa de preparação para reutilização e reciclagem de 49%

© SRAAC

O secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, presidiu, na ilha Terceira, ao lançamento da segunda edição da campanha “Menu Separar Sempre”, uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Novo Verde.

A iniciativa, dirigida ao canal HORECA (hotelaria, restauração e similares), pretende reforçar a sensibilização ambiental e promover a economia circular no arquipélago, segundo nota de imprensa enviada pelo Governo Regional dos Açores.

No âmbito desta ação, desenvolvida exclusivamente para a realidade açoriana, serão distribuídos kits de eco-bags em mais de 900 espaços comerciais pelas nove ilhas do arquipélago, de modo a facilitar a triagem e a correta separação das embalagens no setor da restauração e hotelaria.

Durante a apresentação da campanha, Alonso Miguel sublinhou que a iniciativa constitui “mais um excelente meio de sensibilização ambiental, alinhado com os objetivos vertidos na Agenda para a Economia Circular dos Açores”, destacando a importância da educação e da literacia ambiental na ação governativa.

O governante enquadrou a ação no âmbito dos dados do Relatório Anual de Resíduos Urbanos de 2025, indicando que cerca de 82% dos resíduos produzidos na região foram encaminhados para operações de valorização. 

De acordo com o responsável pela tutela do ambiente, a taxa de preparação para reutilização e reciclagem nos Açores alcançou os 49%, enquanto a deposição em aterro registou uma descida para 18% do total dos resíduos urbanos produzidos, valor que se fixava nos 44,9% no ano de 2020.

“Estes resultados demonstram que estamos a avançar na direção certa, confirmando a consolidação de uma estratégia adequada, que está a produzir resultados concretos e mensuráveis”, afirmou o secretário regional.

Alonso Miguel salientou igualmente que o “Menu Separar Sempre” se enquadra nos objetivos da Agenda para a Economia Circular dos Açores e do Programa Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores 20+ (PEPGRA 20+), sendo reforçado pelo novo regime jurídico de prevenção e gestão de resíduos dos Açores, recentemente aprovado.

O secretário regional enfatizou que, no contexto de insularidade do arquipélago, a transição para um modelo de economia circular ultrapassa a dimensão legislativa e depende do envolvimento dos diferentes agentes da sociedade nas decisões e comportamentos do quotidiano.

“Os Açores serão tão mais sustentáveis quanto maior for a nossa capacidade de transformar recursos em valor, desafios em inovação e limitações geográficas em oportunidades”, concluiu o governante, reiterando o papel das campanhas de proximidade na consolidação dos resultados ambientais da região.

Ribeira Grande acolhe curso para instrutores de Escolas de Infantes e Cadetes dos Açores

Com um crescimento superior a 80% no número de jovens inscritos no arquipélago, a formação inédita realizada em São Miguel visa estruturar e consolidar o futuro do voluntariado e da proteção civil regional

© SRAAC

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, foi o palco de uma iniciativa inédita na Região Autónoma dos Açores. Entre os dias 9 e 11 de julho, o quartel da corporação acolheu o primeiro Curso de Instrutor de Escola de Infantes e Cadetes (EIC) promovido em solo açoriano.

A ação formativa decorre de uma parceria entre o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) e a Escola Nacional de Bombeiros (ENB). O projeto reflete o esforço de proximidade e descentralização das competências de salvaguarda e proteção das populações locais.

Segundo a nota de imprensa enviada à nossa redação pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, a formação reuniu 17 formandos, incluindo bombeiros de várias corporações das ilhas e um elemento do SRPCBA. O curso foi inteiramente assegurado por quatro formadores especializados da ENB.

O secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, que tutela a Proteção Civil nos Açores, acompanhou de perto os trabalhos formativos no concelho da Ribeira Grande. Na ocasião, o governante sublinhou o impacto direto que esta capacitação terá no seio das comunidades locais.

O governante apontou que “o curso tem como objetivo reforçar a qualificação pedagógica, técnica e cívica dos responsáveis pelo acompanhamento das crianças e jovens que integram estas escolas”. Acompanhado na visita pelo presidente do SRPCBA, Rui Andrade, o secretário regional reforçou a relevância do momento.

Para Alonso Miguel, a iniciativa “constitui um marco importante para a consolidação das Escolas de Infantes e Cadetes nos Açores, reforçando a capacidade dos corpos de bombeiros para desenvolverem um trabalho estruturado, seguro e pedagogicamente adequado junto das novas gerações”.

Este investimento na qualificação dos formadores surge num momento de forte expansão destas escolas de formação jovem a nível regional. Os números apresentados pela tutela revelam uma adesão crescente por parte das famílias açorianas a este projeto de cidadania ativa.

Se em 2023 o arquipélago açoriano contava com sete escolas ativas e 167 jovens inscritos, hoje o panorama é substancialmente diferente. Atualmente, registam-se 11 escolas ativas e 304 participantes em todas as ilhas.

Trata-se de um crescimento expressivo, superior a 57% no número de escolas e a 82% no número de jovens envolvidos em menos de três anos. Este aumento reflete o impacto direto do Regulamento de Apoio à Constituição e Dinamização das Escolas de Infantes e Cadetes.

O regulamento é um instrumento pioneiro a nível nacional aprovado pelo Governo regional. A medida garante um apoio anual de 40 euros por cada infante ou cadete para comparticipar o fardamento, além de uma verba anual de 300 euros por escola destinada ao plano de atividades.

A sustentabilidade do voluntariado e a renovação de quadros nos quartéis da região dependem diretamente do sucesso destas academias de formação inicial. Atualmente, as 11 escolas ativas encontram-se distribuídas pelas corporações de Santa Maria, Ponta Delgada, Ribeira Grande, Vila Franca do Campo, Povoação, Nordeste, Praia da Vitória, Calheta (São Jorge), São Roque do Pico, Faial e Santa Cruz das Flores.

Divididas em duas faixas etárias, as escolas acolhem os Infantes, dos seis aos 13 anos, focados em valores de cidadania, primeiros socorros e proteção civil básica. Já os Cadetes, dos 14 aos 16 anos, contactam com matérias de combate a incêndios e salvamento.

Na perspetiva de Alonso Miguel, “investir nas Escolas de Infantes e Cadetes é investir no futuro dos bombeiros e no futuro do sistema regional de proteção civil”. O governante aproveitou para deixar um agradecimento à ENB pela disponibilidade e ao SRPCBA pelo empenho na dinamização do projeto.

À margem da formação, o secretário regional deixou um apelo às famílias açorianas para que incentivem os mais novos a integrar este projeto. Alonso Miguel concluiu lembrando que “a proteção civil também se constrói através da educação, da proximidade e do envolvimento das novas gerações”.

Observatório da Montanha do Pico vai beneficiar de projeto de modernização tecnológica

© GRA/SRAAC

A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática formalizou na quinta-feira, 14 de novembro, no Campus de Ponta Delgada da Universidade dos Açores, a assinatura de um contrato-programa com a Universidade dos Açores, destinado à modernização tecnológica do Observatório da Montanha do Pico, segundo comunicado do Governo regional.

De acordo com o secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, citado na mesma nota,“este contrato visa a aquisição de novos equipamentos tecnológicos para suporte à atividade científica, com o objetivo de modernizar do observatório”.

O secretário regional destacou que “a mitigação e adaptação aos efeitos das Alterações Climáticas representam um pilar fundamental da atuação do Governo e uma das principais áreas de investimento da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, com destaque para a implementação e desenvolvimento de medidas como o Programa Regional para as Alterações Climática, o Roteiro para a Neutralidade Carbónica ou o Regime Jurídico-Financeiro de Apoio à Emergência Climática”, pode ler-se.

Para Alonso Miguel, “é também essencial promover a cooperação com outras entidades para a monitorização, investigação e desenvolvimento científico, aproveitando a posição geoestratégica privilegiada dos Açores, no sentido de consolidar a Região como uma referência na monitorização e análise de fenómenos climáticos globais”.

“Este projeto representa um investimento ligeiramente superior a 250 mil euros” e “reflete a visão estratégica da Região em liderar iniciativas de ponta que fomentam a excelência científica e uma compreensão mais aprofundada das dinâmicas atmosféricas e climáticas, visando a proteção ambiental e a salvaguarda de pessoas e bens”, reforçou Alonso Miguel.

O secretário regional também realçou “a localização privilegiada do Observatório da Montanha do Pico, a 2225 metros de altitude, uma característica que torna esta infraestrutura uma referência internacional de investigação científica, sem paralelo no Atlântico Norte”, acrescentando que “esta posição única permite a realização de estudos detalhados e prolongados sobre a presença de aerossóis, de gases transportados por massas de ar a longas distâncias, e de fenómenos vulcânicos, tanto locais como de plumas distantes”, lê-se ainda.

“Os dados recolhidos são fundamentais para caracterizar e compreender os fenómenos climáticos globais, em especial no contexto das Alterações Climáticas”, acrescentou.

Alonso Miguel enfatizou que “o investimento na modernização tecnológica do Observatório da Montanha do Pico é fundamental e estratégico, tanto para a Região como para o mundo”.

Dia Mundial do Vigilante da Natureza assinalado na ilha Terceira com encontro

© GRA

A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, assinalou na passada quarta-feira, 31 de julho, o Dia Mundial do Vigilante da Natureza, com a realização do Encontro Regional de Vigilantes da Natureza, na ilha Terceira.

O encontro, que decorreu ao longo de dois dias, contemplou uma componente formativa, com uma formação ministrada pela Inspeção Regional do Ambiente, subordinada ao tema da “contraordenação ambiental e elaboração dos autos de notícia”, bem como um conjunto de atividades de campo, como a realização do trilho pedestre Algar do Carvão – Furnas do Enxofre, promovido e mantido pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, em área de Parque Natural de Ilha, e visitas a várias zonas de intervenção dos projetos LIFE a decorrer na Terceira, segundo comunicado do governo açoriano.

Este trilho resulta do trabalho efetuado pela equipa de operacionais da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática e permite uma ligação pedestre entre os Monumentos Naturais do Algar do Carvão e das Furnas do Enxofre, oferecendo vistas panorâmicas sobre diversas formações geológicas e geossítios, como a Caldeira Guilherme Moniz, o Pico Alto ou a Caldeira de Santa Bárbara e Mistérios Negros,  possibilitando caminhar ao longo de manchas de floresta Laurissilva e de flora autóctone e ainda visitar o Campo Fumarólico das Furnas do Enxofre, lê-se, na mesma nota.

O secretário regional com a pasta do ambiente, Alonso Miguel, enalteceu o papel fundamental dos vigilantes da natureza “para a proteção do extraordinário património natural dos Açores, representando a linha da frente para a defesa da qualidade ambiental, para a conservação e valorização do património natural, e, em última instância, para assegurar o próprio desenvolvimento sustentável da Região”.

“O Governo Regional, através desta Secretaria, tem assumido como prioritária a melhoria das condições do trabalho dos nossos Vigilantes da Natureza, ao longo destes últimos três anos, em reconhecimento da importância do papel do Vigilante da Natureza para esta exigente missão e da sua relevância ao nível da colaboração com diversos departamentos da Administração Pública Regional e Local, bem como para a sensibilização e educação ambiental”, sublinha Alonso Miguel.

Alonso Miguel destacou o reforço do corpo de vigilantes da natureza com a contratação de mais 12 efetivos e a aquisição de equipamentos fundamentais para uma adequada atuação dos vigilantes, designadamente viaturas pick-up, embarcações pneumáticas e maquinaria, num investimento de cerca de um milhão de euros.

“Foram também promovidas diversas formações e adquiridos drones para cada um dos nove Serviços de Ambiente e Alterações Climáticas, representando um investimento de cerca de 60 mil euros, e que estão ao dispor do corpo de Vigilantes da Natureza”, frisou o secretário, citado no comunicado.

O secretário regional referiu ainda que “o processo de aquisição global de fardamento dos Vigilantes da natureza se encontra concluído, com exceção apenas da aquisição do equipamento de montanha, para os Vigilantes do Pico, para que seja possível garantir uma presença mais regular no trilho da montanha”.

Alonso Miguel demonstrou “insatisfação e desilusão” por se ter verificado, no âmbito da valorização da carreira dos Vigilantes da Natureza, após a garantia deixada pelo anterior Governo da República, através do Senhor Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, no âmbito do Encontro Mundial de Vigilantes da Natureza, realizado em outubro do ano passado, no Faial, de que até ao final de 2023 seria revista a carreira, o não cumprimento desse compromisso.

O governante salientou que “da parte do Governo Regional, dentro das competências próprias, foram promovidos 17 Vigilantes da Natureza, com efeitos a partir do dia 1 de agosto”.

No final da cerimónia, o secretário regional do Ambiente e Ação Climática agraciou os Vigilantes da Natureza mais antigos dos Açores com louvores, “como forma de um justo reconhecimento pelo trabalho prestado e pelo contributo dados para a preservação ambiental, ao longo de mais de 20 anos”.