
Terminou o “TOURO26”, o exercício de proteção civil sismo-vulcânica que, entre os dias 28 e 30 de maio, envolveu os concelhos de Vila Franca do Campo, Ribeira Grande e Povoação. De acordo com a nota de imprensa enviada pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) à nossa redação, a operação teve como objetivo central testar e avaliar a capacidade de resposta das forças de socorro perante um cenário de crise natural. Com a conclusão dos três dias de trabalhos, as entidades e os agentes de proteção civil locais finalizaram um treino operacional que utilizou como base histórica a crise sísmica registada em 2005 no Vulcão do Fogo, simulando ocorrências que exigiram a intervenção e coordenação de equipas com diferentes valências no território vilafranquense.
Ao longo do exercício, o concelho registou manobras complexas desenhadas para reforçar a preparação e a resiliência das populações locais perante riscos desta natureza. O programa, promovido pela tutela da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, dividiu-se entre uma componente formativa e a vertente prática. Após as sessões de apresentação e os workshops temáticos conduzidos por especialistas do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do SRPCBA, o foco centrou-se nos exercícios “LIVEX”. Nestas operações de campo, que mobilizaram meios humanos e materiais nas vias públicas do concelho, foram testadas a evacuação de localidades, a montagem de zonas de concentração e apoio à população, bem como intervenções técnicas em cenários de estruturas colapsadas.
A realização do “TOURO26” em Vila Franca do Campo envolveu uma estreita cooperação entre o Município local e uma vasta rede de parceiros institucionais. Estiveram empenhados os Corpos de Bombeiros de São Miguel, o Comando Operacional dos Açores, a Cruz Vermelha Portuguesa, a PSP, a GNR, a Autoridade Marítima Nacional, o IPMA, o CIVISA, o Laboratório Regional de Engenharia Civil, o Instituto de Segurança Social dos Açores e diversas Direções Regionais. Todo o desempenho operacional no terreno foi acompanhado por um grupo de observadores externos (composto por elementos da ANEPC, do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e do Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira), com o intuito de avaliar a eficácia dos procedimentos e consolidar a cultura de prevenção na região.

António Santos
Presidente do Sinapol – Açores
A recente aprovação, pela Assembleia Legislativa Regional, de um Grupo de Trabalho para analisar o dispositivo de segurança nos Açores é um ato que, embora revestido de legitimidade, expõe uma lacuna preocupante na gestão da nossa Região a aparente desvalorização das estruturas executivas que já existem e deveriam estar em pleno funcionamento.
Enquanto representante dos polícias que garantem a ordem nas nossas nove ilhas, não posso ficar indiferente ao que considero ser um desaproveitamento incompreensível de recursos. É, no mínimo, paradoxal que se recorra ao Parlamento para obter diagnósticos e respostas que o próprio Executivo tem a obrigação e as ferramentas para produzir.
A pergunta impõe-se com rigor, por que razão o Gabinete Coordenador de Segurança (GCS) não foi instruído a elaborar um estudo técnico prévio que servisse de base a este debate?
A segurança pública nos Açores não pode ser gerida por “geometria variável” ou através de soluções de recurso. O GCS foi criado precisamente para coordenar, planear e articular a segurança de pessoas e bens uma pasta de soberania que exige foco absoluto e não admite uma gestão de “part-time”.
A questão aqui não é de nomes ou de cargos individuais, mas sim de método e eficácia. Não é institucionalmente produtivo que a estrutura responsável por coordenar a segurança na Região se perca numa acumulação de funções e assessorias. Quando o órgão que deveria ser o “cérebro” da estratégia regional de segurança é relegado para um plano secundário, a segurança fica acéfala e a resposta operacional perde o rumo.
Se o Governo Regional pretende ser um parceiro ativo na defesa da segurança, a solução não passa por criar mais grupos de trabalho parlamentares para chegar a conclusões que o terreno já conhece. Passa, sim, por profissionalizar e reativar o Gabinete Coordenador de Segurança, dotando-o de uma liderança com exclusividade e competência técnica.
Os profissionais de segurança participarão sempre em qualquer fórum de discussão construtivo, mas não podem ser cúmplices de uma gestão que privilegia a burocracia legislativa em detrimento da eficácia executiva.
Exigimos respeito pelo trabalho policial e, acima de tudo, uma estrutura de comando regional que utilize os meios que já tem ao seu dispor. A segurança pública nos Açores não precisa de mais diagnósticos políticos; precisa de uma coordenação técnica presente, exclusiva e operante.

O Diário da Lagoa questionou o Chega Açores quanto à realização de apresentação pública da lista candidata à Câmara Municipal de Lagoa para as eleições de 12 de outubro. O partido esclareceu que opta por não realizar apresentações públicas em nenhum concelho, pois “dispensa o aparato” em detrimento da proximidade com a população.
Numa nota de imprensa enviada às redações, o Chega Açores afirma também que o concelho da Lagoa “tem sido palco de problemas crescentes de insegurança, que afetam não só os residentes, mas também os visitantes. O aumento de assaltos, atos de vandalismo e o consumo de droga em espaços públicos são cada vez mais comentados pela população, mas continuam a ser ignorados e sem uma solução à vista”.
A candidata do Chega à Câmara Municipal da Lagoa, Olivéria Santos, entende que “não podemos continuar a fechar os olhos a este flagelo, sem nada fazer ou fazendo de conta que nada se passa”.
A candidata defende que a Lagoa precisa de mais meios policiais e de efetivos com condições adequadas para dar resposta às necessidades do concelho. “Não podemos continuar com cidadãos com medo e empresários desprotegidos”, afirma a candidata.
“A Lagoa necessita de mais policiamento de proximidade, de um reforço de efetivos e de políticas que combatam, de forma séria, o tráfico e o consumo de droga nas zonas mais vulneráveis. É necessária uma maior presença nas ruas e uma tolerância zero com a criminalidade”, reitera Olivéria Santos.
A candidata afirma ainda que “investir na segurança, na ordem e na qualidade de vida de todos os lagoenses será essencial para garantir que os cidadãos vivem mais seguros, protegidos e com qualidade de vida”.
“A segurança é um direito fundamental de qualquer cidadão e não pode ser relativizada”, conclui Olivéria Santos.

As câmaras de videovigilância instaladas no centro histórico da cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, entram em funcionamento esta quinta-feira, 31 de julho.
A informação foi avançada pelo presidente da autarquia de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, após ter recebido a nova Comandante da Esquadra de Ponta Delgada da Polícia de Segurança Pública (PSP), Subcomissário Carlota Calaça, em audiência de apresentação de cumprimentos, nos Paços do Concelho.
Ainda durante o encontro, o presidente da Câmara de Ponta Delgada assegurou que a autarquia irá manter “o registo de plena colaboração institucional” estabelecido com a PSP, justamente a força de segurança pública que estará responsável por supervisionar as imagens captadas pelas 19 câmaras de videovigilância.
Pedro Nascimento Cabral referiu também que a instalação de câmaras de videovigilância assume um caráter “preventivo” no que respeita à promoção da segurança em Ponta Delgada, permitindo respostas céleres por parte da PSP e tornando mais eficaz a identificação de suspeitos.
As câmaras foram distribuídas pela Rua Hintze Ribeiro, Rua dos Mercadores, Rua da Misericórdia, Rua António Joaquim Nunes da Silva, Largo da Matriz, Praça do Município, Largo Vasco Bensaude, Rua do Aljube, Travessa do Aljube, Rua Manuel Inácio Correia, Rua António José D’Almeida, Largo Mártires da Pátria, Largo 2 de Março e Campo de São Francisco.
A autarquia esclarece, ainda, em comunicado, que o sistema de videovigilância “acautela todas as medidas técnicas e legais para salvaguardar a privacidade dos cidadãos”.

José Estêvão de Melo
A nuvem (Cloud) parece ser a solução para todos os problemas de armazenamento de dados. As ofertas disponíveis no mercado são vastas — e, em muitos casos, cada vez mais integradas de forma quase automática nos nossos dispositivos. Todas as grandes marcas, como Apple, Google e Microsoft, têm os seus próprios serviços de armazenamento na nuvem. É uma solução prática e com custo relativamente baixo, com mensalidades que variam entre 1 e 3 euros por mês para algumas dezenas de gigabytes de espaço.
De forma resumida, a nuvem é um sistema composto por dezenas, centenas ou milhares de computadores, chamados nós, que podem estar distribuídos por todo o mundo e que trabalham em cooperação. Qualquer um desses nós pode ser substituído a qualquer momento por outro e, como são muitos, nenhum é indispensável — sendo possível até que vários apresentem falhas simultaneamente sem comprometer o funcionamento do sistema.
Essa organização permite um crescimento praticamente ilimitado, capaz de armazenar quantidades de dados difíceis até de imaginar.
Um exemplo impressionante é o do CERN, onde o volume de dados atualmente ultrapassa 1 Exabyte — o equivalente a 1 milhão de Terabytes. Considerando que um computador portátil comum tem capacidade para cerca de meio Terabyte, seriam necessários aproximadamente 2 milhões de portáteis para armazenar toda essa informação.
Ao utilizarmos serviços de nuvem para armazenar os nossos dados, estamos, na maioria dos casos, a ceder o controlo dos mesmos às entidades que gerem esses serviços. Dizem-nos que os nossos dados estão seguros, mas o termo “seguro” é bastante amplo.
Se por segurança entendermos que, em caso de perda do telemóvel, podemos recuperar as fotografias a partir da nuvem, então sim — os dados estão seguros nesse sentido. No entanto, se segurança significar garantir que ninguém (nem sequer o fornecedor) pode aceder ou ler os dados armazenados, então poucos serviços oferecem essa proteção.
Além da possibilidade de acesso indevido por parte do fornecedor, existe o risco de ciberataques. Um exemplo conhecido é o da Uber, em 2016, quando um ataque informático resultou no roubo dos dados de 57 milhões de condutores e clientes. A empresa acabou por pagar aos atacantes para que a informação não fosse divulgada — um caso que demonstra como mesmo grandes empresas estão vulneráveis.
O objetivo deste artigo não é gerar medo, mas sim consciência. A melhor forma de garantir que a informação armazenada na nuvem não possa ser lida por terceiros é através da criptografia.
A criptografia é o processo que transforma os dados em informação ilegível, que só pode ser decifrada com a senha correta. Alguns serviços oferecem criptografia ponto-a-ponto (end-to-end encryption), o que significa que os dados são cifrados antes de saírem do seu dispositivo, e nem sequer o fornecedor consegue vê-los.
Infelizmente, os serviços mais populares (como Google Drive, iCloud ou OneDrive) não oferecem esta funcionalidade por padrão. Por isso, é importante refletir sobre que tipo de informação está a armazenar e, se necessário, utilizar ferramentas externas para cifrar os dados antes de enviá-los para a nuvem.
A nuvem é uma tecnologia poderosa e conveniente, mas não está isenta de riscos. A responsabilidade pela segurança dos nossos dados é partilhada — cabe também a cada utilizador proteger a sua informação.
Cifre antes de enviar. Saiba o que partilha. E escolha bem onde armazena os seus dados.

A câmara municipal da Lagoa está disponível para apoiar a instalação de uma secção dos bombeiros voluntários de Ponta Delgada no concelho, assinado que está o memorando de entendimento para que a corporação de bombeiros passe a incluir ‘Lagoa’ no seu nome.
A presidente da autarquia, Cristina Calisto, manifestou a intenção de apoiar a instalação desse secção no concelho através da cedência de um terreno onde seria edificada uma secção destacada dos bombeiros voluntários de Ponta Delgada e Lagoa.
“A câmara municipal da Lagoa está disponível para ceder um terreno para a instalação de uma secção destacada dos bombeiros voluntários que integra uma ambulância, viaturas de combate e uma equipa de socorro náutico”, disse. Cristina Calisto deixou vincado que em virtude da Lagoa “estar a aumentar a sua população, tanto residente como visitante, sem descurar a procura crescente pelas nossas zonas balneares, são motivos para termos uma secção destacada dos bombeiros no concelho.”
Cristina Calisto deixou vincado que em virtude da Lagoa “estar a aumentar a sua população, tanto residente como visitante, sem descurar a procura crescente pelas nossas zonas balneares, são motivos para termos uma secção destacada dos bombeiros no concelho.”