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“Temos de ser resilientes”

É o diretor pegadógico da Escola Profissional de Nordeste desde a sua fundação, no dia 9 de fevereiro de 1998. O padre Agostinho Lima diz-se satisfeito com o percurso alcançado pela instituição e fala dos desafios que enfrenta o ensino profissional no Nordeste que já formou mais de 700 alunos

© DL
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DL: Como se sente ao ver a escola nascer e estar aqui 25 anos depois como diretor ainda?
Nós temos passado por alguns problemas, nomeadamente por sermos um concelho pequeno, há uma quebra de alunos. Os Açores perdem cerca de mil alunos por ano e [Nordeste] é um concelho com muito pouca gente e poucos jovens. Há uma atração pelos meios mais evoluídos, há muita gente aqui do Nordeste que quer ir para Ponta Delgada. Não por qualquer razão, mas para sair do Nordeste e nós temos tido algumas dificuldades para poder superar essas dificuldades. Mas temos conseguido e chegarmos aos 25 anos é uma grande alegria.

DL: Muita coisa mudou nestes 25 anos?
Muita coisa mudou. Quando iniciamos havia muitos problemas. Não havia scut, havia muita escola profissional e arranjar formadores para vir ao Nordeste era muito complicado porque o caminho não era este. Passado esse...

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Comentários

  1. avatar A. Machado 13-02-2023 23:07:54

    Muito bem. Parabéns ao Prior Agostinho Lima, por ser mais um resistente aqui na periferia da ilha dita do Arcanjo. Necessitamos da Escola Profissional como de outras instituições ou brevemente fecharemos a porta do concelho e seremos um parque arqueológico de uma civilização desapareceda e ninguém parece preocupado com isso. Abordou e muito bem o problema das desistencias e dos alunos e os cortes proporcionais no financiamento porque se subsidia por cabeça. Isto passa-se igualmente em todas as instituições, O que os governos não querem saber é que os gastos com pessoal, transportes, oficinas etc, são despesas fixas que não desistem. Assim, não conseguiremos entregar a Carta a Garcia.não obstante todas as diligencias.