
Tiago Almeida é licenciado em enfermagem e pós-graduado em Cuidados Continuados e Paliativos. Está no comando técnico do Lar de Santo António há dois anos. Lidera uma equipa de 16 profissionais que asseguram o funcionamento da instituição. Lida diariamente com a fragilidade de meia centena de vidas, alguns totalmente dependentes, que viram tudo mudar entre 4 paredes.
DL: Como é que a pandemia foi vivida no lar?
Foi muito complicado. A Região Autónoma dos Açores em termos da incidência de novos casos estava numa fase menos avançada do que em Portugal continental. Penso que logo no início, em que existiam muitos lares que tinham utentes infetados, o que acontecia era que as funcionárias literalmente estavam em pânico, as funcionárias e diga-se, eu também. Sabendo que nós trabalhamos com uma população de risco, ainda nos aumenta exponencialmente a ansiedade. Acho que nunca senti tanta ansiedade e há muitos...
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