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“Eu faço isto de graça porque gosto de dar às pessoas aquilo que elas não imaginavam ver”

Lagoense projeta filmes gratuitamente há vários anos no Rosário. Por paixão ao cinema, já investiu milhares de euros numa sala que idealizou ao pormenor

José Castelo Borges está ligado à projeção cinematrográfica há quase 30 anos e sempre na Lagoa © DL

Varre as folhas e o que traz o vento, cuidadosamente, como quem cuida da entrada de casa. Foi assim que encontramos José Castelo Borges, cujo nome quase se confunde com a gigante cinematográfica portuguesa Castello Lopes. “É verdade, não tinha pensado nisso”, responde num sorriso tímido, quando o confrontamos com a curiosidade. A casa que ele estava a varrer chama-se Cine auditório Lira do Rosário, no coração da freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa. Foi nesta casa que José Castelo Borges mais investiu, para além da sua. Mas que casa é esta? É um cinema a sério.

Num dos degraus que separa a rua do Espírito Santo da sala principal, estão três cartazes A3, a cores – que ele imprime semanalmente e lhe custam 50 cêntimos cada. O cartaz em destaque chama-se “Dirkie, Perdido no deserto”. O filme dos anos 70 é o próximo a ser emitido. os outros dois têm por cima o letreiro...

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