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“Os males combatidos na revolução dos cravos ainda estão presentes”, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista são tomense

Num tempo em que a memória histórica cruza-se com os desafios contemporâneos da lusofonia, a leitura do 25 de Abril de 1974 ganha novas camadas quando observada a partir de São Tomé e Príncipe. É neste contexto que surge a reflexão de Pedro Sequeira de Carvalho, advogado, docente e escritor, que propõe um olhar ancorado na experiência africana e na realidade insular, articulando passado e presente num espaço comum marcado pela Língua Portuguesa e pela herança política partilhada

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Na entrevista à nossa reportagem, o jurista sublinha o papel determinante da revolução portuguesa na abertura do caminho para a autodeterminação dos povos africanos, incluindo São Tomé e Príncipe, onde o processo conduziu à criação de um governo de transição liderado por são-tomenses e, posteriormente, à independência nacional em 1975. A partir desta base histórica, evidencia também uma fragilidade na transmissão dessa memória às novas gerações, apontando para um distanciamento crescente face ao significado do 25 de Abril, num contexto onde o desconhecimento histórico se torna um fator de risco para a construção de identidade...

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