
Os alunos da disciplina de Física, do 12º ano, da Escola Básica e Secundária da Povoação fizeram a descoberta preliminar de oito asteroides, no final do ano passado.
Segundo se pode ler numa nota de imprensa do Município da Povoação, a iniciativa inseriu-se na última campanha de procura de asteroides realizada pelo NUCLIO – Núcleo Interativo de Astronomia, que é uma espécie de delegação, em Portugal, do projeto mundial de procura de asteróides, Internacional Astronomical Search Collaboration, coordenado pelo professor Patrick Miller da Hardin-Simmons University, no Texas, no qual participam escolas de cerca de 40 países.
Segundo aquela nota, as descobertas preliminares, realizadas pelos alunos povoacenses, correspondem às primeiras observações dos asteroides, o que servirá de ponto de partida para um processo em que as descobertas só ficarão confirmadas (as chamadas descobertas provisórias) com a segunda observação. No entanto, o nome do grupo dos alunos da Povoação ficará, desde já, ligado aos asteroides descobertos na fase preliminar.
A partir da segunda observação os asteróides passarão a ser seguidos por vários telescópios e logo que haja um número de observações suficientes para “conhecermos as suas trajetórias, o que deverá levar cerca de 4 a 5 anos, receberemos um convite do Minor Planet Center para dar nomes aos nossos asteroides”, explicou Nídia Fidalgo, professora de Física da EBS da Povoação.
De acordo com a mesma professora, “outros alunos de escolas portuguesas, já batizaram um asteróide lusitano. Esperamos, agora, pelo primeiro asteroide açoriano!”.
De salientar que, adianta aquela nota, o NUCLIO é uma instituição, sem fins lucrativos, criada, em 2001, por astrónomos profissionais e amadores. Os seus objetivos visam a divulgação e o ensino da Ciência, designadamente da Astronomia e Astrofísica, conjugando investigadores ativos em vários domínios de ponta da Astrofísica Moderna, bem como experientes Astrónomos amadores.
Em Portugal, o NUCLIO pretende ser uma referência no meio que se dedica, nomeadamente em atividades de divulgação científica.
Desde 2009 o projeto é coordenado, em Portugal, pela professora Ana Costa, cujo trabalho tem permitido o crescimento sustentado do IASC – Asteroid Search Campaig, em terras lusitanas. O empenho e qualidade do trabalho dos professores e alunos portugueses tem sido reconhecido pelo professor Patrick Miller ao admitir, no programa, cada vez mais escolas nacionais.
DL/CMP
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