
O deputado e líder do PAN/Açores, Pedro Neves, afirmou hoje que a região se encontra numa “encruzilhada” entre a “coesão açoriana” e “sobranceria do aproveitamento separatista” em que se tenta influenciar a consciência de que “cada ilha olhe por si”.
“Há mais de um ano que estamos numa encruzilhada devido à luta contra a pandemia, que parece não ter fim. Mas também estamos numa encruzilhada entre a consciência indivisível da coesão açoriana e a sobranceria do aproveitamento separatista com o engenho em influenciar a consciência social, com a afirmação em que estamos sozinhos e que cada ilha olhe por si”, afirmou o parlamentar.
Pedro Neves, que falava na sessão solene comemorativa do Dia dos Açores – que este ano decorreu na sede da Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha do Faial, com poucos convidados – considerou que “este é um aproveitamento habilidoso de um momento bastante frágil para a sociedade, dos tempos difíceis em que se vive há mais de um ano, de uma guerra onde morreram pessoas, que matou empresas, que retirou a solidez e força psicológica de cada pessoa”.
De acordo com o deputado, “em pouco mais de um ano as prioridades mudaram, aquilo que era importante começou a ser supérfluo” e “é onde o separatismo ataca, com conteúdo desguarnecido de ação presente ou esperança futura, querendo que as fundações tremam nesta encruzilhada apenas para atingir, egoisticamente, os seus próprios fins”.
Pedro Neves aludia a “um fosso sem pontes entre ilhas, sem união regional, apenas uma mera subtração da sociedade para que não se espelhe uma comunidade coesa e representada como um todo”.
Segundo o líder do PAN/Açores, o caminho a seguir “depende ou da coesão comunitária ou da apatia pública, da qualidade da liderança social unitiva ou pela atitude de condicionamento separatista”.
Lusa/ DL
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