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À espera…

Rui Menezes cronicas Jornal Diario da LAaoa

No dia em que esta crónica for publicada, já terá sido discutido na Assembleia Municipal de Lagoa, o Plano e Orçamento proposto pelo Executivo, para o ano de 2016.

Porém, é pouco provável que exista alguma alteração à dita proposta, dada a maioria que o Partido Socialista tem neste órgão Autárquico. Assim, poderemos tomar como certos as medidas e os valores que vão ser apresentados à 5ª Sessão Ordinária da Assembleia Municipal.

Como é sabido, o orçamento do corrente ano de 2015, que foi apresentado no ano anterior, pelo executivo liderado, então, pelo Eng. João Ponte, foi, à semelhança de anos anteriores, antecedido de conversações que levaram a um acordo, entre os diversos partidos com assento na Assembleia Municipal de Lagoa.

Por essa razão, o orçamento que decorre ainda este ano, foi aprovado pela maioria dos elementos que compõem a oposição neste concelho.

De entre várias questões, ficou acordado que o executivo iria incluir no seu plano de investimentos, a iniciar em 2015, a requalificação da Zona Marítima de Santa Cruz, no sentido de dar outra dignidade aquele espaço;

A recuperação do polidesportivo de Santa Cruz, pois a prática de desporto nesse local, torna-se cada vez mais perigosa, dado o atual estado de degradação daquele equipamento;

E, a atribuição de uma verba, necessária para a conclusão do Edifício Polivalente de Santa Cruz, que tem por objetivo, receber as diversas instituições daquela freguesia.

Em relação ao Edifício Polivalente de Santa Cruz, penso que o prometido foi cumprido, pois a informação que disponho é que esta estrutura está prestes a ser inaugurada e assim, Santa Cruz e a Lagoa, ficam com um moderno edifício, polivalente e que dará apoio às suas instituições, que bem merecem, pois muito têm trabalhado no sentido de elevar o nome da Lagoa e divulgá-lo fora de portas.

Quanto ao Polidesportivo de Santa Cruz, as coisas já não se passaram de igual forma. O Equipamento continua a ser um péssimo cartão de visita para as pessoas que diariamente visitam o concelho, desde logo a Biblioteca Tomás Borba Vieira, que fica mesmo ao lado.

Na realidade, o valor acordado para as necessárias reparações, foi orçamentado, mas, mesmo assim a obra acabou por não se fazer. A única conclusão que se pode tirar é que não houve vontade política em resolver essa obra. Quer seja do anterior, quer seja do atual executivo. Para além da obra em si ser importante, há que referir que o objetivo do PSD e do CDS, quando votou a favor do orçamento, ao abrigo do acordado, era que a obra se executasse em 2015 e não em 2016, como aparece novamente orçamentada.

Por último, falemos das terras da Lagoa de Baixo ou a baixa de Santa Cruz.

O executivo acordou com a oposição, que iria finalmente resolver o problema daquele lugar.

Na verdade, a verba orçamentada, foi de apenas 90.000 euros, o que por si, não é significativo, mas, no entanto, deu um sinal que a partir de agora aquele projeto faria parte das preocupações de investimento da Câmara.

O ano de 2015 está a terminar e ao que parece, nem tão pouco, existe um projeto para aquele espaço. Ou seja, passado um ano, ainda nem sabemos o que vai ser da baixa de Santa Cruz.

Numa altura, que tanto se fala em turismo, numa altura em que a própria Camara Municipal de Lagoa, admite que existem mais pessoas a visitar o concelho, não seria de dar alguma celeridade a este processo?

Foram criadas comissões, feitas reuniões em com certeza pedidas opiniões. Mas o que é verdade, é que mais uma vez o executivo não cumpriu com o acordado e atirou para a frente esta obra, que há mais de 15 anos vem sendo adiada.

Para este Local, já esteve previsto uma marina, uma praia natural, uma praia artificial, um bairro social, um hotel, etc, etc. e, ainda não sabemos o que fazer.

Penso que não estou muito longe da realidade se disser que aquele local é importante para “virar” Santa Cruz para o mar. Para isso, é preciso melhores acessos, ajardinar os espaços abandonados, criar condições para a prática de diversos desportos, especialmente os relacionados com o mar, isso sem falar em hotéis e marinas.

Este espaço tem um enorme potencial turístico para o concelho, e só é pena que ainda não tenha feito parte das prioridades de investimento da Câmara Municipal de Lagoa.

Por Rui Meneses
Crónica na edição Impressa de dezembro de 2015

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