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“Às vezes, há pessoas que nos dizem ‘isso é impossível’, ‘não consegues’, nunca acreditem”

Astrofísico micaelense Pedro Mota Machado lidera missões espaciais que vão explorar outros mundos. Numa grande entrevista ao DL, alerta para os perigos do aquecimento global e do aumento do lixo espacial

Pedro Mota Machado (à esq.) e o irmão Luís Filipe Machado (à dir.) partilham o fascínio pelas questões espaciais © D.R.

É um dos maiores cientistas açorianos da atualidade, no mundo e fora dele. Já viu coisas que nenhum outro ser humano viu e orgulha-se de ter nascido numa “pequenina ilha”. Pedro Mota Machado, 54 anos, é o representante da missão espacial Ariel, da Agência Espacial Europeia, que vai estudar as atmosferas dos exoplanetas – planetas que estão fora do Sistema Solar. 

Ficou, gentilmente, à conversa com o DL, quase uma hora. Fê-lo, depois de um jantar em família, através do telemóvel do irmão, o professor de matemática Luís Filipe Machado, responsável pelo Clube de Geocaching da Escola Secundária de Lagoa e organizador do projeto ISU – In Search for the Uncertain, que mobilizou dezenas de pessoas e eventos no mês passado e que até trouxe à Lagoa um antigo astronauta da NASA, John Danny Olivas. 

Para Pedro Machado, que...

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