
O Município de Ponta Delgada anunciou que vai duplicar o investimento no programa PDL Housing First durante o presente ano, após uma reunião de balanço que confirmou uma taxa de sucesso de 100% na eficácia do modelo.
A Vereadora da Ação Social, Cristina do Canto Tavares, sublinhou que o projeto, implementado de forma pioneira na Região em 2023, deixou de ser uma experiência piloto para se afirmar como uma estratégia consolidada no combate ao fenómeno das pessoas em situação de sem-abrigo e com dependências. Atualmente, a iniciativa resulta de um esforço articulado entre a autarquia, a Associação Novo Dia e a Associação Crescer, disponibilizando habitação imediata a seis pessoas que se encontravam numa situação crónica de vulnerabilidade.
Durante o encontro de trabalho, Américo Nave, diretor da Associação Crescer, enalteceu a visão política do Município e destacou o trabalho técnico “espetacular” desenvolvido, notando que até hoje não se verificou qualquer retrocesso no percurso dos utentes. Esta visão foi partilhada por Hélder Fernandes, coordenador técnico da Associação Novo Dia, que reforçou a importância da supervisão e do apoio municipal para que a intervenção se traduza em resultados concretos na vida dos inquilinos.
O modelo Housing First assenta na premissa de que a habitação é um direito fundamental, priorizando o fornecimento de uma casa segura antes de qualquer outra condição, oferecendo depois suporte individualizado para lidar com desafios de saúde e integração.
Cristina do Canto Tavares manifestou satisfação com os indicadores de sucesso, que incluem a redução de consumos, a diminuição de situações de vitimação e a adesão voluntária a cuidados de saúde. Para a autarca, estes passos representam conquistas gigantes para quem vivia na rua, inserindo-se numa estratégia municipal mais ampla que nunca investiu tanto na área da Ação Social.
Contudo, a vereadora deixou um alerta sobre a necessidade de descentralização, lembrando que cerca de metade das pessoas em situação de sem-abrigo em Ponta Delgada provêm de outros concelhos. Reitera, por isso, que o combate a este flagelo exige um trabalho em rede em toda a ilha de São Miguel, de forma a reduzir a pressão social excessiva sobre o território da capital.

Bruno Pacheco
A energia é apenas uma questão de preço? Não. É, acima de tudo, uma questão de energia líquida disponível para a sociedade.
É aqui que entra o EROI (Energy Return on Energy Invested): mede quanta energia conseguimos disponibilizar por cada unidade de energia que gastamos na produção. É o “lucro energético” de um sistema.
Quando é elevado, há excedente para sustentar o crescimento e os serviços. Quando é baixo, o sistema começa a consumir-se a si próprio.
Nos Açores, tomando São Miguel como referência — pela sua dimensão e maior diversificação —, são visíveis sinais de degradação do EROI na produção baseada em combustível pesado (HFO). A cadeia é longa e intensiva: extração, refinação, transporte marítimo, armazenamento e conversão térmica com eficiências limitadas.
Considerando estes fatores, o EROI da produção térmica situa-se hoje entre 5 e 8, podendo degradar ainda mais em contextos de instabilidade ou de aumento do preço do petróleo.
Mas é fora de São Miguel que o problema se agrava. Nas restantes ilhas, de menor escala, maior fragmentação e maior dependência de gasóleo, o EROI é ainda mais baixo. A ausência de economias de escala e a maior intensidade logística tornam estes sistemas estruturalmente mais frágeis. Em muitos casos, uma parte crescente da energia é consumida apenas para garantir o abastecimento.
As consequências são diretas: menor competitividade, menor resiliência e menor capacidade de gerar riqueza.
Os custos recentes, de cerca de 230 €/MWh, que podem atingir 400 €/MWh, não são apenas um problema financeiro. Representam um aumento da energia necessária para produzir…energia. Ou seja, menos energia líquida disponível para a economia. Mais recursos gastos sem retorno.
Este é o verdadeiro risco: um sistema pode funcionar financeiramente, suportado por mecanismos regulatórios, mas degradar-se energeticamente. E isso não se resolve por via administrativa.
Por outro lado, a complexidade logística e a concentração da cadeia de abastecimento agravam ainda mais este cenário. Em sistemas isolados, qualquer ineficiência se amplifica.
Perante isto, a questão é estratégica. Qual o caminho?
O caminho é claro: aumentar a produção local com base em fontes endógenas, diversificar as tecnologias e atrair investimento externo. Não por ideologia, mas por necessidade.
Por exemplo, a energia solar, mesmo em contexto insular, apresenta EROI entre 8 e 15. Com armazenamento, reduz-se, mas com vantagens decisivas: produção local, menor dependência e maior previsibilidade.
Mas, mais importante, estes sistemas melhoram o desempenho global. Ao reduzir a necessidade de centrais térmicas ineficientes e estabilizar a rede, aumenta a eficiência do conjunto, sobretudo nas ilhas mais pequenas.
Assim, é óbvio que o debate não pode limitar-se ao preço do combustível. Deve centrar-se numa pergunta essencial: quanta energia útil conseguimos disponibilizar à sociedade? Porque é isso que define a sustentabilidade de um sistema elétrico.
Não estamos apenas a pagar caro pela energia. Estamos, cada vez mais, a gastar energia para conseguir energia. E esse fenómeno é mais intenso, e mais preocupante, nas ilhas mais pequenas, mais isoladas e mais dependentes.
Do Torreão da Fajã seguimos atentos, olhando o mar e projetando o futuro.

A Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, na cidade da Lagoa, em São Miguel, reafirma a sua aposta na promoção da literacia e no fortalecimento dos laços comunitários com a realização de mais uma edição do projeto “Sábado em Família”. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa à nossa redação, o evento terá lugar no dia 28 de março, pelas 16h00, nas históricas instalações do Convento de Santo António.
Sob o mote “Uma sessão para rir, sonhar e viajar sem sair do lugar!”, o encontro desta vez conta com a participação especial do grupo «Histórias Requinhas», coletivo que se dedica à arte de contar histórias como ferramenta de aproximação entre pais, filhos e o objeto livro. O grupo convidado, que iniciou o seu percurso em 2011, traz à cidade da Lagoa uma bagagem sólida na mediação de leitura. Com foco no despertar lúdico para o universo literário, as «Histórias Requinhas» têm investido continuamente em novas técnicas de narração oral e expressividade, transformando cada sessão num momento de performance envolvente. Ao longo dos anos, o coletivo tem colaborado com diversas bibliotecas e espaços culturais, especializando-se em ciclos de contos que privilegiam a proximidade com o público e a estimulação da criatividade tanto em crianças como em adultos.
A iniciativa, promovida pela autarquia lagoense através da sua biblioteca municipal, é de participação aberta ao público e não requer inscrição prévia, convidando as famílias da freguesia de Santa Cruz e de todo o concelho a desfrutarem de uma tarde diferente.

A presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, Viviane Peixoto Hunter, vai lançar o seu mais recente livro, “Colcha de Memórias – Mulheres do Atlântico: tecidas entre capote e capelo”, num roteiro especial que percorre três ilhas do arquipélago açoriano. As sessões decorrerão nos dias 26 de março, na Livraria Letras Lavadas, em São Miguel, às 18h00; 27 de março, no Peter Café Sport, no Faial, às 18h00; e 28 de março, no Lar Doce Livro, na Terceira, às 15h00.
Cada encontro servirá como momento de partilha e celebração da literatura e da identidade atlântica e procurará destacar histórias de mulheres que chegaram, partiram ou permaneceram nos Açores, costurando vivências individuais e coletivas ao longo do Atlântico.
O projeto surge no contexto da Portaria 68/2008 do governo regional dos Açores e foi editado pela Letras Lavadas, reunindo relatos que cruzam mares e gerações. Segundo Viviane Peixoto Hunter, o objetivo é preservar memórias femininas frequentemente invisíveis, transformando-as em narrativa viva que reforça os laços culturais entre o Brasil e o arquipélago.
“Entre retalhos, costuras e caminhos pelo mar e tantas vivências, esta obra reúne trajetórias de mulheres ligadas pelo oceano que une o Brasil e os Açores”, explicou a escritora, sublinhando que cada lançamento permitirá ao público conhecer histórias marcadas por deslocações, permanência e conquistas no contexto das ilhas.
Além de autora, Viviane Peixoto Hunter acumula experiência como presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul (CAERGS), promotora de cultura e educação, e tem vindo a destacar-se pelo trabalho de valorização da memória histórica e do património cultural feminino.

O PSD Lagoa deu um passo formal no sentido de transformar o panorama do associativismo desportivo no concelho, ao submeter à Câmara Municipal uma proposta de revisão do Regulamento Municipal de Atribuição de Apoios a Instituições Desportivas e Atletas Individuais. Segundo uma nota de imprensa enviada pela estrutura partidária ao Diário da Lagoa, o objetivo central desta iniciativa é a “modernização” de um documento que os social-democratas consideram estar desatualizado face às dinâmicas atuais.
Para o presidente do PSD Lagoa e vereador na autarquia, Rúben Cabral, a revisão é imperativa para tornar o regulamento “mais adequado às atuais realidades desportivas do concelho”, garantindo que nenhuma modalidade ou praticante fique desprotegido por falta de enquadramento legal.
A proposta foca-se, em grande medida, na inclusão de vertentes que têm ganho expressão na Lagoa, mas que carecem de suporte normativo claro. Rúben Cabral defende ser essencial “integrar novas formas de prática desportiva, como o desporto adaptado e o desporto informal, que ainda não se encontram suficientemente enquadrados no modelo vigente”. Para operacionalizar esta visão, os sociais democratas lagoenses propõe a divisão dos apoios em três tipologias distintas: modalidades com escalões de formação, modalidades de escalão sénior e atletas individuais. A estrutura sustenta que “cada uma destas áreas deve ter critérios próprios e grelhas de avaliação ajustadas à sua realidade, garantindo transparência, objetividade e equidade na atribuição dos apoios”, evitando assim um modelo de “tamanho único” que possa prejudicar especificidades de certas modalidades.
Outro ponto central da proposta prende-se com o reforço da identidade e do investimento local, com o PSD a defender que os apoios passem a ser “atribuídos exclusivamente a coletividades sediadas no concelho e a atletas nele residentes”. Para assegurar o rigor técnico desta transição, os social-democratas sugerem a criação de um grupo de trabalho participativo. Ao sublinhar a necessidade de um processo “justo e capaz de responder aos desafios atuais”, Rúben Cabral manifestou a total disponibilidade dos vereadores do PSD para colaborar de forma construtiva, esperando que a matéria integre já a próxima ordem de trabalhos do executivo municipal para que o desenvolvimento desportivo da Lagoa ganhe um novo fôlego regulamentar.

A diáspora açoriana no Brasil está no centro da agenda política regional nos próximos dias, com o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, a dar início a uma visita oficial de alto significado simbólico. Segundo a nota enviada pelo executivo açoriano à nossa redação, a deslocação ocorre num momento de particular relevo histórico, coincidindo com as celebrações dos 50 anos da Autonomia dos Açores. O governante, acompanhado pelo diretor regional das Comunidades, José Andrade, e pela investigadora Susana Goulart Costa, tem como objetivo estreitar os laços com as comunidades lusodescendentes nos estados do Rio Grande do Sul e do Maranhão, num périplo que combina diplomacia cultural, apresentações académicas e a inauguração de novos espaços de memória.
O roteiro arrancou este sábado, 21 de março, em Gravataí, no Rio Grande do Sul, onde a comitiva visitou a Casa dos Açores local para celebrar o 23.º aniversário da instituição. O programa em terras gaúchas ganha especial contorno em Porto Alegre, cidade que detém o título de maior metrópole do mundo fundada por açorianos. No Teatro da Santa Casa, inserido nas festividades da “Semana de Porto Alegre”, será lançada a obra “Açores: Nove Ilhas, Nove Histórias”, da autoria de Susana Goulart Costa. Este livro, editado pela Secretaria Regional em parceria com a Casa dos Açores local, pretende ser uma ferramenta de proximidade e conhecimento sobre a realidade atual e histórica do arquipélago junto dos descendentes de terceira e quarta gerações.
A segunda etapa da viagem foca-se no Nordeste brasileiro, especificamente em São Luís do Maranhão, onde a agenda institucional atinge o seu ponto alto na segunda-feira, 23 de março. Antes dos atos protocolares, Paulo Estêvão realizará uma visita de cortesia ao antigo Presidente da República do Brasil, José Sarney, seguindo-se uma apresentação académica da obra de Susana Goulart Costa na Universidade Estadual do Maranhão. O culminar da visita oficial acontecerá durante a tarde, com o governante açoriano e o Governador do Estado do Maranhão a presidirem à inauguração oficial da “Praça dos Açores” e do “Museu Açoriano”. Estas novas infraestruturas representam um marco decisivo na preservação do legado cultural dos nossos antepassados naquela região, garantindo que a identidade açoriana permaneça viva e visível no quotidiano brasileiro.

O Grupo Folclórico das Camélias celebrou oficialmente o seu 50.º aniversário com um jantar comemorativo no Restaurante Vale das Furnas, num momento que reforçou o papel da instituição como o grupo folclórico mais antigo em atividade no concelho da Povoação. Segundo a nota de imprensa enviada à nossa redação, o evento serviu não só para honrar o passado, mas também para projetar o futuro da coletividade, contando com a presença de diversas individualidades, entre as quais Rute Melo, vereadora da Câmara Municipal da Povoação, e o executivo da Junta de Freguesia das Furnas, liderado por Eduarda Pimenta. A celebração foi marcada por um forte espírito de união geracional, unindo representantes do tecido associativo local, desde os escuteiros e a Harmónica Furnense até ao Clube de Motards e instituições paroquiais, todos reunidos para prestar tributo a uma das mais emblemáticas embaixadoras da cultura popular açoriana.
Fundado a 27 de fevereiro de 1976 por Maria Eugénia Moniz Oliveira e Maria Cecília Frazão, a partir do grupo teatral “Jovens Rebeldes”, o percurso das Camélias foi recordado pela atual presidente, Dina Moniz. Durante a sua intervenção, a dirigente enalteceu o papel fundamental das fundadoras e das ex-presidentes, Helena Borges e Margarida Ferreira, dirigindo ainda um apelo direto às camadas mais jovens para que assegurem a continuidade deste legado. “As intervenções de Rute Melo e de Eduarda Pimenta destacaram a importância cultural e identitária do Grupo Folclórico das Camélias para a comunidade”, sublinha a organização, referindo o momento simbólico em que o bolo de aniversário foi cortado pelas três gerações de presidentes da direção.
Composto atualmente por 37 elementos, com idades compreendidas entre os 7 e os 68 anos, o grupo prepara-se agora para um ano de intensa atividade. No âmbito das comemorações das cinco décadas de existência, está já agendada uma deslocação a Portugal Continental entre os dias 3 e 8 de junho, para um intercâmbio com o Rancho Folclórico de Penamacor, no distrito de Castelo Branco. O ponto alto das festividades junto da população local e dos emigrantes terá lugar em julho, com um programa de três dias (17, 18 e 19) que incluirá o tradicional churrasco “Frango à Galo”, um grande concerto musical e a realização do VI Festival de Folclore, onde serão homenageados antigos e atuais componentes que, ao longo de 50 anos, levaram o nome das Furnas a palcos nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e por todo o arquipélago.

O auditório do Colégio do Castanheiro, em Ponta Delgada, foi o palco da oitava edição do Desafio Kahoot – Cultura Geral dos Açores (Fase de Ilha de São Miguel), realizada esta quinta-feira, 19 de março. A competição, que já se tornou um marco nos planos de atividades das escolas açorianas, contou com a participação de 96 alunos provenientes de 15 unidades orgânicas da ilha, além de duas instituições de ensino privado, todos unidos pelo objetivo de demonstrar conhecimentos sobre a história, geografia e etnografia do arquipélago.
No primeiro ciclo, o pódio foi liderado por Henrique Câmara (EBI Roberto Ivens), seguido de Lourenço Sousa (EBI de Arrifes) e Alexandre Pereira (EBI Canto da Maia). No segundo ciclo, o primeiro lugar coube a Guilherme Vicente (EBS Armando Cortes Rodrigues), com Francisco Mota (EBI Roberto Ivens) e Núria Azevedo (Colégio São Francisco Xavier) a completarem as posições cimeiras. Já no terceiro ciclo, a EBS do Nordeste dominou os dois primeiros lugares com Marcelino Cabral e Simão Soares, respetivamente, ficando Camila Medeiros, do Colégio do Castanheiro, na terceira posição. Na categoria secundária, disputada em inglês sob a designação “Azores Quiz”, Tomás Elói (Colégio do Castanheiro) garantiu a vitória, acompanhado por Luís Barbosa e Carlos Sousa, ambos da EBS da Povoação.
Segundo a organização do evento, esta edição é especialmente dedicada à comemoração dos 50 anos da autonomia regional. Através da plataforma digital Kahoot, os jovens são desafiados a explorar temáticas que vão da botânica à literatura das nove ilhas. Para o diretor pedagógico do colégio anfitrião, João Miranda, este desafio é uma prova de que a tecnologia “também pode servir para educar os jovens de forma pedagógica e lúdica”, estimulando o brio e o conhecimento pela terra natal num ambiente de saudável competição.
O evento, que incluiu momentos musicais protagonizados por alunos locais e a entrega de prémios aos melhores classificados, serve de antecâmara para a grande decisão. Os vencedores desta etapa micaelense juntar-se-ão agora aos representantes das restantes ilhas para disputar a fase regional, que terá lugar no dia 30 de abril, na ilha do Faial.

O setor cultural dos Açores conta, este ano, com um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros, atribuídos no âmbito do novo Regime Jurídico de Apoio das Atividades Culturais (RJAAC). O anúncio, efetuado pela Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto, detalha a distribuição de verbas por diversas áreas artísticas, desde o audiovisual e artes performativas ao património e edição de obras, marcando a primeira aplicação do regulamento revisto em 2024.
De acordo com a nota enviada pela tutela, a maior fatia do orçamento, num total de 1,164 milhões de euros, destina-se a projetos de interesse relevante para a preservação e divulgação cultural da região, sejam eles anuais ou bianuais. Estão ainda previstos 77 mil euros para a construção e remodelação de infraestruturas culturais, além de verbas específicas para a aquisição de instrumentos musicais, fardamentos e custos de edição de obras. A secretária regional da tutela, Sofia Ribeiro, esclarece que a principal alteração deste diploma é a distribuição por patamares, que variam entre os 500 e os 50 mil euros por projeto, sendo que os critérios de atribuição tiveram como referência os valores praticados no ano anterior.
A governante açoriana sublinha ainda que o novo modelo permite uma maior transparência e planeamento para os promotores. “Já sendo conhecedores da sua avaliação, e consequentemente da sua posição na lista ordenada, têm previsibilidade relativamente aos apoios que serão atribuídos, processo este que é automático”, refere Sofia Ribeiro, acrescentando que os agentes dispõem agora de 15 dias úteis para, caso pretendam, ajustarem o patamar a que se candidataram.
Apesar de o RJAAC se manter como o pilar central de apoio ao setor, a Secretaria Regional mantém em vigor outros instrumentos de financiamento, como o Programa de Apoio às Sociedades Recreativas e Filarmónicas (SOREFIL) e os apoios destinados à valorização do património baleeiro. Com esta dotação, o Governo regional refere que pretende assegurar a continuidade da dinâmica artística nas nove ilhas, garantindo que os apoios cheguem de forma mais ágil aos criadores e associações locais.

O concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, prepara-se para integrar duas grandes campanhas internacionais de sensibilização ambiental: a “H2Off – Hora de Fechar a Torneira” e a “Hora do Planeta”. Segundo nota enviada pela Câmara da Lagoa, estas iniciativas, agendadas para os dias 22 e 28 de março, respetivamente, visam envolver a comunidade local em ações diretas de combate ao desperdício de recursos naturais e promover a reflexão sobre o impacto das alterações climáticas no território.
A primeira mobilização ocorre já no próximo dia 22 de março, coincidindo com as celebrações do Dia Mundial da Água. Através do Centro de Educação e Formação Ambiental da Lagoa (CEFAL), o município adere, pela quarta vez, ao movimento nacional “H2Off”, promovido pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA). O desafio lançado aos lagoenses consiste na interrupção voluntária do consumo de água durante uma hora, entre as 22h00 e as 23h00. Este gesto simbólico pretende alertar para a crescente escassez hídrica e incentivar hábitos de consumo mais eficientes, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
No seguimento desta agenda ecológica, a 28 de março, a Lagoa volta a desligar os interruptores por uma causa global. Pelo oitavo ano consecutivo, o concelho junta-se à “Hora do Planeta”, a maior iniciativa de mobilização ambiental da rede WWF, que este ano assinala o seu 20.º aniversário. Entre as 20h30 e as 21h30, a iluminação pública será desligada em vários pontos do concelho, incluindo o edifício dos Paços do Concelho, a Praça de Nossa Senhora da Graça, a Praça de Nossa Senhora do Rosário e as fachadas das sedes das Juntas de Freguesia, unindo a Lagoa a milhares de cidades em todo o mundo.