
A requalificação da Praça Dona Amélia Botelho Faria e Maia, na freguesia do Cabouco, concelho da Lagoa, deverá ficar concluída no final de maio de 2026, num investimento que ronda os 260 mil euros. Segundo informações enviadas pela Câmara Municipal de Lagoa, a intervenção visa a modernização daquele espaço público central, priorizando a polivalência e a melhoria das condições de mobilidade para os residentes.
O projeto contempla a demolição do antigo coreto e a construção de um novo palco coberto em local considerado mais adequado, alteração que, de acordo com a autarquia, permitirá criar mais espaço para a realização de eventos comunitários, nomeadamente as festividades da Paróquia de Nossa Senhora da Misericórdia e iniciativas das instituições locais.
Durante uma visita técnica ao local, o presidente da Câmara da Lagoa, Frederico Sousa, afirmou que a intervenção se encontra em fase de execução, destacando que “a intervenção contempla a requalificação do pavimento e a demolição do coreto, permitindo criar mais espaço para a realização de diversos eventos”. O autarca referiu ainda que os trabalhos abrangem a “beneficiação do edifício existente na praça, bem como do parque infantil”, garantindo a continuidade do investimento naquela freguesia.
Além das alterações estruturais, a autarquia refere que a obra prevê a instalação de mobiliário urbano moderno, a criação de novas zonas verdes e a substituição integral da iluminação pública por tecnologia LED, visando uma maior eficiência energética no espaço que serve de sede ao Centro Social e Cultural do Cabouco e à Casa do Povo.

O Governo da República adjudicou o contrato relativo às Obrigações de Serviço Público (OSP) para o transporte aéreo entre os Açores, o continente e a Madeira. A concessão, válida para os próximos cinco anos, foi atribuída ao consórcio formado pela SATA Internacional – Azores Airlines e pela TAP Air Portugal, resolvendo uma situação de instabilidade no modelo de financiamento destas rotas que se prolongava desde 2015.
Segundo comunicado da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, o novo contrato assegura a continuidade das ligações entre Lisboa e as ilhas do Faial, Santa Maria e Pico. Nas rotas regionais, estão garantidas as ligações entre o Funchal e as ilhas de São Miguel e Terceira, sendo que esta última rota (Terceira-Funchal) passa a estar integrada no âmbito das OSP remuneradas.
Em declarações sobre a decisão, a secretária regional, Berta Cabral, afirmou ser “justo reconhecer que o atual Governo procurou desde a primeira hora garantir que os Açores seriam finalmente servidos por OSP remuneradas, repondo justiça territorial perante a nossa Região”. A governante destacou ainda que a solução agora alcançada põe fim a um processo que contribuía para a “degradação económico-financeira da Azores Airlines”, devido à ausência de compensações financeiras adequadas nos moldes anteriores.
A integração da rota Terceira-Funchal no pacote de obrigações de serviço público surge por proposta do executivo regional, visando o reforço da conectividade do arquipélago. Para Berta Cabral, este desfecho é o “culminar de um processo longo”, resultante de reivindicações diretas do Governo regional junto do executivo nacional para garantir a estabilidade na mobilidade dos cidadãos açorianos.

Júlio Tavares Oliveira
Professor de PLNM
Licenciado em Estudos Portugueses e Ingleses
Pós-Graduado em Português Língua Não Materna
Faz, este mês de fevereiro de 2026, um ano e três meses sobre a partida do meu avô Sargento António Tavares, que vi morrer, após uma longa apneia, nos Cuidados Paliativos, a 26 de novembro de 2024.
Para quem duvida e desvaloriza o sacrifício que tantos militares portugueses, antigos combatentes, fizeram no Ultramar, digo-vos que a guerra não se acaba, mesmo após terminada: deixa marcas, profundas e indeléveis, traumas e um «stress» que tirou noites de sono, entre infinitas insónias e graves pesadelos, ao meu Avô, que os pude presenciar na primeira pessoa.
O meu avô, à época, não teve a oportunidade de assistir ao funeral dos seus pais, porque estava em África; sequer teve uma chance de se despedir deles. Estava embarcado, e só recebeu a notícia, por telegrama, muitos dias após o seu falecimento.
A guerra ceifou, mais do que vidas, gerações inteiras, entorpeceu saudades e gerou pesadelos e distância.
Gostaria, portanto, de aproveitar este «espaço» no Diário da Lagoa, para confessar, relativamente ao Sargento Tavares, um pouco do seu percurso militar e de combate.

É de forma grata, e expressiva, que recordo o meu Avô Sargento-Ajudante António Tavares, ou o Furriel e Sargento Tavares, lagoense nascido a 25 de abril de 1940, e é de forma reconhecida, e também grata, que recordo o brilhante aluno, de Santa Cruz, o primeiro estudante do sexo masculino, natural de Santa Cruz, à época, a ir estudar para o Liceu Nacional de Ponta Delgada.
É de forma grata, e expressiva, que recordo o meu Avô, que foi um dos primeiros açorianos a integrar contigentes militares destinados ao combate ativo; a incorporar Companhias militares preparadas e destinadas a lutar em solo africano, onde travariam a detestável Guerra Colonial, estando, ele, e nomeadamente, integrado numa companhia de Portugal Continental.
É de forma grata, e expressiva, que o recordo: com o seu sorriso terno, o seu sentido de humor e, acima de tudo, com uma palavra de apreço pelas coisas simples da Vida: um café, um pastel de nata, uma colher de gelado de baunilha.
O meu avô António Tavares foi dos poucos combatentes portugueses que travaram quatro comissões de serviço no Ultramar Português. De 1962 a 1975, interpoladamente durante oito anos efetivos, em zonas de alto risco e de perigo para a sua vida e da sua família, o meu Avô António combateu e lutou pela Pátria, seja em Angola, seja na antiga Província da Guiné.
Para além disso, recordo-o, ao meu Avô António, como um herói de combate, em zonas de alto sacrifício e de vida, que sacrificou, inclusive, a própria vida pela vida dos seus amigos e dos seus camaradas militares: assim o foi a 5 de julho de 1963, quando, e indo junto com outros camaradas em socorro urgente após uma emboscada, o seu jipe militar pisou uma chamada «mina anti-carro», que vitimou vários soldados e um Capitão, mas poupou o meu Avô, e a sua vida, por milagre.

Incorporado, à altura, em Bessa Monteiro, Norte de Angola, no Batalhão de Artilharia 400 – com o cognome de “OS GATOS” -, ao meu avô foi-lhe sugerido, por razões de saúde e traumáticas, nessa altura, que regressasse à Metrópole, em Lisboa, algo que ele, na hora, recusou, preferindo continuar a acompanhar os seus camaradas militares.
No final da sua vida, o grande sonho do meu avô era ver-me, a mim, seu neto, Licenciado. Tal veio a suceder, sim, e precisamente, conforme atesta o diploma emitido pela Universidade dos Açores, a 5 de julho de 2024, precisamente – e quem diria… – também precisamente 61 anos após essa emboscada fatal, que poderia ter mudado tudo, destinos, rumos e vidas.
A vida tem dons infinitos e infinitos mistérios para nos contar.
A seu tempo, fazendo uma brilhante carreira militar, no ramo de Artilharia, do Exército Português, o meu avô, inúmeras vezes louvado militarmente, foi, nos anos oitenta, condecorado com a Medalha de Mérito Militar, uma das mais altas honras militares em Portugal.
Devemos-lhe, como devemos a todos os antigos combatentes, as maiores honras, memórias e tributos.

A Universidade dos Açores promove, no próximo dia 3 de março, a mesa-redonda intitulada “A Economia e os Media”, um evento que terá lugar entre as 16h30 e as 18h00, no anfiteatro IX do campus de Ponta Delgada. A iniciativa, organizada pela Faculdade de Economia e Gestão em conjunto com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, assinala o encerramento da pós-graduação em Economia para os Media. Esta formação especializada, que envolveu docentes da academia açoriana e de outras instituições nacionais, teve como foco o desenvolvimento de competências técnicas em jornalismo económico para mais de uma dezena de profissionais da comunicação.
O debate, que pretende refletir sobre os desafios da cobertura económica nos contextos regional, nacional e internacional, contará com um painel de convidados de referência no setor. A discussão será moderada por Maria da Luz Correia, professora associada da UAc, e terá a participação de António Costa, jornalista e diretor do jornal digital ECO, Lília Almeida, jornalista da Antena 1 Açores, e Rui Paiva, jornalista da agência Lusa e do jornal Público. A sessão servirá também para confrontar diferentes perspetivas sobre a evolução da profissão e a importância do rigor técnico na análise de mercados e políticas públicas.
A sessão oficial contará com a presença do presidente da Faculdade de Economia e Gestão, João Teixeira, e de Catarina Rodrigues, vice-presidente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, reforçando a natureza interdisciplinar da pós-graduação. A entrada no evento é livre e não requer inscrição prévia, estando ainda prevista a atribuição de um certificado de participação a todos os interessados que compareçam no anfiteatro.

A Câmara Municipal da Ribeira Grande está a marcar presença na Better Tourism Lisbon (BTL) 2026, que decorre até 1 de março na Feira Internacional de Lisboa (FIL), com uma estratégia focada na promoção da sua identidade cultural e no planeamento turístico. O ponto alto da participação do concelho terá lugar no próximo sábado, dia 28 de fevereiro, às 21h30, com a apresentação oficial do trailer do documentário dedicado às Cavalhadas de São Pedro.
Segundo nota de imprensa enviada às redações pela autarquia ribeiragrandense, o lançamento será acompanhado por uma degustação de produtos locais, reforçando a promoção da gastronomia do concelho. Para o presidente da autarquia, Jaime Vieira, a feira é a “plataforma privilegiada para afirmarmos a Ribeira Grande como um destino autêntico, onde a tradição, a cultura e a dinâmica caminham lado a lado”.
Sobre a obra audiovisual que será revelada, o autarca destaca que este é “um passo importante na valorização e salvaguarda das nossas tradições”, sublinhando que as Cavalhadas são “um património identitário que queremos projetar além-fronteiras”.
A par da vertente cultural, a Ribeira Grande está a aproveitar o certame para divulgar o seu calendário de eventos para 2026. Jaime Vieira salienta que esta antecipação é estratégica, pois “permite aos operadores turísticos e aos futuros visitantes planearem a sua vinda com antecedência”, o que contribui diretamente para um “turismo mais sustentável e distribuído ao longo do ano”.

A participação dos Açores na 36.ª edição da Better Tourism Lisbon (BTL), que decorre de 25 de fevereiro a 1 de março na Feira Internacional de Lisboa (FIL), afirma-se como um pilar central na estratégia de valorização e promoção do destino. Segundo o Governo regional dos Açores, esta presença, promovida através da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, visa consolidar a notoriedade do arquipélago nos mercados nacional e internacional, priorizando a natureza, a autenticidade e a sustentabilidade. O stand regional, localizado no pavilhão 1, apresenta este ano uma reconfiguração funcional e um reforço significativo na área de negócios, disponibilizando 40 módulos de contacto empresarial. Trata-se de um aumento de 10 postos face a edições anteriores.
O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu à sessão oficial de abertura do espaço, sublinhando que a trajetória recente do turismo regional resulta de uma opção estratégica clara pela qualidade e pelo valor acrescentado. “Tivemos a capacidade de olhar estrategicamente para a economia de desenvolvimento não pelo valor quantitativo, mas sim pelo valor acrescentado e qualitativo. É por isso que estamos a atingir níveis de excelência, mas também de rendimento”, afirmou o governante. Conforme destacou, a região conseguiu elevar os seus níveis de rendimento de forma expressiva: o valor previsto em 2019, que se fixava nos 104 milhões de euros, atingiu agora os 206 milhões de euros, o que representa um crescimento de 97%. Este desempenho, segundo o executivo açoriano, é acompanhado por uma subida de 72% no RevPAR (receita por quarto disponível) e por um aumento de 40% no número de passageiros desembarcados, totalizando 2,3 milhões. Para o líder do executivo, estes indicadores demonstram que o setor é o motor da economia açoriana, tendo gerado 889 milhões de euros de riqueza em 2023. “Isto é obra. É motivador e é um orgulho este resultado”, assinalou.
Para além da vertente económica, o Governo regional aproveita a BTL 2026 para apresentar a versão atualizada do galardão MIOSOTIS AZORES, um selo que distingue boas práticas de sustentabilidade. A partir da tarde de sexta-feira e durante o fim de semana, o foco vira-se para o público em geral com a disponibilização de seis balcões de venda direta e o lançamento de pacotes turísticos exclusivos desenvolvidos pelos associados da Visit Azores.
Ao longo dos cinco dias do certame, os municípios açorianos mantêm uma presença ativa para promover a diversidade cultural e territorial de cada concelho, reforçando a coesão do arquipélago enquanto destino único e plural. José Manuel Bolieiro concluiu a sua intervenção com uma mensagem de resiliência, apelando à rejeição de discursos pessimistas perante variações pontuais. “É preciso abandonar o espírito pessimista dramático quando existem pequenas variações. Não estão a dar um contributo ao crescimento”, defendeu, reiterando que a região deve manter o foco na consolidação dos resultados alcançados.

De 25 fevereiro a 1 março decorre a 36.ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa, estando novamente presente o município do Nordeste através da Associação de Municípios dos Açores que, por sua vez, integra o stand promotor do destino Açores.
A promover o concelho do Nordeste estão quatro colaboradores do município, o presidente e vice-presidente que farão a representação oficial no dia destinado à promoção do concelho para promotores turísticos e visitantes em geral.
Na banca do concelho do Nordeste estão em destaque o artesanato da Casa de Trabalho do Nordeste, da Casa do Povo de Santo António Nordestinho e da Folha de Milho da Salga, assim como a gastronomia de fabrico artesanal, especificamente dos biscoitos da Associação Sol Nascente.
São também oferecidos brindes aos visitantes com mancha gráfica alusiva ao bordado de São Miguel, à natureza e ao galo capão, sendo o verde a cor predominante em alusão ao Nordeste.
Nos equipamentos audiovisuais está presente o novo vídeo promocional do concelho que permite uma viagem entre a Salga e a Pedreira, entre o nascer e pôr do sol. O alojamento local, a restauração e atividades de natureza são outros atributos do Nordeste promovidos na Bolsa de Turismo de Lisboa.

O Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada, dá início esta quarta-feira, 25 de fevereiro, à tradicional Novena dos Espinhos. As celebrações, que decorrem diariamente às 18h00, mantêm o formato habitual, mas apresentam este ano um aprofundamento especial da espiritualidade da Madre Teresa da Anunciada, figura central da devoção micaelense cujo processo de beatificação foi recentemente impulsionado com a nomeação de uma Comissão Histórica.
A pregação da novena estará a cargo de três ouvidores da ilha de São Miguel. Segundo explica o reitor do Santuário, cónego Manuel Carlos Alves, a escala foi organizada para que cada sacerdote pregue durante três dias consecutivos, assegurando uma maior continuidade temática. O foco principal será a dimensão biográfica da religiosa: “Importa irmos à autobiografia dela para percebermos melhor que aquilo que ela fez foi viver o Evangelho”, sublinha o reitor, destacando a necessidade de redescobrir o testemunho da Madre Teresa como uma encarnação da mensagem cristã.
A iniciativa insere-se num programa quaresmal que o Santuário pretende viver de forma mais intensa. Além da novena, o programa destaca a realização de uma Via-Sacra orante às sextas-feiras, pelas 15h00, e encontros de Lectio Divina às quintas-feiras, promovidos pelas Irmãs Contemplativas de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor.
A escolha da sexta-feira para os momentos fortes de oração não é ocasional e remete diretamente para a vivência da Madre Teresa da Anunciada. “Foi neste dia que o Senhor sofreu a Paixão e morreu na cruz, e ela foi percebendo que era também à sexta-feira que o Senhor concedia maiores graças”, explica o cónego Manuel Carlos Alves, justificando por que razão muitas das novenas promovidas pela religiosa ao longo da sua vida terminavam precisamente nesse dia da semana.
Com esta proposta espiritual, o Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres convida os fiéis a unir-se mais profundamente à Paixão de Cristo, utilizando o exemplo e a memória da Madre Teresa como guia para uma caminhada de renovação da fé durante a Quaresma.

A Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) tornou públicos os resultados de um estudo sobre a saída da Ryanair dos Açores, prevista para março de 2026, alertando que a redução da oferta aérea terá “consequências económicas relevantes para a Região Autónoma dos Açores, afetando o turismo, o tecido empresarial e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) regional”.
Segundo a análise do seu Gabinete de Estudos, o impacto negativo total na economia (que inclui efeitos diretos, indiretos e induzidos) deverá situar-se entre os 144 e os 166 milhões de euros anuais. Para a associação empresarial, a mobilidade aérea num território arquipelágico não é apenas um instrumento de desenvolvimento, mas uma “condição estrutural para o funcionamento da economia”. O relatório destaca que este recuo da transportadora ocorre num cenário de particular incerteza, marcado pela reestruturação da SATA Azores Airlines e pela “ausência de uma estratégia consistente, e de médio prazo, para as acessibilidades aéreas”. Estas circunstâncias, de acordo com a CCIPD, agravam a insegurança quanto à conectividade futura da região, especialmente num setor onde a Ryanair é responsável por uma quota de dormidas turísticas que chega aos 8,7%.
A metodologia quantitativa utilizada baseou-se nos fluxos de passageiros para Ponta Delgada e Terceira, estimando-se que a saída da companhia resulte numa perda anual entre 339 mil e 391 mil dormidas. Com uma despesa média por turista calculada em 1.036 euros, o impacto no Valor Acrescentado Bruto (VAB) — utilizado como proxy do PIB — situar-se-á entre os 80 e os 92 milhões de euros. Em termos globais, a economia regional poderá sofrer uma contração anual entre 1,5% e 1,7% do seu PIB total.
O estudo realça, assim, que este impacto assume uma gravidade extrema quando comparado com o crescimento económico de 2% previsto para 2026. Feitas as contas, a saída da Ryanair poderá “absorver entre dois terços e três quartos desse crescimento”, anulando na prática a dinâmica económica perspetivada no plano e orçamento regional. Para a CCIPD, a presença da operadora foi crucial para introduzir “concorrência efetiva, estimular a moderação tarifária e reforçar a conectividade internacional direta”, pelo que a sua partida representa a perda de um fator vital de dinamização da estrutura produtiva.
Os resultados demonstram, portanto, que o prejuízo potencial é “de uma ordem de grandeza substancialmente superior ao esforço financeiro público que poderia ser necessário para assegurar a manutenção e a diversificação das acessibilidades aéreas”. A CCIPD defende, por isso, que a política de transportes não pode ser “reativa nem circunstancial”, apelando ao Governo regional para a definição urgente de uma estratégia integrada que proteja a competitividade das empresas e a sustentabilidade do turismo açoriano.

A Assembleia Municipal de Ponta Delgada aprovou a adesão do concelho à Associação de Limpeza Urbana – Parceira para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis (ALU), entidade nacional de referência no setor. A medida surge como uma tentativa de profissionalizar e aferir a eficácia dos serviços de higiene pública, num período em que a pressão turística e o dinamismo económico do concelho têm resultado num aumento da produção de resíduos. Para o presidente da autarquia, Pedro Nascimento Cabral, o objetivo é a incorporação de inovação e a partilha de conhecimento, afirmando que “Ponta Delgada tem registado uma evolução muito positiva na limpeza urbana, fruto de um investimento estratégico, consistente e continuado”, mas sublinhando que a ambição passa por “medir com rigor o impacto” das políticas implementadas.
Simultaneamente, de acordo com a fonte municipal, à vertente operacional, o município está a desenvolver nas escolas o projeto “Literacia para a Floresta”, em parceria com a Liga para a Proteção da Natureza (LPN). O programa, direcionado a alunos entre o quarto e o nono ano de escolaridade, foca-se na capacitação das novas gerações para temas como as alterações climáticas e a escassez de recursos. Através de metodologias participativas, os estudantes realizam atividades de campo em espaços como o Parque Urbano e o Jardim António Borges, transformando o património natural local numa ferramenta pedagógica de preservação de ecossistemas e reservatórios de biodiversidade.
Estas iniciativas integram um plano mais vasto de ação climática que, desde o último mandato, já mobilizou mais de 20 milhões de euros para a área ambiental. Este investimento permitiu o reforço de meios técnicos de recolha em todas as 24 freguesias, a criação de novos pontos de armazenamento de contentores no centro urbano e a abolição do uso de glifosato no controlo de plantas infestantes. De acordo com o autarca, o foco nestas áreas constitui “um compromisso claro com o presente e, sobretudo, com as futuras gerações”, procurando manter os indicadores que levaram a cidade a ser considerada a quarta mais sustentável da Europa em 2025, segundo o ranking da European Best Green Capitals divulgado pela revista Forbes. Na mesma sessão, foi ainda viabilizado o regulamento do Conselho Municipal do Ambiente e Ação Climática, órgão que deverá reforçar o modelo de governação participada no concelho.