
Pela primeira vez, o Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, vai promover a Via-Sacra Orante durante o tempo da Quaresma. Trata-se de um novo espaço de oração e meditação centrado na Paixão de Cristo, todas as sextas-feiras da Quaresma, a partir das 15h00.
A Via-sacra será sempre orientada pelas irmãs contemplativas da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, comunidade residente no santuário. Quem não puder participar presencialmente poderá acompanhar através das plataformas digitais do templo, no respetivo site oficial.
Esta é uma das práticas mais antigas da espiritualidade cristã, a Via-Sacra — expressão latina que significa “caminho sagrado” — recorda o percurso de Jesus com a cruz, desde a condenação até ao Calvário. Composta por 14 estações, convida os fiéis a unir-se interiormente a Cristo, meditando o mistério do seu amor redentor. A tradição associa ainda a origem desta devoção à própria Virgem Maria, que teria revivido espiritualmente os passos da Paixão após a morte do Filho.
Além desta nova proposta, o santuário passará a oferecer, durante a Quaresma, encontros semanais de Lectio Divina. As sessões realizam-se às quintas-feiras, entre as 19h30 e as 20h30, no Convento da Esperança, e são abertas a toda a comunidade.
O ciclo prevê a meditação dos Evangelhos proclamados nos cinco domingos quaresmais, iniciando-se a 19 de fevereiro. Está ainda prevista, a 26 de março, uma Via-Sacra ou outro momento de oração comunitária, culminando a caminhada espiritual no Domingo de Ramos.
Dinamizada por um grupo de oração composto por leigos e uma religiosa, a Lectio Divina propõe um método de leitura orante da Bíblia que envolve quatro passos: leitura, meditação, oração e contemplação, ajudando os participantes a integrar a Palavra de Deus na vida quotidiana.

No próximo dia 24 de março, às 19h00, a Casa dos Açores do Espírito Santo (CAES) vai promover uma cerimónia comemorativa dos 213 anos da chegada dos imigrantes açorianos ao Estado brasileiro do Espírito Santo, uma iniciativa que terá lugar na sede da instituição, em José Carlos, Apiacá (ES), e que reunirá associados, autoridades e convidados.
A cerimónia é promovida pela Direção da CAES, presidida por Nino Moreira Seródio e com Maria Cristina Borges como 1.ª Secretária, e integra um programa que valoriza a memória histórica, o reconhecimento institucional e a valorização cultural da açorianidade no Espírito Santo.
Neste sentido, um dos momentos centrais da celebração será a homenagem aos açordescendentes Pedro António de Souza, Gino M. Borges Bastos e Eraldo Salotto de Rezende, que receberão o título de embaixadores da açorianidade.
O evento contará ainda com a participação musical de Francisco Borba Gonçalves, que interpretará ao violão o tema “Ilhas de Bruma”, evocando as raízes atlânticas da comunidade.
Está também prevista a apresentação da tese de doutoramento em História Social das Relações Políticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), intitulada “Dos Açores ao povoamento da Colónia de Santo Agostinho – Viana/ES”, da autoria de Fabiene Passamani, atual secretária municipal de Cultura e Turismo de Viana/ES.
A programação inclui ainda uma viagem musical conduzida por José António Borges Alvarenga, vice-presidente da CAES, reforçando o caráter simbólico e cultural da iniciativa.
Deste modo, a instituição convida toda a comunidade a associar-se a este momento de celebração da história, identidade e contributo dos açorianos para a formação do Espírito Santo.

A exposição DESCOLA – Jovens Criadores, foi inaugurada na Casa João de Melo, na freguesia da Achadinha, concelho do Nordeste, permanecendo aberta ao público até finais do mês de março.
O vice-presidente da Câmara do Nordeste, Marco Mourão, marcou presença na inauguração da exposição que resulta de um projeto itinerante da Associação Anda&Fala Bienal Walk&Talk, no qual participaram seis jovens da ilha de São Miguel desafiados a refletir através da arte sobre a importância de vivermos segundo lógicas de abundância.
Marco Mourão enalteceu a relevância do tema proposto aos jovens, o trabalho artístico que daí resultou e a importância que tem para a Casa João de Melo poder dar a conhecer jovens talentos.
Durante seis meses, os jovens exploraram a partir do seu quotidiano diferentes técnicas artísticas e desenvolveram projetos com o acompanhamento de André Laranjinha e de uma equipa da Bienal Walk&Talk, tendo os trabalhos sido apresentados ao público em 2025 no âmbito do festival.

A lenda de São Valentim nasceu do amor proibido.
Conta-se que, no Império Romano, os jovens soldados eram proibidos de ter parceira, por se acreditar que o amor diminuía a sua performance bélica. Valentim, sendo frade — e frade numa época em que amar era também um ato de desobediência — discordou e celebrou inúmeros casamentos em segredo.
Já se sabe que ninguém apaga a chama do amor.
Mas também se sabe que, ao longo da história, ela surge quase sempre acompanhada de dramas, cenas e mártires.
Talvez por isso Valentim tenha ficado associado à valentia.
Porque o amor não é para todos.
É só para quem aguenta.
É precisamente por isso que este artigo começou por se chamar A Fórmula do Amor e acabou por falar, na prática, de relacionamentos amorosos. A diferença está na distância entre a química idealizada do início e a prática quotidiana partilhada. Se a primeira exigia valentia, a segunda exige, com certeza, criatividade — e outras coisas mais — que são o mote desta formulação.
Vamos, então, dar início à escrita do problema.
Ao formular o problema — digo, o do amor, melhor dizendo, o das relações amorosas — resta determinar se ele é solucionável, indeterminado ou impossível.
A questão que se coloca é simples apenas na aparência: o que estaríamos dispostos a aceitar como solução?
Considere-se uma relação amorosa como um sistema instável, sujeito a variações constantes e a fatores externos inesperados, como cansaço acumulado, decisões financeiras tomadas “em boa fé” ou discussões recorrentes sobre quem deixou a luz da casa de banho acesa.
Para efeitos práticos, adotam-se as seguintes variáveis:
C — Cuidado
T — Tempo
S — Escuta
E — Ego
Parte-se do princípio de que uma relação não se sustenta na intensidade do início, mas na repetição. Não é o jantar romântico ocasional que garante continuidade, mas o cuidado diário — como perguntar “como correu o teu dia?” e não desaparecer a meio da resposta para ir ver o telemóvel.
Na ausência de cuidado, o sistema começa a falhar, mesmo quando tudo parece bem nas fotografias.
Nenhuma relação se mantém sem tempo.
Tempo real, não apenas partilhado no mesmo sofá enquanto cada um vê uma série diferente.
É aqui que surgem dilemas clássicos: ver a série juntos ou avançar “só um episódio”, jantar fora ou pedir comida, ir dormir cedo ou prolongar a conversa que começou por nada e acabou em tudo. O tempo só conta quando há presença.
Define-se escuta como a capacidade de ouvir sem interromper, corrigir ou preparar mentalmente a resposta.
Muitos conflitos conjugais não resultam do tema em si — seja a loiça por lavar ou o tom de uma mensagem — mas da sensação persistente de não estar a ser ouvido.
Introduz-se o ego como variável instável e expansiva.
Ao contrário das restantes, o ego não soma: ocupa espaço.
Manifesta-se na necessidade de ter razão, na dificuldade em pedir desculpa ou na convicção de que “não era preciso avisar” antes de uma decisão importante. Em excesso, o ego consome energia que faria falta ao resto do sistema.
Não é preciso gostar de matemática para compreender: quanto mais cuidado, tempo e escuta, maior a relação. Quanto maior o ego, menor o resultado.
Os relacionamentos não se resolvem.
Ajustam-se.
Duram mais quando há energia disponível, manutenção regular e a capacidade de trocar as pilhas antes de tudo se desligar — de preferência antes da próxima discussão sobre o ar condicionado.
Talvez por isso seja curioso que, ainda hoje, em contexto profissional, se continue a perguntar se alguém pensa engravidar nos próximos tempos ou se está numa relação, como se isso fosse um indicador de desempenho.
Talvez a pergunta relevante fosse outra.
Mais simples.
Mais honesta.
És feliz na tua relação?
Ou, pelo menos, tens uma relação estável?
Porque relações estáveis — afetivas, emocionais, humanas — não retiram energia ao trabalho. Pelo contrário: dão-lhe base, foco e continuidade. E talvez seja tempo de perceber que a maturidade emocional não é um risco profissional, mas um ativo silencioso.

Sob o lema “A paz esteja convosco”, cerca de 60 universitários percorreram escolas, lares e casas particulares, deixando um rasto de esperança na comunidade local. Entre os rostos que compunham o grupo estava Vicente Cerejo, natural de São Miguel e estudante de Medicina. Apesar de já frequentar o terceiro ano do curso, esta foi a sua estreia no projeto, motivada pelo convite de amigas. Para o futuro médico, o impacto da semana ultrapassou a barreira das palavras. “A experiência está a ser especial. Às vezes, até as palavras são complicadas… Às vezes é preciso um abraço”, confessa, sublinhando que o fim da semana é, na verdade, um novo começo. “Agora é que começa realmente a minha primeira missão. Até agora eu só tinha existido. Quando acabar esta missão já sei o que é que posso fazer para cumprir uma missão”, afirma Vicente.
O entusiasmo é partilhado por Gonçalo Tanissa, que viajou de Évora para participar pela primeira vez, seguindo o exemplo do irmão mais velho. Para Gonçalo, a missão é uma forma ativa de evangelização através do exemplo pessoal. “Ser discípulo hoje é olhar para esta alegria que nós recebemos e espalhá-la. Ao verem a nossa alegria, as pessoas ficam tocadas”, explica o universitário, destacando a capacidade de contágio que um sorriso pode ter numa comunidade.
Mesmo para quem já é veterano nestas andanças, como Beatriz Novais, de 22 anos, a Missão País continua a surpreender. A estudante de Engenharia Química na Universidade Nova de Lisboa já soma cinco missões, mas garante que a rotina não tem lugar nesta experiência. “Está a ser muito surpreendente. Já fiz várias missões e ainda assim consigo ver que há tanta coisa para anunciar”, refere. Este ano, o seu trabalho centrou-se no contacto com os mais novos, uma experiência que descreve como revitalizante: “A alegria dos miúdos e a simplicidade com que vivem a vida têm sido transformadoras”. Para Beatriz, o desafio agora é transportar esta disponibilidade para o dia a dia familiar e social. “Às vezes ligar a um amigo é um porta-a-porta. A minha família vai precisando… e fazer este serviço às pessoas que estão na minha vida”, partilha.

A coordenação do projeto nos Açores também reflete este espírito de serviço. Mariana Sousa, também estudante de Medicina, trocou Lisboa pelo arquipélago açoriano e assumiu a liderança do grupo com o objetivo de lançar raízes locais. “A minha missão foi capacitar as mãos dos outros para fazer tudo isto”, explica, reforçando o desejo de que os universitários açorianos sintam que “a Igreja pode ser nossa também”. Embora o número de jovens da região ainda seja reduzido, a organização acredita que a semente lançada em Vila Franca do Campo dará frutos noutras ilhas e faculdades nas próximas edições.
Nos bastidores, Inês Carvalho, aluna em Évora e chefe de oração, recorda que o serviço externo exige um trabalho prévio de interioridade. “Precisamos de conseguir encher-nos de alegria para darmos a nossa alegria também à comunidade”, nota. O sentimento é sublinhado pelo padre Tiago Tédeu, que acompanhou o grupo, vendo neles um sinal de esperança para o mundo atual. “Não é apenas um momento de oração, mas também de convívio e, sobretudo, de entrega à comunidade”, destaca o sacerdote.
A Missão País, que nasceu em 2003 e hoje mobiliza mais de quatro mil jovens em todo o país, despediu-se de Vila Franca do Campo este sábado com a tradicional representação teatral, num momento de partilha que simboliza o fecho de um ciclo e a promessa de que a paz semeada e a marca deixada continuarão a crescer na vida de cada um dos envolvidos e na comunidade vilanfranquense.

O bar do Complexo Municipal de Piscinas da Lagoa, na ilha de São Miguel, está a ser alvo de uma intervenção, no âmbito de uma estratégia municipal para a modernização das zonas balneares do concelho para responder ao crescente volume de residentes e turistas que frequentam o espaço.
Segundo nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa, os trabalhos em curso focam-se na renovação integral do bar, que passará a contar com uma nova cozinha e áreas de arrumos, permitindo uma melhoria direta no serviço prestado ao público. Além da estrutura de restauração, o projeto contempla a remodelação da zona da esplanada e a construção de uma nova bilheteira. Esta nova área de entrada será mais ampla e funcional, incluindo instalações sanitárias próprias e um novo acesso para o público, com o objetivo de garantir maior eficiência e conforto no atendimento aos banhistas.
O presidente da autarquia lagoense, Frederico Sousa, visitou as obras a par da presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, Lucrécia Rego, e o autarca destacou o impacto da obra na imagem da infraestrutura. De acordo com Frederico Sousa, “esta era uma obra esperada pela população há muitos anos, que foi lançada no último ano, e que agora está a concretizar o anseio dos lagoenses e de quem nos visita”. O autarca reforçou ainda que, apesar de ser uma intervenção de pequena escala física, assume uma relevância estratégica: “Define uma imagem para um complexo que já tem notoriedade a nível regional”.
A Câmara Municipal sublinha ainda que esta requalificação insere-se num plano mais abrangente de valorização do litoral da Lagoa. Frederico Sousa adiantou que o executivo pretende, durante o atual mandato, concretizar novos investimentos em outras zonas balneares do concelho, tanto através da criação de novas áreas como da requalificação das já existentes.

Com cerca de 50 atletas, todos de tenra idade, a Associação Desportiva e Cultural de Santa Cruz (ADCSC) da Lagoa, na ilha de São Miguel, tem motivos para sorrir. Fundada há apenas quase três anos, soma já várias conquistas. “Em setembro ganhamos o Futsal Cup da ilha de Santa Maria, ficámos em primeiro lugar. Saímos com o melhor marcador, o melhor jogador e o melhor guarda-redes “, conta Ângela Amaral, presidente da mesa da Assembleia da ADCSC.
O filho de Ângela, Afonso Ferreira, é um dos jogadores da ADCSC e uma das promessas da associação. “Foi chamado à Seleção Nacional, fez estágio no ano passado e há dois anos. Fez estágio para o escalão, que não é dele, de Sub-13”. Afonso Ferreira já conheceu de perto a cidade do futebol, em Oeiras, Grande Lisboa, e a mãe diz que não se fica por aqui: “também foi chamado aos Sub-15 e ele só tem 12 anos. E hoje, supostamente, vai ser chamado outra vez. Vai sair uma nova convocatória” diz, visivelmente feliz, ao Diário da Lagoa (DL).
É com orgulho que Mario Luís Pereira assiste à conversa, na sua loja, em Santa Cruz, na Lagoa. O presidente da ADCSC conta como tudo começou: “criámos esta associação ‘familiar’. Inicialmente, tivemos que ter alguns custos que nós tínhamos que suportar por nós próprios, depois fomos pedindo apoio à Câmara, à Junta. Atualmente temos cerca de 50 crianças, dos 5 aos 13 anos, do Livramento, Cabouco, Rosário e Santa Cruz”. Mário Luís Pereira explica ao DL que a frequência do futsal na ADCSC é totalmente “gratuito” mas as exigências são grandes. “Somos uma equipa pequenina mas há exigências de uma equipa como se fosse da Primeira Liga. Temos que ter a camisa do aquecimento, temos que ter dois equipamentos, porque pode haver outra equipa que tenha as mesmas cores. Temos que ter os coletes de cores diferentes, porque pode haver uma equipa que tenha o colete com a mesma cor. E claro, que todas essas alternativas têm o seu preço, têm o seu custo”, explica o responsável. E esse material, com a ajuda dos patrocinadores, e entidades públicas, é fornecido gratuitamente aos atletas da ADCSC.
Ainda assim, Mário Luís Pereira garante que o financiamento não tem sido problema, graças às ajudas que têm tido e à angariação de fundos que têm conseguido, com a ajuda de todos. Mas para a Associação de Santa Cruz, o desafio é outro. “A maior dificuldade é ter pessoas certificadas para poder treinar e estar à frente, como diretores. Esta é a nossa grande dificuldade. Porque a gente precisa, para cada escalão, de um treinador, mas um treinador que tenha o curso. E está sendo muito difícil encontrar. Porquê? Porque os requisitos para ser treinador são um bocadinho exigentes ao nível da escolaridade. Temos grandes jogadores, temos grandes pessoas, pessoas que gostam, que sabem treinar, mas não podem ter o curso. Não podem ter o curso porque não têm a escolaridade obrigatória.”, lamenta o presidente.
Atualmente, a ADCSC treina no pavilhão Professor Jorge Amaral, nos Remédios, em Santa Cruz, na Lagoa. E sonhos para o futuro? Lançámos a pergunta. “Que quando formos muito velhos, ainda haja esta associação aqui na região. E daqui a 20, 30 anos eu ia comemorar a Associação de Santa Cruz”, diz, satisfeito, Mário Luís Pereira.

Joaquim Amaral
Coordenador de Otorrinolaringologia e especialista na Unidade do Sono
Hospital CUF Açores
O sono é fundamental para a nossa saúde física e mental, sendo de extrema importância para o funcionamento cognitivo e para a prevenção de múltiplas doenças, considerando-se, atualmente, um fator determinante na longevidade e na qualidade de vida.
De entre as patologias que afetam a qualidade do sono, aquelas que estão relacionadas com a obstrução das vias aéreas superiores ocupam um lugar de destaque, estimando-se que cerca de 60% dos homens e que 40% das mulheres adultas ressonem (roncopatia), e que cerca de 5% da população tenha algum grau de apneia obstrutiva do sono.
O diagnóstico e tratamento desta condição revela-se cada vez mais importante, uma vez que diminui o risco cardiovascular, os casos de sonolência excessiva durante o dia (causadora de inúmeros acidentes) e impacto no raciocínio e no temperamento. Desta forma, a avaliação feita por um otorrinolaringologista, preferencialmente integrado numa equipa multidisciplinar com outras especialidades, revela-se imprescindível, tanto para o diagnóstico e localização da causa da doença, como, muitas vezes, para o seu tratamento.
A avaliação das fossas nasais, da cavidade oral, da faringe e da laringe, através da observação direta e exames complementares, permite a localização dos locais de obstrução da passagem do ar durante o sono. Entre outras razões, é esta diminuição da oxigenação enquanto dormimos que determina a maioria dos sintomas e processos de lesão dos nossos órgãos.
Com a caracterização das alterações anatómicas que estão a contribuir para a obstrução, e após o diagnóstico assente em exames complementares, é possível o planeamento multidisciplinar do melhor tratamento, personalizado para cada doente. Também aqui a Otorrinolaringologia tem um papel fundamental, especialmente nos casos em que uma intervenção cirúrgica é necessária, nomeadamente a realização de correção de desvios do septo nasal, diminuição do volume dos cornetos nasais, palatoplastias, diminuição do volume das amígdalas, correção de patologias da laringe, entre outras.
As patologias relacionadas com o sono podem manifestar-se ainda na infância, sendo o volume aumentado das amígdalas e adenoides uma das causas mais comuns. A agitação psicomotora, a desatenção, dificuldades de concentração, atraso de crescimento, alterações no desenvolvimento da face e dos dentes, são algumas das consequências destas patologias, fazendo com que o seu tratamento seja essencial para o normal desenvolvimento físico e mental das crianças afetadas. Nestes casos, deve ser iniciado um tratamento médico e, caso este não seja suficiente, a adenoidectomia (cirurgia para remover as adenoides) e a amigdalectomia (cirurgia que permite a remoção total ou parcial das amígdalas), são das intervenções mais comuns, tendo um nível de eficácia muito elevado com a reversão quase completa dos sintomas.
Ressonar não é normal e fazer apneias durante o sono retira longevidade e qualidade de vida. Se é o seu caso, ou de um dos seus familiares, não ignore os sinais e procure ajuda especializada.

O jornalista e escritor Ígor Lopes, CEO da Agência Incomparáveis e colaborador do Diário da Lagoa, foi distinguido na nona Gala As Notícias / RadioTV Lusa, realizada no passado dia 6 de fevereiro, no Restaurante Lusitânia, em Londres, numa cerimónia transmitida em livestream internacional. O prémio, atribuído na categoria “Literatura e Divulgação da Língua Portuguesa Ano 2025”, reconhece o percurso do profissional na promoção da língua portuguesa e na ligação entre Portugal, Brasil, União Europeia e Mercosul, com foco nas comunidades portuguesas, luso-brasileiras e lusófonas.
O troféu entregue ao jornalista tem a forma de uma guitarra portuguesa, facto que levou Ígor Lopes a dedicar o galardão à fadista portuguesa Maria Alcina, natural de Castro Daire e residente no Rio de Janeiro há mais de 70 anos, falecida recentemente, depois de anos de trabalho de promoção de Portugal e da sua cultura na América do Sul.
“É um orgulho poder vencer este prémio na categoria “Literatura e Divulgação da Língua Portuguesa Ano 2025”, tendo ao meu lado, como concorrente, o competente Círculo de Leitura em Português de Manchester”, afirmou Ígor Lopes, que sublinhou ter “dedicado o prémio à amiga Maria Alcina, de quem sou biógrafo e com quem convivi na afirmação da cultura portuguesa no Rio de Janeiro, no Brasil e em Portugal, sendo testemunha do seu esforço, dedicação, carisma e talento”.
A organização da Gala, que registou ainda momentos musicais protagonizados pelas artistas convidadas Sofia Escobar, Inês Fernandez e Madalena Alberto, sublinhou que o evento nasceu “para projetar e destacar na opinião pública o excelente trabalho dos portugueses residentes no Reino Unido. De todos aqueles que conseguem ultrapassar a medianidade, ultrapassar os limites do expetável e atingir uma condição de excelência inquestionável”. Essa mesma entidade acrescenta que são “centenas os que conseguem, anualmente, atingir esse estágio”, sendo muitos identificados através de indicações da própria comunidade, após verificação e certificação dos percursos.
A cerimónia contou com a presença do embaixador de Portugal no Reino Unido, Nuno Brito; da cônsul-geral de Portugal em Londres, Ana e Brito Maneira; do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa; e do deputado José Dias Fernandes, eleito pelo círculo da Europa pela emigração, entre outras autoridades portuguesas e representantes diplomáticos. Estiveram ainda presentes empresários, dirigentes associativos e figuras públicas da comunidade portuguesa e lusófona no Reino Unido.
A nona edição da Gala integrou 30 nomeações e 16 galardões, distribuídos em quatro blocos de prémios, com intervenções institucionais e atuações musicais que marcaram a noite.
Recorde-se que, ao longo das edições anteriores, foram distinguidas personalidades como António Horta-Osório, Paula Rego, Mónica Ferro e Dr. Justino Monteiro. Pelo palco passaram artistas como Carlos do Carmo, Luís Represas, Lúcia Moniz, João Pedro Pais e Roberto Leal, entre outros nomes da música portuguesa.
Com apoios institucionais do Consulado-Geral de Portugal em Londres, do Consulado-Geral de Portugal em Manchester, da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas e da República Portuguesa, a Gala destacou-se por consolidar-se como um dos momentos de maior visibilidade da diáspora lusa no Reino Unido.
Nascido no Rio de Janeiro, fruto da emigração portuguesa com raízes em Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real) e Douro (Armamar), Ígor Lopes é jornalista, escritor e social media entre Brasil e Portugal. É CEO da Agência Incomparáveis, agência de notícias sediada no Rio de Janeiro, que atua na América do Sul e do Norte, Europa Central, África Lusófona, Ásia Lusófona e em Portugal continental e ilhas.
Ao longo da carreira, recebeu distinções em Portugal e no Brasil pelo trabalho na área das migrações, da comunicação e da promoção cultural, integrando diversas academias literárias e instituições históricas.
É vice-presidente da Associação Mais Lusofonia, com sede em Castelo Branco; diretor de Relações Internacionais da Sociedade de Excelência Luso-Brasileira; com sede em São Paulo; integra a direção da Casa do Brasil – Terras de Cabral, com sede em Belmonte/Covilhã; Presidente da Assembleia Geral da Plataforma, entidade que atua na defesa da comunicação social da diáspora portuguesa, com sede na Europa. É também “Chanceler” na aproximação cultural entre Brasil e Portugal, título reconhecido pelo Ministério da Cultura do Brasil, através da Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística, entre outras entidades e ações. Colabora, também, há cerca de cinco anos com o jornal Diário da Lagoa, na ilha de São Miguel, nos Açores.
Assumiu recentemente como membro da Comissão de Cidadãos de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas no âmbito do “Projeto Os 230”, na segunda Edição das Comissões de Cidadãos na Assembleia da República portuguesa.
“O reconhecimento agora obtido em Londres reforça o nosso percurso de ligação entre comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e a afirmação da língua portuguesa como eixo de identidade e cooperação internacional. Há muito ainda por fazer, por isso, agradecendo à organização da Gala, aos profissionais do jornal As Notícias e da RTVLusa, e deixo um abração de gratidão e reconhecimento a todos os nomeados”, finalizou Ígor Lopes.

DL: O que o fez aceitar o convite para concorrer à presidência da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, como independente apoiado pelo Partido Socialista?
É uma história engraçada. Como é sabido, em 2013, fui o número dois da lista encabeçada pelo atual presidente da Câmara da Ribeira Grande. Fiz o primeiro mandato e ganhei o gosto pela política. Desta vez, fui desafiado por algumas pessoas a liderar um movimento cívico e comecei a perceber o que seria necessário, os custos, etc. Recebi apoio de muitas pessoas, mas tive que parar para pensar porque, para Rabo de Peixe, um movimento cívico com todas as mudanças que acarreta, poderia não ser devidamente identificado/reconhecido pelas pessoas. Por outro lado, um movimento cívico acarreta despesas e não estava em condições de investir dinheiro do próprio bolso. Assim sendo, desisti dessa ideia.
Na interrupção letiva da Páscoa, a Lurdes Alfinete foi à minha casa e sabendo da minha vontade desafiou-me a concorrer como independente com o apoio do PS-Açores. Após ponderação em família, acabei por aceitar.
DL: E não está arrependido…
Não, mas estes primeiros meses foram particularmente difíceis porque levei para casa muitos dos problemas da população. Na primeira semana recebi muitas pessoas aflitas devido a ordens de despejo, famílias com menores a seu cargo…
DL: Mas são ordens de despejo emanadas por quem?
São pessoas que estão a ver os seus contratos de arrendamento terminar e os proprietários não querem renovar os contratos, uns porque querem vender os imóveis, outros porque estão em situações de herdeiros e querem fazer as partilhas, outros ainda pretendem investir em alojamentos locais.
DL: Esta transição de passar a figurar numa lista do PSD para outra independente com o apoio do PS… Como foi para si esta mudança e que feedback recebeu das pessoas que lhe são mais próximas?
No início, nas redes sociais, houve alguns comentários do costume. Mas tanto na primeira situação, como nesta, candidatei-me na qualidade de independente. E quando fui convidado a encabeçar a lista à Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, a única condição que coloquei foi: a lista será totalmente feita por mim. E assim foi: escolhi o número dois, nós os dois escolhemos o número três e assim sucessivamente. Aliás, se prestarem atenção, a maioria das pessoas que aceitou integrar a nossa lista já tinha constado em listas do PSD. Mas são pessoas que se reveem na nossa forma de ser e de estar, nas nossas ideias, e isso é muito importante. Para liderar uma junta de freguesia, mais importante que a questão partidária, é a proximidade com as pessoas.
E a verdade é que eu, na rua, sempre senti o apoio das pessoas. Sou um filho da terra e para além de morar e trabalhar aqui, já fui escuteiro, pertenço aos movimentos da igreja e as pessoas souberam retribuir.
DL: Obviamente que ninguém se candidata para perder, mas acreditava que era possível ganhar?
Quando me candidatei, numa fase muito inicial, o meu discurso foi de contenção. Estava a candidatar-me contra dois adversários: contra Jaime Vieira que estava a sair da junta de freguesia e era o candidato à Câmara e contra a Anália que era a número dois do Jaime Vieira e candidata à presidência da junta de freguesia. Mas à medida que fomos saindo para a rua, senti que as coisas poderiam correr bem.
Somente entre o final da primeira semana de campanha e o início da segunda é que senti que poderia não ganhar porque as pessoas deixaram de nos acompanhar na rua, não via bandeiras do PS na rua, nas janelas, não via os miúdos. Notei um afastamento das pessoas na rua, mas felizmente não foi assim nas urnas.
DL: Qual a explicação para esse afastamento súbito das pessoas?
Havia medo! As pessoas vinham ter comigo e diziam: “estou noutra lista, mas vou votar em ti”. Ou “não posso estar contigo na rua, mas vou votar em ti”. Senti, e não foram poucas, que as pessoas estavam com medo. Mais parecia uma ditadura. Senti muito isso.
DL: Olhando para trás, revendo o percurso de meses até à noite eleitoral, qual foi a sua reação quando soube que tinha ganho as eleições?
No dia das eleições… aquilo é um ambiente horrível nas secções de voto. E sem fugir à questão, gostaria muito de retirar as eleições daquele espaço. Percebo que é próximo das pessoas, mas também é próximo de cafés, de oferta de álcool, e numas eleições com esta proximidade senti alguma tensão. Quando fui levar a minha esposa para integrar as mesas de voto atiraram-me uma pedra ao carro. Depois fui levar a minha mãe a votar e nem saí do carro. Quando fui votar à tarde, fiquei numa zona mais afastada e ouvi comentários a favor, outros contra, mas senti o ambiente muito tenso. Decidi ir embora pensando que estava perdido.
Ao final do dia, quando começaram a sair os resultados, estávamos com uma vantagem de duzentos votos por mesa. E o que era uma tristeza inicial foi-se transformando numa alegria imensa. Fiquei muito feliz, mas à noite, em casa, depois de tudo, veio o peso da responsabilidade.
DL: E que junta de freguesia encontrou no primeiro dia?
Foi caricato… Combinamos vir todos juntos. Quando chegamos já tínhamos oito senhoras à porta a dizer que íamos “oferecer casas”. Isto foi um sinal daquilo que encontrei, ou seja, as pessoas estavam sedentas de uma mudança e, também, de respostas. Respostas a questões que alguém andou a espalhar.
Encontramos uma junta de freguesia com poucos recursos humanos e no presente ainda são menos. Confrontando o executivo cessante o que nos foi explicado foi que as pessoas foram convidadas a ficar, mas a maioria quis regressar à câmara, pois são funcionários camarários que estavam ao serviço da junta de freguesia. Outros, porém, estavam a fazer programas de emprego e também regressaram à câmara.
Tínhamos quatro varredores, um jardineiro e um roçador. Naquela mesma altura, e isto aconteceu, é o que é, foram colocadas seis pessoas ao abrigo de um programa ocupacional. E após o apuramento dos resultados eleitorais, essas mesmas pessoas foram chamadas à câmara e recolocadas noutros locais. Algumas delas vieram fazer força junto de nós para regressarem a Rabo de Peixe e dessas seis, quatro voltaram. Neste momento temos dois varredores, um jardineiro e um roçador.
DL: E administrativos?
No registo do quadro de pessoal a Junta de Freguesia de Rabo de Peixe chegou a ter oito pessoas. Neste momento são três.
DL: Houve algum “mau perder” na base destas mudanças?
Não sei se foi mau perder. Sei que terminamos a passagem de pastas após a hora do expediente e já não havia funcionários ao serviço. Na manhã seguinte fiz questão de voltar à junta e já não encontrei o mesmo número de funcionários. O que sei é que eles dizem que foram chamados de volta à câmara, o presidente diz que voltaram por vontade própria. Foi vingança? Não sei! O que sei é que há histórias diferentes. O que sei é que há doze anos a casa continuou cheia apesar da mudança de executivo. Desta vez não senti isso. Não sei o futuro, mas no dia que sair da junta de certeza que não irei deixá-la como a recebi.
DL: E a nível financeiro, como encontrou a Junta de Freguesia de Rabo de Peixe?
O financiamento funciona por duodécimos, ou seja, as verbas são transferidas mensalmente. No dia 5 de novembro tínhamos cêntimos para combustível e alguns euros para apoio social. As verbas foram chegando e à medida que iam entrando já tinham para onde ir. Também, por esse motivo, optamos por não investir muito nas celebrações de Natal e passagem de ano. O pouco dinheiro que tínhamos foi para apoiar famílias com alimentos.
Tomamos essa decisão porque houve responsáveis de supermercados que nos telefonavam a dizer “tens de apoiar esta família porque veio comprar pescoços de galinha para fazer a ceia de Natal”. Não poderia investir em fogo-de-artifício na passagem de ano sabendo que havia pessoas a passar fome. Sei que não vou acabar com a fome, mas com o pouco dinheiro que tínhamos colocamos algum alimento na mesa de quem precisava.
O orçamento da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe é elevado. São cerca de 800 mil euros. É muito dinheiro. Metade desse valor transita de 2025, na medida em que são verbas de contratos com o governo e a câmara que ainda não foram transferidas na totalidade.
Resumidamente: tínhamos um saldo de 300 mil euros de dívida, mas que correspondem aos valores que falta receber por parte da câmara ou do governo.
DL: A curto/médio prazo quais são as prioridades? Ou seja, o que é que é emergente acudir no imediato e o que pode aguentar mais uns tempos com um penso rápido?
A nossa grande aposta tem sido a limpeza. Só numa semana fizemos trinta e cinco transportes de lixo. Se somarmos a isso os verdes, ultrapassou os quarenta. Com os poucos recursos disponíveis, creio que demos um sinal claro do que pretendemos em termos de limpeza.
O executivo anterior candidatou a junta de freguesia ao programa Eco-Freguesias. E de acordo com o programa, à nossa entrada, estávamos num nível muito baixo e dificilmente conseguiríamos chegar ao nível 10. Não só o alcançamos, como o superamos. Atingimos os objetivos, o que significa que em pouco mais de dois meses fizemos mais do que havia sido feito nos dez anteriores. Mas não basta limpar. É preciso investir muito na parte pedagógica/educativa. Esta será uma das prioridades.
Com o apoio da Câmara da Ribeira Grande e do Governo Regional dos Açores, a habitação é outra das nossas preocupações. A Junta de Freguesia de Rabo de Peixe não tem meios para fazer rigorosamente nada no que concerne à habitação. É triste, mas é mesmo assim. Cabe-nos encaminhar, ser o rosto da população, mas só com o apoio da câmara e do governo é que poderemos apoiar as famílias.
A autarquia tem a medida dos 35 mil euros anunciada em campanha e que espero seja colocada em prática para apoio na aquisição de primeira habitação. A autarquia também pediu que ajudemos a procurar terrenos que se possam lotear, mas sem o PDM aprovado fica difícil qual o terreno a indicar porque não sabemos se terá viabilidade para construção.
Obras urgentes, e para arrancar quanto antes, é a requalificação do coreto, a resolução da questão do passo quaresmal que se arrasta há dez anos, o muro de proteção que não se percebe se está pronto ou não e dar alguma dignidade ao espaço sem esquecer as casas de banho que só pela sua localização já são polémicas porque encontram-se numa zona nobre em frente a igreja e poderiam estar noutro local; mas também por estarem em cima de uma falésia. Se estamos a retirar as moradias da orla costeira devido ao risco que apresenta, que sentido faz construir casas de banho junto à orla costeira? Tenho algumas dificuldades em perceber se aquelas casas de banho estão realmente seguras. Para além disso, aquando das mais recentes chuvadas, foi necessário fechar as casas de banho porque entrava água por tudo o que é lado. Uma construção com apenas dois anos, deficiente, que já sofreu obras de adaptação porque não tem acesso a pessoas com mobilidade reduzida.
Inicialmente, o acesso para as casas de banho de homens e mulheres era o mesmo. Numa comunidade como Rabo de Peixe, que se calhar ainda não está preparada isso, foi necessário alterar o interior para que se criassem acessos exclusivos. Conclusão: é uma obra que não oferece a dignidade que Rabo de Peixe merece.
É nossa vontade dar início ao processo de procura de um local onde se poderá instalar a Casa das Associações, um espaço que dê repostas necessárias ao nível da pernoita de romeiros, intercâmbios culturais entre filarmónicas, escuteiros, etc. E podem perguntar: mas uma vila tão grande não tem casas para arrumar romeiros? A resposta é simples: neste momento não porque as casas estão sobrelotadas, com quatro ou cinco famílias a viver no mesmo espaço.
Depois há o estacionamento que em Rabo de Peixe é o que é. A rua do Rosário é o que se sabe. Os parques estão sempre cheios e os que não enchem é porque não têm videovigilância e ninguém quer ver o seu carro vandalizado. A variante à rua do Rosário talvez seja uma solução, mas isso está nas mãos do governo regional.