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Quando o amor é um luxo

Micaela Pimentel

Revi recentemente Moulin Rouge. Não por nostalgia, mas porque há filmes que pedem para ser revistos quando já não somos a mesma pessoa. À primeira vista, continua a ser o mesmo excesso: cores vibrantes, música alta, amores intensos e promessas grandiosas. Mas, desta vez, o que mais me ficou não foi o romance. Foi tudo o resto.

Moulin Rouge fala de amor, sim, mas fala sobretudo de quem pode amar livremente e de quem paga um preço por isso.

Satine é apresentada como estrela, desejo, fantasia. Mas rapidamente percebemos que, apesar do brilho, não lhe pertence quase nada: nem o corpo, nem o futuro, nem as escolhas. O amor, para ela, é um risco. Um luxo que não pode verdadeiramente permitir-se. Christian, pelo contrário, pode amar de forma idealista, pura, quase ingénua. Não porque ama mais, mas porque pode.

E é aqui que o filme deixa de ser apenas um musical e se transforma numa crítica social subtil, mas contundente. Nem todos amam em pé de igualdade. Nem todos sofrem com a mesma rede de proteção. A romantização da pobreza, do sacrifício e da dor torna-se bonita no ecrã, mas desconfortável quando pensamos nela fora da ficção.

Talvez por isso choremos tanto com este tipo de histórias. A ficção permite-nos sentir empatia sem responsabilidade. Sabemos que a tragédia termina com os créditos. Na vida real, não há música a subir no momento certo nem aplausos no fim do sofrimento.

Há histórias de amor, de perda e de luta que não cabem em duas horas de filme. Pessoas que não tiveram escolha, que nunca tiveram margem para errar, que vivem constantemente no limite entre sobreviver e desistir. Não há glamour nisso. Não há figurinos exuberantes nem frases memoráveis. Há cansaço. Há silêncio. Há dignidade ferida.

A arte ajuda-nos a reconhecer emoções, mas também pode anestesiar-nos se ficarmos apenas no conforto da história bem contada. Moulin Rouge lembra-nos que por trás da estética existe desigualdade e que o amor, esse sentimento que gostamos de pensar como universal, é profundamente condicionado pelo contexto social.

A música do filme insiste que “the greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return” (A coisa mais importante que alguma vez aprenderás é simplesmente amar e ser amado de volta). Talvez seja verdade. Mas talvez seja igualmente importante reconhecer que, para alguns, amar é um ato de coragem extrema, enquanto para outros é apenas uma possibilidade natural.

Rever Moulin Rouge foi, para mim, menos sobre romance e mais sobre empatia. Sobre perceber que nem todas as histórias podem acabar bem. E que a nossa sensibilidade não deve ficar reservada às personagens fictícias que nos comovem no sofá, mas estender-se às pessoas reais que vivem sem banda sonora, sem aplausos e sem garantias de final feliz.

Talvez a verdadeira crítica social comece aí: em não desligarmos a empatia quando o filme acaba.

Primeiro Encontro Nacional de Casas dos Açores reuniu líderes associativos em Lisboa

Encontro em Lisboa reuniu as quatro associações existentes e as duas em formação com o objetivo de criar uma rede nacional de cooperação

© SRAPC

No âmbito do primeiro Encontro Nacional de Casas dos Açores, realizado no sábado, dia 24, na Casa dos Açores de Lisboa, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, reiterou o compromisso do governo regional com as Casas dos Açores sediadas em território nacional, sublinhando a importância do reforço da cooperação e da criação de sinergias entre estas entidades.

A iniciativa, promovida pelo governo açoriano, contou igualmente com a presença do secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, e do diretor regional das Comunidades, José Andrade, que mencionou à nossa reportagem que o encontro reuniu, pela primeira vez, as quatro associações atualmente existentes: Casa dos Açores de Lisboa (1927), Casa dos Açores do Norte (1980), Casa dos Açores da Madeira (2019) e Casa dos Açores da Região Centro (2024), bem como duas outras que se encontram em fase de constituição: a Casa dos Açores do Algarve e a Casa dos Açores do Alentejo.

A iniciativa visa dois objetivos concretos e imediatos: por um lado, criar uma rede nacional de Casas dos Açores, que facilite a realização de iniciativas conjuntas e a implementação de atividades em itinerância (por exemplo, uma exposição sucessivamente apresentada em todas elas); por outro lado, aproveitar a localização estratégica das Casas dos Açores, que já preenchem quase todo o território português, para uma verdadeira promoção nacional dos produtos regionais que se encontram certificados com a Marca Açores”, explicou José Andrade, que sublinhou ainda que, “desta forma, as Casas dos Açores em território português reforçam a sua vocação estratégica de promover e valorizar a identidade cultural e a capacidade económica das nossas ilhas no nosso país”.

Por sua vez, e durante a sua intervenção, Paulo Estêvão destacou que “a criação e potenciação de encontros da rede nacional das Casas dos Açores permitirá fomentar sinergias e ampliar a capacidade de projeção e execução das ações que cada uma das casas desenvolve ao longo do ano”, defendendo uma atuação mais articulada e estratégica entre as diferentes entidades.

Ainda no seu discurso, Paulo Estêvão voltou a apelar à colaboração das Casas dos Açores na preparação e planificação das comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, cuja organização está a ser desenvolvida pela Secretaria Regional desde 2024 e que serão assinaladas em 2027.

O responsável governamental valorizou ainda o “enorme apoio” que os Açores estão a receber de entidades nacionais, da diáspora e de países e regiões com forte presença açoriana, sublinhando que esse envolvimento resulta do prestígio da Região e das suas comunidades.

Durante o primeiro Encontro Nacional de Casas dos Açores, foi também realizada uma ação de formação sobre a Marca Açores, com o objetivo de “capacitar as Casas para a promoção nacional dos produtos regionais, permitindo aos participantes conhecer as estratégias associadas à marca e refletir sobre formas de valorização e divulgação dos produtos açorianos”.

A este primeiro encontro poderão seguir-se outros em Portugal e este modelo poderá mesmo ser aplicado também a outros países, como, por exemplo, o Brasil, onde existe o maior número atual de Casas dos Açores: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Espírito Santo e Minas Gerais”, finalizou José Andrade.

Ponta Delgada com campanha de identificação de animal gratuita durante todo o ano

Iniciativa não se restringe apenas aos residentes do concelho de Ponta Delgada, abrangendo também os municípios de Vila Franca do Campo e da Povoação, através dos protocolos de colaboração existentes

© CM PONTA DELGADA

Decorre mais uma campanha gratuita de identificação de animais de companhia na ilha de São Miguel, uma iniciativa que se prolongará ao longo de todo o ano de 2026. Realizada através do Centro de Recolha Oficial (CRO) de Ponta Delgada, a campanha da Câmara Municipal não se limita apenas aos residentes do maior concelho açoriano, estendendo-se também aos municípios da Povoação e de Vila Franca do Campo, com os quais a autarquia mantém protocolos de colaboração. As sessões de identificação decorrem todas as sextas-feiras, no período da manhã, entre as 9h30 e as 12h00.

De acordo com nota de imprensa enviada pelo Município às redações, a medida visa combater o abandono animal e assegurar o cumprimento das normas legais em vigor, oferecendo aos proprietários a colocação gratuita de microchip, o registo na base de dados SIAC e a aplicação da vacina anti-rábica. Segundo a autarquia, no balanço do ano anterior, os dados revelam o impacto positivo da iniciativa, com o Centro de Recolha Oficial a identificar gratuitamente 1.099 animais, dos quais 587 foram atendidos especificamente no âmbito da campanha das sextas-feiras. No total das intervenções de 2025, foram abrangidos 503 canídeos e 84 felinos, números que a autarquia espera manter ou superar no presente ano.

A câmara sublinha ainda que esta campanha é fundamental para garantir o bem-estar animal e a segurança da saúde pública, dando cumprimento ao Decreto-lei n.º 82/2019 de 27 de junho. Os munícipes interessados em participar devem entrar em contacto com o Centro de Recolha Oficial de Ponta Delgada para proceder ao agendamento.

Lagoa com 19 grupos na 16.ª edição do Cantar às Estrelas

Iniciativa, que encerra o ciclo das festividades natalícias, decorre no próximo dia 31 de janeiro e integra as comemorações do aniversário da Sociedade Filarmónica Estrela d’Alva

© CM LAGOA

A cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, volta a cumprir a tradição no próximo dia 31 de janeiro com a realização da 16.ª edição do Cantar às Estrelas. A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Lagoa em parceria com a Igreja Matriz, conta este ano com a participação de 19 grupos, entre coletividades locais e convidados de outros concelhos. A concentração dos participantes terá lugar pelas 20h00, junto ao edifício dos Paços do Concelho, onde cada grupo realizará uma atuação inicial. Segue-se o habitual desfile pelas ruas da cidade, que culminará na Igreja Matriz de Santa Cruz para as últimas prestações musicais da noite.

Segundo nota de imprensa enviada ao nosso jornal pela autarquia lagoense, esta edição destaca-se pela forte adesão do tecido associativo local, contando com a presença das Sociedades Filarmónicas Estrela D’Alva, Lira do Rosário e Fraternidade Rural de Água de Pau. Participam ainda o CATL – O Borbas, as Escolas Básicas Integradas de Lagoa e Água de Pau, a Associação Musical de Lagoa, o Grujola e diversos grupos de cantares tradicionais das freguesias de Santa Cruz, Rosário, Cabouco e Água de Pau. A estes juntam-se os grupos convidados Vozes do Mar do Norte, da Ribeira Grande, e Vozes da Vila, de Vila Franca do Campo.

O evento está integrado nas comemorações do 139.º aniversário da Sociedade Filarmónica Estrela d’Alva e nas festas em honra da sua padroeira, servindo simultaneamente para encerrar as festividades da quadra natalícia. O programa festivo em Santa Cruz inicia-se a 28 de janeiro, com a abertura do quarto ornamentado na sede da filarmónica e a procissão de velas na ermida de Nossa Senhora do Cabo. Antes do ponto alto das “Estrelas”, na sexta-feira, dia 30, a Igreja Matriz recebe um concerto da Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva pelas 20h30. As celebrações terminam no domingo, 1 de fevereiro, com a eucaristia e procissão solene em honra de Nossa Senhora da Estrela.

Mónica Seidi recebe novos médicos internos e destaca medidas de fixação no SRS

Entre as novidades, a governante destacou a adesão de 85% à dedicação plena e o preenchimento de novas vagas de especialidade em 2026

© SRSSS

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, presidiu na passada sexta-feira, 23 de janeiro, em Ponta Delgada, à cerimónia de receção dos novos médicos internos. O momento assinala o início de uma nova etapa formativa no Serviço Regional de Saúde (SRS) e reafirma o compromisso do Governo regional dos Açores com a valorização da carreira médica.

De acordo com nota de imprensa enviada às redações, a secretária regional dirigiu-se aos jovens profissionais, sublinhando a importância do seu papel no arquipélago. “Sintam-se parte integrante do SRS e do nosso sistema de saúde, porque efetivamente precisamos de todos vós”, afirmou a governante, destacando o esforço para tornar a região mais competitiva através da modernização tecnológica e novos equipamentos.

Mónica Seidi deixou também um apelo ético aos presentes, pedindo que “nunca descurem o lado mais humanista da carreira médica, que é sem dúvida o mais nobre desta profissão”. Para a governante, a humanização e a inovação devem caminhar juntas para garantir a qualidade dos cuidados prestados aos açorianos.

A governante enumerou ainda medidas da coligação PSD/CDS-PP/PPM, como o suplemento de 200 euros mensais para orientadores de formação. Destacou também o regime de dedicação plena, que conta com 85% de adesão dos médicos elegíveis. Segundo a secretária, estes números demonstram a “atratividade e eficácia da medida” no contexto regional.

No plano contratual, foi realçado o Acordo de Contrato de Trabalho de 2025, que introduziu melhorias no regime de férias e na proteção à maternidade. Mónica Seidi sublinhou ainda que, em 2026, a região conseguiu preencher vagas em especialidades como Pediatria, Medicina Física e de Reabilitação, na Terceira, e Medicina de Urgência, em Ponta Delgada.

A cerimónia reflete, segundo a governante, a aposta contínua na formação, fixação e valorização dos profissionais de saúde. Estes são, para o Executivo, os pilares “essenciais para a sustentabilidade e qualidade do SRS”.

Povoação celebra Carnaval com Matiné no Pavilhão Multiusos

Evento, dedicado às famílias e aos mais novos, terá lugar no dia 15 de fevereiro e contará com o habitual concurso de fantasias e animação musical

© CM POVOAÇÃO

O Pavilhão Multiusos da Vila da Povoação, na ilha de São Miguel, vai transformar-se num palco de fantasia e animação no próximo dia 15 de fevereiro, pelas 15 horas, com a realização da grande Matiné de Carnaval. A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal da Povoação, é especialmente dedicada às crianças e famílias, esperando-se a presença de centenas de foliões prontos para dar asas à imaginação com os seus disfarces.

A animação da tarde estará garantida com as atuações do Palhaço Pezinho e do DJ Maçaroca, que prometem assegurar momentos de alegria e convívio ao longo de todo o evento. Um dos momentos mais aguardados será o tradicional Concurso de Fantasias, que se divide em duas categorias etárias: dos 0 aos 5 anos e dos 6 aos 14 anos. O júri terá a missão de selecionar as melhores indumentárias com base na criatividade e originalidade, sendo atribuídos prémios monetários aos vencedores de cada escalão.

Todos os anos, a autarquia povoacense dedica o Domingo Gordo aos mais novos, reforçando o convite a todas as crianças do concelho e visitantes para participarem nesta festa que celebra o espírito carnavalesco e a partilha entre gerações. Em nota de imprensa enviada aos jornais, a Câmara Municipal convida assim todas as famílias a juntarem-se à celebração, “garantindo um Carnaval vivido com intensidade, segurança e animação no coração da sede do concelho”.

Pilar da Bretanha acolhe apresentação do novo livro de Cristina Farias Freire

Apresentação da obra infantojuvenil “O menino que não gostava de comer” reuniu a comunidade local e figuras do setor editorial e cultural

Cristina Farias Freire é natural do Pilar da Bretanha e considera-se uma apaixonada pela escrita © DL

A sede da Junta de Freguesia do Pilar da Bretanha, no concelho de Ponta Delgada, foi o palco, este sábado, 24 de janeiro, da apresentação da obra infantojuvenil “O menino que não gostava de comer”. O evento reuniu a comunidade local e figuras do setor editorial e cultural.

O presidente da Junta de Freguesia local, Hugo Correia, fez as honras da casa, destacando o apoio da autarquia local à cultura e aos talentos da terra. Foi neste ambiente de proximidade que a escritora Cristina Farias Freire, natural daquela freguesia, apresentou o seu mais recente projeto literário perante uma plateia que encheu a sala.

Sob a chancela da editora Sonho Com Estante, a obra “O menino que não gostava de comer”, lançada originalmente em dezembro passado, foca-se no público infantil entre os 7 e os 9 anos de idade. Escrito com uma narrativa assente em rimas e numa mensagem de positividade, o livro aborda o tema da alimentação de forma pedagógica e como um desafio do comportamento infantil através de uma perspetiva lúdica.

Livro foi inspirado nos momentos partilhados entre a autora e o seu filho Noé © DL

A apresentação oficial esteve a cargo de Ana Isabel d’Arruda, professora primária, escritora e poetisa, que partilhou a emoção de ver uma antiga aluna singrar no mundo das letras. O evento contou ainda com a participação de Joana Caetano Vieira, autora e CEO da Sonho Com Estante, através de uma mensagem em vídeo, e de Clife Botelho, diretor do Diário da Lagoa, que interveio presencialmente para reforçar a importância da promoção da leitura junto das novas gerações.

A sessão incluiu também uma vertente dinâmica dedicada aos mais novos, com a estudante de Educação Básica Raquel Costa Pedro a dar voz à história numa sessão de leitura que cativou os pequenos leitores presentes. Este novo título de Cristina Farias Freire reafirma o dinamismo da literatura infantojuvenil na região, oferecendo a famílias e educadores uma nova ferramenta pedagógica.

Segundo nota no seu mais recente livro, Cristina Farias Freire trabalha há aproximadamente duas décadas no CATL da Casa de Povo de Santo António, “acompanhando crianças com dedicação e entusiasmo”. Apaixonada pela escrita, estreou-se em 2016 com “A menina que dançou com as ondas” tendo vencido o concurso literário com o conto “História para embalar meninos reguilas”, publicado pela mesma editora e apresentado na RTP Açores. “O menino que não gostava de comer” foi inspirado nos momentos partilhados com o filho Noé que inspirou a obra.

Alunos da Lagoa descobrem os Paços do Concelho em visita pedagógica

Iniciativa inserida nas comemorações dos 50 anos do Poder Local levou turmas do 4.º ano da Escola Dr. Francisco Carreiro da Costa a conhecer o funcionamento da autarquia

© CM LAGOA

As turmas do 4.º ano da EB1/JI Dr. Francisco Carreiro da Costa, na cidade da Lagoa, ilha de São Miguel, visitaram recentemente os Paços do Concelho da Lagoa, numa iniciativa que visou aproximar os estudantes das instituições democráticas. Recebidos pela vereadora da Educação, Albertina Oliveira, os alunos tiveram a oportunidade de percorrer os serviços camarários e compreender a dinâmica administrativa do município. Segundo a autarca, esta proximidade é fundamental para que os jovens entendam o impacto direto da autarquia no seu quotidiano, referindo que “esta iniciativa permite dar a conhecer o funcionamento e os serviços sediados no edifício, promovendo a compreensão das instituições democráticas desde tenra idade”.

No ano em que se celebram os 50 anos do Poder Local, a visita assumiu um caráter particularmente pedagógico. Durante o percurso, Albertina Oliveira explicou as competências do executivo lagoense e da Assembleia Municipal, sublinhando que o reforço do conhecimento cívico é uma prioridade. “É essencial incentivar a participação ativa e informada na vida da comunidade, fomentando a cidadania e a responsabilidade cívica dos alunos”, destacou a vereadora, realçando ainda o papel dos diversos funcionários que asseguram o funcionamento do concelho.

Este momento de partilha entre a escola e a autarquia serviu não só para desmistificar a gestão municipal, mas também para estreitar laços entre as instituições e a comunidade local. Ao encerrar a visita, a responsável pelo pelouro da Educação reforçou que este tipo de experiências é crucial para formar cidadãos mais conscientes, afirmando que o objetivo passa por “reforçar a ligação entre a escola, a autarquia e a comunidade, garantindo que os jovens se sintam parte integrante do desenvolvimento do seu território”.

Bombeiros de Vila Franca do Campo com novos meios e investimento na Proteção Civil

Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, entregou novos equipamentos à corporação vilafranquense, num investimento que visa modernizar a capacidade de resposta operacional no concelho e na ilha de São Miguel

© MIGUEL MACHADO/GRA

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, entregou esta quarta-feira, 21 de janeiro, novos meios à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo, reforçando a estratégia regional de valorização da Proteção Civil. “É com grande sentido de responsabilidade pública, de respeito pela vossa missão e de reconhecimento pela vossa entrega que hoje assinalamos o reforço dos meios e das capacidades operacionais desta corporação”, afirmou o governante, dirigindo-se aos operacionais presentes na cerimónia.

Durante o evento, foram apresentados três novos equipamentos: um autotanque pesado de 300 mil euros, um auto-comando de 43 mil euros e uma ambulância de socorro, no valor de 73 mil euros. “Este ano estamos a colocar ao serviço desta corporação três equipamentos essenciais, que reforçam de forma concreta a vossa capacidade operacional”, sublinhou Bolieiro, inserindo este investimento num esforço global do Executivo que já ultrapassa os 5,8 milhões de euros em todo o arquipélago. Segundo o Presidente do Governo, trata-se de “uma estratégia sólida de modernização e reforço da Proteção Civil em todas as ilhas”.

A par dos meios materiais, o líder do executivo açoriano destacou a importância da valorização profissional, lembrando que a base salarial da carreira nos Açores é agora de 1.014 euros. “A valorização dos bombeiros não é apenas um discurso, é uma realidade concreta, visível e sustentada”, realçou, acrescentando que este aumento é “um compromisso com a dignidade da profissão e com a justiça para quem assume riscos em nome do bem comum”.

No que diz respeito ao futuro da corporação — que em 2025 respondeu a 1.103 ocorrências —, José Manuel Bolieiro confirmou que o projeto de um novo quartel está em fase de análise e estimativa de custos, garantindo que “trata-se de um processo sério, progressivo e fundamentado”.
A cerimónia, que incluiu a entrega de distinções honoríficas, contou com a presença de várias autoridades regionais e municipais, como a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, Graça Melo.

Baile Verde e Amarelo celebra 21 anos de folia na Vila da Povoação

Emblemático evento de Carnaval acontece a 16 de fevereiro no Pavilhão Multiusos da Povoação. As entradas já estão à venda e a organização mantém a tradição de permitir a entrada de farnéis

© CM POVOAÇÃO

A edição deste ano do Verde e Amarelo assinala o 21.º aniversário de um dos eventos emblemáticos do calendário carnavalesco da ilha de São Miguel. O baile terá lugar no dia 16 de fevereiro, no Pavilhão Multiusos da Vila da Povoação, prometendo transformar a localidade no centro da animação micaelense com uma noite marcada pelo convívio e pela tradição.

Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia local, fiel à identidade que construiu ao longo de duas décadas, o evento mantém a permissão de entrada com os mais variados farnéis, reforçando o espírito popular e descontraído que o caracteriza. A animação musical deste ano estará a cargo dos grupos Atlantic Musix e Meio Q’ é Samba, contando ainda com a presença do DJ Maçaroca, que garantirá a energia festiva até ao final da noite.

Um dos pontos altos da celebração será o Concurso de Fantasias, uma aposta renovada da Câmara Municipal da Povoação para incentivar a criatividade dos foliões. O concurso irá premiar os três melhores disfarces com valores de 300, 200 e 100 euros, respetivamente.

Os bilhetes individuais já se encontram à venda por 7,50 euros, sendo a entrada gratuita para crianças até aos 12 anos. Para quem procura maior conforto, estão também disponíveis mesas pelo valor de 60 euros, que incluem a oferta de seis ingressos. Os interessados podem adquirir as entradas na Tesouraria da Câmara Municipal da Povoação ou, em Ponta Delgada, no Azores Ticket Office.