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Arquipélago com novo programa de residências artísticas

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O novo programa de residências artísticas “Ilhas Revisitadas”, dirigido a Iniciativa assinala o centenário da publicação do livro “As ilhas desconhecidas” propondo uma homenagem crítica à obras e às ilhas. artistas contemporâneos naturais ou residentes nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, tem inscrições abertas entre 15 de novembro e 15 de dezembro de 2025. A iniciativa, da responsabilidade do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas dos Açores, na Ribeira Grande, assinala o centenário da publicação de As Ilhas Desconhecidas de Raúl Brandão, propondo uma homenagem crítica e poética à obra e aos territórios insulares portugueses. Está iniciativa é desenvolvida em conjunto com as seguintes entidades: Agência de Promoção da Cultura Atlântica (APCA), CHAM – Centro de Humanidades e o MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira. 

Com este programa, artistas de ambos os arquipélagos são convidados a apresentar projetos que dialoguem com a experiência da insularidade, revisitada à luz da criação contemporânea. À semelhança da viagem de Brandão, as residências promovem um movimento de atravessamento simbólico e físico entre ilhas: um convite a “habitar a ilha do outro” e a criar a partir da fricção entre o familiar e o desconhecido.

“Da experiência residencial resultarão duas exposições finais, a realizar na ilha de São Miguel (Açores) e na Madeira, onde serão apresentados os projetos desenvolvidos. Estas exposições pretendem abrir espaço para novas leituras sobre os arquipélagos, revelando olhares atentos às texturas do território, às vozes subterrâneas da paisagem e às histórias que ecoam há gerações sobre o mar e a terra”.

“Ilhas Revisitadas” constitui, assim, uma proposta de escuta, deslocação e reinterpretação poética da insularidade — um encontro entre artistas, ilhas e tempos, onde o passado literário de Raúl Brandão se cruza com o presente criativo dos territórios.

Lagoa associa-se à Semana Europeia da Prevenção dos Resíduos

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O Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa (CEFAL) volta a integrar a 16.ª Semana dos Resíduos dos Açores, inserida na 17.ª Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, que decorre de 22 a 30 de novembro.

A edição deste ano centra-se na temática dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE), sob o tema “Liga o Valor, Desliga o Resíduo”. Procura alertar para a correta gestão dos resíduos, divulgar os destinos adequados para o seu encaminhamento e reforçar a importância da redução da produção de resíduos.

Num contexto cada vez mais marcado pela tecnologia, o município associa-se novamente a esta iniciativa, promovendo, durante toda a semana, uma ação de recolha de resíduos eletrónicos em todas as juntas de freguesia do concelho e no Parque de Resíduos de Lagoa.

No concelho de Lagoa, a recolha regular e gratuita, realizada na casa do detentor, de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) ocorre às terças e sextas-feiras, mediante marcação prévia. Os pedidos podem ser solicitados até às 15h00 do dia útil anterior, através do e-mail ambiente@lagoa-acores.pt ou do telefone 296 960 600. Os REEE podem também ser entregues gratuitamente no Parque de Resíduos de Lagoa, no Caminho da Guia, freguesia do Rosário, de segunda a sábado, entre as 09h00 e as 16h00.

A quantidade de REEE gerada anualmente na União Europeia continua a aumentar e já constitui um dos fluxos de resíduos que mais cresce. Entre estes resíduos incluem-se telemóveis, computadores, televisores, frigoríficos, eletrodomésticos, lâmpadas, painéis fotovoltaicos, pilhas, baterias e outros equipamentos.

Os REEE contêm materiais complexos, alguns perigosos, que exigem uma gestão adequada para evitar impactos ambientais e riscos para a saúde. Muitos destes dispositivos possuem recursos raros e valiosos, passíveis de recuperação e reutilização através de processos de reciclagem eficazes.

Todos os anos, os estados da União Europeia colocam no mercado cerca de 14,4 milhões de toneladas de equipamentos elétricos e eletrónicos, sendo recolhidas aproximadamente 5 milhões de toneladas de REEE — uma média de 11,2 kg por pessoa.

Exposição do Diário da Lagoa chega a centenas de pessoas

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A exposição dos 11 anos do lançamento da edição impressa do Diário da Lagoa (DL) que esteve patente no mês de outubro no Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA), na cidade da Lagoa, foi visitada por 425 pessoas, segundo dados recolhidos pelo OVGA.

A seleção de capas e páginas soltas do DL dos últimos 11 anos está agora na Escola Secundária de Lagoa desde o primeiro dia de novembro e podem ser visitadas pelos alunos e comunidade educativa escolar durante o horário de funcionamento da escola.

A exposição vai também rumar aos Estados Unidos da América através do cronista mais antigo com presença regular no DL, Roberto Medeiros, que irá expor a seleção de primeiras páginas dos jornais dos últimos 11 anos no Portugalia MarketPlace, em Fall River, e também na Biblioteca da Casa da Saudade, em New Bedford, Massachussets.

Nessa mesma mostra serão ainda integradas igualmente todas as crónicas que Roberto Medeiros escreveu até à data, perfazendo um total de 83 páginas.

Governo regional surpeendido pela decisão da Ryanair de deixar de voar para os Açores

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A Ryanair vai deixar de voar para os Açores a partir de março de 2026. A decisão foi avançada pela companhia aérea de baixo custo no seu site online. A transportadora diz que os Açores vão perder seis rotas e 400 mil passageiros. A decisão deve-se ” às elevadas taxas aeroportuárias (definidas pelo monopólio aeroportuário francês ANA) e à inação do Governo português, que aumentou as taxas de navegação aérea em +120% após a Covid e introduziu uma taxa de viagem de 2€, numa altura em que outros Estados da UE estão a abolir taxas de viagem para garantir o crescimento de capacidade, que é escasso”.

Em comunicado, a Ryanair diz que “o monopólio da ANA não tem qualquer plano para aumentar a conectividade de baixo custo com os Açores. A ANA não enfrenta concorrência em Portugal – o que lhe permitiu obter lucros monopolistas, aumentando as taxas aeroportuárias portuguesas sem qualquer penalização – numa altura em que aeroportos concorrentes noutros países da UE estão a reduzir taxas para estimular o crescimento”. 

O Governo dos Açores já reagiu à notícia. Em comunicado, a secretaria regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas “manifesta surpresa perante o comunicado oficial da Ryanair emitido hoje relativamente à operação para a Região Autónoma dos Açores, porquanto a Visit Azores acompanha atentamente a operação dessa companhia aérea na Região”.

O executivo garante que a Visit Azores “está ativamente empenhada e a manter contactos diretos e regulares com a Ryanair, pelo que o comunicado emitido hoje é entendido como extemporâneo, contrariando inclusivamente notícias e declarações recentes do CEO da companhia em que afirmava a vontade de investir nos Açores e reativar a base operacional em Ponta Delgada”.

A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas mantém-se expectante relativamente ao trabalho que está a ser desenvolvido pela Visit Azores, reconhecendo que “decorre um complexo processo de interação, que envolve várias entidades, e sinalizando, porém, que há, hoje, como já aconteceu em situações passadas, questões alegadamente relacionadas com taxas aeroportuárias e ETS alheias à região”.

 

A Crise Aérea dos Açores: Quando o Governo Perde o Rumo

Venicio da Costa Ponte
Vice coordenador da Iniciativa Liberal Açores

A decisão da Ryanair de cancelar todos os voos de e para os Açores a partir de 29 de março de 2026 não é apenas mais um episódio turbulento na aviação europeia. É um sinal claro de que algo estruturalmente profundo falhou na gestão da conectividade aérea da região. E, apesar de todos os constrangimentos operacionais associados ao arquipélago, meteorologia imprevisível, dispersão territorial, custos inerentes ao insularismo, essas dificuldades não chegam para justificar uma perda tão grave.

A própria companhia aérea foi explícita: a responsabilidade recai sobre dois alvos bem definidos, a ANA, que detém o monopólio da gestão aeroportuária, e o Governo português, cuja “inação” é criticada pela transportadora. Segundo a Ryanair, as taxas aeroportuárias continuam a subir sem contrapartidas em conectividade, as taxas de navegação aérea aumentaram 120% após a pandemia, e foi ainda introduzida uma taxa adicional de 2 € por passageiro num momento em que vários países europeus fazem precisamente o contrário. Por fim, a crítica estende-se ao ETS europeu, que penaliza regiões remotas como os Açores, mas isso apenas reforça a necessidade de uma atuação governamental robusta — não a dispensa.

É aqui que se torna impossível ignorar uma realidade desconfortável: a região tem sido incapaz de garantir um quadro estável, competitivo e previsível para as companhias aéreas que operam no arquipélago. As low-cost não abandonam um destino por capricho; fazem-no quando as contas deixam de fechar. E o que a Ryanair diz sobre os Açores é grave: o ambiente regulatório português, associado ao monopólio aeroportuário, tornou o destino insustentável quando comparado com alternativas na Europa.

Enquanto isso, o Governo Regional mantém um discurso que, apesar de politicamente prudente, pouco acrescenta à resolução do problema. Entre afirmações como “fizemos o que tínhamos a fazer” ou expectativas de que a companhia “honre os compromissos”, não surgem medidas concretas, renegociações eficazes ou um plano plurianual de conectividade que dê garantias à economia regional. A ausência de respostas públicas firmes às acusações da Ryanair contrasta com o impacto económico anunciado: perder-se-ão ligações diretas para Londres, Bruxelas, Lisboa e Porto, rotas críticas para a mobilidade e o turismo.

A acompanhar esta indefinição política, o setor privado faz soar os alarmes. O alojamento local, que já alertara para perdas superiores a 30% se a companhia reduzisse operações, enfrenta agora um cenário drasticamente pior. A economia açoriana, altamente dependente da aviação, não pode funcionar com incerteza permanente.

É verdade: gerir aviação nos Açores é mais complexo do que gerir aviação na Madeira ou nas Canárias. O clima é mais instável, os custos são maiores e a fragmentação territorial exige uma logística mais exigente. Mas isso não torna a operação impossível. Torna-a, isso sim, dependente de governação competente, de visão estratégica e de políticas que compreendam, de facto, as regras da aviação moderna.

Num setor em que tudo depende de margens apertadas e previsibilidade, os Açores têm oferecido exatamente o contrário: decisões tardias, negociações opacas, hesitação permanente e uma estrutura tarifária nacional que penaliza especialmente a região. Sem alterar esse quadro, qualquer tentativa de atrair ou reter operadores será apenas cosmética.

O cancelamento anunciado pela Ryanair não é um aviso. É a consequência.

Para garantir o futuro da conectividade aérea açoriana, será necessário um programa quinquenal de incentivos estáveis, um organismo técnico dedicado exclusivamente à negociação com companhias aéreas, e uma estratégia clara que coloque Ponta Delgada como hub principal, não por preferência política, mas porque é assim que o mercado funciona.

Até lá, os Açores continuarão a perder altitude. E a responsabilidade não será do clima.

Pescadores preocupados com “crise insustentável” na pesca do chicharro em São Miguel

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A ASEMA – Associação Sete Mares dos Açores, em representação dos seus associados, vem manifestar publicamente a “sua profunda indignação preocupação perante a crise insustentável que se instalou na pesca do chicharro em são Miguel”.

De acordo com a nota de imprensa da mesma associação, “9 embarcações encontram-se seriamente prejudicadas, com atividade drasticamente reduzida e rendimentos cada vez mais baixos, colocando em risco o futuro de dezenas de famílias que dependem desta pescaria”.

“No último ano, cerca de 11 toneladas de chicharro foram encaminhadas para doação ou para aterro, por falta de condições de mercado que assegurassem a sua valorização, mínima. Este cenário representa um falhanço evidente na gestão do sector, traduzindo-se num desperdício inaceitável de recursos e num golpe direto na subsistência dos armadores”, indica a associação.

A ASEMA diz que não tem obtido qualquer resposta por parte do Governo regional: “o silêncio e a inação do Governo continuam a agravar uma situação que já é, por si só, dramática”.

“A ASEMA exige medidas imediatas, eficazes e transparentes. Caso o Governo Regional mantenha esta postura de falta de resposta e ausência de soluções, os armadores e pescadores ver-se-ão obrigados a tomar medidas drásticas de posição que poderão passar рог manifestações públicas, de forma a defender os seus direitos, a continuidade da atividade e a sobrevivência das suas famílias”.

Em comunicado, a associação em causa garante que “os pescadores de São Miguel não podem esperar mais”.

Trabalhos do projeto “Avó Veio Trabalhar” chegam à Madeira

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Os trabalhos do projeto A Avó Veio Trabalhar integram agora a exposição madeirense Island 2025 – Memories, patente no Funchal.

Esta nova edição, promovida pelo Art Center Caravel e pelo ARThub, em colaboração com a associação artística e cultural ARTE.M, reúne artistas de oito nacionalidades, celebrando a diversidade cultural e a vitalidade criativa que caracterizam este encontro.

Para a inauguração, algumas avós lagoenses fizeram questão de marcar presença na Madeira, reforçando o espírito comunitário e intergeracional do projeto.

Criado em 2015, o projeto “Islands” tem-se afirmado como um ponto de encontro vibrante entre artistas. Em 2025, o tema central é a Memória, explorada como resposta às rápidas transformações do mundo contemporâneo.

O projeto A Avó Veio Trabalhar afirma-se como um exemplo de inclusão, criatividade e valorização da sabedoria intergeracional. Ao integrar iniciativas artísticas de âmbito nacional e internacional, o projeto demonstra a força cultural das suas participantes e a relevância social do seu trabalho. Mais do que produzir peças artesanais, A Avó Veio Trabalhar cria laços, reforça identidades e dá nova visibilidade às histórias e memórias das avós lagoenses, tornando-se um verdadeiro motor de participação comunitária e de celebração do património humano local.

Avó Veio Trabalhar é um projeto criado em Lisboa, com trabalho na Lagoa sendo um hub criativo, que promove o envelhecimento ativo. 

Governo regional vai adquirir 12 ambulâncias para os bombeiros dos Açores

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A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, através do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, adjudicou um concurso público para a aquisição de 12 ambulâncias de socorro, num investimento total de 880.860,00 euros. “Este esforço integra-se numa estratégia abrangente do Governo dos Açores, que visa modernizar, expandir e reforçar a frota de ambulâncias ao serviço dos diversos corpos de bombeiros do arquipélago” indica a nota de imprensa do executivo regional.

Para Alonso Miguel, secretário regional com a tutela da Proteção Civil nos Açores, “estas novas viaturas, equipadas com tecnologia de ponta para o transporte e prestação de cuidados de emergência médica, irão não só aumentar a capacidade de resposta às emergências, como também garantir melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde e bombeiros envolvidos nas operações de socorro”.

O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, sob a tutela da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, desempenha um papel central na gestão do sistema de transporte terrestre de emergência médica nos Açores, sendo responsável por coordenar as operações de socorro e garantir a adequada prestação de cuidados de saúde extra-hospitalares em todo o território.

Para o governante, “a aquisição destas 12 novas ambulâncias representa mais um passo na consolidação do seu papel como entidade fundamental para a proteção e bem-estar da população açoriana”.

Alonso Miguel esclareceu que “este investimento se insere num plano mais vasto do Governo dos Açores, focado na melhoria contínua do Sistema de Proteção Civil Regional”.

“Ao dotar a Proteção Civil de meios mais modernos e eficientes, o Governo assegura que a resposta às emergências se torna cada vez mais rápida, eficaz e acessível a todos os habitantes das ilhas”, vincou.

A este investimento somam-se um conjunto de nove viaturas vermelhas, que incluem autotanques, prontos-socorros, Auto-Salvamentos, 19 Auto-comandos, nove ambulâncias de socorro, duas viaturas SIV e um reboque multivítimas, num investimento global previsto de 5,6 milhões de euros.

O secretário regional apontou que “todos estes investimentos representam um esforço financeiro significativo e refletem, de forma inequívoca, o firme compromisso do Governo regional dos Açores para com a melhoria das condições humanas e materiais dos corpos de bombeiros e com o reforço da capacidade de ação do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, em prol da proteção e salvaguarda das populações”.

Universidade dos Açores recebe Jornadas Internacionais de Resíduos

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A Universidade dos Açores recebe, pela primeira vez na Região, a 14.ª edição das Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos (JTIR), uma organização conjunta com a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental. O evento reúne técnicos de entidades gestoras, investigadores e expositores ligados à gestão de resíduos, num momento de debate sobre os desafios atuais da redução, reciclagem e valorização de resíduos, economia circular e mitigação de emissões.

O programa inclui três Sessões Paralelas e cinco Sessões Plenárias, dedicadas a temas como o impacto do turismo na gestão de resíduos, Ambiente 4.0, prevenção e reutilização, mineração urbana e prevenção do lixo marinho e plástico no oceano.

As sessões decorrem no Anfiteatro A.026 do Complexo Científico, com participação aberta à comunidade académica, mediante lotação disponível. 

Açores lançam todos os procedimentos de habitação do PRR em investimento de 65 milhões de euros

Luz verde a cerca de 150 procedimentos de concursos públicos para garantir a construção ou reabilitação de 767 casas até 2026

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O Governo regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego (SRJHE), confirma o lançamento de todos os procedimentos para a construção e requalificação de respostas habitacionais financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). 

De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela SRJHE, o investimento total previsto é de 65 milhões de euros. A secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, anunciou que foram lançados cerca de 150 procedimentos de concurso público, abrangendo projetos, revisões de projetos, empreitadas e fiscalização para a construção e reabilitação de habitações, bem como a infraestruturação de lotes para cedência.

O objetivo passa por disponibilizar um total de 767 respostas habitacionais que deverão estar concluídas, em execução ou a finalizar até 2026. A governante destaca que o maior investimento de sempre em habitação na região está a mobilizar o setor da construção civil.

Entre as intervenções em curso, encontra-se a construção de 52 novos apartamentos no empreendimento Detráz os Mosteiros, na Ribeira Grande, num investimento de 6,3 milhões de euros com financiamento PRR. Estas habitações serão colocadas no mercado em regime de arrendamento com opção de compra para jovens e famílias de classe média.

Segundo a SRJHE, a conclusão deste empreendimento era aguardada desde 2008, e só foi possível avançar após a decisão do atual Governo de coligação PSD/CDS/PPM de adquirir o empreendimento ao IHRU numa única prestação, em vez das oito prestações anuais que tinham sido acordadas pela governação anterior em 2020.

Maria João Carreiro lembra, em comunicado, que o arranque da execução do PRR para habitação foi desafiante devido à necessidade de regularizar a propriedade de loteamentos inscritos no Plano, para os quais não existiam registos em favor da região, como era o caso de Detráz os Mosteiros.

Para 2026, o Governo regional propõe investir 66 milhões de euros em habitação no Plano e Orçamento da Região, o que representa um aumento de 28 milhões de euros face a 2025, visando aumentar a oferta habitacional em colaboração com cooperativas de habitação, autarquias e investimento privado, e apoiar famílias na aquisição, construção ou arrendamento de habitação própria permanente.