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“Não existe Deus da guerra”: bispo de Angra recorda lição de Jesus na Semana Santa

D. Armando Esteves Domingues retoma ideia central do papa Francisco de que qualquer violência desenvolvida em nome de Deus é uma traição porque Ele “entra sempre no coração dos inocentes”

© IGREJA AÇORES/CR

O bispo de Angra afirmou, na alocução que fez na Celebração da Paixão do Senhor, na Sé de Angra, que qualquer instrumentalização de Deus para justificar a guerra ou a violência é um “ultraje” e uma “traição blasfema”, recuperando uma ideia repetida pelo Papa Francisco.

Na celebração, também conhecida como Hora Santa por marcar a hora da morte de Jesus, D. Armando Esteves Domingues afirmou que a verdadeira “grandeza e autoridade” residem em servir e proteger a vida, e não em dominar ou destruir.

Na cruz, Cristo entra “na solidão dos inocentes e transforma o desespero em oração”, afirmou destacando que este é “o critério ético maior daqueles a quem se confia a autoridade e o poder nas decisões que têm a ver com todos”.

A instrumentalização de Deus para justificar a guerra, a violência ou a imposição “é uma negação radical e definitiva da sua lição”.

“Não existe Deus da guerra e qualquer violência...

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