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O Baratismo

Rui Martins
Deputado pelo CDS-PP na ALRAA

Uma mistura de liberal do Google com um populista sul americano.

Presenciámos nos últimos anos, na Região e no nosso Parlamento, uma nova corrente política – o Baratismo.
O Baratismo é uma corrente que responde apenas ao ego de Nuno Barata. Mistura uma série de “la palissadas” retiradas do google, ou do manual “liberalismo para totós”, com tiradas populistas ao melhor estilo dos Milei desta vida, propondo terraplanar a organização administrativa tal como a conhecemos… apenas para a transformar no mesmo, mas com a sigla SA à frente. Assim que houver prejuízos na mira, será altura de o Governo voltar a pegar naquilo…

O que presenciámos em 3 anos de legislatura foi o tudólogo Nuno Barata, auto-intitulado especialista em generalidades, a afirmar que está sempre certo. Se contrariado, esbraceja e fala mais alto. Apenas se dá bem com quem, no momento, partilhar da sua visão, ou não se dá com ninguém, se ninguém subscrever a sua tese.

O problema do liberalismo é que necessita de duas coisas: concorrência e escala. Estas duas premissas, na grande maioria das áreas, são impossíveis na Região… faltará sempre uma delas.

Mas para o Baratismo, isso não é um problema, até porque quando corre bem, um liberal faz toda a diferença, quando corre mal, foi o Governo que não soube implementar.

Quem adere ao Baratismo fica coberto por um repelente, uma espécie de Teflon, em que nada é da sua responsabilidade.

Alegou que José Manuel Bolieiro não é de confiança. No entanto, já afirmou que está pronto para assinar um acordo com Bolieiro, caso este ganhe as eleições. Nesse particular, uma faceta bipolar que não o diferencia nada de José Pacheco.

Um exemplo claro do Baratismo é o caso de Pedro Ferreira (assessor de Nuno Barata e coordenador do IL Terceira) que algum tempo depois de ter anunciado, em congresso regional, que seria candidato a presidente do CDS-PP/Açores descobriu que afinal era liberal.

Pedro Ferreira é presidente do Rádio Clube de Angra, e esteve presente na última Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo a dar nota pública da insuficiência dos fundos do PROMEDIA (do Governo Regional) para fazer face a despesas com salários, subsídio de Natal e pagamentos a fornecedores.
Importa referir dois aspectos:

1 – Foi apresentado como um dos seis motivos para o IL reprovar o Orçamento Regional para 2024, o facto de neste constar uma verba para apoiar a Comunicação Social Regional, alegando estes que essa verba seria para “comprar” jornalistas, pagando-lhes o salário.

2 – Faz parte da comissão de análise de candidaturas ao PROMEDIA um representante da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores… que é Nuno Barata. Logo, se candidatou 12 mil euros e recebeu

4, não sei se está a acusar de incompetência o seu “chefe”.
Aqui está um exemplo perfeito do Baratismo, dizer uma coisa às segundas, quartas e sextas e outra às terças, quintas e sábados. Domingo, é dia de acender uma vela a John Locke e comprar criptomoedas.
Resumindo, toda a gente conhece Nuno Barata e o Baratismo. Toda a gente sabe da sua incapacidade para manter compromissos. É leal a si mesmo e aos seus interesses. Pagou um favor antigo a Vasco Cordeiro, precipitando eleições Regionais. Agora diz que está novamente disponível para acordos… Baratismo, só acredita quem quer.

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