
Os trabalhos do projeto A Avó Veio Trabalhar integram agora a exposição madeirense Island 2025 – Memories, patente no Funchal.
Esta nova edição, promovida pelo Art Center Caravel e pelo ARThub, em colaboração com a associação artística e cultural ARTE.M, reúne artistas de oito nacionalidades, celebrando a diversidade cultural e a vitalidade criativa que caracterizam este encontro.
Para a inauguração, algumas avós lagoenses fizeram questão de marcar presença na Madeira, reforçando o espírito comunitário e intergeracional do projeto.
Criado em 2015, o projeto “Islands” tem-se afirmado como um ponto de encontro vibrante entre artistas. Em 2025, o tema central é a Memória, explorada como resposta às rápidas transformações do mundo contemporâneo.
O projeto A Avó Veio Trabalhar afirma-se como um exemplo de inclusão, criatividade e valorização da sabedoria intergeracional. Ao integrar iniciativas artísticas de âmbito nacional e internacional, o projeto demonstra a força cultural das suas participantes e a relevância social do seu trabalho. Mais do que produzir peças artesanais, A Avó Veio Trabalhar cria laços, reforça identidades e dá nova visibilidade às histórias e memórias das avós lagoenses, tornando-se um verdadeiro motor de participação comunitária e de celebração do património humano local.
A Avó Veio Trabalhar é um projeto criado em Lisboa, com trabalho na Lagoa sendo um hub criativo, que promove o envelhecimento ativo.

Está a decorrer esta semana na Lagoa o projeto “A Avó Veio Trabalhar nos Açores,” que junta seniores para realizarem trabalhos manuais e artísticos.
As “avós” contaram agora com a visita e a colaboração especial da artista Sarah Lindsay, natural do Reino Unido e que atualmente vive e trabalha no seu estúdio em Melbourne, na Austrália.
Sarah Lindsay quis vir conhecer o trabalho artesanal dos Açores e colaborar na nova coleção do grupo açoriano do projeto “A Avó Veio Trabalhar,” segundo nota da Câmara Municipal da Lagoa (CML).
É uma artista têxtil, cujo trabalho consiste em tapeçarias de algodão. Recebeu a sua formação inicial na tapeçaria no Australian Tapestry Workshop, onde trabalhou como artista e diretora. Foi reconhecida pelo governo australiano, com o prémio “Fellowship Grant.” No ano passado, realizou residências artísticas em Quioto, no Japão, e em Lisboa.
A autarquia informa que o grupo do projeto “A Avó Veio Trabalhar nos Açores” tem vindo a crescer e conta agora com cerca de 20 “avós” do concelho da Lagoa, e com a integração dos centros de convívio da Atalhada e da Ribeira Chã. Os interessados em integrar o projeto podem contactar a Câmara Municipal da Lagoa.
A Avó Veio Trabalhar, com sede no continente português, apresenta-se como uma “hub criativa intergeracional, onde os laços sociais e emocionais são tricotados na comunidade local e onde os mais velhos podem ser eles próprios.”