Log in

Açores assumem-se como sede nacional da plataforma das Cozinhas do Mar

Protocolo entre governo regional e AHRESP coloca o arquipélago no centro da estratégia de valorização da gastronomia marinha e da economia azul a nível nacional

© GRA

A Região Autónoma dos Açores passou a ser o rosto oficial da valorização dos produtos marítimos em Portugal, com a apresentação da Plataforma Nacional das Cozinhas do Mar. A cerimónia, que teve lugar no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, foi presidida pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, e resulta de uma parceria estratégica com a AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal. Conforme detalha a nota de imprensa enviada pelo executivo, esta plataforma nasce de um protocolo assinado em fevereiro, durante a BTL, visando elevar o pescado e os recursos marinhos a ativos centrais da identidade económica e cultural do país.

Para José Manuel Bolieiro, a escolha dos Açores para acolher a sede desta plataforma nacional é um reconhecimento da “identidade de mar” que define o arquipélago, sublinhando que esta centralidade valoriza o país no seu todo. O governante destacou que o projeto é um pilar fundamental para a “economia azul”, focando-se na preservação de tradições gastronómicas e na promoção de práticas sustentáveis. No terreno, a iniciativa traduzir-se-á em ações concretas, como a criação de uma rota de restaurantes dedicados a produtos locais, a organização de workshops e o conceito “Restaurante ao Vivo”, que será replicado pelos vários municípios e ilhas da região.

Durante a apresentação, que contou com a presença do presidente da AHRESP, Carlos Moura, e dos secretários regionais Berta Cabral e Mário Rui Pinho, o líder do executivo açoriano salientou que, embora a região mantenha a sua competitividade em setores como a carne ou o queijo, o mar oferece uma vantagem diferenciadora. “Ser a sede nacional da plataforma das cozinhas do mar é, sobretudo, permitir a quem nos visita uma experiência de mar e de produto endógeno vantajosa”, explicou Bolieiro. O presidente do governo apelou ainda ao poder local para que colabore estreitamente com os empresários nesta missão de transformar a gastronomia numa “experiência inesquecível”, capaz de fidelizar visitantes e fortalecer o tecido empresarial açoriano.

Açores distinguidos com prémio Destino Revelação do Ano

© D.R.

Os Açores, com o projeto Rotas Açores, foram distinguidos com o Prémio Destino Revelação, atribuído pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

O Rotas Açores – Itinerários Culturais e Paisagísticos permite aos visitantes “descobrir e experimentar a Cultura tão singular deste Arquipélago Atlântico, sempre na perspetiva dos seus habitantes e da sua forçada adaptação a esta circunstância geográfica tão singular: afinal, a Natureza dos Açores é, antes de tudo, as Pessoas”, lê-se, no sitio online do Rotas Açores.

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral considera que “é um grande orgulho para todos nós, açorianos, receber mais esta distinção nacional, que explora a Rota da Baleação, a Rota dos Vulcões, a Rota dos Vinhos, e a Rota do Queijo, às quais se juntará, brevemente, a Rota do Turismo Industrial e a Rota de Expansão Marítima. Todas estas Rotas dão a conhecer os melhores recursos que temos em todo o nosso território insular”, segundo comunicado do Governo regional.

Sobre o Rotas Açores, a secretária salienta que o projeto surgiu com o objetivo de responder a uma lacuna existente na oferta turística do Destino Açores e revela “a diversidade complementar da peculiar realidade cultural de cada uma das nove ilhas”.

A Secretaria Regional do Turismo está a estruturar a criação, em Angra do Heroísmo – Cidade Património Mundial, da Rota do Turismo Cultural e a Rota do Turismo Militar.

Os prémios AHRESP vão já na sua oitava edição e distinguem empresas, instituições, estabelecimentos, regiões, eventos, produtos, serviços e profissionais dos sectores da restauração, do alojamento e da promoção turística em Portugal. Esta edição foi mais participada de sempre, com 424 candidaturas e mais de 36 mil votos recebidos.