Log in

“A distância não apaga as raízes nem esmorece o sentimento de pertença”

Encontro dos Amigos do Nordeste dos Estados Unidos da América teve lugar na Lomba da Fazenda. Cerca de meio milhar de pessoas marcou presença

© ACÁCIO MATEUS

Pela terceira vez em trinta edições, o município do Nordeste acolheu o Encontro dos Amigos do Nordeste dos Estados Unidos da América. A freguesia da Lomba da Fazenda foi anfitriã de cerca de meio milhar de nordestenses que marcaram presença num evento que juntou o convívio à saudade, partilha de momentos em família com música tradicional.

Apesar da chuva inesperada que ajudou a “temperar” o porco no espeto, ninguém arredou pé do Parque de Lazer da Lomba da Fazenda. E como um município precavido vale por dois, a autarquia ponderou a possibilidade de chuva e acomodou os presentes à guarda de um toldo que evitou molhas desnecessárias em pleno verão.

Com cerca de quinhentas pessoas presentes, a festa fez-se ao sabor da comida tradicional e ao som da música que animou os espíritos mais desconfortáveis pela presença inesperada de uma chuvada que pouco depois deu lugar a um céu azul e a um pôr-do-sol de fazer inveja.

Entre os presentes, o presidente da Câmara Municipal do Nordeste, António Miguel Soares, que não escondeu o orgulho pelo sucesso da iniciativa. “É com enorme satisfação que acolhemos no nosso concelho o 30.ª Encontro dos Amigos do Nordeste dos Estados Unidos da América. São a ponte viva entre quem partiu e quem ficou e a prova de que a distância não apaga as raízes nem esmorece o sentimento de pertença”, disse.

O autarca acrescentou que “este grupo tem sabido manter vivo os laços de amizade, confraternização entre os emigrantes nordestenses nos Estados Unidos da América, celebrando a nossa cultura, valores e o amor à terra que os viu nascer”.

António Miguel Soares deixou vincado que “este encontro é muito mais do que um momento de convívio. Tem um propósito maior de cariz solidário, pois a receita angariada vai reverter às associações do concelho, ajudando os que mais precisam”, deixando elogios aos emigrantes que contribuam para as iniciativas solidárias: “Este gesto de partilha é o que mais valorizamos porque ser emigrante não é apenas viver noutro país, é continuar a cuidar da terra onde temos raízes”.