
A cidade de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, vai ser palco do colóquio internacional “O Mundo de Camões” nos dias 16 e 17 de outubro de 2025.
Neste ano em que por todo o país se celebram os 500 anos de nascimento de Luís de Camões, “impõe-se a reflexão e o estudo da sua obra, numa tentativa de conhecer o seu mundo e de o relacionar com o nosso, e de ajuizar os motivos da sua permanência na nossa cultura. O Centro de Estudos Humanísticos da Universidade dos Açores toma por isso a iniciativa de promover este colóquio internacional” pode ler-se em nota de imprensa.
O evento, organizado em parceria com a Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, conta “com a presença de renomados camonistas, docentes e investigadores universitários, portugueses e estrangeiros, que abordarão a riqueza e a complexidade da obra camoniana”.
No dia 16, no Palácio dos Capitães-Generais, às 18 horas, terá lugar uma conferência com o título “Ainda à sombra de Camões”. Seguir-se-á uma visita à exposição «Um clássico popular: Camões nos Açores».
Os trabalhos prosseguirão no dia seguinte, sexta-feira, a partir das 9h30, na Biblioteca Luís da Silva Ribeiro, com a apresentação de comunicações e debates.
Este colóquio internacional, organizado pelo Centro de Estudos Humanísticos e pela Biblioteca Luís da Silva Ribeiro, conta com o apoio da Direção Regional da Ciência, Inovação e Desenvolvimento e da Comissão Nacional para as comemorações dos 500 anos do nascimento de Camões.
A escolha de Angra do Heroísmo para local deste encontro sublinha que os Açores, e nomeadamente a Terceira, fazem parte do roteiro de Luís de Camões, que aqui aportou no seu regresso do Oriente. A participação no colóquio e nos seus trabalhos é aberta nos dois dias a todas as pessoas interessadas.

O bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, presidiu na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, à dedicação da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no passado dia 11 de maio, e na celebração alertou para o problema da perseguição religiosa, sobretudo dos cristãos, em muitos lugares do mundo.
Segundo nota publicada pela agência de notícias Igreja Açores, no seu sítio online, D. Armando Esteves Domingues começou por referir que: “esta igreja tem uma história belíssima e ela é, em cada pedra, a expressão da fé dos que aqui passaram”, mas “a dedicação solene não é uma obra material, não é o melhoramento material mas algo espiritual de todos os que se deixam contagiar por Jesus e depois vão anunciá-Lo para o meio do mundo”.
“Há tantos cristãos, nossos irmãos, impedidos de construir ou de entrar em igrejas, que não podem dizer juntos que crêem neste Deus que a todos acolhe, que não podem rezar, sentar-se e converter-se juntos, que não podem rezar fora das suas casas. Teremos consciência disto ou estamos instalados?” alertou o bispo da diocese açoriana.
“Temos de desaparecer para que fique Cristo”, afirmou, referindo-se a esta celebração de dedicação.
“Nela somos todos benzidos; falamos de todos os sinais de louvor a Deus mas o mais importante para Ele são as pessoas”, disse deixando um apelo: “oxalá aqui nasça comunidade”.
“Depois da missa começa a missão e a religião prova-se no serviço generoso prestado ao homem, sobretudo aos irmãos pobres e abandonados”, salientou enquanto depositou, debaixo do altar, uma relíquia da beata e mártir Maria do patrocínio de São José, uma espanhola que morreu em 1936, inicio da guerra civil espanhola, com 33 anos, quando defendia a sua virgindade.
“Vivemos aqui ritos e gestos muito expressivos”, disse D. Armando Esteves Domingues indicando que a “casa é de todos” e a “iniciativa vem sempre de Deus”.
A celebração da dedicação decorreu da conclusão da primeira fase das obras de restauro da capela-mor da igreja e no início das comemorações do centenário da atual imagem de Nossa Senhora do Rosário, a ser celebrado em outubro de 2026.
Participaram os diversos movimentos paroquiais, as autoridades civis da cidade da Lagoa e a filarmónica Lira do Rosário. O templo, com 252 anos de construção, é dedicado a Nossa Senhora do Rosário.