
O Partido Socialista (PS) venceu na Lagoa as eleições autárquicas deste domingo, 12 de outubro, com 74,09% dos votos, um valor superior ao registado nas autárquicas de 2021 que se ficou pelos 62,63% dos votos. Ultrapassa também o resultado de 2017 em que obteve 70,17% dos votos.
Frederico Sousa continua como presidente da Câmara Municipal de Lagoa sendo esta a primeira vez que o candidato socialista foi a votos. O PS conseguiu eleger seis mandatos.
Em declarações à RTP Açores, no final da noite eleitoral, Frederico Sousa disse sentir “gratidão e uma enorme responsabilidade para poder cumprir” aquilo que se comprometeu e “honrar o voto de confiança dado pelos lagoenses que foi de forma expressiva, clara e esmagadora”.
O socialista disse ainda que, para além de “fazer cumprir o nosso manifesto”, a maior responsabilidade passa por “saber executar e executar bem os fundos comunitários”, será este “o principal objetivo e o principal desafio”. “Esperemos que no final desta missão, os lagoenses percebam que o voto foi bem empregue no nosso projeto e que encontremos uma Lagoa melhor e cada vez mais apetecível nos próximos anos”, salientou Frederico Sousa.
Na Lagoa, o PSD ficou em segundo lugar com 14,44% dos votos conseguindo conquistar apenas um mandato.
Em terceiro lugar ficou o Chega com 7,68% dos votos, seguindo-se o Bloco de Esquerda com 0,88% e a CDU com 0,40% dos votos.
O PS venceu em todas as juntas de freguesia do concelho da Lagoa. Lucrécia Rego continua como presidente da junta de Nossa Senhora do Rosário, Vanessa Silva é a presidente eleita para a junta de freguesia da Vila de Água de Pau. Em Santa Cruz, Sérgio Costa continua como presidente da junta de freguesia. No Cabouco, Mário Miguel é o novo presidente da junta e Paula Pacheco é a nova presidente da junta de freguesia da Ribeira Chã.

Olivéria Santos
Candidata pelo CHEGA a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa
Autárquicas 2025
Aceitei a candidatura à presidência da Câmara Municipal de Lagoa com muito orgulho e muito sentido de responsabilidade, pois entendo que se trata de um projecto sério que não pode ser levado a cabo de forma leviana.
Esta é uma candidatura, acima de tudo, de compromisso, com o objectivo de devolver a Lagoa aos Lagoenses e de romper com as políticas socialistas do passado, acabando com os amiguismos, os compadrios, os favores e as cunhas e mostrando transparência em toda a acção camarária.
Assumo esta candidatura comprometendo-me a dar o meu melhor, estando ao lado de todos os lagoenses e sabendo ouvir os seus anseios e as suas preocupações.
Sei que os desafios são mais que muitos, mas acredito profundamente que é possível mudar o rumo que este concelho leva há 50 anos.
A Lagoa tem um grande potencial que necessita ser elevado, de modo que este concelho volte a ter vida e seja um chamariz a todos os níveis.
Só estando próxima da nossa comunidade, ouvindo as preocupações dos cidadãos, participando activamente na vida local e construindo soluções em conjunto é que poderemos ter um projecto credível, algo que tem falhado nos últimos Executivos socialistas, mas que me comprometo a mudar!
Estou convicta de que podemos fazer mais e melhor!
Vou lutar pela transparência, proximidade e justiça. Já está mais do que na hora de mudar estas políticas assistencialistas e olhar para cada um dos habitantes da Lagoa.
Quero uma Câmara Municipal que trabalhe com e para as pessoas, que promova a participação cívica, que valorize os recursos locais e que saiba responder com eficácia às necessidades reais da população.
Assumo o compromisso de liderar com ética, escutando todas as vozes e promovendo políticas inclusivas que beneficiem não apenas o presente, mas também as próximas gerações.
O CHEGA vai ser a voz de todos os lagoenses e habitantes do concelho.
A Lagoa não pode continuar a viver de remendos sociais, não pode continuar invisível no turismo, não pode continuar sem identidade cultural própria, não pode ser apenas um dormitório.
Com o CHEGA estamos comprometidos em trabalhar diariamente, lado a lado com as pessoas, sem esquecer nenhuma freguesia, tudo por um concelho mais justo, mais seguro e com oportunidades para todos.
Só o CHEGA tem a coragem de enfrentar os interesses instalados e devolver a Lagoa aos Lagoenses.
Quero fazer da Lagoa um concelho de orgulho, segurança e oportunidades e para isso apresento-me com um programa sério que tem como principal prioridade resolver o problema da falta de habitação no concelho. A Lagoa precisa de mais habitações, em especial para a classe média e para os casais jovens. Os lagoenses merecem viver com dignidade e terem casas que possam pagar.
Precisamos ainda de mais e melhor saúde, levando a cabo políticas camarárias que beneficiem os nossos doentes, os nossos idosos e as nossas crianças.
Não podemos esquecer a educação, a juventude e a cultura. A Lagoa precisa ser um concelho onde os jovens tenham vontade de ficar. Precisamos de políticas de educação, juventude e cultura que incentivem a fixação de jovens no concelho e os tornem mais activos nas suas freguesias.
No turismo, é preciso colocar a Lagoa no mapa e aproveitar todo o potencial do concelho, não podendo a Lagoa ficar reduzida a uma “passagem” entre Ponta Delgada e Vila Franca do Campo.
Temos uma equipa com vontade de trabalhar pelo concelho e por todos os munícipes, apresentando-se a estas eleições autárquicas com coragem e com verdade e com o objectivo de devolver vida, orgulho e um melhor futuro ao concelho de Lagoa.
Está na hora de mais acção, de transparência e de resultados concretos.
O CHEGA quer um concelho de Lagoa mais vivo, seguro, com oportunidades para os jovens, dignidade para os idosos e prosperidade para todos. O nosso projecto coloca o cidadão no centro, defende as nossas tradições e garante que cada euro dos nossos impostos é investido onde realmente faz falta.
A hora é esta. Se queremos um novo rumo, é tempo de mudar. É tempo de dizer CHEGA!
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O Diário da Lagoa convidou os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lagoa a expressarem as suas ideias aos leitores. Olivéria Santos é a candidata pelo CHEGA.

Acácio Vicente
Candidato pela CDU a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa
Autárquicas 2025
A Lagoa é uma cidade jovem, cheia de potencial, mas enfrenta desafios que não podem esperar. Entre todos, o acesso à habitação é o mais urgente. Muitos trabalhadores, famílias e jovens veem o sonho de uma casa própria tornar-se impossível. Rendas que aumentam sem controle, casas cada vez mais caras e salários que não acompanham os custos estão a empurrar pessoas para situações precárias ou a fazê-las voltar à casa dos pais. Isto não é apenas uma questão social: é um obstáculo ao desenvolvimento do concelho e à fixação de profissionais essenciais na saúde, na educação e na segurança.
A solução é clara: mais habitação pública, cooperativa e social, com rendas acessíveis, reabilitação de imóveis e oportunidades para pequenos construtores. É fundamental que os jovens possam encontrar uma habitação digna sem sacrificar o seu futuro, que as famílias tenham condições para crescer e que profissionais qualificados se sintam motivados a permanecer e investir no concelho. Só assim conseguiremos garantir que a juventude e os trabalhadores possam viver e crescer na Lagoa, contribuindo para a vitalidade e inovação da cidade.
Mas não basta falar de casas. Uma cidade moderna precisa de infraestruturas e serviços de qualidade. É urgente investir em saneamento básico e ETARs completas em todo o concelho, protegendo o nosso oceano e garantindo a segurança ambiental que todos merecemos. Centros de saúde bem equipados, creches suficientes e lares públicos acessíveis são essenciais para garantir uma vida digna e saudável. As escolas devem ser inclusivas, gratuitas, de qualidade e preparadas para o desenvolvimento integral das crianças e dos jovens, assegurando que todos tenham oportunidades iguais de aprendizagem e crescimento.
A mobilidade também é determinante. Transportes públicos eficientes e baratos conectando todas as freguesias, com ligações diretas a aeroportos, hospitais, universidades e escolas profissionais, não são um luxo: são uma necessidade para integrar o concelho, facilitar o acesso a serviços e reduzir desigualdades. Uma Lagoa que se move de forma inteligente e sustentável é uma Lagoa que cresce economicamente e socialmente.
A Lagoa precisa ainda de uma intervenção social forte, capaz de apoiar quem enfrenta dependências e comportamentos de risco, com políticas coordenadas entre saúde, educação e solidariedade social. O investimento em cultura, desporto e lazer fortalece a identidade local, promove bem-estar e cria oportunidades para jovens e famílias. Projetos estratégicos, como a criação do Mercado Municipal, a requalificação da frente marítima e a expansão do Clube Naval, são exemplos de como desenvolvimento económico e qualidade de vida podem caminhar juntos.
Não podemos ignorar a importância de criar emprego estável e com direitos, apoiar o comércio local, o turismo e as pequenas empresas, garantindo que o crescimento do concelho beneficie todos os cidadãos e não apenas interesses especulativos. A Lagoa tem potencial para ser um polo de inovação e empreendedorismo, mas isso exige coragem política e decisão firme.
O que está em jogo não é apenas política: é o futuro da cidade e das pessoas que aqui vivem. A escolha é entre continuar como estamos – com rendas altas, serviços insuficientes e oportunidades limitadas – ou apostar numa mudança que valorize a vida da população. A Lagoa pode ser um lugar moderno, inclusivo e sustentável, mas isso exige ação decidida e compromisso com o bem-estar das pessoas, colocando sempre a população no centro das decisões.
É hora de transformar compromissos em ações concretas, de garantir habitação digna, serviços públicos de qualidade, oportunidades reais para jovens e famílias, e políticas que protejam o nosso património natural e cultural. A mudança começa agora, nas decisões que tomamos e no voto que damos.
Por isso, se quer uma Lagoa viva, solidária e próspera, vote CDU e permita que a nossa ação e compromisso façam a diferença na vida de todos os lagoenses.
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O Diário da Lagoa convidou os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lagoa a expressarem as suas ideias aos leitores. Acácio Vicente é o candidato pela CDU.

O cabeça de lista do PSD/Açores à Câmara Municipal da Lagoa, Rúben Cabral, natural da freguesia de Santa Cruz, afirmou esta segunda-feira, 18 de agosto, que as listas da sua candidatura “refletem a pluralidade de pessoas que convergiram neste projeto único de renovação para o concelho”.
Segundo nota de imprensa enviada às redações pelos social-democratas, o candidato à presidência da autarquia lagoense falava aos candidatos e apoiantes do seu projeto à entrada do Tribunal de Ponta Delgada para a entrega das listas à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, às eleições autárquicas de 12 de outubro.
Emanuel Ponte, 46 anos, natural da freguesia de Santa Cruz, é o cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal. Lurdes Rocha é candidata à Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, Carlos Resendes à Junta de Freguesia do Cabouco, Martim Trindade à Junta de Freguesia da Ribeira Chã, Paula Moniz à Junta de Freguesia de Santa Cruz e Roberto Cabral à Junta de Freguesia de Água de Pau.
Rui Vieira da Câmara é o mandatário da candidatura de Rúben Cabral e formalizou o processo “num ambiente de motivação”, acompanhado dos concorrentes e simpatizantes que manifestaram o seu apoio “ao projeto de mudança que se impõe na Lagoa”.
Segundo o cabeça de lista do PSD/Açores, “gestores, advogados, auditores, professores, estudantes, reformados, condutores, jornalistas, empresários, comerciais, engenheiros, geólogos, carpinteiros, bancários, enfermeiros, lavradores, operadores fabris, eletricistas, domésticas, pintores, auxiliares de saúde, técnicos de limpeza, farmacêuticos, mecânicos, administrativos, bombeiros, contabilistas e cuidadores sociais”, compõe o elenco aos sete órgãos a eleger nas autárquicas.
A seu ver, trata-se essencialmente de “pessoas que constroem o presente da Lagoa a cada dia, todos os dias, e que se disponibilizaram para colaborar num projeto que pretende tornar o concelho mais unido, através de uma gestão pública focada sobretudo nos lagoenses”.