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Alunos das Laranjeiras visitam Apiário das Margaridas

© APIÁRIO DAS MARGARIDAS

A Câmara de Ponta Delgada, em parceria com o Apiário Margaridas – Beekeeping Azores, vai promover uma ação educativa junto de alunos do 7.º ano da escola secundária das Laranjeiras, com o objetivo sensibilizá-los para a importância que as abelhas ocupam na preservação da biodiversidade. A iniciativa terá lugar no dia 28 de abril.

Como tal, a iniciativa pressupõe uma visita de estudo ao Apiário Margaridas, localizado em Água de Pau, no concelho da Lagoa, contemplando, entre outras atividades, momentos explicativos sobre o ciclo de vida das abelhas e o seu papel determinante no equilíbrio do ecossistema natural, assim como a observação de colmeias e uma prova de degustação de mel.

Decorrendo também sob o lema “Preserve Hoje, Cuide do Amanhã”, a visita ao Apiário Margaridas – Beekeeping Azores insere-se no conjunto amplo de iniciativas ambientais promovidas pela autarquia no âmbito do Programa Bandeira Azul 2026.

Já no passado dia 16 de abril, a autarquia levou a efeito uma ação de educação ambiental dedicada à problemática do lixo marinho, junto de alunos do 9.º ano de escolaridade da escola básica/integrada dos Arrifes.

Na próxima segunda-feira, dia 27 de abril, os mesmos estudantes irão participar numa ação de recolha de resíduos no areal da praia das Milícias. Para além da limpeza, a atividade contempla a identificação e contabilização dos resíduos recolhidos, promovendo um conhecimento mais aprofundado sobre os tipos de lixo que mais afetam as zonas balneares do concelho.

Com este tipo de iniciativas, a autarquia pretende sensibilizar os mais jovens para a adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis, reforçando a importância da correta gestão de resíduos e da preservação do meio ambiente, através de uma abordagem que alia o conhecimento teórico à experiência prática.

Ribeira Grande estuda criação de apiário comunitário para reforçar biodiversidade

O Município da Ribeira Grande e a Casermel unem esforços para proteger as abelhas e promover o mel local como pilar da sustentabilidade ambiental e da saúde alimentar no concelho

© CM RIBEIRA GRANDE

A Câmara Municipal da Ribeira Grande prepara-se para reforçar as políticas de proteção ambiental através de uma nova parceria estratégica com a Casermel – Cooperativa de Apicultores e Sericicultores de São Miguel, CRL. Num recente encontro de trabalho entre o executivo municipal e a direção da cooperativa, foram lançadas as bases para uma colaboração que visa não só a preservação das abelhas, mas também a valorização do mel enquanto produto de excelência da região. Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia, o presidente Jaime Vieira destacou o papel vital destes polinizadores no equilíbrio dos ecossistemas locais, sublinhando que “as abelhas são fundamentais para a polinização, um processo indispensável à reprodução de inúmeras espécies vegetais, incluindo culturas agrícolas essenciais à nossa alimentação”.

Face a este diagnóstico, o Município assumiu o compromisso de identificar áreas específicas no concelho com condições ideais para a polinização, prevendo-se ainda a plantação de espécies florais em espaços públicos para potenciar a biodiversidade. Esta estratégia estende-se à gestão dos espaços verdes municipais, que passará a ser feita com um foco acrescido na sustentabilidade e no suporte à vida apícola. Uma das medidas mais inovadoras em análise é a criação de um apiário comunitário, pensado para ser um centro de aprendizagem e literacia ambiental, onde a comunidade poderá compreender melhor o ciclo de vida das abelhas e a importância dos produtos derivados da colmeia.

Para além da vertente ecológica, a iniciativa pretende dar um impulso económico aos produtores locais, incentivando o consumo de mel como um alimento de elevado valor nutricional e medicinal. Jaime Vieira reforçou a necessidade de integrar este produto numa dieta equilibrada, garantindo que o município apoiará a divulgação de quem trabalha no setor. O autarca concluiu a reunião com um olhar sobre o futuro, afirmando que o apoio a estas causas é um imperativo geracional, pois “proteger as abelhas é garantir o futuro dos nossos ecossistemas e das gerações vindouras”.

Mais de três mil pessoas mobilizadas na Semana da Floresta

Iniciativa percorreu as nove ilhas com ações de plantação e sensibilização, destacando o valor da laurissilva e de espécies endémicas como o cedro-do-mato e o sanguinho

© SRAA

A preservação do património natural dos Açores uniu, entre o passado dia 16 de março e esta sexta-feira, 27 de março, mais de 3.000 pessoas numa vasta agenda dedicada ao Dia Mundial da Floresta. A iniciativa, promovida pelo Governo regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, mobilizou os Serviços Florestais das nove ilhas para um programa que incluiu desde plantações de espécies nativas a ações de educação ambiental junto de escolas e associações locais. Segundo a nota enviada pela tutela, o balanço final revela uma forte adesão da comunidade açoriana num compromisso coletivo pela proteção dos habitats naturais da região.

Para o secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, a data representou “muito mais do que uma data simbólica”. O governante destaca que, ao longo destes dias, “milhares de crianças, jovens, professores, voluntários, escuteiros e parceiros locais juntaram-se em ações de plantação, sensibilização e aprendizagem ativa”, celebrando o valor insubstituível das florestas açorianas. As atividades focaram-se particularmente na valorização da floresta nativa (a laurissilva) e de espécies endémicas como o cedro-do-mato e o sanguinho, que constituem o habitat de aves emblemáticas como o priolo.

Em São Miguel, a mobilização contou com a realização de exposições, peddy-papers e palestras proferidas por guardas-florestais em diversos concelhos, incluindo Vila Franca do Campo e Ponta Garça, além de ações de repicagem de folhados e sensibilização sobre biodiversidade. Nas restantes ilhas, o cenário repetiu-se com contornos locais: em Santa Maria houve plantações no aeroporto; na Terceira, o Monte Brasil recebeu uma plantação simbólica com o Exército; na Graciosa, plantaram-se cerca de 600 árvores na Serra das Fontes; e em São Jorge, as atividades integraram-se no Festival da Reserva da Biosfera.

O programa estendeu-se ainda ao Pico, com o projeto “Floresta dos Sentidos”, ao Faial, com parcerias entre a Câmara Municipal da Horta e o Clube Automóvel, e às Flores, onde a Lagoa Branca recebeu novas espécies endémicas. António Ventura garante que a proteção da floresta continuará a ser uma prioridade, defendendo que “cada gesto, seja uma árvore plantada ou uma atividade de educação ambiental, representa um investimento no futuro dos Açores”, assegurando a herança natural para as próximas gerações.

Conhecidos os vencedores do Concurso Internacional de Fotografia de Aves Marinhas da Macaronésia

Fotografia vencedora do primeiro lugar da categoria “Profissionais Experientes, da autoria de Gerby Michielson © CORTESIA ASAS DO MAR

Foram revelados os vencedores da quarta edição do Concurso Internacional de Fotografia de Aves Marinhas da Macaronésia, organizada pela ASAS DO MAR. A competição recebeu 81 imagens de várias partes do mundo, refletindo a beleza e a importância das aves marinhas na Macaronésia, segundo nota enviada pela organização.

Os vencedores foram selecionados em duas categorias, incluindo Jovens Fotógrafos com menos de 18 anos e Profissionais Experientes.

Gerby Michielson levou o primeiro lugar da categoria “profissionais experientes” com a fotografia de um Rabo-de-palha-laranja (Phaeton lepturos) capturada em Ponta Delgada, São Miguel. Esta espécie rara, avistada apenas pela segunda vez no Paleártico Ocidental, encantou o júri pela sua silhueta distinta e plumagem deslumbrante. Gerby contou como, durante uma reunião universitária, avistou a ave tentando nidificar e aproveitou para registrar o momento único.

Anxo Cao conquistou o segundo lugar com “Últimas Silhuetas”, uma imagem de um Garajau-comum (Sterna hirundo) ao entardecer, na Caloura, São Miguel. A fotografia captura a ave a regressar à colónia costeira, revelando um lado menos conhecido dos seus hábitos noturnos.

O terceiro lugar foi para Francisco Garcia, com “Fotografia com som”, retratando o Grito da gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) no ilhéu de Vila Franca do Campo. Francisco destacou o som característico das gaivotas como parte integral da paisagem sonora local.

Uma Menção Honrosa foi atribuída a Tomás Melo pela sua foto do Alcatraz-pardo (Sula leucogaster) a bordo de um ferry entre o Pico e o Faial. Tomás contou como o Alcatraz, tranquilo e indiferente à presença humana, permitiu capturar uma imagem especial e memorável.

Na categoria “Jovem Fotógrafo”, o talento emergente também foi reconhecido: Gabriel Costa venceu o primeiro e segundo lugares com “Lá vai ele”, uma foto de um Cagarro (Calonectris borealis) perto do ilhéu de Vila Franca do Campo, e “A caminho do paraíso”, capturando o regresso dos cagarros às colónias ao cair da noite.

Tiago Freitas ficou com o terceiro lugar com “Garajau à procura de alimento”, uma imagem de um Garajau-comum (Sterna hirundo), na Madalena, Pico.

“As inscrições deste ano capturaram verdadeiramente a essência da nossa missão: inspirar a conservação através da arte da fotografia,” disse Kirstin Jones, membro do júri de 2024, citado na mesma nota.