
A inauguração da nova Circular à Vila da Madalena, na ilha do Pico, ficou marcada pela revelação de um monumento que pretende ser o rosto da identidade da freguesia da Candelária no coração desta nova variante rodoviária. Segundo a nota enviada às redações, a obra é um “verdadeiro símbolo de cultura e história”, agregando elementos que definem o património imaterial e a herança social daquela localidade do concelho da Madalena.
A peça central do monumento é um bandolim de aproximadamente cinco metros de altura, uma homenagem direta à tradição das cordas que carateriza a freguesia. A estrutura evoca ainda a heráldica local através da representação do báculo do Cardeal Costa Nunes, uma das figuras ilustres da terra, e de folhas de figueira. Estas últimas remetem para uma das culturas agrícolas mais marcantes da Candelária, celebrada na poesia de Manuel Serpa que recorda as “figueiras aconchegadas, rasteirinhas e podadas” que pontuam a paisagem. Todo este conjunto assenta sobre uma eira, elemento que presta tributo ao Grupo Folclórico da Casa do Povo da Candelária, reconhecido como o mais antigo dos Açores.
A conceção do projeto partiu da Junta de Freguesia da Candelária e a execução técnica ficou a cargo da Serralharia Surrica. O financiamento foi assegurado pelo Governo regional dos Açores, através de um acordo de colaboração direta com a autarquia local. Durante a cerimónia, que contou com a animação do grupo folclórico local, o presidente da Junta, Diogo Nunes, fez questão de agradecer a todos os que contribuíram para a concretização do projeto. “Hoje celebramos a nossa identidade, a nossa história e o nosso futuro no coração da Vila da Madalena”, afirmou o autarca, estendendo o reconhecimento às forças vivas e associações da freguesia que se fizeram representar no momento inaugural.