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Autarquia lagoense anuncia mais 125 vagas para ATL

© CM LAGOA

Foi assinado um protocolo de colaboração financeira entre a Câmara Municipal da Lagoa e o Centro Social e Cultural da Atalhada (CSCA) e o Centro Social e Cultural do Cabouco (CSCC), esta terça-feira, 20 de agosto, com o objetivo de aumentar para 125 o número de vagas nos Centros de Atividades de Tempos Livres – CATL.

O CSCA fez-se representar pelo seu presidente Nuno Martins e o CSCC pela sua presidente Maura Ponte. Presente na cerimónia de assinatura, o presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, referiu que “serão, assim, colmatadas as necessidades mais urgentes da lista de espera de crianças no concelho de Lagoa”.

Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense, a medida permitiu criar 40 vagas para o Centro Social e Cultural da Atalhada, para o próximo ano letivo de 2025/26, com a colaboração do Agrupamento da Escola Básica e Integrada de Lagoa, mais propriamente com a Escola Dr. Francisco Carreiro da Costa.

Quanto ao CATL do Centro Social e Cultural do Cabouco, foram criadas mais 17 vagas na valência de Atividades de Tempos Livres, em colaboração com a Casa do Povo do Cabouco.

Adicionalmente, foram disponibilizadas pelo CSCA, mais oito vagas de ATL para as freguesias da Ribeira Chã e da Vila de Água de Pau.

A Câmara Municipal acrescenta, ainda, que irá avançar também, este ano letivo, com mais uma valência do CATL Borbas na freguesia de Santa Cruz, com cerca de 60 vagas, que irá funcionar no Centro Pastoral da Paróquia de Santa Cruz.

Centro Social e Cultural do Cabouco homenageado pela autarquia pelo seu aniversário

© MARIANA ROVOREDO DL

Le Centro Social e Cultural do Cabouco recebeu um voto de louvor da Câmara Municipal da Lagoa (CML), pelo seu 25.º aniversário. O voto foi entregue pelo vice-presidente da autarquia, Frederico Sousa, no passado sábado, 21 de setembro, na sessão comemorativa da efeméride, segundo nota da CML.

“Este é um centro único e de referência, na intervenção da infância e juventude, numa perfeita sintonia e cooperação com outras instituições. Um dos projetos que nos orgulha é o de Animação de Rua e, nos dias que correm, esta intervenção junto dos mais novos é cada vez mais pertinente”, frisou o governante, citado na mesma nota.

Por considerar que este Centro, que comemorou, em abril deste ano, 25 anos de existência, assume-se como um importante promotor sociocultural da freguesia do Cabouco, a autarquia lagoense atribuiu um Voto de Louvor ao Centro Social e Cultural do Cabouco, que foi aprovado a 2 de setembro de 2024, por unanimidade, explica a mesma nota.

Este momento de celebração serviu, também, para homenagear antigos e atuais dirigentes que, ao longo dos anos, construíram a história desta instituição.

A Câmara Municipal de Lagoa comprometeu-se em colaborar, caso o Governo Regional dos Açores não o faça, com aquilo que é um verdadeiro anseio da população, mais precisamente com as obras de adaptação do Centro Social e Cultural do Cabouco, em criar um Centro Intergeracional com valências que envolva a infância, a juventude e os idosos, lê-se, no mesmo comunicado.

Centro Social e Cultural do Cabouco sem condições para dar resposta a idosos

Fundado em 1999, o Centro Social e Cultural do Cabouco está a comemorar os seus 25 anos, mas depara-se com limitações físicas. Os problemas impedem a reativação do centro de convívio para idosos, que está parado desde a pandemia

Instituição lagoense no mês passado recebeu um voto de congratulação no Parlamento regional © MARIANA ROVOREDO/ DL

O Centro Social e Cultural do Cabouco comemora este ano o seu 25.º aniversário, tendo no mês passado recebido um voto de congratulação na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA).

No entanto, passados todos estes anos e com uma procura cada vez maior, as condições e espaço das instalações são insuficientes para dar resposta a todas as necessidades sociais da freguesia, nomeadamente à população sénior. 

Em conversa com o Diário da Lagoa, Maura Pacheco Ponte, presidente do Centro desde 2015, diz que “há cada vez mais procura pelo Centro Social e Cultural do Cabouco que precisa de uma atualização”.

Neste momento, a instituição particular de solidariedade social (IPSS) conta com a valência de CATL, constituída por três salas com cerca de 50 crianças dos três aos 11 anos e ainda a valência de Animação de Rua, que conta com crianças e jovens dos seis aos 18 anos, da freguesia do Cabouco e do Bairro de São Pedro, da freguesia do Rosário.

O Centro Social e Cultural dispunha também da valência de centro de convívio para idosos, que foi desativada na pandemia. A direção, atendendo que o “espaço da sala era muito reduzido”, verificou que não havia condições para reativar a valência.

Dada a situação, a instituição decidiu, “junto da Câmara Municipal da Lagoa, ver a viabilidade da ampliação do edifício. A autarquia fez o projeto de ampliação e remodelação das instalações do Centro, que em março deste ano foi enviado para a Direção Regional da Solidariedade Social”, explica Maura Ponte. Desde maio de 2023 são enviados ofícios ao Governo regional a alertar para esta necessidade, garante a responsável.

Para além de obras para remodelar o edifício que já dá sinais de desgaste, o projeto compreende a ampliação do espaço que era utilizado para centro de convívio, criando uma sala polivalente. “A nossa aposta é que esta sala sirva para juntar idosos e crianças e para que os idosos possam realizar as suas atividades artesanais e físicas. Esta sala também iria servir toda a nossa comunidade”, explica a presidente.

No âmbito do planeamento deste projeto, foi feito um levantamento dos interessados em inscrever-se para o centro de convívio, tendo a instituição concluído que entre 40 a 50 pessoas procuram este serviço. Neste momento, não há nenhuma entidade na freguesia do Cabouco que disponha de centro de convívio para idosos, expõe Maura Ponte.

Instalações do Centro Social e Cultural do Cabouco © MARIANA ROVOREDO/ DL

Outro projeto pendente da instituição e que procura dar resposta a uma necessidade da freguesia é um projeto de estudo. De acordo com Maura Ponte, há encarregados de educação que têm dificuldade em acompanhar os estudos dos filhos e pedem um serviço de explicações.

“Havia oportunidade de, através da Direção Regional da Solidariedade Social, criarmos um projeto de estudo. Fizemos a candidatura e apresentamos o projeto em dezembro de 2022 mas ainda não obtivemos resposta. Este projeto de estudo seria para financiar um professor para dar explicações às crianças que necessitam”.

O Centro Social e Cultural do Cabouco pretende também alargar a Animação de Rua à vila de Água de Pau, dada a procura e interesse desta em integrar aquela valência da instituição. Neste seguimento, a IPSS do Cabouco aguarda autorização do Instituto de Segurança Social dos Açores.

A instituição lagoense conta neste momento com 12 colaboradores sendo a direção constituída por Maura Pacheco Ponte, Marina Franco, João Rebelo, Carina Franco, Ana Paula Medeiros e as suplentes Carolina Freitas e Andreia Vieira.

Centro Social e Cultural do Cabouco recebe voto de congratulação no parlamento regional

Instituição comemora o 25.º aniversário e está a apoiar 80 crianças. Valência de centro de convívio para idosos foi desativada na pandemia, aguardando-se aprovação do Governo regional para ampliação de instalações

© DL

O Centro Social e Cultural do Cabouco recebeu, pelo seu 25.º aniversário, um voto de congratulação na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), aprovado por unanimidade.

As instalações da instituição polivalente de solidariedade social foram inauguradas em 11 de abril de 1999, abrindo o seu funcionamento ao público apenas em maio daquele ano. Conta atualmente com 12 colaboradores e é presidida, desde 2015, por Maura Pacheco Ponte.

Segundo a presidente do Centro Social e Cultural do Cabouco, Maura Ponte, em declarações ao Diário da Lagoa (DL), a distinção representa um “reconhecimento do trabalho realizado ao longo de todos estes anos, da nossa dedicação, do voluntariado e do cumprimento da missão que a instituição tem. É o reconhecimento de todo o nosso empenho e o de todos os que já passaram por cá”, considera.

O voto foi apresentado pelo lagoense Rúben Cabral, deputado do PSD/A , que salientou o serviço público prestado pela instituição à comunidade da Lagoa.

“Não obstante todo o contributo social e cultural que tem sido representado ao longo dos seus 25 anos de existência, este centro quer ir mais além e conta com alguns projetos que farão com que seja um agente ainda mais ativo no desenvolvimento local,” realçou também o deputado.

“O serviço assistencial é muito importante no presente e no futuro de uma sociedade desenvolvida, onde o futuro passa por encontrar, no local onde escolhemos para viver, serviços para educar, exercitar e entreter os nossos filhos e serviços para garantir o bem estar dos nossos pais,” disse ainda Rúben Cabral, sobre a relevância da missão do Centro Social e Cultural do Cabouco.

Rúben Cabral lembrou ainda os fundadores do Centro Social e Cultural do Cabouco, como Luís Martins Mota, João Pedro Oliveira e o padre Cláudio Medeiros Franco.  Recordou igualmente alguns dos presidentes que passaram pela direção, nomeadamente, Maria Leonor Moniz, João Ponte e Anabela Calisto.

Projeto para ampliação de instalações para reativar centro de convívio aguarda aprovação do Governo regional

O Centro apoia neste momento cerca de 80 crianças, na valência de ATL. Existia ainda a valência de centro de convívio para idosos, que foi desativada na pandemia. Maura Ponte explica que a direção, atendendo que o “espaço da sala era muito reduzido”, verificou que não havia condições para reativar a valência. Neste seguimento, a instituição decidiu, “junto da Câmara Municipal da Lagoa, ver a viabilidade da ampliação do edifício. A câmara fez o projeto, que já foi enviado para o Governo regional para aprovação”. A candidatura já foi submetida o ano passado, mas até agora não houve nenhum feedback, segundo a direção.

O projeto consiste na ampliação de uma das salas do Centro, para criação de uma sala polivalente no rés-do-chão, “com uma dimensão bem razoável onde os idosos pudessem fazer as suas atividades, desde artesanato, leitura, ginástica.”

“O Cabouco não tem nenhum espaço que os idosos possam frequentar”, alerta Maura Ponte, que considera “fundamental ter este serviço” na freguesia. Segundo a presidente do Centro Social e Cultural “temos de ir à casa dos idosos convidá-los para que venham ter connosco. Mas se não tivermos as condições adequadas, não vale a pena. É uma grande preocupação nossa”, conclui.