
O município da Ribeira Grande apresentou o programa das festas da cidade e das festas de São Pedro apostando num cartaz diversificado, pensado para todas as idades, que alia tradição, cultura, desporto, música e educação, reforçando a identidade e o orgulho ribeiragrandense.
As celebrações assumem este ano um significado especial, uma vez que assinalam o 45.º aniversário da elevação da Ribeira Grande a cidade, marco histórico que será celebrado através de um vasto conjunto de iniciativas distribuídas por vários espaços do concelho.
Um dos pontos altos do programa será a 33.ª edição das marchas de São Pedro, no dia 28 de junho, que contará com a participação de treze marchas, incluindo uma proveniente da ilha Terceira, duas do concelho de Ponta Delgada e dez da Ribeira Grande. Ao todo, cerca de dois mil participantes, entre marchantes e elementos das bandas filarmónicas, irão dar vida a um dos momentos mais emblemáticos das festividades.
As tradicionais cavalhadas de São Pedro, que ocorrem a 29 de junho, voltam também a assumir um papel de destaque, reunindo cerca de cento e cinquenta cavaleiros numa manifestação cultural única que continua a marcar o feriado municipal e a afirmar-se “como uma das maiores expressões da identidade ribeiragrandense”, realçou Jaime Vieira.
“Estas festas representam muito mais do que um conjunto de eventos. São uma afirmação da nossa identidade coletiva, da nossa história e das nossas tradições. Constituem, ao mesmo tempo, um importante motor de dinamização económica, cultural e turística para o concelho”, acrescentou o autarca.

Micaela Pimentel
Quando a Disney lançou Zootopia 2 (ou Zootrópolis 2, como lhe chamamos por cá), muita gente esperava apenas mais uma aventura divertida passada numa cidade cheia de animais que falam. E, de facto, à superfície continua lá tudo: humor rápido, personagens carismáticas e um mundo visualmente vibrante. Mas, tal como no primeiro filme, por baixo da leveza existe algo mais incómodo e mais humano. Zootrópolis sempre foi, no fundo, um espelho.
Uma cidade onde predadores e presas convivem parece, à primeira vista, uma metáfora simples sobre tolerância. Mas a história vai mais longe. Fala de preconceito, de medo coletivo e da facilidade com que criamos narrativas sobre “os outros”. Em Zootrópolis, os estereótipos parecem caricaturais até percebermos o quão familiares são.
O filme lembra-nos que a convivência não é automática. É frágil. Basta um rumor, uma suspeita ou uma crise para que a desconfiança se instale e as diferenças se transformem rapidamente em linhas de divisão. Mas há uma dimensão da história que talvez seja ainda mais relevante: a relação entre poder, dinheiro e culpa.
Enquanto alguns personagens lutam apenas para provar que merecem um lugar naquela cidade, outros movimentam-se com uma liberdade muito maior. O verdadeiro antagonista da história não representa apenas maldade individual, representa algo mais estrutural. Representa a forma como o poder económico, político ou social pode manipular perceções e direcionar suspeitas.
E é aqui que personagens vulneráveis, como a cobra, ganham um significado particular. Tornam-se símbolos de algo muito comum nas sociedades humanas: a tendência para apontar o dedo aos mais frágeis. Aos que são diferentes. Aos que têm menos voz.
É mais fácil suspeitar de quem está exposto do que questionar quem controla os bastidores.
Na ficção, essa dinâmica torna-se clara. No mundo real, muitas vezes passa despercebida. Criamos rótulos simples para explicar realidades complexas, esquecendo que as histórias raramente são tão lineares como gostaríamos.
Talvez seja por isso que filmes como Zootrópolis funcionam tão bem. Porque colocam questões profundamente sociais num contexto aparentemente inocente. Uma coelhinha polícia, uma raposa trapaceira, uma cidade onde cada espécie tenta encontrar o seu lugar. Parece distante da nossa realidade até percebermos que não é.
No contacto com pessoas reais, percebe-se rapidamente que os rótulos quase nunca contam a história inteira. Há vidas marcadas por circunstâncias que não cabem em categorias simples. Há desigualdades invisíveis que moldam escolhas, oportunidades e até a forma como cada pessoa é vista pelos outros.
Zootrópolis não resolve esses problemas. Nenhum filme o faria. Mas lembra-nos de algo importante: a empatia não deve terminar quando a história acaba.
Porque, no fundo, aquela cidade de animais não é apenas fantasia. É uma versão ampliada das tensões, dos medos e das injustiças que continuam a existir entre nós.
No final, saímos do filme com a sensação de que aquela cidade de animais é menos fantástica do que parece. Porque, no fundo, Zootrópolis não é sobre coelhos, raposas ou predadores. É sobre nós e sobre a forma como escolhemos viver juntos.

A Assembleia Municipal de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, aprovou o Orçamento Municipal para o ano de 2026, que fixa um valor global de 99,4 milhões de euros. De acordo com nota de imprensa enviada às redações, a proposta contou com os votos favoráveis do PSD e Santa Clara Vida Nova, a abstenção do PS, Chega e Movimento Ponta Delgada para Todos, e o voto contra da Iniciativa Liberal.
Do montante total previsto, 84,65 milhões de euros destinam-se à gestão direta do Município e 14,8 milhões de euros aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS). O orçamento apresenta um crescimento de 3,56% em comparação com 2025, sendo que a autarquia prevê um aumento de 14% nas receitas correntes. Um dos pilares financeiros do plano é o reforço do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que assegura 16,1 milhões de euros para a habitação. Este investimento será direcionado para projetos de construção e reabilitação nas freguesias de São José, São Sebastião, Fajã de Baixo, Arrifes, Santa Clara e Ginetes. No que diz respeito à política fiscal, a autarquia confirmou a manutenção do IMI no mínimo legal (0,3%), a participação no IRS em 3,5% e a Derrama em 1%, mantendo a isenção para empresas com faturação até 150 mil euros.
Ao nível das funções sociais, que representam mais de 70% das Grandes Opções do Plano, o documento destaca a conclusão da nova escola EB/JI de Fenais da Luz e da Residência Universitária, com capacidade para 120 camas. Estão também previstas requalificações nas escolas das Capelas, Fajã de Cima e São Vicente Ferreira, além do financiamento de programas de apoio social como o Housing First e o Cartão PDL Sénior. Na área da cultura, o orçamento assegura o financiamento da iniciativa Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura.
No setor das infraestruturas e ambiente, o planeamento para 2026 inclui o reforço da recolha seletiva de resíduos, a requalificação da rede viária municipal e o arranque do Centro Administrativo e Logístico do Centro Histórico. O orçamento contempla ainda a transferência de três milhões de euros para as 24 juntas de freguesia através de contratos interadministrativos e investimentos no desporto, como a requalificação do Campo de Futebol de Santo António.

A Lagoa vai comemorar o Dia Internacional da Cidade Educadora, no próximo dia 30 de novembro, através de um conjunto diversificado de iniciativas abertas à comunidade.
Este ano, a celebração decorre sob o lema “A participação das crianças na Cidade Educadora”, destacando a importância de reconhecer a infância como cidadania ativa, com direito a ser ouvida e integrada nas decisões que influenciam o seu quotidiano.
Para a vereadora da Educação, Albertina Oliveira, “celebrar este dia é essencial para o reconhecimento e envolvimento de todos os agentes sociais implicados na construção da Cidade Educadora e, assim, consciencializar para a importância da educação na melhoria da qualidade de vida, na promoção da cidadania e na convivência urbana”.
Deste modo, no dia 30 de novembro, terá lugar a 12.ª Edição do Festival de Bandas Filarmónicas António Moniz Barreto, organizado pela Associação Musical de Lagoa, no Auditório Ferreira da Silva, na Vila de Água de Pau.
Paralelamente, está a decorrer a 35.ª Edição do Concurso de Presépios e a exposição “Gestos de Abundância”, integrada na primeira bienal do Walk & Talk, e que se encontra patente ao público, no convento de Santo António, em Santa Cruz.
A rede educativa do concelho junta-se, igualmente, à celebração com várias atividades. O CATL “O Borbas”, na freguesia de N. Sra. do Rosário, irá realizar um brainstorming sobre o conceito de “Cidade Educadora”, e interpretar o Hino das Cidades Educadoras, culminando com a construção de um cartaz alusivo ao lema. Já no CATL “O Borbas”, na freguesia de Santa Cruz, decorrerá um Quiz “A Nossa Cidade Educa”; uma dinâmica intitulada “Detetives Citadinos” e um jogo da Memória da Cidade Educadora “Uma cidade atenta às necessidades dos seus cidadãos”. O CATL de São Pedro, participa na atividade “(Re)pensar… (re)construir a cidade”, na Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, sendo que o CATL do Cabouco irá construir uma maquete de um hospital veterinário, idealizado pelas crianças. Um Brainstorming sobre a vida em comunidade será realizado pelo CATL MIMO e Reviver e o CATL UPI dinamizará, também, um brainstorming de ideias, desafios e sugestões para a cidade de Lagoa.
Esta iniciativa conta também com a participação das escolas, sendo que a EB1/JI Octávio Gomes Filipe participará no Projeto Mala de Estórias, desenvolvido pela Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira. A par disso, a Escola Básica Integrada de Água de Pau vai participar no projeto Cidade de papel, da Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira.
A Escola Secundária de Lagoa vai realizar, nos dias 27 e 28 de novembro, uma Feira STEAM & GAMES, promovendo encontros intergeracionais.
O Dia Internacional da Cidade Educadora visa sensibilizar para a relevância da educação como motor de bem-estar, convivência, prosperidade e coesão social, reforçando o compromisso da autarquia com estes princípios. Com estas atividades, pretende-se, igualmente, valorizar as crianças como protagonistas do presente e do futuro, promovendo o seu envolvimento na construção de uma comunidade mais justa, inclusiva e solidária.

O verão no concelho da Lagoa, ilha de São Miguel, vai ser animado com o ciclo “Cultura no Verão – Ritmos da Cidade”, uma programação que promete celebrar a diversidade musical e convidar a população a partilhar a paixão pela música, entre os meses de julho e agosto, em vários espaços públicos do concelho
A iniciativa parte da Câmara Municipal de Lagoa, sendo que arrancou no dia 6 de julho, com dois espetáculos: o concerto de Aspegiic “Viagem aos Sons da Música do Mundo”, nas Piscinas Municipais, e Clayton Carneiro, no Porto da Caloura.
Segundo comunicado, enviado pela autarquia lagoense, as atuações acontecem todos os fins de semana, com uma variedade de géneros que vão do tradicional ao contemporâneo, passando pela música popular, filarmónica, jazz e voz açoriana.
A iniciativa destaca artistas locais e regionais, como Rafael Carvalho, Anderson Ouro Preto, Luís Paulo, a Dupla Luís e Joana, Umbrella’s Dream, entre outros, atuando em locais como o Porto da Caloura, a Praça da República, o Polivalente, na Vila de Água de Pau, a Praça Nossa Senhora do Rosário e a Praça Nossa Senhora da Graça, no Rosário, a Reserva Florestal do Recreio da Chã da Macela, a Praça da República Portuguesa e o Merendário dos Remédios, em Santa Cruz, o Cruzeiro na Atalhada e a Praça D. Amélia, no Cabouco, entre muitos outros pontos da Lagoa.
Entre as propostas, a autarquia destaca o projeto da fanfarra “As “Modinhas da Nossa Infância”, como forma de valorizar a música tradicional. Esta fanfarra irá atuar no dia 27 de julho, pelas 17h00, entre a Praça Nossa Senhora da Graça e a Praça Nossa Senhora do Rosário, no dia 3 de agosto, pelas 18h00, entre a Praça da República e o Polivalente, na Vila de Água de Pau.
Ainda no registo da música popular, no dia 20 de julho, a dupla Luís e Joana trarão cantigas populares à Reserva Florestal do Recreio da Chã da Macela, com início pelas 15h00, e os “Amigos do Bailarico” irão animar a Praça do Rosário, pelas 16h00, e o Porto da Caloura, no dia 10 de agosto, pelas 16h00.
Segundo a autarquia lagoense, “Ritmos da Cidade” é um convite a redescobrir o concelho, “através da arte, da cultura e da partilha comunitária”. O encerramento está previsto para o dia 31 de agosto, com um desfile pelas ruas entre Santa Cruz e o Rosário, da fanfarra “As Modinhas da Nossa Infância”.
A Câmara Municipal reforça, por fim, o convite à participação de residentes e visitantes, numa celebração conjunta da música, da identidade local e do espírito comunitário que define o verão lagoense.

O Jardim Antero de Quental, na freguesia de São Sebastião, na cidade de Ponta Delgada, vai ser requalificado anunciou esta segunda-feira, 23 de junho, a Câmara Municipal.
Com objetivo a preservar o património, a obra contempla a pintura integral do espaço, apresentando um prazo de execução de 30 dias. A empreitada foi adjudicada à empresa António José Couto Alves, Sociedade Unipessoal Lda., no valor de 14.911,76 euros, acrescido de IVA.
A autarquia de Ponta Delgada, em comunicado, refere que “entre obras concluídas e adjudicação, a autarquia já garantiu, ao longo do presente mandato, um investimento de 900 mil euros na freguesia de São Sebastião”. Este valor inclui, por exemplo, a requalificação da Torre Sineira da Igreja Matriz, do centro histórico e a construção de um parque de estacionamento na EB1/JI da Matriz.
Segundo a Câmara Municipal de Ponta Delgada, este montante acresce ainda um investimento de 2.2 milhões de euros, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), destinado à construção de 12 novos apartamentos.

A nova frente de mar da Lagoa, na ilha de São Miguel, divide-se em duas fases para execução da obra. “Fomos obrigados a fazer uma separação da empreitada porque os fundos comunitários vão ter dois eixos distintos, onde esta empreitada pode se encaixar. Um está relacionado com as alterações climáticas e o outro com a mobilidade e a requalificação urbana”, começa por explicar Frederico Sousa, presidente da Câmara Municipal de Lagoa (CML) ao Diário da Lagoa (DL).
A primeira fase, cuja abertura do aviso do PO 2030, aconteceu em outubro passado, vai incidir na proteção da orla costeira e no melhoramento dessas mesmas zonas. Na zona do Portinho de São Pedro, no Rosário, vai ser criado um novo pontão, para proteção da área, com cerca de 60 metros. A rua do Calhau d´Areia vai ser ampliada, vai ter dois sentidos, um passeio e ciclovia, bem como uma zona com árvores.
“A segunda fase da obra vai implicar a requalificação de toda a zona do Porto dos Carneiros. Vamos proceder à estabilização daquele talude todo, até às piscinas, todo aquele talude tem uma infra-escavação pela força do mar,e vamos aproveitar, além da estabilização, para criar uma plataforma suspensa para o passeio e a ciclovia” na rua da Cidade de New Bedford, até às piscinas da Lagoa, explica o autarca. Também a zona do bar das piscinas da Lagoa vai ter alterações, bem como a zona envolvente, num projeto feito pelas própria autarquia.
O passeio marítimo passa também pelas piscinas municipais. “Vai ser feito um enrocamento, com um passadiço que só vai ser pedonal e ciclovia, portanto não vai ter viaturas”, explica o presidente da CML.
Na zona da Relvinha, “há um misto entre requalificação urbana e proteção costeira e depois na rua final, junto à poça da Ralhoa, há dois projetos que se interligam, um prometido pelo Governo regional com um pontão para proteção das forças de sudoeste, para proteger aquilo que é o projeto da zona norte da Baía de Santa Cruz”, diz Frederico Sousa.
O presidente da CML sublinha que em todo o processo, houve o cuidado de não alterar demasiado a paisagem: “tivemos muito cuidado com os projetistas, e a indicação que demos foi a de ser uma intervenção muito cuidada e pouco musculada com um misto de urbanismo, mobilidade, integração arquitectónica e engenharia”.
A expectativa da autarquia é arrancar com as duas fases da obra “este ano, esse era o ideal mas depende das duas candidaturas, uma já formalizada e a outra com o aviso por abrir. Diria que se tudo corresse como era normal, este ano teríamos tudo candidatado e as empreitadas em andamento”.
Para além das seis casas que foram adquiridas e demolidas pela autarquia, junto ao Portinho de São Pedro, está prevista a demolição de mais uma casa junto à Baía de São Cruz, “é a única”, garante o presidente.

A CML quer requalificar e remodelar o edifício da lota junto ao Porto dos Carneiros. “Ainda estamos a pensar, mas acho que tem de ser um equipamento concessionado, de uma área complementar à restauração porque já há bons restaurantes naquela zona”, explica Frederico Sousa. O autarca reforça a ideia de que é preciso melhorar as acessibilidades dentro da cidade da Lagoa e para isso é essencial criar “um eixo sul-norte para a rotunda do Nonagon onde as pessoas que estão no Tecnoparque podem vir diretamente, através de um único eixo até à orla marítima. Já temos projeto feito, temos a negociação feita com os proprietários e a intenção é de se conseguir até ao final do ano, início do próximo, avançar com essa ligação do Nonagon ao bairro [de São Pedro]”.
Para além de melhorar as acessibilidades dentro da cidade, um dos objetivos futuros da autarquia passa também por ligar Lagoa e Ponta Delgada através de uma via pedonal/ciclável. “Concluídas todas essas fases, primeira e segunda, e também o troço do Nonagon, nós estamos a falar de mais ou menos seis quilómetros, desde a Baía de Santa Cruz até à fábrica da Prolacto. Acho que vai ser uma relação interessante entre as duas cidades e, acima de tudo, acabamos por ter uma relação mais, na minha opinião, mais orgânica entre todos os pontos”.
Sobre a possibilidade de criar uma marina na Lagoa, Frederico Sousa, não vê, para já, necessidade de tal. “Gostava, e eu espero, que a Lagoa possa ter um ponto de paragem, não necessariamente de varagem, ou seja, ter um local onde os barcos possam parar, onde têm condições de parar, ficar, ir ao restaurante”, nota o autarca. E isso pode ser uma possibilidade a desenvolver junto ao porto dos Carneiros ou até mesmo na Caloura.
Sobre a proteção da orla costeira na zona da baía de Santa Cruz, a autarquia diz desconhecer o estado do processo. “Tem havido recorrentemente nos planos e orçamentos do Governo Regional, a inscrição de uma intervenção em Santa Cruz, que nós não conhecemos”, diz o presidente da CML.
Contactado pelo DL, a secretaria regional do Mar e das Pescas explica que “ a DROP [Direção Regional das Obras Públicas] procedeu à aquisição de serviços para a realização do levantamento topo-hidrográfico de toda a baía, que seria indispensável à elaboração dos projetos de execução, tendo sido executado, estando essa fase inicial concluída”. De acordo com o diretor regional de Políticas Marítimas, “a DROP [Direção Regional das Obras Públicas] solicitou uma estimativa de preço, numa consulta preliminar de mercado, que apontava um custo de cerca de 49.000,00 € + IVA para a elaboração de um projeto de execução para a solução de construção de um pontão”.
Sobre o prazo para avançar com a obra, a mesma fonte não indica quando irá acontecer esclarecendo apenas que não está “previsto que a intervenção venha a ocorrer no corrente ano”.

A Praça de Nossa Senhora da Graça, na freguesia do Rosário, na cidade da Lagoa, acolheu esta sexta-feira, 30 de maio, o juramento da bandeira do exército português.
Tratou-se da cerimónia comemorativa do 32.º aniversário do Regimento de Guarnição n.º 2 e Juramento da Bandeira do 2.º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército 2025.
Presidida pelo comandante da Zona Militar dos Açores, brigadeiro geral Jorge Filipe da Silva Ferreira, a celebração contou com a presença do presidente da Câmara da Lagoa, Frederico Sousa, entre outras entidades civis e militares.
Na ocasião, Frederico Sousa enalteceu a importância de uma cerimónia como esta na cidade da Lagoa, revelando que o município estará sempre disponível para colaborar e apoiar as operações realizadas pela Zona Militar dos Açores.
Tratou-se de um ato simbólico que representa o compromisso solene dos novos militares para com a pátria, traduzido na promessa de fidelidade à Constituição da República Portuguesa, no dever de servir nas Forças Armadas e no cumprimento das obrigações militares.
A cerimónia assinala igualmente o culminar de um exigente período de formação, durante o qual os recrutas se prepararam para assumir a responsabilidade de defender Portugal.
O momento assinalou, também, o 32.º aniversário da Guarnição n.º 2 do Exército, contando com um desfile das forças em parada, integração do estandarte nacional e imposição de condecorações.

O Pavilhão Professor Jorge Amaral, no lugar dos Remédios, na Lagoa, foi palco, no passado dia 8 de março, do Torneio de Judo Cidade de Lagoa, reunindo 113 atletas, 12 treinadores e 17 árbitros.
Organizada pelo Judolag sob a égide da Associação de Judo do Arquipélago dos Açores, a competição contou com a participação de sete clubes, incluindo o Clube Ana de Santa Maria, que fez a sua estreia neste torneio.
Os escalões em prova – Benjamins, Infantis, Iniciados, Juvenis, Cadetes e Juniores – demonstraram grande entrega e evolução, proporcionando combates dinâmicos e emocionantes.
Segundo a direção do Judolag, o balanço da iniciativa foi “bastante positivo”, com destaque para os momentos de partilha entre participantes e a forte presença do público.
“A estrutura organizada do evento garantiu uma experiência fluida e confortável para atletas, treinadores e familiares. O Judolag – Judo Clube Lagoa, reconhecido pela qualidade dos seus eventos, mais uma vez proporcionou um ambiente de excelência, onde os atletas puderam brilhar e os pais acompanhar os seus filhos em segurança e conforto”, apontou a direção do clube lagoense em declarações ao Diário da Lagoa.
O evento destacou-se não só pela qualidade competitiva, mas também pela valorização dos atletas, com a tradicional entrega de troféus a celebrar o esforço e dedicação de todos os participantes.

O salão nobre do edifício dos Paços do Concelho, na cidade da Lagoa, recebeu, esta manhã, a apresentação pública da requalificação da frente marítima.
Segundo a Câmara Municipal de Lagoa, o projeto agora apresentado, pelo gabinete M-Arquitectos, já se encontra concluído e candidatado, em outubro de 2024, ao PO2030, tendo sido subdividido em duas componentes. A primeira com incidência na proteção da orla costeira, no âmbito das alterações climáticas, e outra componente, relacionada com a mobilidade e a requalificação urbanística.
A requalificação da frente marítima é uma obra estimada em cerca de seis milhões de euros, sujeita a comparticipação com fundos europeus em 85 por cento, a que acresce mais cerca de 550 mil euros na aquisição de edificações, que estavam classificadas como de risco. A autarquia lagoense, diz que está neste momento, “pendente a aprovação desta candidatura, por parte do Governo regional dos Açores, para posterior lançamento do concurso de empreitada”.
Na ocasião o presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, salientou que “este é um projeto de continuidade, que retoma o processo iniciado há cerca de quatro anos, que faz uma ligação entre a Atalhada e o Portinho de São Pedro e que agora incide na zona mais complexa da cidade, na malha urbana”.
O autarca referiu ainda que “este projeto da requalificação da frente marítima tem em consideração e expetativa da requalificação da Fábrica do Álcool, pois são dois projetos essenciais para o concelho, que irão permitir o desenvolvimento da cidade e criadas todas as condições para que se possa ter um desenvolvimento harmonioso”.
A autarquia explica, também, em comunicado, que o ponto central do projeto “incide no Portinho de São Pedro, no Porto dos Carneiros até à baía de Santa Cruz, com uma passagem pedonal com uma zona suspensa, que irá desde o Complexo de Piscinas até à freguesia de Santa Cruz, com uma relação harmoniosa entre as duas freguesias da cidade”.
O projeto apresentado numa primeira fase termina na zona da Relvinha, no entanto, a intenção da autarquia é que o mesmo continue até à baía de Santa Cruz. No entanto, a autarquia lagoense refere que “este troço carece de uma integração e de uma articulação com o projeto de proteção costeira da baía de Santa Cruz, anunciado há três anos, pelo Governo regional dos Açores”.
Por outro lado, Frederico Sousa explicou que existe um eixo preponderante, que é o eixo do Portinho de São Pedro até ao Tecnoparque, sendo um eixo único que poderá fazer a ligação até à rotunda do Nonagon. “Este projeto já se encontra, igualmente, concluído, e pretende criar uma abertura da cidade de norte para sul, em termos rodoviários”.
“O desafio deste projeto passou por cumprir com o propósito de não se realizar uma obra demasiada interventiva no território, mas que fizesse toda a diferença na convivência entre a cidade e o mar, salvaguardando a identidade do centro histórico, mas garantindo uma melhor circulação rodoviária, pedonal e ciclável e com isso, potenciar o desenvolvimento económico”, lê-se em nota de imprensa enviada às redações.