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Lagoa reforça apoio ao setor social com assinatura de novos contratos-programa

A Câmara da Lagoa formalizou um conjunto de parcerias com dez instituições de solidariedade, visando fortalecer a coesão social e responder a desafios crescentes como a habitação, as dependências e o fim dos fundos do PRR

© CM LAGOA

A Câmara Municipal da Lagoa, através de nota de imprensa enviada à nossa redação, deu conta da recente assinatura de vários contratos-programa com associações de âmbito social que atuam no concelho. O ato oficial, que contou com a presença do presidente da Câmara, Frederico Sousa, e da vereadora Graça Costa, pretende ser um reforço estratégico do município no apoio direto às instituições que promovem a inclusão e o bem-estar da comunidade lagoense.

Segundo a autarquia, estes protocolos abrangem entidades como a ARRISCA, a APPJ, a Associação Fermenta (através do projeto “Avó Veio Trabalhar”), o Banco Alimentar Contra a Fome, a APAV, a Kairós, a Novo Dia, a Casa do Povo do Cabouco, a Associação União Solidária (AUS) e o Lions Clube da Lagoa. Este investimento municipal foca-se, em grande parte, no fortalecimento do Centro de Intervenção TEAR (Transformar, Educar, Acolher e Reabilitar).

Frederico Sousa aproveitou a ocasião para manifestar a sua preocupação com a atual conjuntura internacional e regional, apontando para desafios críticos que a Lagoa enfrenta, nomeadamente no acesso à habitação acessível, no combate à violência doméstica e nas problemáticas das dependências. O autarca alertou ainda para as possíveis dificuldades que o tecido empresarial e social poderá sentir com o término do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), defendendo uma união de esforços mais estreita entre os diferentes níveis de governação. “Atualmente existem presidentes de câmara e de juntas de freguesia que têm vontade de fazer mais e melhor, com disponibilidade para serem parceiros do governo regional. Com vontade de todos juntos, entre as IPSS, o governo regional e os municípios criarmos as condições para enfrentarmos esses desafios”, afirmou Frederico Sousa, sublinhando que a autarquia pretende continuar a disponibilizar recursos financeiros, logísticos e humanos para garantir que nenhuma franja da população fique desamparada no atual contexto.

Ordem dos Assistentes Sociais instala sede regional na Lagoa

O Núcleo Territorial dos Açores passa a estar sediado na cidade da Lagoa, num passo estratégico para a afirmação da profissão e para o reforço da justiça social em todo o arquipélago

© CM LAGOA

A cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, passou a acolher a sede do Núcleo Territorial dos Açores da Ordem dos Assistentes Sociais, num passo estratégico para a afirmação desta classe profissional no arquipélago açoriano. O momento solene foi assinalado pelo descerramento de uma placa comemorativa pelo presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, que se fez acompanhar pela presidente do respetivo Núcleo, Paula Andrade. Segundo a nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense, a instalação desta estrutura no concelho simboliza um compromisso reforçado com a proximidade e o fortalecimento das respostas sociais em todas as ilhas, unindo profissionais e entidades locais em torno da promoção da justiça social.

A cerimónia, que reuniu diversos representantes da Ordem, especialistas da área e figuras da comunidade local, coincidiu com as celebrações do Dia Mundial do Serviço Social. Durante a sua intervenção, Frederico Sousa sublinhou que “a presença do Núcleo Territorial dos Açores da Ordem dos Assistentes Sociais representa um passo significativo no reforço das redes de cooperação e no reconhecimento do trabalho fundamental desenvolvido pelos assistentes sociais junto das comunidades”. O autarca aproveitou o momento para vincar a identidade da Lagoa como um território que privilegia a inclusão, afirmando que “num concelho que valoriza a coesão social e o apoio às pessoas, é com grande satisfação que a Lagoa acolheu este momento, reafirmando o compromisso do município com iniciativas que promovem uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva”.

Com esta nova centralidade, a Ordem dos Assistentes Sociais pretende consolidar a sua estrutura de apoio na Região Autónoma, garantindo uma rede mais robusta e presente no quotidiano dos cidadãos.