
No âmbito das celebrações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado a 3 de maio, o Governo regional dos Açores sublinhou a relevância do jornalismo profissional como pilar da democracia e da cidadania. Sob o lema da UNESCO para 2026, “Moldar um Futuro de Paz”, a tutela defendeu que a existência de órgãos de comunicação social independentes é essencial para enfrentar desafios atuais, como a manipulação de informação e a proliferação de notícias falsas.
Em nota enviada à redação, o secretário regional Paulo Estêvão apontou o novo Sistema de Incentivos aos Media Privados (SIM) como uma ferramenta central na estratégia do executivo. Segundo o governante, esta medida resultou num aumento do apoio financeiro destinado à capacitação, transição digital e sustentabilidade das empresas do setor, visando assegurar o pluralismo informativo perante a concorrência das grandes plataformas digitais e redes sociais.
O “Plano para os Media Açorianos” inclui ainda uma aposta na formação contínua, desenvolvida em parceria com o CENJOR e o Sindicato dos Jornalistas. Estão a ser promovidas ações de qualificação em áreas como a Inteligência Artificial, procurando preparar os profissionais das várias ilhas e da diáspora para as novas exigências tecnológicas. Além da vertente formativa, a tutela destacou o lançamento da revista “Açorianidade” como um instrumento para reforçar a ligação com as comunidades emigradas, numa fase em que a região se prepara também para acompanhar desenvolvimentos no setor aeroespacial em Santa Maria.

A rede de escolas e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) de todas as ilhas dos Açores passou a contar com a presença regular da imprensa escrita regional. A execução deste programa de aquisição e distribuição de jornais foi assinalada esta quinta-feira, 5 de março, na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, como uma ferramenta estratégica para garantir o acesso a conteúdos fidedignos e apoiar a sustentabilidade dos órgãos de comunicação social locais.
Durante uma visita à Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, reforçou que a presença dos jornais nestas instituições é uma garantia de transparência. “Num mundo em que a informação está disponível através de diversos mecanismos, mas essa informação não é uma informação fidedigna, os órgãos de comunicação social produzem uma informação confiável”, afirmou o governante, destacando o papel do jornalismo no combate às notícias falsas.
O programa, que teve início na segunda metade de 2025 e mantém a sua continuidade este ano, assegura que as assinaturas de todos os jornais da Região Autónoma dos Açores sejam distribuídas de forma abrangente por todo o território. Paulo Estêvão sublinhou a eficácia do modelo face ao panorama nacional: “Estamos a fazer com que os nossos jornais cheguem a todo o lado, a todo o território da região”, contrastando com as dificuldades de distribuição que se registam atualmente em várias capitais de distrito no continente português.

Esta distribuição direta constitui o primeiro de quatro eixos de um plano estratégico mais vasto para o setor. O segundo pilar assenta no Sistema de Incentivos aos Media (SIM), que em 2025 representou um investimento regional de cerca de um milhão de euros. O terceiro eixo foca-se na publicidade institucional, abrangendo agora de forma equitativa as rádios que, segundo o governante, eram anteriormente o “parente pobre” dos apoios regionais.
O quarto pilar do plano dedica-se à capacitação profissional, com formações agendadas para 2026 em áreas como inteligência artificial e jornalismo de investigação, em parceria com o CENJOR e o Sindicato dos Jornalistas. Ao balançar a implementação destas medidas, Paulo Estêvão afirmou que o conjunto de apoios à comunicação social “triplica aquilo que acontecia antes”, em governações socialistas, reiterando o compromisso com a independência e a modernização da imprensa em todas as ilhas.

Alexandra Manes
Terça-feira, dois de setembro de dois mil e vinte e cinco. Paulo Simões, deputado eleito pelo PSD e Presidente da Comissão de Economia, toma a palavra, em reunião, para ler uma missiva vinda de Lisboa. Por momentos, somos transportados/as para o tempo dos Descobrimentos, quando chegavam cartas dos monarcas da Metrópole para anunciar novidades às pessoas da província insular, lá longe no meio do mar.
Simões lê o comunicado de Miguel Pinto Luz, outro do longo leque de ministros que Luís Montenegro parece ter escolhido propositadamente como exemplos do que não fazer, nem ser, quando se brada pela meritocracia. O senhor Ministro das Infraestruturas fez saber, por interposta pessoa, que não se faria ouvir em Comissão, para qual havia sido convidado pelo povo açoriano, através das suas e dos seus deputados. Fez saber que não o faz, porque não quer ferir o princípio da imparcialidade política. Afinal de contas, onde é que já se viu um Ministro a ser político? E parcial? Só nos desenhos animados, certamente.
Miguel Pinto Luz anunciou que não vai responder às questões preparadas pela Comissão, referentes a assuntos relacionados com a avaliação do atual modelo de transportes marítimos e abastecimentos locais.
Para as pessoas mais distraídas, o que se passa remete-nos para uma realidade que beira o abismo. Estamos perante uma falta crónica e sucessiva de resposta adequada às necessidades de abastecimento das empresas locais. Nem mesmo o centralismo escapa, porque é também em São Miguel que a coisa se tem sentido com particular ardor. A responsabilidade é, evidentemente, uma questão a abordar com o Terreiro do Paço, porque é de lá que deveriam emanar as diretrizes e estratégias necessárias para manter a sacrossanta coesão territorial. Mas, isso só serve quando lhes interessa, claro está. O senhor Ministro escudou-se e apelou à compreensão e ao respeito pela separação de poderes e governos.
Num ápice, Miguel Pinto Luz transformou-se num acérrimo defensor da importância da Autonomia! Será o governo de Montenegro tão transformista quanto o de Bolieiro?
Importa recordar que Miguel Pinto da Luz só engana quem se deixa enganar. Já se esqueceram da sua breve passagem, pelos Açores, enquanto candidato à liderança do PSD, em 2019, onde mostrou uma profunda preocupação com a Universidade dos Açores e com o défice de financiamento da instituição, acusando o, então, Governo da República de “não querer dar resposta a este problema tão gritante”, acrescentando que “Uma universidade com estas características, tripolar, numa região ultraperiférica, tem desafios que nós temos de olhar e tratar de forma diferente. Não podemos tratar igual aquilo que é diferente e por isso temos de ter abordagens diferentes.”. O seu partido é Governo e o que fez pela Universidade dos Açores? Adoptou um modelo de financiamento que prejudica aquela que era uma instituição com a qual tinha tanta preocupação…
Voltando à atualidade, certo é que, quando lhe deu jeito o mesmo Ministro não se lembrou da imparcialidade, nem coisa parecida, e, em sede da mesma Comissão, foi ouvido acerca do Subsídio Social de Mobilidade – após ter introduzido um teto de 600 euros de custo elegível máximo, sendo que as pessoas passaram a suportar o valor acima desse teto (além dos 134 euros) – presenteando a província com umas declarações plenas de colonialismo encapotado. A separação de poderes, à época, devia estar de férias.
Recordem-se que Miguel Pinto Luz é do mesmo partido que Paulo Simões representa e que José Manuel Boliero lidera, nos Açores. Recordem-se, também, que vivemos tempos de plenitude alaranjada, com todos os órgãos de soberania democrática a serem comandados pelo mesmo partido, sendo que em alguns casos está auxiliado por outros menores. Portugal é totalmente governado pelo PSD e, no entanto, o PSD não se entende consigo mesmo.
Assim vai a história das finanças regionais e da conferência de líderes que Montenegro quer muito, muito, muito fazer, com Bolieiro e Albuquerque. O Luís, lá em Lisboa, quando não está ocupado a esconder imóveis da Entidade para a Transparência, passa uma parte dos seus dias a arranjar maneira de não falar com os senhores das ilhas. Será, talvez, um amante da história de Portugal, que deseja voltar ao tempo em que o monarca falava em Lisboa e as orelhas baixavam nos Açores. Mesmo que, para o efeito, seja preciso abandonar os colegas cor-de-laranja.
Esses desentendimentos e centralismos arrogantes persistem também noutros casos.
Vejam-se as declarações da presidente da Praia da Vitória, que acordou do adormecimento veraneante para se lembrar que tinha campanha eleitoral para fazer este ano. Vânia Ferreira questionou a administração da RTP, ao saber que a mesma tinha decidido deixar a delegação da RTP/Açores, na ilha Terceira, sem qualquer tipo de segurança, e de portas fechadas ao público.
Há algum tempo que assistimos a um processo de destruição dos nossos canais de comunicação social públicos. Montenegro, e os amiguinhos neoliberais, retomaram os esforços do padrinho Passos, para acabar com o projeto até ao final do mandato. E esse trabalho de desossar o esqueleto da Rádio e Televisão de Portugal vai ter consequências, desde logo para nós, aqui tão longe.
Fartaram-se os senhores das gravatas de fazer propaganda e publicidade, engrandecendo a RTP/Açores por ter 50 anos de existência, em 2025. Vídeos e mensagens institucionais que vieram do país inteiro. O que não veio foi uma visão para salvar o barco e tapar os buracos. Em vez disso, vieram mais cortes. Até ao corte final, que chegará um dia.
O que Vânia e Paulo não nos disseram, mas deviam ter dito, é que as atitudes de Luís Montenegro, Miguel Pinto Luz ou da administração da RTP também são culpa sua. O PSD está a parasitar os Açores e a promover e consolidar o colonialismo e o centralismo que sempre afetou as nossas ilhas. E se o PSD não quer saber dos seus, quanto mais quererá dos pobres coitados que se dignarem a falar contra eles.
Este é o futuro da Região. Um conjunto de nove ilhas onde autonomia é palavrão, e subserviência é recompensada com desprezo. Para o ano há festa para celebrar um aniversário redondo. Alguém que se lembre de falar disto, antes que seja a última efeméride a celebrar.

Miguel Sousa Azevedo, nascido em Lisboa, mas “completamente terceirense” e “ligado às tradições” da sua terra, escolhe iniciar desta forma a sua apresentação ao nosso jornal. É, para além de “jornalista e assessor de imprensa”, “navegador de ralis”, paixão que surge aos “30 anos”; vice-presidente do Terceira Automóvel Clube (TAC) e do Rádio Club de Angra e alguém com um gosto enorme pela escrita. Explica ao Diário da Lagoa (DL) que a sua envolvência em várias frentes faz-lhe ter uma vida “agitada e complexa”. Partilha, ainda, a sua opinião sobre o estado atual do rali e da comunicação social.
DL: Como surgiu o gosto pela rádio?
O gosto pela rádio sempre existiu, mas não tinha noção do que era até começar a fazê-la à pressão. A rádio continua a ser, para mim, o veículo de transmissão mais puro, pela simples razão de que, quem consegue transmitir alguma coisa em rádio, tem de ter a capacidade de, apenas por palavras e pela forma como as diz, transmitir as imagens que as pessoas não estão a ver. Essa é a grande magia que a rádio continua a ter.
Trabalhei na Rádio Club de Angra como aprendiz de jornalista durante dois anos, saí e voltei. A verdade é que eu nunca parei de fazer rádio nem jornalismo. Fiz jornalismo desportivo, continuamente, desde 1997.
DL: Escreve para o Diário Insular, tem um blogue. Onde é que surge esse gosto pela escrita?
Vem de família, porque eu tinha pessoas de família que tinham ligações à escrita. Tive um tio-avô que foi um poeta famoso na primeira metade do século XX [António de Sousa]. A minha primeira relação com a escrita, foi ao escrever uma crónica e a partir daí as coisas começaram a acontecer. Fui convidado para ser assessor de imprensa de um partido político, continuando a fazer jornalismo sob outra forma, porque a produção é a mesma, embora as intenções sejam diferentes. Eu gosto muito de escrever e isso tornou-se uma ferramenta diária. Esteve sempre presente. Pelo meio comecei a fazer uma crónica, mais ou menos regular, no jornal A União, que já fechou há alguns anos. Passei-a depois para o Diário Insular. Tenho todas as crónicas guardadas e estão sempre a perguntar-me quando é que eu as vou publicar.
DL: O seu pai, Jorge Azevedo, um dos fundadores do Terceira Automóvel Clube, antigo piloto de rali, influenciou-o no gosto pelo rali?
Não e eu nunca tive aquele despertar para o fazer. Quando isso aconteceu, já estava ligado à escrita e eu aproveitei a ocasião para fazer uma reportagem por dentro de uma prova e isso depois aconteceu várias vezes. As coisas cruzam-se de uma forma não muito pacífica.
DL: Nunca pensou em ser piloto de rali?
Não. Eu acho que posso ser um bom navegador e nunca seria um bom piloto. Isso requer um talento acima da média e eu sou um condutor normal. Mas, o papel do navegador é muito importante, independentemente de estarmos a pisar terreno conhecido ou não.
DL: As pessoas valorizam esse papel do navegador?
Com a abertura que a informação permite de as pessoas verem os vídeos das grandes estrelas mundiais, já se apercebe a importância dos navegadores. Um bom navegador marca o ritmo dentro do carro.
DL: O Azores Rallye foi cancelado. O que pensa sobre isso?
Que é uma pena que não se realize o maior evento desportivo da região. Infelizmente houve muita má gestão financeira.
DL: Como é ser vice-presidente da Rádio Club de Angra?
Nos últimos tempos, ser vice-presidente do Terceira Automóvel Clube talvez tenha dado mais trabalho, porque a RCA é uma “embarcação que navega por si”, só que precisa de dinheiro todos os meses, que nem sempre aparece. Estamos, também, com uma carência de quem goste de fazer rádio.
DL: A comunicação social atravessa uma crise e fala-se em apoios do Governo. Considera que é importante apoiar?
Sim. Não consigo apontar diretamente qual é a melhor forma, mas tem de haver uma coisa, que é justiça. Cada vez se dá menos valor a quem faz as coisas originalmente. (Vivemos uma) crise da propriedade intelectual.
DL: Pondera o lançamento de um livro?
Eu tenho uma “dívida de saudade” com a minha mãe, que é juntar os poemas dos dois e pô-los cá fora de qualquer forma. Também tenho cerca de 400 crónicas e, talvez, algumas delas dariam uma coletânea engraçada. Um livro de raiz, de certeza que não o vou escrever.
DL: Quando o voltaremos a ver na estrada?
Para o ano, certamente.

O deputado do PSD/Açores Paulo Simões afirmou que o programa de apoio extraordinário aos órgãos de comunicação social privados, apresentado pelo Governo regional e aprovado no parlamento, promove um “jornalismo livre, independente e robusto”.
O parlamentar social-democrata falava na Assembleia Legislativa dos Açores, durante o debate do diploma proposto pelo Governo da Coligação (PSD, CDS-PP e PPM).
Paulo Simões destacou o “declínio” observado no setor, tanto nos Estados Unidos da América como na Europa, “do qual os Açores não estão isentos e para o qual são necessárias soluções”.
“Durante uma crise económica – e infelizmente já enfrentamos várias ao longo dos anos –, toda a economia se retrai. A comunicação social não é exceção, pelo contrário, sofre ainda com maior intensidade”, afirmou.
Durante uma retração económica, “uma das primeiras medidas tomadas pelas empresas é cortar a publicidade em jornais e rádios, que sofrem com isso, além do aumento dos custos de produção e da inflação, que se somam às despesas de funcionamento”, explicou.
No entanto, tendo em conta a realidade insular, geográfica e demográfica, prosseguiu Paulo Simões, “a situação nos Açores é ainda mais aguda”.
“Estamos a falar de realidades micro. São Miguel, a ilha mais populosa, concentrando metade da população dos Açores, com cerca de 140 mil habitantes, tem pouca massa crítica”, lembrou.
Quanto se trata das restantes ilhas do arquipélago, o cenário agrava-se: “falamos de um microcosmo, há ilhas com cerca de três mil e quatro mil habitantes”, daí a importância de um programa de incentivos como o Governo da Coligação colocou em cima da mesa.
Paulo Simões lembrou que, “enquanto a maioria das empresas estão a recuperar dos danos causados pela pandemia, a comunicação social viu a sua situação a agravar-se” e que isso é um “facto indesmentível”.
“É preciso tomar pulso à comunicação social que está ligada às máquinas”, alertou o parlamentar social-democrata, acrescentando que “se não for a comunicação social regional, ninguém quer saber das nossas ilhas, a não ser que haja um furacão ou evento com alguém importante”.
“Nós somos esquecidos pelos órgãos de comunicação social do país. Cabe à comunicação social local e regional dar voz a quem nunca a teria. Esta é que é a realidade”, salvaguardou.
O deputado eleito pela ilha de São Miguel acrescentou que “não faltam efetivamente notícias nas redes sociais, mas essas notícias têm um custo de produção, pois são pagas pelas empresas de comunicação social “, apontando o dedo “à distribuição gratuita” que não suporta esses custos.
“Se não houvesse comunicação social, alguém saberia o que estava aqui a ser discutido”, questionou, sublinhando que, na sua ausência, “a escuridão é total e a democracia fica em risco”.
O parlamentar social-democrata condenou também “a pirataria promovida pela partilha gratuita de jornais e revistas que abundam nas redes sociais, com prejuízos diretos da ordem dos 40 milhões de euros, que fogem às empresas de comunicação social e ao fisco”.
Paulo Simões destacou, por fim, que “os incentivos à comunicação social não são originais do Governo regional, existindo programas desta natureza em países como o Canadá e a Noruega” sem que isso coloque em causa a isenção dos media.

Num momento em que “o jornalismo é agora mais necessário que nunca”, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, valorizou esta sexta-feira, 18 de outubro, a aprovação pela Assembleia Legislativa Regional do apoio extraordinário aos órgãos de comunicação social privados açorianos.
“Os órgãos de comunicação social privados dos Açores exercem uma missão de inquestionável interesse público, cuja importância assume particular relevância como mediadores para a informação e formação de uma opinião pública qualificada, tornando-os imprescindíveis como garante da democracia, com a missão acrescida de unir todos os açorianos e manter vivas as especificidades próprias de cada comunidade local”, vincou o governante.
Paulo Estêvão falava na apresentação do Decreto apresentado pelo Governo regional dos Açores.
As empresas privadas de comunicação social regional, sinalizou o governante, enfrenta “sérios problemas que, nos últimos tempos, foram agravados pelo contexto pós-pandémico, num cenário de guerra na Europa e no Médio Oriente, com o consequente aumento de custos das matérias-primas, de subida de taxas de juro e o aumento de rendas”.
E prosseguiu: “Se é verdade que estas situações tiveram efeitos em todos os setores, também é certo que, num setor que sobrevive de receitas publicitárias e assinantes, este é um impacto que se faz sentir com ainda maior incidência”.
O apoio aprovado, sublinhou Paulo Estêvão, pretende apoiar a salvaguarda de emprego no conjunto das empresas de comunicação social privada e visa garantir mecanismos que evitem a redução da cobertura profissional da atualidade política, social, económica e cultural, seja regional ou local.

O Diário da Lagoa (DL) está nomeado na categoria Comunicação Social da XXIII Gala do Desporto Açoriano, evento promovido pela Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto, através da Direção Regional do Desporto.
Integram esta categoria os órgãos de comunicação social sediados na Região Autónoma dos Açores que se tenham distinguido na cobertura e promoção do desporto regional em 2023.
A lagoense Mariana Lucas Furtado, ex-colaboradora do DL, está nomeada para a subcategoria de “Jornalista”, que destaca o indivíduo que se tenha distinguido ao longo de 2023, ao serviço da comunicação social desportiva.
Estão também em votação as categorias “Desportista do Ano” (masculino e feminino), e “Prestígio Desportivo Anual”.
Este ano a Gala do Desporto Açoriano conta com a presença do atleta do Clube Náutico de Lagoa, Gonçalo Rodrigues, nomeado para Desportista do Ano e o lagoense Bruno França, nomeado para Prestígio Desportivo Anual.
A decisão dos vencedores é feita por votação online, aberta ao público. Votação decorre até 3 de julho.

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, inicia hoje, 9 de maio, na ilha Terceira, reuniões individuais com responsáveis de cada órgão de comunicação social privado dos Açores, anunciou a Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades (SRAPC) em comunicado.
Segundo a Secretaria Regional, trata-se de reuniões “com vista a auscultar diferentes sensibilidades para um reformulado regime de apoio ao setor”.
“O propósito da revisão do atual PROMEDIA passa por consensualizar uma proposta que permita aumentar de forma muito significativa os apoios aos órgãos privados, garantindo uma maior igualdade de acesso a estes, e independentemente dos meios em que operam”, refere a SRAPC na nota de imprensa enviada pelo Governo dos Açores às redações.
Paulo Estêvão pretende visitar os órgãos privados de cada ilha e reunir com os seus dirigentes para encontrar “pontos comuns para um entendimento que terá sempre como marca a independência de órgãos e jornalistas”.
A Secretaria dos Assuntos Parlamentares realça que os “contextos de insularidade e dispersão geográfica, a comunicação social privada exerce uma missão acrescida de inquestionável interesse público na consolidação de uma opinião pública crítica e qualificada”.
O Governo dos Açores reitera, ainda, que o futuro programa de apoio, “sejam quais forem os seus moldes, que ficarão definidos após amplas auscultações, manterá naturalmente afastada qualquer interferência na liberdade editorial dos órgãos de comunicação social.”