
O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, recebeu esta terça-feira, 9 de junho, o Presidente da República, António José Seguro, no Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.
Segundo uma nota de imprensa enviada pela Presidência do Governo Regional, a audiência serviu para a apresentação de cumprimentos institucionais e antecedeu o início do programa oficial das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano têm como palco o arquipélago açoriano.
Após o encontro, decorreu a cerimónia do hastear da Bandeira Nacional, assinalando o arranque formal das celebrações. O momento contou também com a presença da Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa.
Durante a audiência, o Chefe de Estado assinou ainda o Livro de Honra da Presidência do Governo dos Açores, imortalizando a sua passagem pela Região neste dia festivo.
Na ocasião, o líder do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, saudou a escolha dos Açores para acolher as comemorações de 2026, considerando que a decisão representa um reconhecimento claro da importância estratégica das ilhas no contexto nacional e atlântico.
O governante fez questão de destacar a posição geográfica singular da Região e a sua vocação histórica de ligação entre continentes e culturas. “Os Açores são um território de paz, de cosmopolitismo e de ligação ao mundo”, referiu.
Sublinhando que a região encara esta responsabilidade com entusiasmo e sentido de missão, Bolieiro reforçou o orgulho açoriano em ser o centro das atenções do país e das comunidades da diáspora. “Estamos de braços abertos para acolher uma celebração de sucesso”, garantiu.
O programa oficial do 10 de Junho prossegue esta quarta-feira na ilha Terceira, tendo como um dos momentos centrais a tradicional cerimónia militar no Cerrado do Bailão, em Angra do Heroísmo.

Em nota divulgada esta quarta-feira, dia 18, no site da Presidência da República, o novo presidente da República de Portugal, António José Seguro, anunciou que a ilha Terceira, nos Açores, será o palco das comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 2026, mantendo a prática de celebrar o 10 de Junho também na diáspora, desta vez no Luxemburgo.
A escolha da Terceira assume significado especial por homenagear as autonomias regionais, que este ano assinalam 50 anos desde a sua consagração constitucional. Segundo a Presidência da República, celebrar a data nos Açores reforça a importância histórica, política e cultural das regiões autónomas na construção de um Portugal mais coeso, plural e solidário, sublinhando os valores da unidade nacional e da coesão territorial.
O 10 de Junho será também celebrado no Luxemburgo, um país que, de acordo com a Presidência da República, acolhe uma das mais expressivas e dinâmicas comunidades portuguesas na diáspora, reforçando o reconhecimento do contributo dos portugueses residentes no estrangeiro para o desenvolvimento do país e para a afirmação internacional de Portugal.
No dia 12 de junho, António José Seguro participará ainda numa sessão comemorativa na Madeira, assinalando os 50 anos de autonomia e os 40 anos de integração europeia da região.
A prática de celebrar o Dia de Portugal em território nacional e na diáspora foi iniciada em 2016 pelo então presidente Marcelo Rebelo de Sousa, mantendo-se nos anos seguintes:
2016: Lisboa e Paris
2017: Porto e Brasil
2018: Açores e Estados Unidos da América
2019: Portalegre e Cabo Verde
2020: Lisboa (somente, devido à pandemia)
2021: Madeira (somente, devido à pandemia)
2022: Braga e Reino Unido
2023: Peso da Régua e África do Sul
2024: Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera e Coimbra, e Suíça
2025: Lagos, Alemanha e Macau
No discurso de tomada de posse, a 9 de março, na Assembleia da República, António José Seguro já tinha anunciado que pretende manter a tradição do seu antecessor de celebrar o 10 de Junho tanto em Portugal como junto das comunidades portuguesas no estrangeiro.
Referindo-se a Jorge de Sena, o chefe de Estado afirmou que “Portugal é feito dos que partem e dos que ficam”, destacando que Marcelo Rebelo de Sousa compreendeu esse sentimento ao iniciar a prática de realizar as comemorações do Dia de Portugal em território nacional e na diáspora, uma tradição que decide agora prosseguir por partilhar a mesma visão.